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O governador reeleito de Minas Gerais e coordenador da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL) no Estado, Romeu Zema (Novo), diz que o presidente foi “seu próprio adversário” nas eleições deste ano.
O chefe do Executivo mineiro afirmou em entrevista ao Poder360 que a gestão Bolsonaro apresentou “bons números“, mas eles foram abafados pelos posicionamentos e falas do presidente da República “não muito felizes“. Zema citou como exemplos positivos do governo os lucros das estatais, a queda em índices de violência e a criação de empregos.
O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), afirmou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), “sempre colocou obstáculo” e “tentou inviabilizar” suas ações e às do antecessor, Renan Filho (MDB), à frente do Estado. Em entrevista ao Poder360, disse que não recebeu qualquer ajuda do deputado.
“Sempre torci muito para o presidente Arthur Lira ajudar o Estado de Alagoas, mas isso não aconteceu ao longo desses anos. Pelo contrário, ele sempre colocou barreira nos caminhos, sempre colocou obstáculo, ele sempre tentou inviabilizar de várias maneiras o trabalho aqui do ex-governador Renan Filho e também o nosso trabalho”, declarou.
O Brasil está “saturado” de terminais de GNL (gás natural liquefeito), afirmou o ex-presidente da Golar Power Eduardo Antonello em entrevista ao Poder360. A empresa foi um dos primeiros agentes privados a construir terminais de regaseificação de GNL importado no país.
“O Brasil é servido de terminais de GNL. Não é uma questão de investir mais em [novos] terminais de GNL. […] A questão agora é criar demanda para energia firme, na base”, afirmou Antonello.
Independentemente do resultado das eleições, a principal demanda do setor aéreo continuará sendo a diminuição do custo Brasil. A avaliação é do CEO da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier, de 52 anos.
Em entrevista ao Poder360, Cadier afirma que, além do preço do querosene de aviação, que já subiu 58,8% este ano, o Brasil também enfrenta muita judicialização no setor aéreo. Afirma ainda que é preciso rediscutir a formação do preço praticado pela Petrobras, única vendedora querosene de aviação no Brasil.
O economista Paulo Rabello de Castro (ex-BNDES e Ex-IBGE), 73 anos, avalia que a retirada de despesas da regra fiscal pelo governo petista pode triplicar o deficit público previsto para 2023. O governo projeta rombo de R$ 64 bilhões para o ano que vem.
“Esse deficit pode duplicar. Dependendo da ousadia de atender a todos os compromissos de uma vez só –sem sacrificar outras contas–, pode levar a uma triplicação”, afirmou o economista ao PoderEntrevista.
O deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), 64 anos, quer aproveitar o movimento em torno da transição do governo para aprovar o projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para a população, já que o texto converge com a meta de Lula e de parte do Legislativo. O texto isenta do tributo quem ganha até 4 salários mínimos, o equivalente a R$ 4.848 por mês.
“Daqui a pouco, até quem ganhar Auxílio vai pagar Imposto de Renda. É um descalabro. Na tabela deste ano, quem ganha R$ 1.800 vai pagar a partir de 2023. Quem tem que pagar é quem ganha mais”, afirmou o deputado.
A embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, 80 anos, presidente da ADB (Associação dos Diplomatas Brasileiros), critica a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 34, que permite a congressistas assumirem cargos de embaixadores sem perderem o mandato. Hoje, eles podem assumir o cargo, mas a condição é que abandonem a posição para a qual foram eleitos.
Trata-se, na avaliação dela e da maioria dos diplomatas, de uma medida profilática. Caso pessoas que foram eleitas para mandatos nos quais vão representar Estados assumam esse cargo, há o risco de as questões estaduais –consequentemente menores– dominem a pauta nacional.
Segundo ela, a PEC é uma invasão do Poder Executivo pelo Legislativo. Isso porque as relações exteriores são constitucionalmente uma missão do Executivo. E pode, em última instância, tornar o Brasil um “pária” nas relações exteriores pelas consequências como defesa de interesses locais e falta de habilidade no trato das relações com outros países.
“Se o Brasil aprovar essa PEC, aí sim a gente pode acabar virando uma espécie de pária diplomático. Com o tempo, não seremos mais levados a sério“, disse em entrevista ao Poder360.
O ex-governador de Alagoas e senador eleito Renan Filho (MDB) disse que a rivalidade local com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não afetará a postura do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em relação à sucessão no comando da Casa. Lira já articula o apoio de um “blocão” partidário para, em fevereiro de 2023, ser conduzido a mais 2 anos no cargo.
“Lula precisa olhar quem vai ajudar a levar o seu projeto adiante de maneira verdadeira, de maneira transparente, sem oportunismos, sem querer perpetuar o orçamento secreto, que drenou a capacidade de investimento do país para privilegiar interesses clientelistas e as eleições individualmente para o Congresso Nacional”, declarou o emedebista em entrevista ao Poder360.
Até o final da década, de 60% a 70% dos consumidores brasileiros estarão no mercado livre de energia. A projeção é do diretor-presidente da consultoria PSR, Luiz Augusto Barroso, em entrevista ao Poder360.
“Isso é o oposto do que temos hoje, de 30% no mercado livre e 70% no mercado no mercado cativo. Achamos que é possível inverter [essa proporção]”, disse.
O Kwai lançou uma série documental sobre os jogadores da seleção brasileira de futebol faltando 1 mês para o início da Copa do Mundo do Qatar. A produção “Seleção de Estrelas” conta a história de 21 jogadores que devem disputar o mundial, mas foi feita em um formato inédito para o público acostumado com documentários: os episódios são exibidos para celulares somente na vertical.
O modelo já foi experimentado para outros gêneros cinematográficos. Mas é uma das primeiras séries documentais exibida no formato conhecido pelos produtores audiovisuais como “9 para 16”.
O Kwai começou a patrocinar a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em setembro de 2021. Menos de 2 meses depois, começou a estruturar a série que seria divulgada antes da Copa. O objetivo era reconectar o público brasileiro com a seleção e produzir um impacto positivo do público com os jogadores.
O diretor de cinema Miguel Varca foi contratado para coordenar a produção da série. Para ele, fazer um filme no formato vertical não foi uma ideia simples.
“No começo eu tive uma resistência. Eu tenho um amor romântico pela tela horizontal. Aí depois pensei que não adianta a gente ser teimoso com alguma coisa que diz respeito a um comportamento espontâneo da audiência”, disse o diretor. “Eles assistem o celular de pé e cabe a nós melhorar a experiência deles”, afirmou.
Quem trabalha com audiovisual está tendo que se adequar a essa nova realidade. Em 2021, o TikTok se tornou o 1º concorrente do grupo Facebook a ultrapassar 3 bilhões de downloads no mundo, segundo dados do Sensor Tower. Assim como o Kwai, o aplicativo só tem vídeos em um formato 9 para 16.
Madê Picchi também é diretora de cinema e trabalhou com a produção dos episódios para a série. Para ela, o formato vertical já é uma imposição dos usuários. Além disso, o tempo de duração dos episódios também passa por uma mudança de hábitos dos consumidores.
“É um ritmo muito acelerado. Então muitas vezes [6 minutos] é um tempo longo para uma rede social. Mas eu acho que é uma questão de cultura, das pessoas assistirem formatos um pouquinho mais compridos, como é o caso desses nossos 5 minutos”, disse a diretora.
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