Ao nos aproximarmos do fim da jornada de fé empreendida por Abraão, quero deixar com você alguns princípios extraídos desta revisão da vida do patriarca — quatro, para ser preciso. São simples de entender, mas desafiadores em sua aplicação. De fato, levará uma vida inteira para dominá-los. Tal como os quatro pontos cardeais da bússola, eles vão guiá-lo adequadamente em sua jornada rumo à maturidade espiritual.
1. Qualquer que seja o local indicado por Deus, vá. Tenha certeza de que sua decisão se baseia na orientação divina. Em geral, vale perguntar a si mesmo quanta fé será necessária para cada uma das opções de que você dispõe. Aquela que exigir maior confiança em Deus é, comumente, a melhor. Parece ironia, mas a alternativa com maior risco aparente é a mais segura, porque o Senhor sempre honrará sua decisão de confiar nele. Ainda que você dê um passo em falso, ele honrará sua fé guiando-o de volta ao caminho que ele estabeleceu. Não há lugar mais seguro do que aquele para onde Deus o envia.
Nossa jornada de fé exige que sigamos para onde deveríamos estar e que realizemos aquilo que deveríamos realizar. Se não agimos assim — se rejeitamos a orientação de Deus —, perdemos o melhor que ele tem para nós e aceitamos a mediocridade. Essa nunca é uma boa troca.
2. Seja o que for que Deus prometer, creia. Alguém colocou a questão da seguinte maneira: “Quando estiver em trevas, não duvide daquilo que Deus lhe deu na luz”. Nos melhores dias de sua vida, nos quais Deus fala por meio de sua Palavra, lembre-se de suas promessas. Descanse nelas, aplique-as e espere seu cumprimento. Deus lhe dá promessas para que você creia nelas, e não apenas para que as mencione aos outros. Sendo assim, acredite nelas! Pare de se esquivar delas. Pare de analisá-las ao extremo. Creia nas promessas — isto é, aceite-as — e então aja de acordo com elas.
3. Sempre que Deus testar, confie
Um teste geralmente nos faz sentir vulneráveis. Ficamos fracos. Começamos a sentir pânico. Tentamos encontrar segurança no que nos é familiar. Evitamos correr riscos. Mas os testes de fé pedem ousadia. Você pode ter ouvido a frase “Deus nunca nos dá mais do que aquilo com que conseguimos lidar”; porém, isso está absolutamente errado! Ele frequentemente nos desafia a confiar mais nele, dando-nos muito além do que aquilo que somos capazes de suportar por méritos próprios. Ele quer que nos voltemos para ele em desespero e peçamos seu auxílio. Ele está sempre disposto a ajudar, mas quer que reconheçamos nossa necessidade e que desejemos sua companhia.
4. Seja como for que Deus o abençoar, compartilhe
Para nós, é fácil receber as bênçãos de Deus e deixar de equilibrar o receber com o dar. Firme o propósito de tornar-se uma pessoa generosa. Quero adverti-lo, porém, que dar generosamente exige fé, isto é, a confiança de que o Todo-poderoso cuidará de suas necessidades. Isso acontece porque temos um temor natural de que nossas provisões se esgotem, não importa quanto tenhamos. Quando ouvimos a pergunta “Quanto é suficiente?”, uma pequena e assustada voz dentro de nossa alma grita: “Apenas um pouco mais!”.
Fico pensando em quanto conheceríamos melhor nosso Deus se doássemos de forma mais generosa. Não temos maior intimidade com o Todo-poderoso porque não acreditamos de fato que ele honrará nossa generosidade. Assim, nós retemos. Para testar isso, questione-se: “Quando foi a última vez que doei alguma coisa? Algo realmente interessante? Algo que significava muito para mim?”. Alegria profunda e satisfatória aguarda aquele que doa de maneira abundante.
Deus abençoou você. Portanto, compartilhe. Torne-se uma pessoa generosa. Quando o fizer, você descobrirá uma satisfação maior do que tudo o que já viu. SWINDOLL, Charles - Abraão, um homem obediente e destemido