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A próxima governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), disse que espera “construir pontes” com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Algumas propostas para investimentos estruturadores no Estado, que envolvem obras como a Transnordestina e a recuperação do metrô do Recife, serão levadas ao petista.
“As próprias declarações do presidente são que de imediato reunirá todos os governadores eleitos e buscará deles as demandas para os seus Estados. Eu tenho certeza de que essa ponte será construída”, afirmou em entrevista ao Poder360.
O ex-secretário da Pesca do governo Bolsonaro e senador eleito Jorge Seif (PL-SC) disse, em entrevista ao Poder360, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi “um grande covarde” diante do que chamou de “escalada do ativismo judicial” do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Enquanto Pacheco já se movimenta para garantir mais 2 anos no comando da Casa, Seif declarou que a reeleição do mineiro seria “impensável” e colocou o ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL-RN), seu futuro colega de bancada, no páreo.
O ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal eleito Ricardo Salles (PL-SP) diz que o estilo de comunicação afetou a percepção sobre o seu trabalho no Ministério do Meio Ambiente. “Poderia ter havido uma comunicação diferente, mas isso se deve também a um momento de esgarçamento político pelo qual o Brasil passa nos últimos 10 anos“, diz.
Salles, 47 anos, diz que sua gestão fez a defesa de alguns pontos importantes, como o Marco Legal de Saneamento. “Esta norma está permitindo que vários locais do Brasil, a começar pelo Rio de Janeiro, o nosso cartão postal, solucione essa chaga que foi herdada de tantos anos de governo com descaso“.
O ex-ministro afirma que antes do governo Bolsonaro, dos 210 milhões brasileiros, 100 milhões viviam sem saneamento básico.
Em entrevista ao Poder360 na 3ª feira (27.out.2022), Salles disse que o problema do desmatamento não é de “agora“, mas que os índices sobem desde 2012, e que não se fala sobre isso.
“A Amazônia é a região mais rica do Brasil, porém com a população vivendo no pior índice de desenvolvimento humano. Isso é um convite a ilegalidade“, disse o ex-ministro.
O ex-governador do Ceará e senador eleito Camilo Santana (PT) afirmou, em entrevista ao Poder360, que votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno equivale a dar uma resposta à “onda de ódio, terrorismo e violência” do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mais um petista a ressaltar o combate à abstenção eleitoral no próximo domingo (30.out.2022), Camilo citou a preocupação com casos de assédio eleitoral de empresários a funcionários, fake news sobre Lula e ataques violentos a atos de campanha do PT.
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou nesta 4ª feira (26.out.2022) que confia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aguarda resposta da Corte sobre supostas irregularidades nas inserções em rádios.
“Eu acho que é o ideal o próprio TSE fazer a sua análise, fazer as suas averiguações. Conta com a nossa confiança, a confiança do país. Agora, não pode se deixar nada sem ser averiguado, nada sem ser investigado. Eu acho que existe agora uma dúvida muito grande sobre as inserções, se o processo foi legitimo, se os 2 candidatos envolvidos tiveram o mesmo direito, e eu tenho certeza que o TSE vai dar essa resposta o mais rapidamente possível”, declarou o coordenador da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista ao Poder360.
Nogueira também disse não ver motivo para adiar as eleições, como defendem alguns apoiadores do presidente. “Não existe previsão legal para adiar uma eleição. Eu não vejo como isso acontecer[ia] e não vejo motivo”, concluiu.
A deputada estadual e senadora eleita em Pernambuco Teresa Leitão (PT) afirmou que aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalham para diminuir a abstenção eleitoral e superar a votação do petista no Estado para além de 70%. No 1º turno, Lula teve 65,3% dos votos pernambucanos.
A força-tarefa, segundo Leitão, conta inclusive com prefeitos ligados à candidata do PSDB ao governo estadual, Raquel Lyra. A tucana disputa o 2º turno contra a ex-petista Marília Arraes (Solidariedade), apoiadora declarada de Lula desde o início de campanha.
A deputada federal eleita Danielle Cunha (União Brasil), filha mais velha do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PTB), defende que, dentre as reformas que precisam ser implementadas no país na próxima legislatura, está uma da própria Constituição. Para ela, é necessário adaptá-la aos dias de hoje.
“É muito importante fazer uma reforma eleitoral e, acima de tudo, uma reforma da Constituição. Nós temos uma Constituição nova, que valorizamos muito, mas eu acho que é preciso renovar, dar oportunidade para os entendimentos sejam adequados ao momento e à realidade de hoje“, disse em entrevista ao Poder360.
O consultor legislativo Pedro Fernando Nery disse que revisar a reforma trabalhista vai “tumultuar” a criação de novos empregos. Ele afirmou que é raro um governo entregar uma taxa de desemprego menor do que herdou da gestão anterior.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) assumiu o comando do Planalto com uma taxa de desocupação de 11,7%. O percentual caiu para 8,9% no trimestre encerrado em agosto. Esse é o menor nível desde 2015.
A reforma entrou em vigor em 2017. Pedro avalia que será preciso uma regulação sobre trabalhadores que têm ocupação por aplicativo, como entregadores e motoristas. A proposta também é defendida pelo candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Afirmou, porém, que será prejudicial adotar a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) para essas pessoas.
Pedro tem 34 anos. É doutor em economia e Bacharel em Ciências Econômicas pela UnB (Universidade de Brasília). Foi integrante do conselho de administração do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). Também é professor do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa).
O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), 69 anos, senador eleito pelo Rio Grande do Sul, defendeu em entrevista ao Poder360 a aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com as decisões monocráticas no STF (Supremo Tribunal Federal).
“Tem que ser uma alteração na Constituição dizendo que as decisões têm que ser tomadas ou pelo conjunto da turma ou pelo plenário do STF”, disse o general da reserva do Exército. “Acho complicado isso [da] decisão de um magistrado só e que tem repercussão sobre toda a nação”.
Ao Poder360, a cardiologista afirmou que a distribuição igualitária de médicos pelo território “é um dos maiores desafios do Brasil”. Na avaliação dela, porém, a obrigatoriedade de realizar um chamamento público para abrir cursos de medicina não resolve a situação.
“Nós sabemos que o curso de medicina, onde o aluno é graduado, não é onde ele vai ficar. Então, esse edital, visando diminuir as inequidades, diminuir essa distribuição heterogênea de médicos, não consegue cumprir essa finalidade.”
Ela citou que as regiões onde faltam médicos também têm outras carências, que só seriam sanadas com “reformas estruturantes”.
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