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O sucesso do esporte feminino brasileiro nos Jogos Olímpicos de Paris, responsável por 12 de 20 medalhas e por todos os três ouros conquistados, precisa ser refletido no tênis nacional, ainda mais por ele hoje ter o maior nome surgido nos últimos 25 anos, com Beatriz Haddad Maia.
Por isso, o Podcast TenisBrasil foi ouvir Sabrina Giusto e Patrícia Medrado para entender as dificuldades que existem para prospecção de talentos e trabalho de base com as garotas, que historicamente mostram maior evasão ao longo da carreira juvenil do que os meninos.
As duas entrevistadas defendem a criação de um programa nacional de desenvolvimento só para meninas e envolvimento mais significativo de treinadoras no trabalho de campo e viagens até para minimizar o problema de assédio, que infelizmente também ronda o tênis.
O tênis foi um dos grandes destaques da primeira semana dos Jogos Olímpicos de Paris, com dois momentos históricos que chamaram enorme atenção do mundo esportivo. O ponto alto, é claro, foi a final histórica e espetacular entre Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, que realizou o grande sonho do sérvio, 16 anos mais velho que seu poderoso adversário.
O tênis brasileiro não teve os resultados esperados, mas tem importantes desafios à frente. E por isso o jornalista Felipe Priante entrevistou os dois capitães em Paris: Jaime Oncins e Luiz Peniza. Já em setembro, o Brasil participa da fase de grupos que decide a Copa Davis e Oncins fala sobre sua expectativa. Pouco depois, em novembro, será a vez de receber a Argentina na repescagem da Billie Jean King Cup.
Peniza avalia o momento das meninas e enfatiza a relevância do encontro nacional de treinadores que a Confederação Brasileira criou para a discussão ampla dos caminhos a serem adotados para que o tênis dê outro salto de qualidade.
Na esteira do bom momento que a nova geração do tênis nacional atravessa, o Podcast TenisBrasil conversa com o presidente da Confederação Brasileira, Rafael Westrupp, para saber quais são os planos a curto e médio prazos da entidade para dar um novo salto de qualidade.
O jornalista Felipe Priante, que faz cobertura dos Jogos Olímpicos em Paris, ouviu o dirigente, que se disse satisfeito com o investimento feito desde 2017 no alto rendimento de base, através da parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes, e com o trabalho de bastidores que hoje oferece oito patrocinadores à CBT, tendo como pilares o BRB e a Engie, algo que levou a entidade a ficar "saudável financeiramente".
Diante disso, Westrupp afirma que os quase 40 torneios profissionais, entre 15 e 125 mil dólares, previstos para 2024 terão aumento de 30% já na próxima temporada. Caminho que foi adotado pela Itália com enorme sucesso. "O brasileiro que se sair bem nesse calendário dentro de casa, já se garante entre os 250 e pode ir experiente à Europa e EUA", afirma Westrupp.
O presidente destaca ainda o novo ciclo da Copa Davis com a chegada de Jaime Oncins - "fomos da segunda divisão ao Finals da Davis em cinco anos" - e o sucesso da BJK Cup no Ibirapuera, com metade dos ingressos para o duelo contra a Argentina já vendidos.
O editor José Nilton Dalcim comanda o bate papo com os especialistas Alexandre Cossenza e Otávio Maia na análise do que aconteceu em Wimbledon.
O destaque fica por conta do bicampeonato de Carlos Alcaraz, o desafio emocional e a notável atuação na decisão deste domingo em cima de Novak Djokovic. Terá sido a ascensão definitiva do novo Big 2? Os jornalistas debatem o tema.
A mesa redonda também fala da difícil transição ao saibro e depois à quadra dura que aguarda os tenistas, em frente a questões físicas, e abordam a surpreendente final feminina entre Barbora Krejcikova e Jasmine Paolini, além de questionar o momento de Bia Haddad Maia.
O tênis brasileiro ganhou um novo treinador, e esse é de enorme bagagem no circuito profissional. Thomaz Bellucci iniciou trabalho junto ao catarinense Pedro Boscardin, de 21 anos, e tem certeza de que pode contribuir muito com sua vasta experiência de longo período entre os top 50.
No bate papo com o editor José Nilton Dalcim, Bellucci avalia também a evolução do circuito masculino, com destaque para a parte física, e diz que a homogenização do tênis atual facilita o trabalho do técnico.
Mas ao mesmo tempo alerta: o treinador no Brasil ainda está um pouco atrasado quanto a como se jogar o tênis moderno. "É preciso preparar seu jogador para construir o ponto".
O Podcast TenisBrasil desta semana reúne novamente o editor José Nilton Dalcim com os jornalistas Alexandre Cossenza e Otávio Maia para a já tradicional mesa redonda que avalia os grandes momentos do tênis.
Roland Garros terá marcado enfim a passagem de bastão do Big 3? Como Jannik Sinner vai encarar a posição de número 1? Iga Swiatek já está com meia medalha de ouro olímpica no pescoço?
Esses foram alguns dos tópícos mais relevantes abordados no descontraído bate papo, que fala também da ascensão italiana e do momento do tênis brasileiro.
Roland Garros completou sua primeira rodada e, desta vez, não houve vitórias brasileiras, com seis derrotas logo de início no Grand Slam que historicamente é o mais favorável ao tênis nacional. Se Laura Pigossi e Gustavo Heide ficaram perto de inesperada vitória e Felipe Meligeni fez o que pôde contra Casper Ruud, faltou físico a Thiago Monteiro e jogo para Thiago Wild em partidas em que também não eram favoritos.
Por isso, a decepção foi mesmo Beatriz Haddad Maia, conforme destaca o editor José Nilton Dalcim. Direto de Paris, Bia explica ao jornalista Márcio Arruda que seu problema é de cobrança interna.
A abertura de Roland Garros também marcou a eventual despedida do rei Rafael Nadal, mas o espanhol recusou homenagem e deixou no ar a chance de ainda voltar ao torneio ou, ao menos, à Chatrier, agora para as Olimpíadas. O ex-profissional Dácio Campos diz que Alexander Zverev é seu favorito ao título e acha que Nadal deveria ter dado seu adeus.
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