Se eleito, o ex-presidente Lula (PT) terá que governar um país muito mais dividido do que da última vez em que chegou ao poder, em 2003. A avaliação é de Monica de Bolle, economista e pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, nos Estados Unidos.
“Um dos grandes temores sobre qualquer governo –e um eventual Lula em particular– é que a gente tenha uma espécie de paralisia em que nada ande e que nenhuma política seja feita”, afirmou a especialista. Segundo ela, há um fenômeno de algoritmização da política, algo que Lula não está acostumado.
Em entrevista ao Poder360, Monica disse que o candidato terá o desafio de reorganizar as contas públicas. As gestões petistas tiveram momentos de controle e outros de descontrole de gastos públicos. Até o momento, Lula não detalhou o plano de governo dele nessa área. “Existe um certo desconhecimento do que vai ser a prioridade de política macroeconômica em um governo Lula”.