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Não faz um mês que a eleição terminou, mas as críticas e a pressão do mercado criam a aparência de que Lula já governa.
A reação ocorre porque Lula decidiu corretamente trabalhar a aprovação da PEC da Transição no campo político. Isso excluiu seu núcleo econômico – formado pelos economistas André Lara Resende, Persio Arida, Guilherme Melo e Nelson Barbosa das negociações objetivas em torno da emenda constitucional.
O mercado se sentiu ignorado nessa composição e gritou mais alto e de forma mais desproporcional do que seria normal em um ambiente ainda de transição de governos.
A PEC da Transição, por questão de prazo e urgência, precede a composição ministerial de quem se elegeu há menos de um mês e nenhum nome vai alterar essa realidade.
A opção pela PEC da Transição, antes de um gesto a Lira e ao Legislativo, sinaliza para a disposição de enfrentar as adversidades e obstáculos pelo exercício da política, ao qual o país se desacostumou após quatro anos de Bolsonaro.
É o melhor caminho em um cenário marcado pelo estresse institucional, social e de tentações autoritárias por parte dos militares.
O desafio consequente para Lula não está fora de casa, mas no âmbito doméstico: o PT, já dando sinais de inquietação ainda na fase do governo de transição, precisará se conformar com a realidade de uma gestão bem menos à esquerda do que em suas experiências anteriores.
Ouça, indique, compartilhe - vamos falar sobre política aqui e agora.
O terceiro mandato de Lula está submetido a uma aliança que representa um arco da esquerda à direita, o que o condena a um governo revisionista cujo ministério poderá surpreender o PT. Ouça, indique, compartilhe - vamos falar sobre política aqui e agora.
A campanha chega à sua reta final, mas sem perdê-la de vista, as cúpulas partidárias estão avançando nas conversas e alianças para a legislatura que começa em 2023 e que medirá forças com o Executivo. A divisão dos comandos das comissões mais estratégicas, como a do orçamento, já está em curso. Ouça, indique, compartilhe - vamos falar sobre política aqui e agora.
Moro e Dória traíram padrinhos e partidos. Moro voltou atrás com Bolsonaro para não ficar isolado no Congresso, onde ainda é o algoz da política para culpados e inocentes. Ouça, indique, compartilhe - vamos falar sobre política aqui e agora.
Simone Tebet parece entender o papel que lhe caberá no resgate de uma direita clássica que a polarização e o antipetismo aprisionaram nas hostes fundamentalistas de Bolsonaro e neste episódio falo mais sobre isso. Ouça, indique, compartilhe - vamos falar sobre política aqui e agora.
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