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Desta vez será a América a chegar à Europa! O navio Zapatista deixou as costas mexicanas e chegará em Junho.
Mas quem são as Zapatistas? O que é que elas irão fazer aqui na Europa? A Rádio Gabriela tenta responder a estas perguntas com este podcast.
A propósito do 25 de Abril, a Rádio Gabriela foi ter com Alexa Santos, assistente social, activista feminista, anti-racista e pelos direitos das pessoas LGBT (INMUNE,Clube Safo). Para Alexa, a data é importante, a liberdade é importante, mas ainda não somos livres e há mil razões para isso e mil e uma coisas a fazer. Ouve-a falar sobre o fascismo que é o mesmo, embora tenha outro ar, sobre a luta que pode ter muitas armas, sobre os pequenos gestos de tantos dias e de tantos géneros que fizeram o 25 de Abril.
Os "Corpos Resistentes" dos milhares de mexicanos que todos os anos emigram em busca de trabalho nas explorações agrícolas da costa Oeste dos EUA são o foco da terceira emissão do podcast “Outros Livros”, que a Livros Outro Modo promove em parceria com a Rádio Gabriela. Connosco esteve Seth Holmes, médico e antropólogo que acompanhou o percurso dos migrantes desde as montanhas de Oaxaca, no sul do México, até aos campos de trabalho agrícola nos Estados Unidos para construir uma obra sobre existências humanas que, apesar de serem objeto de discursos mediáticos e políticos inflamados, permanecem largamente ignoradas e invisíveis. A conversa sobre o livro que relata esta experiência (Corpos Resistentes, Outro Modo, 2019) contou ainda com a participação de Cristina Bastos, investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e de Valéria Macedo, professora da Universidade Federal de São Paulo. A moderação esteve a cargo de João Queirós, que aqui representou também o Conselho Editorial da Livros Outro Modo.
O Acordo EU – Mercosul será, se aprovado, o maior tratado comercial de sempre na União Europeia. Este tratado vai ter implicações nos salários, no emprego, no clima, na biodiversidade, nos direitos humanos, no bem-estar animal, na saúde pública, na Democracia, entre muitas outras. De forma a combater este tratado foi criada em Portugal uma rede de associações e colectivos – REDE STOP UE – MERCOSUL, que pretende “impedir que este acordo tóxico seja ratificado.”
Voltaram a abrir as esplanadas e aqui vai o enquadramento dos planetas para curtir do mês de Abril sem culpas. Abril, já sabem, é tempo de libertação, é o tempo do amor, tempo de entrar numa relação pacífica com o nosso corpinho que como um herói tem superado a solidão, o inverno e o frio. É o tempo de colher os frutos do trabalho invisível feito ao longo do inverno, é aquele belo tempo de alimentar a alternativa com cerveja, carinho, chuva e sol – tanta chuva e tanto sol. É o tempo da rebeldia e da criatividade popular. É com base na sabedoria popular que dedicamos uma dica a cada signo: façam bom uso dela e que o conhecimento coletivo não sistematizado seja o vosso guia neste novo início astronómico. Boa revolução estrelinhas. Feliz primavera e viva o 25 de abril: um dia belíssimo.
A pandemia arrastou-nos para muitas outras pandemias. Uma delas, relativamente silenciosa, é a de milhares de casais bi-nacionais não casados que estão separados há quase um ano e sem solução à vista.
DRIM DRIM!
A 27 anos do levantamento contra a guerra do esquecimento, que a partir das montanhas da Selva Lacandona abalou os tronos dos poderosos, o Exército Zapatista de Libertação Nacional anunciou uma turnê mundial para 2021. Uma delegação sairá dos territórios zapatistas no Chiapas para encontrar e conhecer todes aqueles que lutam desde baixo e à esquerda nos cinco continentes, através do diálogo, do intercâmbio de ideias, opiniões e estratégias na convicção de que a união faz a força e a diversidade cria riqueza. Estes eventos irão decorrer no continente europeu nos meses de Julho, Agosto, Setembro e Outubro com a participação directa de uma delegação mexicana formada pelo CNI-CIG, a Frente de Povos em Defesa da Água e da Terra de Morelos, Puebla e Tlaxcala, e o EZLN.
A Rádio Gabriela gravou uma leitura da primeira parte da declaração Zapatista… pela vida.
Aparentes consensos às vezes escondem posições bem diferentes. Quem defende o quê em relação à requisição civil dos hospitais privados de que tanto se falou? E o que é isso afinal de «requisição civil»?
Um poema de Douglas Pompeu sobre a demarcação das terras indígenas no Brasil.
demarcação de língua
na minha língua se diz terra
na minha terra se diz língua
como quem diz fala dis-
tende uma palavra ao pé
do ouvido e na boca dissol-
vesse açúcar seu arbusto
dispensasse as consoantes
como se não fosse áspero
o gosto de que falhamos
na minha língua se diz
língua como se não houvesse
ossos por trás de sua boca
a carne fosse apenas hábito
dos sentidos como se ainda
fosse possível não morder
a ideia pronta que saliva
ansiosa em sua ponta
na minha terra se diz pois
Douglas Pompeu é tradutor e escritor. Traduziu para o português a primeira seleção de poemas de Kurt Schwitters, Pra trás e pela frente primeiro (2018), assim como Variações sobre tonéis de chuva (2019) de Jan Wagner e Passeios com Robert Walser (2020) de Carl Seelig. Atualmente vive e Berlin, onde edita a revista alba (https://www.albamagazin.de) e trabalha em seu projeto Biografia de Fábrica. Uma de suas histórias foi publicada na coletânea Lingua Franca (Art In Flow, 2019) e seus poemas foram apresentados em leituras como Ex-Salón, Latinale e no Poesiefestival Berlin de 2019. Mantém o blog: http://glaspo.tumblr.com.
Oiçam aqui os conselhos da Gabriela para todos os signos em Fevereiro.
Olha para um ponto no centro da parede – Vai Ficar Tudo Bem. Só passou um mês desde o início deste ano e já está claro que todas as expectativas que tínhamos para 2021 talvez se tornem realidade em 2022. O 2021 teve um ataque de ansiedade e ficou em pânico, teve uma reacção kamikaze e atirou-se contra uma parede de olhos fechados. E mais, para complicar tudo chegou dia 30 de Janeiro o primeiro Mercúrio Retrógrado do ano, voilà.
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