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Não é apenas o tênis tradicional que vive um momento de expansão pelo Brasil. O tênis sobre cadeira de rodas também está em ascensão, com ótimos resultados internacionais. E muito disso se deve ao excepcional trabalho do mineiro Leo Botija, que revelou e treina dois nomes fortíssimos da nova geração, Vitória Miranda e Luiz Calixto.
O jornalista Mário Sérgio Cruz bateu um gostoso papo com Leo para o Podcast TenisBrasil desta semana e o treinador não segurou as lágrimas ao contar sua história de dedicação e perseverança, que mudou a perspectiva de vida de Vitória e Luiz. Os dois cadeirantes passam a encarar o circuito profissional nesta temporada.
A relação entre os pequenos e jovens tenistas e sua sempre ansiosa e participativa família no desenvolvimento da carreira tem um lado muito positivo, mas também pode gerar conflitos, dramas e desentendimentos.
Baseado em sua experiência e com o objetivo de dar dicas e sugestões aos pais, Éder Miranda lançou o livro "Ponto a Ponto: Manual de Sobrevivência para Pais de Atletas".
Na conversa com o editor José Nilton Dalcim no Podcast TenisBrasil desta semana, Miranda conta sua relação com os filhos Thomas, Catharina e Benjamin, aborda temas importantes, como a transferência de desejos, interferência técnica, diferentes tipos de cobrança e a necessidade tanto de divertimento e como de interação familiar.
Nunca se falou tanto sobre a necessidade do trabalho psicológico no tênis, e por isso o Podcast TenisBrasil foi ouvir o psicólogo esportivo e também treinador Daniel Moraes, que admite que a área ainda não recebe a atenção ideal dos jogadores e suas equipes, mas já vê avanços consideráveis.
A entrevista contou com a participação da ex-top 50 Patrícia Medrado e usou o momento de Bia Haddad como importante exemplo da dificuldade de recuperação da carreira e a ascensão de João Fonseca como lado muito positivo. A chave, segundo Moraes, é entender ou se descobrir o que gera o bloqueio emocional. E isso vale do profissional ao amador.
O especialista, que tem um método próprio, chamado Ponto de Impacto, já atendeu mais de 1.000 tenistas, enfatiza a importância do treinamento teórico e prático do processo mental e diz que um dos segredos do tênis é se estar à frente da emoção.
O challenger de nível 100 erguido no Jockey Club de São Paulo exigiu grande esforço dos promotores. Eduardo Secco conta no Podcast TenisBrasil desta semana que a ideia é subir rapidamente de status e por isso foi feito um grande investimento em estrutura.
Já o empresário Guilherme Velloso, o outro idealizador do projeto, explica a questão da venda de ingressos e revela que a estrutura móvel terá de ser remontada a cada edição do LA Open.
Uma das atrações na largada do evento foi o duelo entre os irmãos gêmeos Vitor e Breno Braga por vaga na chave principal e eles contam sua história para o jornalista Felipe Priante.
Indian Wells não viu a aguardada final entre Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, por conta do ótimo momento de Daniil Medvedev, e trouxe a repetição da decisão feminina do Australian Open entre Aryna Sabalenka e Elena Rybakina, que prometem novos duelos ao longo da temporada, quem sabe até mesmo pela liderança do ranking.
O técnico Paulo Cleto e o editor José Nilton Dalcim avaliam os torneios disputados no deserto californiano e destacam as diferenças climáticas enormes com Miami, onde a umidade tenderá a deixar os jogos mais lentos, apesar de o piso ser ligeiramente mais veloz. "Mais do que em Indian Wells, jogar de dia ou de noite em Miami exige grandes adaptações", destaca Cleto.
Os dois analisam também a grande campanha de João Fonseca e opinam sobre o eventual duelo contra Alcaraz, em possível segunda rodada, no final desta semana. "A vitória difícil contra (Karen) Khachanov deu grande confiança", opina o treinador, que também ficou admirado com a final feminina, "bem mais interessante que a masculina".
Assim como acontece no circuito profissional, o jogador amador brasileiro agora pode jogar numa quadra que marca as bolas dentro ou fora, mede sua velocidade de saque, dá as principais estatísticas em tempo real ou depois da partida e ainda por cima guarda as imagens completas de seu duelo ou de seu treino.
Essa inovação chega através da empresa StarBro e seu principal executivo e desenvolvedor, Jeff Plentz, explica no Podcast de TenisBrasil desta semana como o processo foi desenvolvido e a forma de tornar os custos cada vez mais acessíveis ao consumidor.
O Podcast mostra também, com imagens no Youtube, os variados recursos do Zenniz.
Um dos mais bem sucedidos treinadores brasileiros da nova geração, o gaúcho Tiago Leivas está há 19 anos na Espanha e hoje responde pelo profissional Pedro Martinez depois de trabalhar com Albert Ramos Viñolas.
Convidado do Podcast de TenisBrasil desta semana, ele enumera as dificuldades e habilidades inerentes a um técnico de alto rendimento no circuito internacional, fala dos novos tempos da tecnologia e estatísticas e reforça a importância do trabalho mental dentro e fora da quadra.
Leivas acredita que o treinador brasileiro não precisa sair do país para ganhar dinheiro como acontecia antes, mas alerta que o intercâmbio é fundamental para se adquirir bagagem e conhecimento. E garante que o imediatismo é um entrave para técnico e tenista.
Num momento em que o tênis brasileiro está vivendo muito mais de resultados de seus duplistas, o canhoto Igor Marcondes tenta recuperar o tempo perdido, mostra progressos e se dá o direito de sonhar com o qualificatório de seu primeiro Slam.
Número 310 do ranking no momento, ele é o segundo brasileiro que mais somou pontos em 2026, com 76, pouco atrás dos 97 de Gustavo Heide. "Estou no caminho certo", afirma ele em bate papo com o jornalista Felipe Priante no Rio Open.
Aos 28 anos, Marcondes relembra sua trajetória desde a volta da suspensão, momento que começou do zero, tendo de jogar pré-quali de torneios de US$ 15 mil. "Nunca pensei em abandonar", afirma ele, apesar dos três anos parados.
O maior torneio da América do Sul nunca sentiu tanta falta de grande estrelas como na edição 2026. Em que pesem problemas médicos de última hora, procura-se o grande vilão: a data perdida entre os eventos de quadra sintética ou o saibro que tem cada vez menos especialistas e fica espremido no calendário.
O jornalista Felipe Priante debate o tema no Podcast TenisBrasil desta semana e ouve nomes importantes: Fernando Meligeni, Nélson Aerts, Teliana Pereira, Alessandre Cossenza e Fernando Nardini.
E qual é sua opinião? Aproveite e deixe nos comentários!
Um dos homens que mais trabalha de perto com a renovação do tênis brasileiro, o gaúcho Eduardo Frick reconhece a entressafra de momento, mas vê com bons olhos a nova geração e acredita que o treinador de alto rendimento ainda está em fase de aprimoramento.
Na conversa com o editor José Nilton Dalcim, Frick fala sobre a recente Copa Davis contra o Canadá e da parceria firmada entre a Rio Tennis, onde é o gerente geral, com a academia de Patrick Mouratoglou: "Teremos uma base na Europa", destaca.
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