Política ao Quadrado

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Política ao Quadrado episodes

  • #57 - Keka Bagno: “A esquerda estará no segundo turno” - Eleições DF 2022

    O episódio desta semana é o quarto da nossa série “Eleições DF-2022”. Nossa convidada é Keka Bagno, Conselheira Tutelar, Mestre em Políticas Públicas pela Unb e pré-candidata ao governo do Distrito Federal pela federação PSOL-Rede. No nosso bate-papo, a convidada relembra suas principais inspirações políticas e problematiza a sub-representatividade de negras e de negros na política brasileira. Keka também explica como pretende, caso eleita, combater a fome e a desigualdade na capital federal, relata suas experiências na defesa do direito de crianças e adolescentes e analisa os recentes retrocessos pelos quais tem passado a defesa do direito das mulheres no Brasil. 

    Em relação ao xadrez político no DF, a pré-candidata opina a respeito da atual dificuldade de os partidos progressistas estabelecerem alianças entre si e das possíveis consequências de tal dinâmica. Por fim, a convidada explica como seu partido, o PSOL, oferece apoio crítico à chapa nacional Lula-Alckmin, movimento que Keka acredita fazer parte de um cálculo político que ela classifica como uma luta para enfrentar o fascismo. 

    Quer saber mais acerca dos pré-candidatos ao GDF? Então não perca os episódios dessa nossa série.

    2 hr 15 min
  • #56 - Leandro Grass: Levando o "centro" para a "periferia" - Eleições DF 2022

    O episódio desta semana é o terceiro da nossa série “Eleições DF-2022”. Nosso convidado é Leandro Grass, Deputado Distrital (PV-DF) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal pela federação PT-PV-PCdoB. No nosso bate-papo, Leandro relembra sua campanha de 2018 a Deputado Distrital e relata como se deu o processo decisório que o levou a optar por disputar o cargo de governador. O convidado também revela qual é, em sua opinião, a essência do poder político, afirma que, se eleito, colocará fim ao projeto de militarização de escolas públicas, o qual considera ilegal e inconstitucional, e apresenta suas propostas para aproveitar o potencial humano e material de todas as Regiões Administrativas, a fim de diminuir a desigualdade na capital federal. 

    Em relação ao xadrez político no DF, o pré-candidato opina a respeito da viabilidade de uma eventual aliança entre a sua federação e o PSB para a corrida ao Palácio do Buriti, criticando a não repetição, em Brasília, da aliança alcançada em âmbito nacional. Por fim, Leandro assevera ser indispensável derrotar tanto Ibaneis, de quem afirma ter sofrido perseguição ao longo do seu mandato como Deputado Distrital, quanto Bolsonaro, algo que, no seu ponto de vista, seria simbólico para Brasília e para o Brasil.

    Quer saber mais acerca dos pré-candidatos ao GDF? Então não perca os episódios dessa nossa série.

    1 hr 8 min
  • #55 - Izalci Lucas: "Essa é a minha hora" - Eleições DF 2022
    O episódio desta semana é o segundo da nossa série “Eleições DF-2022”. Nosso convidado é Izalci Lucas, Senador da República (PSDB-DF) e pré-candidato ao governo do Distrito Federal. Neste bate-papo, Izalci fala a respeito de suas origens, discorre acerca do histórico sociopolítico brasiliense e apresenta algumas de suas propostas para áreas como educação, saúde e habitação. Não ficou de fora o complexo xadrez político do DF, que envolve diferentes possibilidades de alianças no âmbito da oposição ao governo atual.
    Quer saber mais acerca dos pré-candidatos ao GDF? Então não perca os episódios dessa nossa série.
    1 hr
  • #54 - Rafael Parente: educação em tempos de cólera - Eleições DF 2022
    O Política ao Quadrado inicia uma série de conversas com candidatos ao governo do Distrito Federal. O primeiro episódio é com Rafael Parente (PSB-DF), PHD em educação, ex-Secretário de Educação do Distrito Federal e autor do Livro “Como educar famílias para futuros desafiadores”.
    Parente diz que aceitou ser Secretário de Educação do atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, porque foi ludibriado por sua lábia. Ao expor suas propostas para educação, saúde e mobilidade, Rafael não poupa críticas a Ibaneis, candidato à reeleição apoiado por Bolsonaro, a quem atribui insensibilidade para com os mais necessitados, afetados pela crescente e profunda desigualdade que assola a capital do Brasil. O pré-candidato também afirma que não será vice em nenhuma hipótese e que sua prioridade hoje é tirar do poder os chefes do Executivo distrital e nacional.
    E aí, bora ouvir?
    1 hr 13 min
  • #53 - Leandro Gabiati: o sistema está corrompido
    Vaidoso e errático, Sério Moro “quer jogar na primeira divisão, sem ter passado pelas divisões de base”. Já Ciro, com um programa econômico à esquerda de Lula, dificilmente tirará votos de um partido “hegemonista e que não se renova”. Bolsonaro, por sua vez, “intuitivo e perspicaz”, volta suas atenções para o nordeste porque sabe que a eleição será muito apertada. Já Eduardo Leite, que disputa com o ex-bolsonarista João Dória, acredita ser o perfil desejado pelos eleitores que não querem Lula nem Bolsonaro.
    No 53 EP do P2, os movimentos das principais peças do tabuleiro eleitoral de 2022 foram analisados pelo Doutor em Ciência Política Leandro Gabiati, argentino radicado em Brasília, sócio da Dominium Consultoria.
    Leandro ainda destaca que as instituições brasileiras estão apodrecidas, mas que os problemas da democracia só podem ser resolvidos com mais democracia, ainda que o caminho seja tortuoso. E tem mais coisa, viu?
    1 hr 11 min
  • #52 - Kakay: Poder e Liberdade
    “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?” (Álvaro de Campos/Fernando Pessoa). Regado com poesia, o Política ao Quadrado chega ao seu 52º episódio tendo como convidado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Um dos maiores criminalistas do Brasil, Kakay apresenta sua visão humanista do direito, tendo como eixos principais o histórico de sua atuação profissional, suas incisivas críticas ao processo jurídico-político engendrado pela Operação Lava-Jato e sua percepção a respeito do atual status do espírito democrático das instituições e do povo brasileiro. Advogado de figuras públicas como José Sarney, Collor e o cantor Roberto Carlos, além de amigo de ex-Presidentes da República, como FHC e Lula, Kakay não se furtou nem a contar “causos” nem a emitir opiniões contundentes acerca de personalidades brasileiras. Imperdível!
    1 hr 16 min
  • #51 - Beto Albuquerque: A única certeza da política é a traição
    Beto Albuquerque (PSB-RS) é o convidado do Ep #51 do Política ao Quadrado. Pré-Candidato ao governo do Rio Grande do Sul e Deputado Federal por quadro mandatos, Beto se destacou nacionalmente ao assumir a candidatura à vice-presidência da República em chapa com Marina Silva após a tragédia envolvendo Eduardo Campos.
    Beto relembra a campanha dura que a chapa sofreu, em particular o episódio envolvendo a propaganda petista acerca da independência do Banco Central, bandeira levantada por Marina. O deputado argumenta que Marina errou ao impor aquela agenda, mas classificou o marqueteiro João Santana, que concebeu a peça de propaganda que mostrava a comida sumindo da mesa das famílias como um “bandido da comunicação”. Como consequência, o partido apoiou Aécio Neves no 2° turno. Nas palavras do deputado: “aquela ferida ficou”.
    Ao ser questionado acerca da neutralidade do PSB nas eleições de 2018, Beto classifica a decisão do partido como um erro estratégico, mesmo porque “neutralidade não existe”. Em sua visão, o PSB deveria ter lançado candidatura própria. Sobre 2022 e as expectativas de federação do PT com PSB, ele não vê nenhum sentido nessa formação e aposta que não irá sair. Beto diz que o partido não precisa se federar com o PT para apoiar Lula e que única coisa que o PSB ganharia com essa federação seria sua “certidão de óbito”.
    Sobre o apoio a Lula em 2022, Beto diz: “o inimigo é muito pior que as broncas que tivemos no passado”. Ele também aponta para a fraqueza da 3° via nas pesquisas eleitorais, já que a polarização seria uma escolha do eleitor, e não dos partidos. Ao comentar sobre as candidaturas desse campo, o deputado faz uma provocação a Ciro Gomes dizendo que se Ciro não tivesse saído do PSB em 2014, ele teria sido o candidato a presidente após a morte de Eduardo Campos: “o destino atropela quem se apressa demais”.
    Beto Albuquerque ainda falou sobre seu programa para a disputa do governo do Rio Grande do Sul e, ao comentar sobre o incumbente, disse que Eduardo Leite é uma surpresa positiva, mas que foi muito beneficiado pela liminar que suspendeu o pagamento da dívida do RS com a União: “ninguém é superavitário quando deve 100 bilhões pra União. O marketing é muito caprichado”.
    Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.
    1 hr 4 min
  • #50 - Orlando Silva: “Classe, gênero e raça atravessam a luta popular”
    O Deputado Federal (PCdoB-SP) e ex-Ministro do Esporte (2006-2011) Orlando Silva está no 50º episódio do Política ao Quadrado. O programa inicia-se com a problematização a respeito do movimento “não vai ter Copa”. O convidado, autoridade máxima do Ministério do Esporte quando o país foi escolhido tanto para sediar a Copa do Mundo de 2014 quanto as Olimpíadas e as Paralimpíadas de 2016, analisa quais teriam sido as forças profundas e as agendas que protagonizaram, em torno do mundial, o conturbado ano de 2014 no Brasil. Posteriormente, ao ser indagado acerca da relação entre a grande mídia brasileira e os partidos de esquerda do Brasil, o Deputado relata sua experiência delicada com a imprensa durante seu período como Ministro de Estado e discute o papel social dos conglomerados brasileiros de comunicação.
    O episódio adquire densidade, quando o ex-Ministro faz um breve apanhado histórico para explicar o estado da arte do debate a respeito do racismo no Brasil. Segundo Orlando, entre a crença de que há uma democracia racial no Brasil e a formulação de conceitos que isolem as políticas de identidade de outras pautas sociais importantes, há um vasto caminho do meio que deveria permitir a elaboração de uma síntese teórica que realmente impulsionasse tanto o combate ao racismo quanto a inserção social de todas as minorias: “classe, gênero e raça atravessam a luta popular”, o convidado declara. Em relação a outro tema que também suscita muito debate – a regulação das mídias sociais e a divulgação em massa de notícias falsas -, o Deputado, relator do Projeto de Lei das “Fake News”, discorre acerca da essência da discussão: liberdade, responsabilidade e transparência na internet. O ex-Ministro tem a expectativa de que, em março (2022), o referido PL seja votado no plenário da Câmara: “o Congresso está emitindo sinais de que pretende regular as plataformas digitais e combater a desinformação”, opina Orlando. 
    Por fim, ao avaliar a conjuntura política brasileira, o convidado analisa a relação histórica entre o PCdoB e o PT, em face de avaliações que imputam ao Partido dos Trabalhadores um excesso de realismo político no trato com outros partidos. No que concerne às federações partidárias, o Deputado afirma que, na sua opinião, a experiência da federação, a dinâmica que poderá ser criada com esse sistema, fará que, em pouco tempo, tenhamos uma esquerda federada ainda mais ampla, com um programa nítido, algo que seria muito importante para a disputa pela construção de um projeto nacional. O ex-Ministro revela, ademais, sua opinião a respeito da chapa Lula-Alckmin e quais são os seus projetos pessoais para as eleições de 2022.
    Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.
    1 hr 10 min
  • #49 - Thomas Traumann: tudo começa pelo vice

    O episódio #49 do Política ao Quadrado traz o jornalista, colunista político, ex-ministro da SECOM e escritor Thomas Traumann. O jornalista começa explicando porque o cargo de ministro da Economia é o “pior emprego do mundo”, título de sua obra de 2018, citada no discurso de posse de Paulo Guedes. Segundo ele, ministros da economia sempre carregam toda a responsabilidade pelo fracasso ou sucesso dos rumos do Brasil, mas nunca mandam de fato, porque carecem da legitimidade do voto. 

    Traumann ainda falou sobre sua passagem pela Secretaria de Comunicação no primeiro governo de Dilma Roussef e explicou o ambiente político que ensejou seu pedido de demissão logo no início do segundo governo da presidente, quando um relatório interno de sua autoria vazou para a imprensa, causando enorme ruído no Congresso.

    Além disso, o jornalista analisou o “caso Monark”, episódio que causou furor nas redes durante a semana quando o deputado Kim Kataguiri e o apresentador do Flow Podcast, Monark, cometeram um diálogo atabalhoado sobre limites à liberdade de expressão. Para Traumann não resta dúvidas: “eles são defensores do nazismo”.

    Ainda falamos muito sobre a escolha do vice e seu papel em um governo, sobre a chapa “Lulalckimin”, sobre as disputas envolvendo PT e PSB na questão da federação e muito mais. Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

    1 hr
  • #48 - Sérgio Moro: o político delata o juiz

    O Professor Titular de Literatura Comparada da UERJ, pesquisador e ensaísta João Cezar de Castro Rocha está no 48º episódio do Política ao Quadrado. O tema crucial do debate foi a análise do recém-lançado livro Contra o Sistema da Corrupção, de autoria do ex-juiz e pré-candidato à Presidência da República Sérgio Moro. Já de início, o convidado é peremptório: com base no discurso apresentado na obra, poder-se-ia dizer que, assim como o Presidente Bolsonaro, Moro, caso eleito, não pretende governar para todos os brasileiros. Segundo João Cezar, ainda como magistrado, o erro seminal de Sérgio Moro teria sido atuar como um juiz que combate algo ou alguém, e não como um representante da magistratura cuja função crucial deveria ser aplicar a lei de maneira justa. O professor avança o argumento, ao afirmar que tal contexto engendra no pré-candidato a convicção de que o problema principal a ser enfrentado no Brasil resume-se à corrupção. De acordo com o convidado, as forças-tarefas estão para o ex-juiz como o nióbio está para Bolsonaro – “soluções mágicas para problemas complexos”.

    João Cezar assevera que o verdadeiro objetivo do livro é caracterizar Moro como um missionário, um messias que, por sacrificar-se pelo bem comum, não deve ser constrangido por limites, mesmo que muitos destes fundamentem o Estado Democrático de Direito. O professor argumenta que a obra apresenta dois interlocutores distintos: o interlocutor explícito, que seria o povo brasileiro, pré-definido pelo ex-juiz já na dedicatória do livro – Sérgio Moro pretenderia, mais uma vez, engajar esse grupo no espírito da Operação Lava-Jato; e o interlocutor implícito, os Estados Unidos da América, país cujos interesses e cultura parecem exercer grande influência sobre Moro – as referências a filmes hollywoodianos e ao American way of life permeiam toda a obra.

    O convidado conclui que Contra o Sistema da Corrupção revelaria todo o projeto do ex-juiz: “o livro é uma involuntária delação premiada de si mesmo”. Ao ser indagado acerca do impacto que esse projeto, se efetivado, viria a ter no Brasil, o professor é enfático: Moro seria a figura central do que João Cezar categoriza como “bolsonarismo sem Bolsonaro” ou “pnochetismo com voto”. O convidado faz uma analogia desse movimento socioeconômico e político que ele aponta existir no Brasil com a ditadura chilena (1973/1990), que teria transformado nosso vizinho sul-americano em um “laboratório mundial para a introdução forçada de um neoliberalismo absolutamente selvagem”.

    Por fim, ao debater a respeito do legado de Olavo de Carvalho, morto em 24 de janeiro deste ano, o professor declara que o sistema de crenças olavista continuará sendo a base da tentativa de reeleição de Bolsonaro: será menos uma campanha de defesa do governo e mais uma campanha de projeção do fantasma da esquerda e do comunismo, acredita o convidado. Segundo João Cezar, é essencial que as forças democráticas e os cidadãos brasileiros se posicionem contra esse “efeito Olavo de Carvalho”, consubstanciado na retórica do ódio, que reduz o outro a um inimigo a ser eliminado por meio de uma linguagem de violência simbólica incomum.

    Quem faz o quadrado? O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

    1 hr 50 min

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