
Sign up to save your podcasts
Or


O episódio desta semana é o quarto da nossa série “Eleições DF-2022”. Nossa convidada é Keka Bagno, Conselheira Tutelar, Mestre em Políticas Públicas pela Unb e pré-candidata ao governo do Distrito Federal pela federação PSOL-Rede. No nosso bate-papo, a convidada relembra suas principais inspirações políticas e problematiza a sub-representatividade de negras e de negros na política brasileira. Keka também explica como pretende, caso eleita, combater a fome e a desigualdade na capital federal, relata suas experiências na defesa do direito de crianças e adolescentes e analisa os recentes retrocessos pelos quais tem passado a defesa do direito das mulheres no Brasil.
Em relação ao xadrez político no DF, a pré-candidata opina a respeito da atual dificuldade de os partidos progressistas estabelecerem alianças entre si e das possíveis consequências de tal dinâmica. Por fim, a convidada explica como seu partido, o PSOL, oferece apoio crítico à chapa nacional Lula-Alckmin, movimento que Keka acredita fazer parte de um cálculo político que ela classifica como uma luta para enfrentar o fascismo.
Quer saber mais acerca dos pré-candidatos ao GDF? Então não perca os episódios dessa nossa série.
O episódio desta semana é o terceiro da nossa série “Eleições DF-2022”. Nosso convidado é Leandro Grass, Deputado Distrital (PV-DF) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal pela federação PT-PV-PCdoB. No nosso bate-papo, Leandro relembra sua campanha de 2018 a Deputado Distrital e relata como se deu o processo decisório que o levou a optar por disputar o cargo de governador. O convidado também revela qual é, em sua opinião, a essência do poder político, afirma que, se eleito, colocará fim ao projeto de militarização de escolas públicas, o qual considera ilegal e inconstitucional, e apresenta suas propostas para aproveitar o potencial humano e material de todas as Regiões Administrativas, a fim de diminuir a desigualdade na capital federal.
Em relação ao xadrez político no DF, o pré-candidato opina a respeito da viabilidade de uma eventual aliança entre a sua federação e o PSB para a corrida ao Palácio do Buriti, criticando a não repetição, em Brasília, da aliança alcançada em âmbito nacional. Por fim, Leandro assevera ser indispensável derrotar tanto Ibaneis, de quem afirma ter sofrido perseguição ao longo do seu mandato como Deputado Distrital, quanto Bolsonaro, algo que, no seu ponto de vista, seria simbólico para Brasília e para o Brasil.
Quer saber mais acerca dos pré-candidatos ao GDF? Então não perca os episódios dessa nossa série.
O episódio #49 do Política ao Quadrado traz o jornalista, colunista político, ex-ministro da SECOM e escritor Thomas Traumann. O jornalista começa explicando porque o cargo de ministro da Economia é o “pior emprego do mundo”, título de sua obra de 2018, citada no discurso de posse de Paulo Guedes. Segundo ele, ministros da economia sempre carregam toda a responsabilidade pelo fracasso ou sucesso dos rumos do Brasil, mas nunca mandam de fato, porque carecem da legitimidade do voto.
Traumann ainda falou sobre sua passagem pela Secretaria de Comunicação no primeiro governo de Dilma Roussef e explicou o ambiente político que ensejou seu pedido de demissão logo no início do segundo governo da presidente, quando um relatório interno de sua autoria vazou para a imprensa, causando enorme ruído no Congresso.
Além disso, o jornalista analisou o “caso Monark”, episódio que causou furor nas redes durante a semana quando o deputado Kim Kataguiri e o apresentador do Flow Podcast, Monark, cometeram um diálogo atabalhoado sobre limites à liberdade de expressão. Para Traumann não resta dúvidas: “eles são defensores do nazismo”.
Ainda falamos muito sobre a escolha do vice e seu papel em um governo, sobre a chapa “Lulalckimin”, sobre as disputas envolvendo PT e PSB na questão da federação e muito mais. Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.
O Professor Titular de Literatura Comparada da UERJ, pesquisador e ensaísta João Cezar de Castro Rocha está no 48º episódio do Política ao Quadrado. O tema crucial do debate foi a análise do recém-lançado livro Contra o Sistema da Corrupção, de autoria do ex-juiz e pré-candidato à Presidência da República Sérgio Moro. Já de início, o convidado é peremptório: com base no discurso apresentado na obra, poder-se-ia dizer que, assim como o Presidente Bolsonaro, Moro, caso eleito, não pretende governar para todos os brasileiros. Segundo João Cezar, ainda como magistrado, o erro seminal de Sérgio Moro teria sido atuar como um juiz que combate algo ou alguém, e não como um representante da magistratura cuja função crucial deveria ser aplicar a lei de maneira justa. O professor avança o argumento, ao afirmar que tal contexto engendra no pré-candidato a convicção de que o problema principal a ser enfrentado no Brasil resume-se à corrupção. De acordo com o convidado, as forças-tarefas estão para o ex-juiz como o nióbio está para Bolsonaro – “soluções mágicas para problemas complexos”.
João Cezar assevera que o verdadeiro objetivo do livro é caracterizar Moro como um missionário, um messias que, por sacrificar-se pelo bem comum, não deve ser constrangido por limites, mesmo que muitos destes fundamentem o Estado Democrático de Direito. O professor argumenta que a obra apresenta dois interlocutores distintos: o interlocutor explícito, que seria o povo brasileiro, pré-definido pelo ex-juiz já na dedicatória do livro – Sérgio Moro pretenderia, mais uma vez, engajar esse grupo no espírito da Operação Lava-Jato; e o interlocutor implícito, os Estados Unidos da América, país cujos interesses e cultura parecem exercer grande influência sobre Moro – as referências a filmes hollywoodianos e ao American way of life permeiam toda a obra.
O convidado conclui que Contra o Sistema da Corrupção revelaria todo o projeto do ex-juiz: “o livro é uma involuntária delação premiada de si mesmo”. Ao ser indagado acerca do impacto que esse projeto, se efetivado, viria a ter no Brasil, o professor é enfático: Moro seria a figura central do que João Cezar categoriza como “bolsonarismo sem Bolsonaro” ou “pnochetismo com voto”. O convidado faz uma analogia desse movimento socioeconômico e político que ele aponta existir no Brasil com a ditadura chilena (1973/1990), que teria transformado nosso vizinho sul-americano em um “laboratório mundial para a introdução forçada de um neoliberalismo absolutamente selvagem”.
Por fim, ao debater a respeito do legado de Olavo de Carvalho, morto em 24 de janeiro deste ano, o professor declara que o sistema de crenças olavista continuará sendo a base da tentativa de reeleição de Bolsonaro: será menos uma campanha de defesa do governo e mais uma campanha de projeção do fantasma da esquerda e do comunismo, acredita o convidado. Segundo João Cezar, é essencial que as forças democráticas e os cidadãos brasileiros se posicionem contra esse “efeito Olavo de Carvalho”, consubstanciado na retórica do ódio, que reduz o outro a um inimigo a ser eliminado por meio de uma linguagem de violência simbólica incomum.
Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.
From the publisher's feed