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A escritora Giovana Madalosso pertence à chamada "Geração Granta" - rol dos melhores jovens escritores da literatura brasileira. Neste seu último romance, "Suíte Tóquio", aborda o dilema (e o drama social) das mamães que deixam seus filhos com babás enquanto vão para o trabalho, para ganhar a vida; e das babás que dedicam sua vida a criar os filhos dos outros, muitas vezes morando no próprio emprego e ganhando muito menos que as mamães. Segundo a escritora, esse é um dilema no qual "todo mundo está apoiado, mas que precisa ser discutido".
OS DIÁLOGOS entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato, agora juntados ao processo de Lula e publicados recentemente pela grande imprensa, são de dar nojo, asco, repugnância. Juiz e acusadores combinaram tudo, tramaram às escondidas (até com reuniões secretas) a grotesca condenação de Lula.
A nossa proposta é avançar na reconstrução e aperfeiçoamento do sistema de proteção social brasileiro que persistiu com lacunas de cobertura, não obstante os avanços da Constituição de 1988 e a criação do Sistema Único de Assistência Social, que inclui programas de renda como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada. Nosso ainda insuficiente Estado de Bem-Estar social precisa ser repensado para um mundo onde haverá menos empregos e menos renda que o necessário e ter como objetivo a redução das desigualdades sociais estruturais, agravadas na atual conjuntura...
A afirmação da educação como um direito de todos e dever do Estado e da família, visando ao desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, tem um papel central na inversão das tendências negacionistas e obscurantistas que colocam em risco o destino da humanidade. A educação é um bem público e cabe ao Estado assegurar acesso universal, permanência e qualidade em sua oferta, em todos os níveis...
CONFESSO que até há alguns anos não sabia o que queria dizer a palavra “perdigoto”. Aliás, pra dizer a verdade, eu nem conhecia essa palavra. Passei mais de cinquenta anos da minha vida sem conhecê-la, e, obviamente, sem usá-la – devo dizer que nunca me fez falta. É um substantivo muito pouco usado...
O filme Bacurau, dos brasileiros Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, tem uma mistura de gêneros (drama, ficção científica, crítica social, caubói etc.) que é tecnicamente interessante. A obra é uma verdadeira interpelação da violência, do medo e da paranoia do nosso tempo. Tem uma crítica social interessante e desvela algum sentido sobre o Brasil atual. Os diretores descarnam a relação vertical imperialismo/Terceiro Mundo. E mais: alertam para até que ponto pode chegar o neocolonialismo e a supremacia norte-americana - ao ponto de "caçar" e matar gente como se fosse bicho, por simples esporte, Isso, num certo sentido, ilumina e denuncia o universo texano e a insanidade da Era Trump, que o delírio armamentista de Bolsonaro anda querendo copiar. Creio que ainda há no filme uma advertência, ou denúncia, sobre a psicopatia dos serial killers norte-americanos. Revelando que esses assassinos em série, muitas vezes, são pessoas respeitáveis, de classe média, perfeitamente inseridas na sociedade e no mercado de trabalho - sem traços evidentes de qualquer psicopatia ou exclusão social. O filme sugere que a patologia dos serials, o gosto pelas armas, a naturalização da violência, a supremacia branca e o racismo podem ser uma herança dos fundadores da América, reunidos lá em Filadélfia no século 18 - a herança "genética" de uma América profunda que impacta, sim, o mundo todo; sobretudo o Terceiro Mundo, onde consumimos passivamente o "American way of life" - desde o inocente Pato Donald até as séries da Netflix, passando por Hollywood. O filme já havia sido premiado em Cannes, e acaba de ser agora premiado também em Nova Iorque e Toronto. Daí a oportunidade da dica.
As políticas inclusivas previstas pela Constituição de 1988, que ganharam novos contornos durante os governos do PT com a materialização e democratização do acesso a direitos, vêm sendo desconstruídas desde o golpe de 2016. Os retrocessos do período recente, em todas as políticas sociais, precisam ser revertidos e o Brasil precisa dar novo salto na direção de um Estado do Bem-Estar social renovado, capaz de voltar a superar a pobreza, reduzir de forma ainda mais forte a vergonhosa desigualdade do país, garantindo direitos plenos a todos os brasileiros e brasileiras. Só assim, poderemos transformar o Brasil num país próspero, forte, justo, solidário e igualitário. Neste episódio, vamos refletir sobre a SAÚDE...
A DIFICULDADES DO IMPEACHMENT MUITAS CARREATAS foram realizadas país a fora, muitas outras estão sendo organizadas – a favor da vacinação e pelo impeachment de Bolsonaro. A vacinação, mesmo aos trancos e barrancos, creio que virá, já o impedimento do presidente está mais difícil. Se bem que crimes de responsabilidade não faltam – os juristas arrolam aí mais de duas dezenas desses crimes que justificariam a destituição do presidente. Mas, como se sabe, o impeachment é um processo jurídico-político. Ou seja, sua instauração depende de pressupostos jurídicos (prática de crime de responsabilidade – Lei nº 1.07950) e decisões políticas – instauração pela Câmara dos Deputados e julgamento pelo Senado...
O enfrentamento da pandemia exige um aumento expressivo dos gastos públicos em todo o mundo, inclusive no Brasil. A saída da pandemia, que dependerá da coordenação do Estado e da retomada do investimento, ao mesmo tempo em que se fortalecem os mecanismos de distribuição de renda e investimento social, deve seguir exigindo um volume expressivo de recursos a serem gastos pelo Estado brasileiro.
ÀS VEZES tenho dificuldade para entender (e acompanhar) o Antônio; a alegria dele – vinte quatro horas por dia – é uma alegria incontrolável. O cara levanta, como se diz, “no gás”. É uma felicidade sem causa. Não precisa de nada: basta uma ilusão, ou melhor, uma imaginação qualquer e pronto, lá vai ele a construir mundos fantásticos, perfeitos, maravilhosos…
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