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A 1ª temporada está a chegar ao fim. Este é o nosso penúltimo episódio. E estivemos à conversa com a joalheira Inês Telles que nos abriu as portas do seu estúdio-oficina em Lisboa, na Graça. É um lugar abundante de luz natural, plantas e ferramentas; onde se encontram registos de uma arquitetura industrial do século passado e os pormenores pessoais e inspiradores da autora, numa união entre a estética e técnica.
Para a Inês, assim como a joalharia adorna o corpo, a decoração adorna os espaços. Encontramos no seu atelier-oficina detalhes que são uma forma de expressar, de registar e inspirar. Objetos que lembram os lugares onde passou, memórias de pessoas que a marcaram ou registos botânicos e marítimos que guardou.
O atelier - oficina é uma extensão do trabalho da autora, que inspira e espelha as suas coleções. Para quem o visita, pode conectar-se com este ambiente criativo e a beleza da produção manual.
Hoje voltamos aos Açores, desta vez para conversarmos com o Romeu Bettencourt que em pequenos sonhava com uma carreira na aviação civil ou em Engenharia Mecânica.
Galardoado com o Prémio Design Revelação em 2016, Romeu Bettencourt transforma, com as suas mãos, o ouro em pequenas obras de arte. Um toque de Midas que exige uma minúcia e precisão que o artista desenvolve na solidão do seu atelier. As suas jóias de design geométrico e aerodinâmico revelam a preocupação da arte pela sustentabilidade e pela reinterpretação da natureza. Elege como matéria-prima, o ouro reciclado ou de origem “limpa”, livre de países em conflito. Todas as suas peças são produzidas exclusivamente através de técnicas manuais, as suas criações assumem uma simplicidade e sofisticação, reveladas pela ilusão do movimento e pela inspiração geométrica da natureza açoreana.
Depois de um percurso internacional decidiu voltar às raízes abrindo em 2018 o seu atelier em Ponta Delgada.
Vamos conhecer melhor estas histórias na voz do nosso convidado.
Susana Godinho é formada em design têxtil pelo CITEX e a mentora da Sugo Cork Rugs. Habituada a trabalhar com produtos naturais como a lã, o algodão e o papel, Susana Godinho procura levar a consciência pelo ambiente para o meio empresarial. Em 2014 consegue que a Amorim Cork Ventures embarque numa aventura para criar o fio de cortiça. Em 2017, nasce a Sugo Cork Rugs, marca que privilegia a cortiça na manufatura de tapetes, como matéria-prima sustentável, suportada por um design ecológico e contemporâneo perfeitamente adaptável à arte manual tradicional da tapeçaria.
É de Évora que Helena Imaginário e Helder Cavaca nos falam, do seu atelier com vista direta para a capela dos ossos.
É aqui que criam um novo conceito de candeeiros, versátil e original, a Luumi Handmade, recorrendo a matérias primas locais. Conjugam a tradição do trabalho em carpintaria e a arte da tecelagem num design contemporâneo, profundamente influenciado pela paisagem alentejana. Um candeeiro Luumi é muito mais que um objeto de luz: são emoções e diálogos entre o objeto e o ambiente que o envolve ou pelo menos é assim que Helena e Helder querem que os seus candeeiros sejam vistos.
Um projeto que nasceu em plena pandemia depois de Helena encontrar um abajur no lixo e decidir levá-lo para casa para lhe dar uma nova vida.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Inspirada pela cerâmica japonesa e por um revivalismo da tradição ceramista alentejana, a artesã Mariana Filipe recupera o espírito funcional dos antigos cochos através de conceitos simples de design contemporâneo como a exploração das tonalidades “terra” e das texturas de materiais. Peças únicas, funcionais, imperfeitas - características do trabalho manual, criativo e original da artesã.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Consideradas pelo New York Times como um dos três últimos artesanatos seculares da Europa, as mantas de Reguengos de Monsaraz são um ex-libris do Alentejo e de Portugal.
Com quase um século de existência, a Fábrica Alentejana de Lanifícios, agora Fabricaal, foi adquirida em 2020 por Luís Peixe, Margarida Adónis e António Carreteiro, que assumem o compromisso de manter vivo um património cultural, procurando, em simultâneo, inovar introduzindo novos produtos e conceitos de decoração, abrangendo novos mercados e um público mais vasto.
Marina Mendonça filha de pai madeirense e mãe oriunda do Porto,nasceu em S. Miguel. Cresceu no seio de uma família apaixonada pela Arte, um pai amante da fotografia e a mãe que chegou a ser convidada para design de moda, a ceramista cedo descobriu que trabalhar o barro era muito mais do que uma profisssão,, era uma paixão, um modo de vida. A quando da passagem pela escola de artes do ARCO consolidou a sua formação artística e, apesar das voltas que a vida lhe deu, conseguiu realizar o sonho de ter o seu próprio atelier onde cria as suas peças únicas, de forma manual.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Ana e Sara Mateus, irmãs e designers, são a segunda geração de uma empresa familiar com quase 40 anos. Um legado deixado pelo pai António, que as levou à criação da marca. Desenhada para ser versátil, elegante e intemporal, assente numa filosofia ética e sustentável. Acreditam num mundo onde a harmonia entre pessoas e o ambiente é essencial. Escolheram trabalhar com pele de curtimenta vegetal e acessórios isentos de níquel, que garantem um produto em harmonia com o ambiente, e uma nova consciência de consumo. Vamos saber mais sobre estas duas irmãs e sobre a António Handmade Story.
Musica: Tiago Serras Rodrigues
Pós produção: João Rodrigues
Oficina Marques é um espaço de criação e exposição de objetos de arte que funciona desde 2014 na em Lisboa, na Rua Luz Soriano. Gezo Marques, com formação em Comunicação Social, e José Aparício Gonçalves, formado em Design e mestre em Gestão Cultural, é a dupla que se dedica a criar e renovar objetos em fim de vida, de forma 100% manual.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Maria Castel-Branco começou o seu percurso profissional no mundo da multimédia e do design gráfico. Em Janeiro de 2014 iniciou-se na cerâmica. Teve formação durante ano e meio, no atelier Caulino. Aqui começou a desafiar as potencialidades desta arte, sem nunca mais a largar.No seu atelier gosta de fazer objectos que se perpetuem, independentemente de tendências ou épocas. Não gosta de fazer as coisas certinhas nem iguais. Gosta das imperfeições do seu trabalho 100% manual não deixa disfarçar. Inspira-se na natureza, no dia a dia, e no que a rodeia. Uma porta de madeira vermelha, ao lado da LX Factory, abre-se para nos receber.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
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