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Um das mais promissoras tenistas de sua geração, a gaúcha Miriam D´Agostini fez uma carreira juvenil espetacular, mas teve dificuldade para encarar a complicada transição para o profissionalismo, ainda mais nos duros anos 1990.
Agora, ela está do outro lado da mesa e, com a experiência adquirida nos bastidores, resolveu encarar um desafio: orientar empresas a investir com mais propriedade no mercado do tênis, como ela conta ao editor José Nilton Dalcim no Podcast TenisBrasil desta semana.
"O tênis é um ótimo negócio, mas é preciso direcionar bem o investimento", garante Miriam, que baseou seu trabalho numa profunda e inédita pesquisa de mercado.
Preocupada em motivar mulheres a assumir o cargo de treinadoras no circuito, a WTA lançou um programa especial em 2021 e já viu triplicar o número de mulheres na função.
O Podcast TenisBrasil explica como funciona a iniciativa, que tem a paulista Vivian Segnini como uma das organizadoras. Qualquer interessada pode solicitar vaga pelo site da WTA.
Durante o SP Open, três brasileiras foram graduadas e se juntaram a outras duas que haviam feito o curso no ano passado. Conheça a história de Ingrid de Lucca, Maísa Feital e Marina Danzini, a experiência que viveram e seus objetivos na carreira.
Convidados do Podcast TenisBrasil desta semana, os analistas Paulo Cleto e Otávio Maia acham que o titulo de Alexander Zverev é a prova de que o alemão se achou de vez na carreira e ganhou a confiança para administrar jogos difíceis e torneios longos, como aconteceu neste US Open.
Para Maia, a cazaque Elena Rybakina superou as próprias dúvidas e Cleto acrescenta a importância que teve o retorno ao trabalho com o treinador croata. "Roubaram Elena por meses", disparou, referindo-se ao afastamento de Alexander Vukov.
O podcast também fala do vice-campeonato de Guto Miguel, que recebeu elogios de Maia por seu tênis vistoso e eficiente, enquanto Cleto acredita que seu futuro como profissional é cada vez mais promissor.
Luiza Fullana e Carolina Bohrer ganharam as simples de Campos do Jordão, Ana Candiotto foi campeã de duplas em Barueri e a juvenil Duda Gomes, de apenas 14 anos, conseguiu sua primeira vitória como profissional. Esse foi o bom saldo do circuito de torneios de base promovidos de forma inédita pela Federação Paulista.
O Podcast TenisBrasil esteve na etapa do Alphaville Tênis Clube para bater um papo com Duda, que está de malas prontas para o Japão. Também conversou com Sofia Mendonça, que se diz pronta para a transição à carreira de treinadora, mostrando ótima visão do que pode contribuir.
E entrevista Danilo Gaino, presidente da FPT, que revela o segredo para realizar eventos de ótimo nível e muitos elogios: parcerias corretas e nada de gigantismos desnecessários.
Embora a conquista de dois troféus de Masters 1000 consecutivos na quadra dura seja um resultado gigante, o capitão brasileiro da Copa Davis diz não estar totalmente surpreso com o sucesso de Orlando Luz e Rafael Matos. "Eles já haviam mostrado todo esse potencial", afirma Jaime Oncins ao Podcast TenisBrasil.
Um dos melhores duplistas brasileiros de todos os tempos, Oncins acredita que o dueto gaúcho chegará confiante ao US Open e será olhado com respeito ainda maior. "Os Grand Slam exigem adaptação devido ao terceiro set normal, mas isso não deve ser problema".
O treinador lamentou a contusão de João Fonseca, o que pode tirá-lo do confronto diante da Suíça no Rio de Janeiro logo depois do US Open, e acha que o Brasil deveria estar com mais nomes no top 100 do ranking de simples: "Temos qualidade para isso".
Parceria que engrenou rapidamente desde a retomada, em janeiro deste ano, Rafael Matos e Orlando Luz podem chegar ao ATP Finals e realizar o sonho de toda a equipe. Isso é o que conta Luiz Peniza, um dos treinadores do centro de treinamento ADK, que divide o trabalho com Franco Ferreiro na orientação do dueto gaúcho.
"Dupla de hoje exige assumir riscos", afirma Peniza ao Podcast TenisBrasil e destaca que a grande campanha em Montréal se deu justamente pela confiança demonstrada nos pontos decisivos. O técnico avalia seus dois jogadores, fala sobre o trabalho de preparação e diz que o fato de treinarem na mesma base de Itajaí é um ponto essencial.
Peniza também é o capitão do time brasileiro da BJK Cup e fala de sua expectativa para o duelo de novembro contra o Canadá, em Vitória, que não vai contar com Bia Haddad.
Um dos mentores da Yes Tennis Academy, lugar que pavimentou o crescimento de João Fonseca ainda juvenil, Bruno Bonjean é o entrevistado desta semana no Podcast TenisBrasil. O tenista e empresário contou as bases que norteou todo o projeto, enfatizou a importância dada ao trabalho e desenvolvimento dos treinadores e afirma que a limitação de 50 alunos tem se mostrado ideal.
Bonjean também fala muito sobre Fonseca. Destaca sua simplicidade e dedicação ferrenha aos treinamentos, o que tem sido um espelho para a garotada, e defende o calendário estipulado pelo treinador Guilherme Teixeira, "um dos profissionais mais comprometidos que já conheci".
Ele considera natural, ainda que exagerada, a ansiedade do torcedor brasileiro por avanço contínuo de Fonseca no ranking, mas lembra que o "ranking é consequência e não objetivo final neste momento" e diz que existe um cuidado especial com lesões e saúde mental, problemas cada vez mais frequentes no exigente circuito profissional.
Felipe Meligeni passou um longo período de dificuldades e incertezas. Justamente no seu melhor momento, precisou operar as costas, perdeu o pai e, no retorno após seis meses de inatividade, voltou a sentir o tendão.
Mas nada disso o desanimou. Em bate papo com o jornalista Felipe Priante, Meligeni conta no Podcast TenisBrasil toda essa dura trajetória. "Cheguei a pesar 12 quilos a mais porque só ficava jogando videogame", revela sobre o sofrido período de parada de 2025.
Agora, depois de intenso trabalho físico e uma equipe toda renovada, que inclui a orientação de Thomaz Bellucci, ele se diz muito motivado. Ganhar o torneio no Pinheiros, há duas semanas, misturou surpresa e emoção.
Apesar de estar no top 600, vai jogar o quali do US Open com ranking protegido, confiante de que pode embalar novamente a carreira neste segundo semestre.
O brasiliense Paulo Saraiva conheceu o tênis aos 13 anos, vindo de um projeto social. Aos 16, já era número 1 nacional e, pouco antes dos 18, ganhou seu primeiro ponto na ATP. Uma escalada espetacular, que exigiu enorme sacrifício pessoal, ajuda de pessoas bem intencionadas e dedicação gigante.
Neste domingo, Saraiva fez final no M25 do Pinheiros, se reaproxima dos top 500 de simples e dos 200 nas duplas, com apoio da mesma equipe que treina Guto Miguel. No bate papo com o editor José Nilton Dalcim, ele relembra a dura trajetória, se diz um afortunado e segue com grande otimismo.
Marjorie Souza não teve uma carreira juvenil espetacular, optou por estudar e treinar no forte circuito universitário norte-americano e agora, aos 23 anos, dando os primeiros passos no circuito profissional, se surpreendeu com as duas finais já obtidas e com um ranking muito além da expectativa.
No bate-papo com o editor José Nilton Dalcim durante o torneio do Pinheiros, disputado na semana passada, Marjorie contou sua trajetória e como tem superado metas desde que passou a treinar em São Paulo na academia da Rede Tênis. Natural de Serra Negra e formada em Psicologia, ela diz que a decisão de ir para os EUA foi acertadíssima porque enriqueceu seu estilo naturalmente ofensivo.
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