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O grupo Juntos pelo Sudoeste (em defesa do sudoeste) convocou uma concentração/protesto junto da Assembleia da República no último dia 1 de Junho, onde se debatia a petição contra a agricultura intensiva no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e costa Vicentina. Também estiveram presentes neste protesto membros do Movimento Alentejo Vivo.
A Rádio Gabriela esteve a conversar com Fátima Teixeira que falou sobre a escassez de água, a escravatura, as estufas, a agricultura intensiva.
A Rádio Gabriela seguiu domingo 30 de Maio a Manifestação Nacional Antifascista em Coimbra. Uma manifestação convocada por várias organizações e colectivos no fim-de-semana em que ocorreu o Congresso do CHEGA com a presença de Matteo Salvini (secretário federal da Lega Nord e líder da extrema-direita italiana).
Na semana precedente a esta manifestação realizou-se uma Semana de Resistência em Coimbra com assembleias, debates, performances, concertos e uma concentração no dia 28 de Maio A Praça é Nossa - Fascista não Entra aqui, afim de "travar Ventura e o Chega novamente em Coimbra!"
A Rádio Gabriela acompanhou os protestos na Colômbia da única forma possível: deixando o espaço e os microfones às vozes de quem ocupou e ocupa as ruas, de quem luta cada dia e cria espaços de resistência.
Juntas com as vozes de Andrés Jurado, Alexander Rios, Francesca Orlandi e Juan Camilo Zuluaga vamos caminhar por vários territórios, vamos marchar entre a resistência pública e a rebeldia pessoal.
Juntas com e para a Colômbia! Donde a tirania es ley, la revolucion es orden!
Do que é que não se anda a falar por causa do que se anda a falar?
Um cadavre exquis dos temas menos batidos do momento, feito a partir de muitas casas diferentes. O desafio era cada um falar sobre um tema sobre o qual não encontrasse eco no que anda p’raí. O resultado? Ouve aqui:
e Solidariedade com a Palestina e outras intervenções, seguidas de um vivo debate com o público. Houve ainda um jantar palestiniano e convívio. A Gabriela esteve lá e registou as três intervenções iniciais da conversa realizada na Sirigaita, o primeiro espaço E.L.A. (Espaço Livre de Apartheid) de Lisboa. O evento foi realizado pela Sirigaita e BDS Portugal com a participação do Comité de Solidariedade com a Palestina.
A Rádio Gabriela acompanhou no Campus da Justiça uma acção de solidariedade para com as 26 pessoas detidas na sequência da acção #EmChamas de 22 de Maio, acção de desobediência civil.
"esta ideia de desobediência civil que vocês têm apelado é porquê?" (Rádio Gabriela) "tudo o resto não chega (...) já não foi suficiente, as petições não foi suficiente falar com deputados que já conhecem o consenso científico há mais de 40 anos sobre a casa estar a arder, não é suficiente mais relatórios, não é suficiente a ciência continuar a dizer o mesmo. É preciso nós darmos o nosso corpo ao manifesto e fazermos das nossas palavras acção e por isso a desobediência civil é um meio que nós utilizamos que nós achamos que é mais eficaz no momento para travar o fogo no tempo que temos" (Diogo)
"vamos ser notificados para voltar a tribunal se de facto o estado decidir que vai prosseguir com o processo criminal (...) até lá continuamos arguidos e ficamos à espera então de novidades sobre o processo e continuamos também na nossa luta, continuamos a exigir menos aviões, continuamos a exigir mais ferrovia e uma transição justa porque temos de resgatar os trabalhadores, temos de resgatar o planeta, temos de resgatar as pessoas e não podemos continuar a alimentar um sistema que só está importado com resgatar lucros e com proteger os poderosos e os ricos" (Inês)
"a forma como fomos revistadas e detidas foi agressiva contudo isso não é uma coisa que nos intimide, esse tipo de estratégia de intimidação não nos detém de continuar nesta luta e de continuarmos a protestar e de continuarmos a mobilizar-nos para apagar este fogo da nossa casa que está a arder" (Inês)
O processo vai continuar, espera-se neste momento a formulação da acusação pelo Ministério Público ou pelo retirar da queixa que também é possível e depois se verá o que acontece.
Ontem, dia 22 de maio, vários colectivos que lutam pelo clima realizaram uma ação de desobediência civil, #Em Chamas. Uma manifestação partiu do Aeroporto Humberto Delgado até à Rotunda do Relógio onde pessoas de diversos colectivos bloquearam o trânsito, sentadas no chão, "acorrentadas" umas às outras. No final da tarde a polícia deteve 26 pessoas que foram levadas para a esquadra dos Olivais. No exterior da esquadra realizou-se uma vigília com uma centena de pessoas que permaneceram cantando e gritando até a última pessoa detida ser libertada.
As pessoas detidas vão a julgamento na próxima segunda-feira, dia 24 de maio. Uma concentração de apoio está a ser convocada para as 13h no Campus de Justiça.
Ela foi a primeira. Lilith, arquétipo da rebeldia feminina, vive sozinha, só às vezes tem filhos, nunca tem medo das serpentes – nem inveja do pénis. Em astrologia, Lilith é o planeta que muitos pensaram ter visto, mas que nunca existiu. Lilith é o que gostaríamos de ver, é o fim do patriarcado. Lilith representa o poder da emancipação das mulheres, mas também o poder do nosso subconsciente. Caras estrelinhas, aqui vão umas quantas ideias para chegar a um tratado com a pior parte de nós.
A Rádio Gabriela nasceu em Março de 2020. Já passou um ano.
Falámos de saúde, de direito à habitação, de feminismo, de antirracismo, de lutas de trabalhadorxs, de linguagem, de ecologia, de dívida, de alimentação, de futebol popular, de literatura, de poesia, de sexualidades, de problemas sociais e políticos no mundo inteiro.
Com entusiasmo e esforço, mas diz que “quem corre por gosto não cansa”. Uma rádio amadora e colaborativa, sem dinheiro, feita com amor, rebeldia, sentido crítico, e sons da solidariedade. E nisto passou um ano.
Viva a Rádio Gabriela!
A Rádio Gabriela convida colectivos vários a apresentarem-se e a darem conta de uma luta em curso neste momento. Pedimos a cada colectivo áudios de cerca de 5 minutos. E vamos andar por aí a perguntar a muitos mais o que são e o que agora mais os preocupa e entusiasma.
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