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Avançam as negociações da missão oficial do governo brasileiro à Jordânia para diversificação de fornecedores para fertilizantes. A comitiva brasileira se reuniu neste domingo (8), em Amã, com o ministro da Indústria, Comércio e Abastecimento, Yousef Mahsmoud Al-Shamali, e com o ministro da Agricultura, Khaled Hnaifat. Em ambas as agendas foram apresentadas o potencial da Jordânia em oferecer parcela significativa da demanda nacional de fertilizantes à base de potássio e fósforo.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes destacou a importância da parceria entre os dois países na manutenção da segurança na produção de alimentos.
O ministro da indústria da Jordânia destacou que o intercâmbio comercial entre os dois países está em US$ 420 milhões, mas a balança é mais favorável ao Brasil, com forte participação da proteína animal. O Ministério da Agricultura da Jordânia garantiu que os procedimentos de importação serão prioritários para incrementar o comércio.
A Jordânia também apresentou possibilidades de exportação de azeites, doces e tâmaras, a fim de aumentar o rol de produtos para o Brasil. Os representantes do governo também demonstraram interesse em adquirir óleos vegetais de soja, girassol e outros.
Os dois países demonstraram interesse em retomar as discussões sobre os acordos de livre comércio, paralisados desde 2010. Também foram estreitados os laços entre as instituições de pesquisa agropecuária dos dois países visando troca de experiências na agricultura do semiárido.
A comitiva brasileira também se reuniu com representantes da Jordan Phosphate Mining Company (JPMC), importante empresa de fertilizantes fosfatados que possui alto padrão mas pouca expressão ainda no mercado brasileiro. A empresa busca não só ofertar produtos ao Brasil mas buscar parceiros comerciais e de investimento para desenvolver a indústria brasileira e priorizar o abastecimento nacional.
sa Manaseer, com intenções de entrar no mercado brasileiro de bioinsumos.
Nesta segunda-feira (9), a comitiva do Mapa chega ao Cairo, onde o ministro Marcos Montes deverá se reunir com o vice-ministro da Agricultura, Moustafa El Sayeed, e com o ministro do Abastecimento, Aly Al Moselhy. A delegação do Mapa participa do Fórum Brasil – Egito: Oportunidades no comércio bilateral, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasil. Também estão previstas reuniões com representantes do setor de fertilizantes e de proteína animal.
Melhorar o comércio de produtos agropecuários entre Brasil e Egito, foi o objetivo do encontro nesta terça-feira (10), da delegação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com representantes dos Ministérios da Agricultura e do Abastecimento do Egito.
Em reunião com o vice-ministro da Agricultura do Egito, Moustafa El Sayeed, o ministro Marcos Montes destacou a boa relação comercial do Brasil com o país africano e a disposição para fortalecer o comércio de produtos agropecuários entre os dois países, a fim de atingir todo o potencial do comércio bilateral.
Segundo ele, o ministro egípcio também garantiu que irá intermediar com o setor privado do país para que empresas privadas aumentem o fornecimento de fertilizantes para o Brasil.
Os temas sanitários também estiveram na pauta da reunião. O Ministro egípcio se comprometeu em manter os temas brasileiros em alta prioridade, como as análises das listas de estabelecimentos brasileiros habilitados a serem atualizadas até outubro de 2022, além de solicitar ao Brasil atenção às demandas de exportação de frutas egípcias.
Nessa mesma reunião, a Embrapa assinou um Memorando de Entendimentos com a Agriculture Research Center (ARC) do Egito para intercâmbio de tecnologias em genética, sanidade, irrigação, mudanças climáticas e biotecnologia. Válido por cinco anos, o acordo inclui áreas como saúde e segurança de animais e plantas. Também prevê o intercâmbio de especialistas e programas de treinamento entre os dois países.
Na agenda com o ministro do Abastecimento, Aly Al Moselhy, foram discutidas melhorias nos modelos de acesso a informações de leilões do governo para ampliar a participação dos empresários brasileiros. Outro tema tratado foi o início de estudos conjuntos para o equilíbrio de mercados entre fertilizantes vindos do Egito e produtos brasileiros destinados a este país.
Nos próximos dias, a delegação se deslocará para o Marrocos onde fará a última etapa da missão internacional.
O Egito é o principal destino das exportações brasileiras para a África, sendo que mais de 70% desse total é de produtos agrícolas. As exportações brasileiras do agronegócio para o Egito foram de cerca de US$ 1,6 bilhão, em média, nos últimos 10 anos.
O episódio de hoje trata sobre a febre aftosa, doença provocada por um vírus altamente contagioso que atinge o rebanho bovino, suíno, caprino e ovino do país.
271,8 milhões de toneladas, essa é a estimativa para a produção de grãos no país, anunciado nesta quinta-feira (12), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Os dados estão publicados no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2021/22. O resultado também apresenta um ligeiro ganho de 2,5 milhões de toneladas quando comparado com a estimativa publicada no mês anterior. Essa melhora na produção é explicada pela maior área plantada de milho segunda safra, além do melhor desenvolvimento no final do ciclo das lavouras, sobretudo de arroz, milho e soja.
Para o milho é esperada uma produção total 116,19 milhões de toneladas, elevação de 33,4% em comparação com a safra 2020/21.
O diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Companhia, Sergio De Zen, explicou a importante contribuição do milho para o resultado da safra.
Outra importante cultura de segunda safra, as lavouras de algodão têm apresentado clima favorável para o desenvolvimento da fibra que, aliada ao ganho de área, resulta numa produção de 2,82 milhões de toneladas de pluma. Se confirmado, o volume estimado será o segundo maior já registrado na série histórica.
O clima mais favorável contribui para um maior rendimento dos grãos, na maioria das regiões produtoras, o que traz uma expectativa de colheita em 1,4 milhão de toneladas.
O secretário adjunto de Política do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Ângelo, destacou o potencial do setor agropecuário em se tornar o maior do mundo de forma sustentável.
Para saber mais sobre o 8º levantamento da Safra de Grãos 2021/22, acesse o site da Conab, em www.conab.gov.br
O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou sem vetos a Lei 14.336, de 2022, que abre ao orçamento da União crédito suplementar no valor de R$ 2,57 bilhões. Desse total, RS 868,5 milhões são para equalização de juros do atual Plano-safra (2021/2022).
A norma é derivada do Projeto de Lei (PLN) 1/2022, aprovado pelo Congresso Nacional em 28 de abril. Os recursos irão atender programas do Ministério da Agricultura, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e operações de custeio agropecuário, de comercialização de produtos agropecuários e de investimento rural e agroindustrial voltadas ao atendimento do Plano Safra 2021/2022.
O ministro da Agricultura, Marcos Montes, agradeceu aos parlamentares pela aprovação da proposta e ao presidente Jair Bolsonaro, pela sanção hoje.
A medida permitirá a reabertura das contratações de financiamentos rurais com recursos equalizáveis, suspensas desde 7 de fevereiro de 2022, possibilitando que o montante de R$ 24 bilhões represados nesse período seja destinado à contratação e liberação de novos financiamentos.
Em reunião com integrantes da missão oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o CEO da Companhia Office Chérifien des Phosphates (OCP), empresa estatal produtora de fosfato do Marrocos, Mostafa Terrab, assegurou ao Ministro Marcos Montes a intenção de instalar uma unidade processadora de fosfato no Brasil.
A Companhia poderá realizar investimentos no Brasil e colaborar com o Plano Nacional de Fertilizantes. A OCP, que atualmente é a maior fornecedora de fósforo para o Brasil, é detentora de cerca de 70% das reservas mundiais de rocha fosfática e tem participação de 31% do mercado mundial de produtos de fosfato. A empresa já atua no Brasil desde 2010, com sete escritórios.
Segundo o ministro Marcos Montes, a visão de futuro apresentada pela empresa encontra total sinergia com as metas do Brasil para a sustentabilidade e segurança alimentar mundial.
A reunião também contou com a participação do adido agrícola do Brasil em Rabat, Nilson Guimarães.
Marrocos é o segundo maior produtor mundial de fertilizantes fosfatados, responsável por cerca de 17 % da produção global. Em 2021, o Brasil importou mais de US$ 1,6 bilhão em fertilizantes do Marrocos.
Em Marrocos, também foi discutida uma parceria entre a Embrapa e a Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P), importante universidade do Marrocos. O presidente da Embrapa, Celso Moretti, faz parte da comitiva.
As duas entidades possuem várias estratégias convergentes de aplicação de tecnologias agrícolas, que apontam para um grande potencial de cooperação entre os países, incluindo a utilização de bioinsumos em complementação ao uso dos fertilizantes clássicos.
Estão abertas até o dia 3 de junho, as inscrições para o Selo Mais Integridade 2022/2023. Podem participar empresas e cooperativas do agronegócio instaladas no país, dedicadas às práticas agropecuárias e pesqueiras de qualquer natureza.
A premiação é um reconhecimento a organizações que adotam práticas de integridade com enfoque na responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética.
A inscrição pode ser feita no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), preenchendo o formulário disponível no seguinte endereço:
bit.ly/INSCRICAO-INTEGRIDADE
Entre os benefícios que podem ser alcançados pelas empresas premiadas estão: ganho de imagem e publicidade positiva junto aos cidadãos e concorrência direta; reconhecimento de possíveis parceiros internacionais; aumento motivacional da equipe e prestadores de serviços; e melhor classificação de risco em operações de crédito junto a instituições financeiras oficiais.
Na última edição do prêmio, 17 organizações foram agraciadas, sendo nove com o Selo Verde e oito com o Selo Amarelo. Na edição 2021/2022, pela primeira vez o Selo Mais Integridade foi entregue a uma empresa do setor pesqueiro, a Frescatto Company. Sediada no Rio de Janeiro, a empresa atua desde 1944 no ramo de processamento de pescados e atende mais de 11 mil clientes em todos os estados do país.
Frutas como o mamão e a melancia apresentaram redução de preços em várias centrais de abastecimento do país. A cenoura também seguiu um movimento de queda. As informações são do 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ouça as análises do mercado de hortifrutis e também, nesta edição, um panorama do mercado de flores ornamentais.
A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP-Mapa) determinou a suspensão de 1.028 e o cancelamento de 4.280 Licenças de Pescadores Profissionais Artesanais inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), após uma análise sistêmica sobre possíveis inserções e reinserções de licenças de pescadores profissionais no sistema, além de indícios de fraudes e irregularidades.
A suspensão e cancelamento das licenças com indício de irregularidade segue as recomendações dos órgãos de controle sobre a necessidade de auditoria e saneamento do Sistema Informatizado do Registro da Atividade Pesqueira. Segundo a SAP, a ação visa inibir os prejuízos que esses registros possivelmente irregulares podem gerar, especialmente em relação ao recebimento indevido de benefícios voltados à categoria.
A Secretaria vem trabalhando desde 2019 na prevenção de irregularidades com o objetivo de coibir o recebimento indevido de benefícios como o Seguro Defeso. O total de Licenças de Pescadores Profissionais Artesanais inscritos no RGP que foram suspensas nesse período chegou a 54.673 e os cancelamentos somaram 39.305.
Os pescadores profissionais artesanais terão um prazo de 60 dias corridos para apresentar, via peticionamento eletrônico, recurso administrativo contra a decisão de suspensão e cancelamento. O recurso deverá conter documentos comprobatórios dos dados pessoais e de atuação de pesca para averiguação completa e precisa das informações contidas no SisRGP e deve ser apresentado por meio do site Gov.br. Os pescadores que tiverem os recursos deferidos terão suas Licenças devidamente reativadas no sistema.
Ao discursar na reunião ministerial da Segurança Alimentar Global - Chamada à Ação, em Nova York (EUA), na quarta-feira (18), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, defendeu o livre-comércio na agricultura, de modo a promover a prosperidade e contribuir com a luta contra a fome e a má-nutrição mundial. Marcos Montes disse que é preciso estimular um ambiente de negócios que permita um fluxo desimpedido do comércio internacional de alimentos e insumos.
Marcos Montes representa o Brasil no evento, organizado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que reúne ministros de mais de 30 países na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O objetivo é identificar os principais desafios e mobilizar ações para enfrentar a insegurança alimentar global.
Os impactos do conflito na Ucrânia foram lembrados por representantes de diversos países no evento. Segundo o ministro brasileiro, os efeitos da guerra desestruturaram profundamente as cadeias globais de suprimentos de commodities, fazendo com que insumos essenciais, como os fertilizantes, fiquem expostos ao risco da escassez e da alta de preços.
O ministro disse que o Brasil está ciente de sua responsabilidade como fornecedor confiável de alimentos de qualidade, pois é um dos únicos países do mundo capazes de aumentar sua produção sem incorporar novas áreas à atividade produtiva. No entanto, o sucesso do modelo brasileiro depende da integração das diversas cadeias produtivas de insumos e de produção de alimentos.
Mais cedo, Marcos Montes teve reuniões bilaterais com o Enviado Especial do Departamento de Estado para a Segurança Alimentar Global, Cary Fowler , e com a Vice-Secretária Geral das Nações Unidas, Amina Mohamed. Nos encontros, ele ressaltou a disposição do Brasil em cooperar no contexto da atual crise de segurança alimentar.
Montes também destacou o papel da ONU, juntamente com a FAO e outras agências, de promover um fluxo desimpedido de alimentos e insumos, não apenas comercial, mas também humanitário.
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