Chico Buarque de Holanda radicaliza na crítica contra eurocolonialismo, sugerindo, de forma original, que o mal é estrutural ao eurocentrismo, apontando-o como uma esquizofrenia racial do brasileiro, que busca sua identidade no ideal eurocaucasiano, que lhe é estranho à sua maneira de ser. Sendo o paroxismo da negação do seu jeito essencial, que permite as relações existenciais, onde se dá a satisfação, como o prazer e a alegria. Como sendo uma espécie de remédio para a depressão, decorrente da desventura e da vida sem sentido, que são transversais, na lógica acumulativa, no patriarcalismo homem branco europeu.
A cantora Teresa Cristina tem, entre suas qualidades de artista, acuidade na seleção do repertório. Isto como forma de evidenciar o seu compromisso político, que se dá na sua consciência de mulher negra, com o propósito de afirmar uma imagem positiva como afrodescendente. Teresa faz este posicionamento da educação étnico-racial, quando escolhe as suas canções, que são críticas sociais.