Quilombo Academia - USP

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Quilombo Academia - USP episodes

  • Quilombo Academia: Nara canta a alegria abraçada com a tristeza, na narrativa das composições de Zé Keti e juntos formaram uma parceria representativa da MPB
    Nara, foi uma “musa” que rompeu com a bossa nova e deu voz ao samba e sambistas dos morros cariocas. Com a singularidade da delicadeza militante Nara canta anunciado a esperança revolucionara. Na voz militante de Nara Leão as obras de Zé Keti ganham dimensão de um manifesto contra solidão no circo da opressão eurocaucasiana.
    O afrodescendente Zé Kéti teve uma história cujo destino o premiou com música. Neto do pianista e flautista João Dionizio Santana, e filho do marinheiro Josué Vale da Cruz, que se destacava com seu cavaquinho. As composições de Zé Keti denunciavam a falta de saneamento do Morro, que não permitia a chegada do médico, antes que a pessoa chegasse ao óbito.
    25 min
  • Quilombo Academia: Marisa Monte realça a tamboralidade da sua música realçando-a com um arranjo entre a música popular e a erudita
    Marisa interpreta com ternura a imprevisibilidade do amor que em razão da sua polissemia na multiplicidade existencial, não é percebida a monoculturalidade cartesiana da lógica acumulativa do capitalismo eurocaucasiano. Por outro lado, a doçura da levada do samba da Marisa traz uma espontaneidade miscigênica, revelando equilíbrio entre o conteúdo e a forma, cuja sedução estética da corporalidade afrodescendente aponta para abertura na amplitude holística do amor. Rompendo com monismo eurocêntrico.
    26 min
  • Quilombo Academia: a postura crítica de Gonzaguinha é sua principal característica como compositor
    Gonzaguinha se colocava em luta nas suas letras e em suas interpretações, entregando-se como uma pessoa que sonha com a esperança como uma expressão da própria vida. Esse compositor se junta às crianças para dar uma resposta idílica e nova sobre o que é a vida, rompendo com geronto patriarcalismo eurocêntrico. Como guerrilheiro dos sonhos, Gonzaguinha nos convoca para a trincheira da alegria, sugerindo que isso é o sentido que nos move à batalha por um amanhã melhor.
    As canções de Milton Nascimento trazem uma abordagem pedagógica da dor de um amor que se foi deixando uma força de querer amar de novo. Com dialético da esperança, em que se não for possível, não haverá mais sofrimento. Como na compreensão freiriana o ensinamento do amor tem o caminho da liberdade.
    25 min
  • Quilombo Academia: Alaíde Costa apresenta sua africanidade inspirada em diferentes expressões musicais afro diaspóricas.
    As canções interpretadas por Alaide Costa trazem sugestões pedagógicas de nuances dialéticas, sugerindo o ensinamento no qual aquilo que se perde enseja dor na medida em que implica também na fragmentação de um pertencimento. Essa possibilidade tem uma orixalidade sofisticada, que se percebe no pensamento do pesquisador Luiz Rufino, no seu livro Pedagogia da Encruzilhada, em que sugere a dialética do orixá Exu, com a significação da palavra e a polissemia da ação. Razão pela qual a interpretação da voz negra de Alaíde Costa tem uma potência que conjuga o místico e o político.
    João do Vale aborda o sofrimento do sertanejo, esquecido tal qual a possível eco epistemologia, da sabedoria popular. Onde se dá, na canção, a consciência de respeito a biodiversidade, que permitirá percepção da ciência da abelha, da aranha e do sertanejo. Por outro lado, tem um lugar telúrico da alegria dialética, em que a polissemia sagrada da festividade é substancial a herança africana lúdico gregária, quando se tem a voz negra do João do Vale, que revela o jeito real do Brasil.
    28 min
  • Quilombo Academia: o cavaco, a cuíca e o violão demarcam a estética do pagode e do samba de raiz de Almir Guineto e Zeca Pagodinho
    Almir Guineto nasceu no Morro do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, e sublevou o samba ao introduzir o banjo americano com braço de cavaquinho. O banjo adaptado ao cavaquinho foi uma invenção que deve ser creditada a Almir Guineto e Mussum. Sua genialidade musical o tornou em um fiel sambista brasileiro. Vale lembrar que Almir foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal. 
    Zeca Pagodinho é um mestre do samba e suas composições são marcadas por demonstrar o mundo da malandragem com muita inteligência e sagacidade. Quando a cultura popular é apropriada pela elite perde a essência; mas, poetas como Zeca Pagodinho e Almir Guineto têm esperança que no futuro a resistência artística inflame à dialética chama de elevação popular.
    29 min
  • Quilombo Academia: a interpretação aguda de Gal Costa mostra a africanidade como símbolo de um humanismo contemporâneo
    Gal Costa marca seu repertório com canções que são baseadas na axiologia da negritude na musicalidade. Em seu repertório estão composições que trazem a noção iorubá de eternidade, uma vez que compreende que só morre aquele que não é lembrado.
    A Adriana Calcanhoto canta, com uma espécie de balanço existencial da afrocircularidade. Como se estivesse sugerido que a polissemia artística do negro é a corporalidade africana. Lembrando que para a cultura bantu, dança e música se confundem.
    28 min
  • Quilombo Academia: as divas Clementina de Jesus e Mariene de Castro apresentam a africanidade com o ritmo Ijexá
    Nascida em 1901 Clementina de Jesus da Silva também era conhecida como Tina ou Quelé. Essa cantora brasileira nos deixou uma importante contribuição referente aos cantos tradicionais da cultura negra, pois popularizou os cantos dos escravos e o samba.
    A cantora Mariene de Castro perpassa, por diferentes ritmos, e baseia-se na musicalidade afrodescendente sua negritude vai paroxismo com a inserção do samba tradicional, dinamizando a melodia com seu canto. A diva aponta a gênese da consciência de biodiversidade na cosmovisão africana primogênita. No seu canto as relações bioexistências são manifestações da orixalidade.
    28 min
  • Quilombo Academia: a tamboralidade na quilombagem do clã do Martinho da Vila e sua herdeira Mart’nalia
    O legado da africanidade na Vila Isabel encontra em Martinho da Vila seu principal expoente, trazendo uma tamboralidade negra que aprofunda a humanidade da relação entre, o Brasil e Angola. Essa emergência artística do afrodescendente como sujeito contribuiu, ‘ao meu quase cego ver’, para a superação da excludente institucionalidade diplomática eurocêntrica, que tem, infelizmente, ainda inequívoca restrição racial, contra o negro.
    A quilombagem do clã de Martinho da Vila dá seu contributo civilizatório, trazendo mais força a consciência de respeito à diversidade, que tem origem egípcio-bantu, sendo a mais antiga civilização da história da humanidade, como protagonismo da Mart’nalia principal herdeira é uma grande cantora, revelando-se também na representatividade das minorias.
    26 min
  • Quilombo Academia: O sentimento, crítico e reflexivo, da irreverência do canto negro de Maria Bethânia, Virgínia Rodrigues e Leci Brandão
    A africanidade das interpretações de Bethânia evidencia a orixalidade, composta no sonsigno da alegria, que se encontra na esperança do machado do Xangô, que significa justiça e na mitologia yoruba o Xangô simboliza também o fogo justificando a fogueira como signo da festa as interpretações de Bethânia, que chega à perfeição.
    O lirismo nas interpretações da diva Virginia Rodrigues sugere Xangô, orixá da justiça, em uma corporalidade procissional, na utópica negra coletiva. Essa ritualidade caracteriza o afoxé, um candombe de rua, onde Xangô segue ovacionado e, dando axé da ética aos presentes, propugnando por amor sem limite.
    Nas composições de Leci Brandão nota-se à promoção da igualdade racial, e ao respeito às tradições de matriz africana.
    28 min
  • Quilombo Academia: a postura crítica de Gonzaguinha é sua principal característica como compositor
    Gonzaguinha era um apaixonado irreparável. Com a sua afrodescendência essencialmente crítica e esperançosa, ele fazia dos sentimentos suas canções. Gonzaguinha se colocava em luta nas suas letras e em suas interpretações, entregando-se como uma pessoa que sonha com a esperança como uma expressão da própria vida. Nos bordões executados com o piano, o músico canta o sonho por dignidade, que é negado pelo euro-hetero-macho-autoritário.
    27 min

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Programa que aborda temas afrodescendentes, indígenas e latinoamericanos por meio da música e dos artistas brasileiros.