Quilombo Academia - USP

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Quilombo Academia - USP episodes

  • Quilombo Academia: O corpo negro é território, expressando cultura na música de Arlindo Cruz
    Arlindo Cruz tem um trabalho musical que traz a percepção do discernimento do corpo negro como território, em que o lugar indica expressões culturais, constituindo produções de sentidos. Arlindo demonstra consciência da luta e a ritualidade da dança negra, que se entrelaçam formando um onirismo utópico no cotidiano popular. Sua canção levanta a espontaneidade doce da alma na negritude, que resiste à acidez da imposição do mercado eurocaucasiano. A canção Meu lugar é um exemplo de um canto do amor na grandeza da alegria dialética, percebida, na amplitude holística da circularidade na roda de samba, que revela existencialidade coletiva, como elemento fundamental da herança lúdica-gregária africana.
    29 min
  • Quilombo Academia: A circularidade sagrada da africanidade de Chico Buarque e Virgínia Rodrigues
    Chico Buarque interpreta seus sambas com subjetividade baseado nos saberes das circularidades sagradas da africanidade, onde as mitologias lendárias ibero-afro-ameríndia são estranhas ao positivismo eurocêntrico, implicado na lógica acumulativa.
    Durante um ensaio do Bando de Teatro Olodum na terra dos orixás, Salvador, no ano de 1997 Caetano Veloso ouve pela primeira vez Virginia Rodrigues cantando. Impressionado com a voz de Virginia, Caetano lança para o Brasil e o mundo o seu primeiro álbum intitulado Sol negro. A música de Virginia tem forte influência na música clássica, no samba, no jazz e trás em suas interpretações referências do candomblé e da umbanda.
    29 min
  • Quilombo Academia: A erudição da obra miscigênica de Caetano Veloso é um manifesto em favor do íbero-ásio-afro-ameríndio
    Com base nos movimentos sociais Caetano Velos quer reinventar um novo Brasil fenômeno que é percebido na significação do conjunto da sua obra, sugerindo as lutas por igualdade de direitos e reconhecimento cultural do íbero-ásio-afro-ameríndio, como lutas de formação da imagem positiva do afrodescendente.
    Maria Rita canta sua africanidade miscigênica e tem uma musicalidade, sugestiva para o samba de partido alto cujos arranjos demonstram identificação com a brasilidade miscigênica do samba. Maria Rita sinaliza para o sentido civilizatório da tamboralidade do samba. “Diante da gélida distopia estrutural à logica acumulativa eurocaucasiana, essa jovem diva traz uma interpretação afrodiasporica da utopia, e insiste cantando que o amor livre tem o calor do sorriso no perdão, que me parece próprio do sentido comunal do matriarcalismo da africanidade”.
    30 min
  • Quilombo Academia: Dois gênios musicais no universo mágico da Música Popular Brasileira – MPB
    João Gilberto teve a percepção criativa da bossa nova em uma pelada de futebol em juazeiro, onde um dos brincantes lançou a bola para frente, que por qualquer razão foi para o meio campo, isso deu origem ao meio tom, caracterizado no: dois por dois da bossa nova, na genialidade desse bruxo baiano.
    Com um canto afrodiasporico cirúrgico, Nara Leão fazia uma interpretação, de intelectual orgânica, gramsciana, força da miscigenação racial do seu canto cantava a alegria abraçada com a tristeza, na narrativa dos compositores que foram cronistas dos empobrecidos das favelas cariocas.
    A sofisticação da tamboralidade no cordofone de João Gilberto é conjugada competência melódica de Nara Leão. João e Nara revelam uma genialidade artística da MPB. Com originalidades eruditas de um mundo especial, onde os deuses da orixalidade convivem com o canto do cotidiano.
    30 min
  • Quilombo Academia: Noriel Vilela e Dorival Caymmi cantam a transcendência e o respeito à biodiversidade dos povos egípcio-bantu
    A sonoridade do canto de Noriel Vilela propõe uma transcendência africana, por meio da qual se percebe a sua negritude musical. As canções de Noriel Vilela conjugam com o samba de breque permitindo-lhe a multiplicidade da negritude telúrica. A sua musicalidade negra tem raízes profundas na música brasileira.
    A musicalidade negra das composições de Dorival Caymmi sugere a paz da existencialidade sagrada orixalidade baiana. Com notável acuidade com a cultura negra as canções de Dorival demonstram originalidade, força e doçura solidaria do matriarcado africano.
    30 min
  • Quilombo Academia: Taiguara constrói uma insurgência revolucionaria como compositor e interprete de uma insurgência revolucionaria
    Taiguara tem consciência do saber afrodiaspórico revolucionário e isso foi um componente da sua arte musical miscigênica, comportamento musical que indica para construção de uma ambiência diaspórica, tendo como substância a africanidade. A interpretação poética de Taiguara é impregnada pela própria arte negra, com essência na luta e na resistência cultural da africanidade.
     
    27 min

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Programa que aborda temas afrodescendentes, indígenas e latinoamericanos por meio da música e dos artistas brasileiros.