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Quem poderia imaginar todas as histórias que um simples chapéu pode contar?! Sofia Caldas cruzou as artes plásticas com a Arte da Chapelaria Tradicional onde tudo é feito com as suas mãos, ao seu tempo, ponto por ponto, gesto por gesto, transpondo em cada um deles a sua identidade própria, a sua razão de ser.
O nome da marca surge como uma homenagem ao seu Avô que usava sempre chapéu, mas essa história fica para mais daqui a pouco. É no seu atelier, localizado numa pedreira que Sofia nos abriu as portas para esta conversa.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós produção: João Rodrigues
Sem antecedentes familiares no trabalho em vime, a artesã Catarina Jesus tem a memória táctil dos seus dedos a passear pelas tranças de vime da fruteira de três andares que existia na mesa da cozinha da sua casa de infância.
Esta é a sua memória mais antiga do vime, uma matéria-prima que é um dos ex-libris da Madeira. Na busca pela perfeição na arte de trabalhar o vime, passou muitas horas na Camacha, em casa do Sr. Alcino, o formador que, com toda a paciência e sapiência continua a transmitir-lhe a sua arte. É com orgulho que se intitula Artesã, porque os objetos passam da cabeça para as mãos, sem esboços, conferindo a cada peça a sua impressão digital. Afinal, assim como não há dois vimes iguais, também não há duas peças iguais.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Entre os dedos de Vanessa Barragão, desfiam-se os fios de desperdícios da indústria têxtil. São tecidas pelas suas mãos, da sua mae, irmã, tias e avós, as tapeçarias que refletem o último suspiro do fundo do mar.
A artista chama a atenção para o impacto do aquecimento global. Do Algarve, a olhar o mar, Vanessa Barragão usa a sua criatividade para formar consciências e salvar o planeta da destruição. Hoje rumamos a sul, em direção a Olhos de Água para uma conversa com a Artista Têxtil, Vanessa Barragão.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
A arte algarvia da empreita de palma renova-se nas mãos de Maria João Gomes.
É o encontro entre o carácter rústico dum saber antigo e a contemporaneidade, num design único que conquista mercados além fronteiras tendo já chamado à atenção de nomes da moda como Filipe Faísca e Christian Louboutin.
O projecto Palmas Douradas é um nome que se impõe na arte, no artesanato e que pensa um futuro sustentável.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
A harmonia dos sons não passa apenas pela genialidade dos músicos. A alma dos instrumentos guarda o segredo da sua musicalidade. Leonardo Afonso, luthier, procura a perfeição e constrói, no seu atelier na ilha da Madeira, instrumentos de cordas tradicionais portugueses.Uma arte feita a partir de conhecimentos académicos e dos saberes que herdou de mestres luthiers.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Nascida em Coimbra, Maria Pratas herdou do avô a magia de trabalhar as ferramentas como se fossem uma extensão de si.Professora de Educação Visual, trocou a cidade natal, e Lisboa, por Portimão, onde tem atualmente o seu atelier.
O fascínio pelos objetos e a sua história é onde tudo começa. A procura de conhecimento é uma constante, Maria trabalha com técnicas manuais tradicionais aprendidas com tecedeiras, marceneiros e outros artesãos que lhe abriram as portas dos seus ateliers e oficinas. Fomenta territórios artísticos ecléticos, onde o resultado final de cada peça tem uma linguagem funcional e artística. Procura que as suas criações ganhem vida e sejam exibidas em ambientes e lugares que permitam que elas pertençam a um espaço onde possam ser únicas e transformadoras.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Iva Viana nasceu em Viana do Castelo. Cidade onde em 2013 viria a abrir o seu próprio atelier. Um espaço pessoal de criação, fruto da sua vontade de explorar, com total liberdade e autonomia a sua paixão pelo ‘fazer à mão’ e a contínua experimentação em torno do cruzamento de procedimentos manuais de modelação de estuques com processos modernos de fundição de diferentes matérias, que marcam o desejado encontro entre o passado e o futuro. Um exercício de convergência, que se afirma pelo preciosismo técnico, através do qual conceitos e sensações se fundem e combinam creativamente, incorporando um registo estético original, numa complexa e detalhada metáfora táctil e visual, a partir da qual se define a essência muito própria de cada projeto.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Num mundo em transformação, o design e a arte procuram soluções para a sustentabilidade do planeta. A MUSGO, projeto que surge da parceria entre Rui Ribeiro e Margarida Monteiro, é o exemplo de que o design pode ser sustentável.No seu estúdio, instalado numa antiga vacaria na zona de Felgueiras, recorrem à reutilização de madeiras de antigas casas portuguesas que foram restauradas, dando-lhe uma nova vida através de técnicas manuais e artesanais combinadas com criatividade e simplicidade que resultam em peças elegantes de linhas intemporais.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrgues
Susana Cereja é uma artista multidisciplinar focada na renovação e desenvolvimento de técnicas e métodos ancestrais de produção artística.
Susana Cereja gosta de ter toda a sua alma nas suas obras e marcar a diferença pela mensagem que transmite e técnicas que inova constantemente, seja pela sua mistura, contexto ou uso – algo que acontece principalmente na técnica da tapeçaria em Arraiolos.
O seu trabalho é sobre “emoção”. Susana Cereja trata e estuda este tema porque afirma que “somos educados em tantas disciplinas, excepto emocionalmente”. Por isso, a artista gosta de falar das emoções e angústias mais profundas do ser humano. O tema “Mulher” também está muito presente na sua obra, mais uma vez através da emoção e do quebrar de paradigmas. é diretamente da sua casa estudio perto de Mafra que a Susana nos abriu as portas para o seu mundo.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
Nuno Henriques estudou Pintura - Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Terminado o curso, partiu para Berlim, onde começou por limpar pratos e acabou como Chef num restaurante de tapas. Em 2010 voltou a Portugal, para uma aldeia do interior e criou a Toino Abel, uma marca de malas de junco feitas à mão, através de uma técnica artesanal que se mantém inalterada desde a sua origem.
Passados 12 anos mantém o compromisso para com cumprimento rigoroso da tradição do trabalho em junco, a preocupação de ser uma empresa sustentável, em termos ambientais e económicos, e a busca constante pela inovação.
Num texto escrito pelo Nuno podemos ler que numa Toino Abel cabe o mundo.
Uma vez que leva o nome de Portugal para fora de fronteiras com uma imagem moderna, inovadora e singular. Uma mala Toino Abel transporta as memórias de uma região, das suas gentes e o seu património cultural, mas também transporta novas ideias, novos desenhos e novas funções.
Música: Tiago Serras Rodrigues
Pós-produção: João Rodrigues
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