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O Podcast TenisBrasil acompanha a abertura do Curitiba Open, no Graciosa Country Club, e conversa nesta semana com as juvenis Nauhany Silva e Eduarda Gomes e com a diretora do torneio, Luma Ramos.
Naná avalia sua temporada até agora, em que mesclou juvenil e profissional e fez uma passagem de treinamento na Espanha. "Este tem sido um ano de muito aprendizado e eu encaro com a mesma seriedade tanto o juvenil quanto o profissional. A diferença é a intensidade".
Dois anos mais jovem, Duda vem de um giro por torneios asiáticos e recebeu convite em Curitiba. Não fez partida ruim, embora tenha sentido dificuldade com o ritmo da experiente adversária. "Fiquei sem ar", revela.
Luma, por fim, explica a dura tarefa de dirigir um torneio dessa envergadura e se mostra muito satisfeita por ver 14 brasileiras com oportunidade de disputar um evento de tamanho porte dentro de casa.
Diante de um quadro preocupante de lesões que atingem os grandes nomes da nova geração, o Podcast TenisBrasil conversa nesta semana com Marcelo Prata, preparador físico de Guto Miguel. Ele se posiciona: "Atingir e manter o físico ideal depende muito do próprio atleta".
Formado nos EUA, onde jogou no universitário, Prata desenvolveu um sistema próprio e trabalha com diferentes modalidades, do salto ornamental ao futvôlei. Ele se diz mergulhado no trabalho com o jovem goiano de 17 anos e faz analogias com João Fonseca, sempre ressaltando a evidente individualização de cada corpo.
Marcelo destaca a alta intensidade do tênis profissional dos tempos atuais e diz que o trabalho mais apurado depende da convergência de diferentes áreas, como o técnico, o fisioterapeuta, o nutricionista e o psicólogo. "Claro que nem todos têm dinheiro para isso".
Dados coletados pela Confederação Brasileira de Tênis contabilizam uma boa notícia para o tênis brasileiro: 50 torneios profissionais realizados ao longo da temporada 2026.
O editor José Nilton Dalcim analisa os dados e mostra otimismo, já que houve concentração nos torneios de base e também atendimento a diferentes níveis de competição, o que fortalece a oportunidade de o tenista subir de categoria, tudo é claro com maior economia.
O presidente da Confederação, Alexandre Farias, destaca mudanças para 2027, com melhor distribuição de torneios em cada semestre, e acredita que será possível manter ou até ampliar o calendário.
Atuante em oito estados mais o Distrito Federal, num total de 20 cidades, o projeto de massificação do Rede Tênis já atingiu 135 mil alunos de escola pública e acaba de receber um grande incentivo: o fundo Fifa Global Citizen Education selecionou o programa para receber um aporte de US$ 250 mil e com isso melhorar condições de ensino e de estrutura de suas unidades.
Mariana Miné, CEO da Rede Tênis, conta ao Podcast TenisBrasil que o trabalho tem quatro degraus, começando pela apresentação do tênis em escolas públicas e, nos estágios seguintes, faz peneiras para dar seguimento aos que mais se destacam. "A base é a meritocracia" e a meta é dar oportunidades sucessivas, incluindo estudos no Exterior ou uma carreira profissional.
"Naná (Silva) e Guto (Miguel) são tremendas motivações para a garotada", garante Mari, que detalha também que o planejamento de longo prazo prevê a criação de uma equipe profissional de competição.
Um das mais promissoras tenistas de sua geração, a gaúcha Miriam D´Agostini fez uma carreira juvenil espetacular, mas teve dificuldade para encarar a complicada transição para o profissionalismo, ainda mais nos duros anos 1990.
Agora, ela está do outro lado da mesa e, com a experiência adquirida nos bastidores, resolveu encarar um desafio: orientar empresas a investir com mais propriedade no mercado do tênis, como ela conta ao editor José Nilton Dalcim no Podcast TenisBrasil desta semana.
"O tênis é um ótimo negócio, mas é preciso direcionar bem o investimento", garante Miriam, que baseou seu trabalho numa profunda e inédita pesquisa de mercado.
Preocupada em motivar mulheres a assumir o cargo de treinadoras no circuito, a WTA lançou um programa especial em 2021 e já viu triplicar o número de mulheres na função.
O Podcast TenisBrasil explica como funciona a iniciativa, que tem a paulista Vivian Segnini como uma das organizadoras. Qualquer interessada pode solicitar vaga pelo site da WTA.
Durante o SP Open, três brasileiras foram graduadas e se juntaram a outras duas que haviam feito o curso no ano passado. Conheça a história de Ingrid de Lucca, Maísa Feital e Marina Danzini, a experiência que viveram e seus objetivos na carreira.
Convidados do Podcast TenisBrasil desta semana, os analistas Paulo Cleto e Otávio Maia acham que o titulo de Alexander Zverev é a prova de que o alemão se achou de vez na carreira e ganhou a confiança para administrar jogos difíceis e torneios longos, como aconteceu neste US Open.
Para Maia, a cazaque Elena Rybakina superou as próprias dúvidas e Cleto acrescenta a importância que teve o retorno ao trabalho com o treinador croata. "Roubaram Elena por meses", disparou, referindo-se ao afastamento de Alexander Vukov.
O podcast também fala do vice-campeonato de Guto Miguel, que recebeu elogios de Maia por seu tênis vistoso e eficiente, enquanto Cleto acredita que seu futuro como profissional é cada vez mais promissor.
Luiza Fullana e Carolina Bohrer ganharam as simples de Campos do Jordão, Ana Candiotto foi campeã de duplas em Barueri e a juvenil Duda Gomes, de apenas 14 anos, conseguiu sua primeira vitória como profissional. Esse foi o bom saldo do circuito de torneios de base promovidos de forma inédita pela Federação Paulista.
O Podcast TenisBrasil esteve na etapa do Alphaville Tênis Clube para bater um papo com Duda, que está de malas prontas para o Japão. Também conversou com Sofia Mendonça, que se diz pronta para a transição à carreira de treinadora, mostrando ótima visão do que pode contribuir.
E entrevista Danilo Gaino, presidente da FPT, que revela o segredo para realizar eventos de ótimo nível e muitos elogios: parcerias corretas e nada de gigantismos desnecessários.
Embora a conquista de dois troféus de Masters 1000 consecutivos na quadra dura seja um resultado gigante, o capitão brasileiro da Copa Davis diz não estar totalmente surpreso com o sucesso de Orlando Luz e Rafael Matos. "Eles já haviam mostrado todo esse potencial", afirma Jaime Oncins ao Podcast TenisBrasil.
Um dos melhores duplistas brasileiros de todos os tempos, Oncins acredita que o dueto gaúcho chegará confiante ao US Open e será olhado com respeito ainda maior. "Os Grand Slam exigem adaptação devido ao terceiro set normal, mas isso não deve ser problema".
O treinador lamentou a contusão de João Fonseca, o que pode tirá-lo do confronto diante da Suíça no Rio de Janeiro logo depois do US Open, e acha que o Brasil deveria estar com mais nomes no top 100 do ranking de simples: "Temos qualidade para isso".
Parceria que engrenou rapidamente desde a retomada, em janeiro deste ano, Rafael Matos e Orlando Luz podem chegar ao ATP Finals e realizar o sonho de toda a equipe. Isso é o que conta Luiz Peniza, um dos treinadores do centro de treinamento ADK, que divide o trabalho com Franco Ferreiro na orientação do dueto gaúcho.
"Dupla de hoje exige assumir riscos", afirma Peniza ao Podcast TenisBrasil e destaca que a grande campanha em Montréal se deu justamente pela confiança demonstrada nos pontos decisivos. O técnico avalia seus dois jogadores, fala sobre o trabalho de preparação e diz que o fato de treinarem na mesma base de Itajaí é um ponto essencial.
Peniza também é o capitão do time brasileiro da BJK Cup e fala de sua expectativa para o duelo de novembro contra o Canadá, em Vitória, que não vai contar com Bia Haddad.
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