Essa edição do programa Quilombo Academia realizado sobre a égide do tema: reflexão e resistência trazem, para minha compreensão, uma dimensão telúrica da tamboralidade negra.
Nessa perspectiva a música expressa culturalidade da emergência sul global como afirmação positiva do contributo negro, concomitantemente, percebemos também os valores do povo miscigênico, na dinâmica do nomos da nordestinidade, que se localiza com mais conforto em uma dinâmica que se aproxima da utopia africana. Como é visto na filosofia ubuntu, em que uma pessoa da localidade encontra relações existenciais porque é expressão do próprio todo.
Nessa linha de abordagem o ritmo e a maneira de ser se afirmam na MPB estabelecidos por nuances de negritude, na amplitude onírica da miscigenação brasileira.