A africanidade das interpretações de Bethânia evidencia a orixalidade, composta no sonsigno da alegria, que se encontra na esperança do machado do Xangô, que significa justiça e na mitologia yoruba o Xangô simboliza também o fogo justificando a fogueira como signo da festa as interpretações de Bethânia, que chega à perfeição.
O lirismo nas interpretações da diva Virginia Rodrigues sugere Xangô, orixá da justiça, em uma corporalidade procissional, na utópica negra coletiva. Essa ritualidade caracteriza o afoxé, um candombe de rua, onde Xangô segue ovacionado e, dando axé da ética aos presentes, propugnando por amor sem limite.
Nas composições de Leci Brandão nota-se à promoção da igualdade racial, e ao respeito às tradições de matriz africana.