
Sign up to save your podcasts
Or


Leitura da fábula infantil O Rei está Salvo de Millôr Fernandes.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
"No salão Grená, a pequena multidão de nobres espera nervosamente a entrada de Sua Majestade. É dia do aniversário do Supremo Mandatário e Ele vai dirigir a palavra a seus cidadãos, concitando-os para mais um esforço pelo desenvolvimento do país. Alguns radicais exigem a reforma dos feudos, mas as rédeas estão seguras nas mãos fortes que cuidam da Pátria. De repente há um frêmito entre as pessoas, o Mestre de Cerimônias bate com o bastão no chão e anuncia Sua Majestade, Pepino, o Longo. Sua Majestade entra e vai desfilando lentamente por entre os nobres, se encaminhando para o elevado do trono. Quando, porém, coloca o pé no degrau do trono, um menininho, que estava perto, arregala os olhos e fala, alto bastante para que a sala toda, mergulhada em emocionado silêncio, ouvisse: “Mamãe, mamãe, o Rei está nu!”
Imediatamente, enquanto o tumulto toma conta do ambiente, o serviço de segurança de Sua Majestade agarra o menino e a mãe e os arrasta para fora da sala. E, sem perda de tempo, um arauto sobe ao palanque do trono e, com voz pausada, lê uma comunicação: “Cidadãos, pela presente, o departamento de pesquisas químicas de Sua Majestade avisa que conseguiu fabricar um tecido, com o qual Sua Majestade está vestido neste momento, tecido esse de beleza e resistência excepcionais, mas que é completamente invisível para qualquer subversivo”.
MORAL: PENSE BEM. VOCÊ ACHA QUE O REI ESTÁ NU OU ESTÁ VESTIDO?"
(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.)
Créditos
Big Horns Intro de Audionautix está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Artista: http://audionautix.com/
Leitura da fábula infantil A Causa da Chuva de Millôr Fernandes.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
"Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.
– Chove só quando a água cai do teto do meu galinheiro, esclareceu a galinha.
– Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.
– Como assim? disse a lebre. Está visto que chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que tem dentro.
Nesse momento começou a chover.
- Viram? gritou a galinha. O teto do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!
– Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.
– Mas, como assim? tornava a lebre. Parecem cegos? Não vêem que a água cai das folhas das árvores?
MORAL: Todas as opiniões estão erradas."
(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.)
Leitura da fábula infantil O Gato e a Barata de Millôr Fernandes.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
"A baratinha velha subiu pelo pé do copo quase cheio de vinho, que tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância, que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, no alto do copo.
- Gatinho, meu gatinho – pediu ela –, me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva.
- Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato.
- Me saaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.
O gato virou o copo com uma patada, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada.
- Que é isso? – perguntou o gato – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixava eu comer você inteira.
- Ah, ah, ah! – ria então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?
Moral: Às vezes a auto depreciação nos livra do pelotão"
Leitura da fábula O Ratinho, O Gato de O Galo de Monteiro Lobato.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
Certa manhã, um ratinho saiu do buraco pela primeira vez. Queria conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos. Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça.
— Sim senhor! É interessante isto!
Examinou tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida, notou no terreiro um certo animal de belo pêlo, que dormia sossegado ao sol.
Aproximou-se dele e farejou-o, sem receio nenhum. Nisto, aparece um galo, que bate as asas e canta. O ratinho, por um triz, não morreu de susto. Arrepiou-se todo e disparou como um raio para a toca.
Lá contou à mamãe as aventuras do passeio.
— Observei muita coisa interessante — disse ele. — Mas nada me impressionou tanto como dois animais que vi no terreiro.
Um de pelo macio e ar bondoso, seduziu-me logo. Devia ser um desses bons amigos da nossa gente, e lamentei que estivesse a dormir impedindo-me de cumprimenta-lo. O outro… Ai, que ainda me bate o coração! O outro era um bicho feroz, de penas amarelas, bico pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentamente, abriu o bico e soltou um có-ri-có-có tamanho, que quase caí de costas. Fugi. Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia ser o famoso gato, que tamanha destruição faz no nosso povo.
A mamãe rata assustou-se e disse:
— Como te enganas, meu filho! O bicho de pêlo macio e ar bondoso é que é o terrível gato. O outro, barulhento e espaventado, de olhar feroz e crista rubra, filhinho, é o galo, uma ave que nunca nos fez mal. As aparências enganam. Aproveita, pois, a lição e fica sabendo que:
Quem vê cara não vê coração.
Leitura da fábula Pau de Dois Bicos de Monteiro Lobato.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
Um morcego estonteado pousou certa vez no ninho da coruja, e ali ficaria de dentro se a coruja ao regressar não investisse contra ele.
– Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha casa, sabendo que odeio a família dos ratos?
– Achas então que sou rato? Não tenho asas e não vôo como tu? Rato, eu? Essa é boa!…
A coruja não sabia discutir e, vencida de tais razões, poupou-lhe a pele.
Dias depois, o finório morcego planta-se no casebre do gato-do-mato. O gato entra, dá com ele e chia de cólera.
– Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha toca, sabendo que detesto as aves?
– E quem te disse que sou ave? – retruca o cínico – sou muito bom bicho de pêlo, como tu, não vês?
– Mas voas!…
– Vôo de mentira, por fingimento…
– Mas tem asas!
– Asas? Que tolice! O que faz a asa são as penas e quem já viu penas em morcego? Sou animal de pêlo, dos legítimos, e inimigo das aves como tu. Ave, eu? É boa…
O gato embasbacou, e o morcego conseguiu retirar-se dali são e salvo.
Moral da Estória:
O segredo de certos homens está nesta política do morcego. É vermelho? Tome vermelho. É branco? Viva o branco!
Leitura da fábula A Onça Doente de Monteiro Lobato.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
Leitura da fábula A Garça Velha de Monteiro Lobato.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
Leitura da fábula O Macaco e o Gato de Monteiro Lobato.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
Leitura da fábula A Corrida de Sapinhos de Monteiro Lobato.
História Infantil com vozes divertidas.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
"Era uma vez uma corrida de sapinhos.
Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com eles.
Começou a competição.
A multidão dizia:
– Não vão conseguir! Não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo. E a multidão a aclamar:
– Não vão conseguir! Não vão conseguir!
E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranquilo, sem esforço.
No final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO!
Moral: Quando queremos fazer alguma coisa que precise de coragem não devemos escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir. Seja surdo aos apelos negativos."
From the publisher's feed

51 Listeners