Reavivados por Sua Palavra

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Reavivados por Sua Palavra episodes

  • Begins… Não Olhe pra Trás: A Destruição de Sodoma e da Família de Ló (Gênesis 19) #rpsp
    Precisamos de crenças. As crenças abastecem nosso conhecimento doutrinário e nos ajudam a nos estabelecer na fé. Elas formam uma parte importante da consciência cristã e fornecem direção para nossas jornadas de fé. Nossas crenças afiam a lâmina do discernimento. Mas as convicções... O que você sabe é uma coisa, mas o que você faz com seu conhecimento define seu caráter e constrói sua reputação. É preciso coragem para desenvolver princípios interiores profundos e firmemente enraizados com relação a integridade, moralidade, ética e fé. É disso que precisamos nos governos e que tão raramente encontramos. É disso que precisamos nas igrejas e nas escolas. Mas até mesmo essas instituições podem carecer de tais convicções. Você pode fazer uma diferença importante no lugar onde vive ao estabelecer um conjunto de convicções extraídas da Palavra de Deus e então apegar-se a elas.
    Foi nesse ponto que Ló falhou. Ele permaneceu justo no sentido de que não cometeu os pecados de Sodoma. Sem convicções fortes, porém, ele permitiu que o pecado daquele povo o diminuísse como homem e como pai. Diante disso, como podemos ser melhores? Começamos a melhorar quando abraçamos três verdades relacionadas às convicções.
    As convicções devem ser claramente estabelecidas diante de Deus; do contrário, elas serão torcidas e enfraquecidas diante dos outros. Posso falar sobre isso por experiência, com base no período em que atuei como militar. Assim que entrei numa base militar em Okinawa e coloquei minha mochila no chão, vi-me cercado por pessoas e atividades que ameaçavam enfraquecer minha disposição e distorcer minhas convicções. Aquela base era literalmente coberta de prostituição, pornografia, drogas e bebidas. Isso é que é uma fossa moral! Eu sabia que, para sobreviver ao ataque, teria de determinar e definir minhas convicções de maneira explícita e então me comprometer com elas. Não ousei fazer o que me desse na “telha” ou confiar que, de alguma maneira, os valores de minha família entrariam em cena nos momentos certos. Embora eu fosse casado, o simples fato de ser um marido não me capacitava a ser puro. Eu precisava de minhas convicções claramente definidas. Esse tinha de ser um exercício consciente.
    As convicções devem ser afirmadas e modeladas em casa; senão, farão concessões na rua. Quando sentei para definir minhas convicções, baseei-me em mais de vinte anos de vida familiar e vida na igreja, ambas (felizmente!) conformadas aos padrões bíblicos. Meus pais não me deram essas convicções na forma de lições bíblicas ou de palestras em sala de aula. Eu as obtive em torno da mesa de jantar, enquanto fazia minhas tarefas de casa, quando nos reuníamos em volta do piano para cantar, em viagens de compras, nas férias e em eventos sociais. Ouvi meus pais articularem seu sistema de valores, e depois os via vivendo o que diziam. Não consigo contar as tantas vezes em que ouvi minha mãe ou meu pai alertarem: “Agora, escute o que vamos lhe dizer, filho. Preste atenção”. Então, eles declaravam uma verdade importante. Esse treinamento em meu lar tornou-se crucial quando eu estava a 12 mil quilômetros de casa.
    As convicções devem significar tudo para nós em termos pessoais; se não for assim, elas não significarão nada quando estivermos sob pressão. Em geral, sabemos a diferença entre certo e errado; sabemos o que devemos fazer. Em alguns casos, porém, não estamos totalmente convencidos de que o esforço vale a pena. Duvidamos de que podemos vir a ser pegos, ou minimizamos a severidade das consequências. Assim, é quase certo que vamos nos render à pressão do pecado quando a tentação se abater sobre nós de maneira inesperada e implacável. A pressão, a propósito, normalmente vem da opinião majoritária. Que o Senhor possa fazer de nós pessoas de convicção inflexível! SWINDOLL, Charles - Abraão: um homem obediente e destemido
    32 min
  • Begins… Acolhendo Anjos sem Saber (Gênesis 18) #rpsp
    O Abraão hospedeiro, marido, profeta e pedagogo é, agora, o Abraão intercessor. Ele conhece o poder da intercessão, por isso luta com Deus. Henry Morris diz que temos nesse episódio o mais notável exemplo de oração intercessora na Bíblia.1 Seu nome pode ser visto ao lado de grandes intercessores, como Moisés, Samuel, Elias, Jeremias, Daniel, os apóstolos e o próprio Senhor Jesus. Diante do iminente juízo lavrado sobre Sodoma, ele, que já havia lutado para salvar seu sobrinho da invasão da cidade, intercede, agora, para que as cidades de Sodoma e Gomorra, e, por conseguinte, seu sobrinho, sejam poupados. Warren Wiersbe diz que Abraão sentia um peso no coração por Ló e sua família, bem como pelos pecadores perdidos das cinco cidades da planície, e precisa compartilhar esse peso com o Senhor.
    Destacamos aqui sete pontos importantes: Em primeiro lugar, o agravamento do pecado (18.20). Os pecados das duas cidades principais situadas às margens do mar Morto, Sodoma e Gomorra, haviam se multiplicado e se agravado muito. Aquelas cidades eram extremamente perversas (13.13), pois os homens dessas cidades eram dados a práticas sexuais contrárias à natureza (19.5; Jd 7; Rm 1.27); além disso, os homens não tentaram esconder seus pecados (Is 3.9) nem se arrependeram deles (Jr 23.14).18 Derek Kidner diz que o clamor de Sodoma e Gomorra pode significar o brado contra ela ou simplesmente o mal gritante do lugar. Essa palavra é um termo técnico da linguagem judicial que designa o pedido de socorro emitido por alguém cujos direitos estão sendo violentamente desrespeitados. Deus então ouve o grito dos violentados e interfere como juiz.
    Em segundo lugar, a investigação realizada (18.21). A interferência começa com uma investigação, um inquérito judicial, a respeito da veracidade das queixas. Deus, como o reto juiz, não pune o inocente nem inocenta o culpado. Os pecados de Sodoma e Gomorra são averiguados e constatados. Waltke, nessa mesma linha de pensamento, diz que a expressão descerei e verei é a forma figurada de o narrador dizer que Deus investiga sempre e plenamente o crime antes de lavrar a sentença (3.11-13; 4.9-12; 11.5).22 Nas palavras de Livingston, Deus não executa julgamentos baseado em rumores.
    Em terceiro lugar, o intercessor permanece na presença do SENHOR (18.22). A ação dos hóspedes de Abraão começa e termina com esperança e vida para Abraão e Sara e juízo e morte para o povo de Sodoma e Gomorra. Enquanto os dois anjos saem da casa de Abraão rumo a Sodoma, o patriarca permanece na presença do Senhor, pois tem uma causa a defender e uma súplica a fazer. Para isso, ele precisa se agarrar ao Senhor.
    Em quarto lugar, o intercessor apela para o caráter justo de Deus (18.23,25). Abraão compreende que Deus não pode negar a si mesmo nem agir contra Seus próprios atributos, e, por ser justo, Deus não pode condenar o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Em outras palavras, sua intercessão está baseada na justiça de Deus. Waltke diz que Abraão propõe que o futuro de todos seja determinado não pelos perversos no seio da comunidade, mas pelos justos.
    Em quinto lugar, o intercessor insiste com Deus (18.24-32). Abraão apresenta seis pedidos a Deus. Em sexto lugar, o intercessor demonstra ousadia e humildade (18.27). Abraão é ousado ao atrever-se em falar insistentemente com Deus, mas ao mesmo tempo reconhece que é pó e cinza. Como diz Bräumer, Abraão não exige nada de Deus. Seus pedidos são submissos, apresentados a Deus com o coração muito dolorido, por isso pede várias vezes: Não se ire o SENHOR.
    Em sétimo lugar, o intercessor se rende ao propósito soberano de Deus (18.33). Abraão cessa de falar, o Senhor se retira, e ele volta para o seu lugar. LOPES, Hernandes Dias - Gênesis: A origem da vida
    42 min
  • Begins… Circuncisão e um novo nome: Um Lembrete pra diminuir o ritmo (Gênesis 17) #rpsp
    Derek Kidner diz que, no livro de Gênesis, o nome El-Shadai tende a combinar-se a situações em que os servos de Deus estão deprimidos e necessitados de restabelecimento da certeza (17.1; 28.3; 35.11; 43.14; 48.3; 49.25). Bruce Waltke diz que El-Shadai é o nome principal de Deus no período pré-mosaico (Êx 36.2,3), uma vez que o nome que se destaca na aliança dos patriarcas. Warren Wiersbe lança luz sobre esse nome de Deus ao escrever:
    El é o nome de Deus e refere-se a poder, mas o que significa Shaddai? Os estudiosos não são unânimes quanto a isso. Alguns dizem que vem de uma palavra hebraica que significa “ser forte”; outros preferem uma palavra que quer dizer “montanha” ou “seio”. Em termos metafóricos, uma montanha é um “seio” que se eleva da planície e, certamente, constitui um símbolo de força. Sem combinarmos todas essas ideias, podemos dizer que El-Shaddai é o nome do Deus Todo-poderoso e absoluto, que pode fazer qualquer coisa e suprir qualquer necessidade.
    Harold Willmington corrobora essa ideia dizendo que a palavra shadd refere-se ao seio da mãe lactante e significa “aquele que é forte”. Neste momento, vale ressaltar que Deus confortou Abraão (17.1), Jacó (35.10,11) e José (49.25) com esse nome.
    A grande questão é por que Deus se apresentou a Abrão com esse novo nome treze anos depois do nascimento de Ismael? A resposta é simples: porque estava prestes a realizar o grande milagre de suscitar de um homem com o corpo amortecido e de uma mulher estéril e já sem a menstruação das mulheres o filho da promessa. Concordo com Waltke quando diz: “Este nome de Deus evoca a ideia de que Deus é capaz de fazer a estéril fértil e de cumprir suas promessas”. El-Shadai é o Deus que dá limites a tudo e todos e que é suficiente para tudo e todos… Abraão, chamado aos 75 anos de idade, teve a sua missão confirmada por Deus quando estava com 99 anos. Não há idade para começarmos um projeto. A vida não acaba porque os joelhos não se dobram com a mesma facilidade de antes. Os projetos não cessam porque nossa memória falha. Não podemos deixar de realizar coisas novas porque as pessoas nos acham velhos. Deus não levou em consideração nem a idade nem a aparência de Abraão. Só precisamos deixar que Deus trabalhe conosco, esteja conosco. E ele sempre está. LOPES, Hernandes Dias - Gênesis: A Origem da Vida & AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia
    39 min
  • Begins… Sara e Agar: Correndo na Frente de Deus (Gênesis 16) #rpsp
    Humilhada, Agar foge. Desesperada, Agar balbucia desejos. Ela está entrando no deserto. Deus vai ao seu encontro. Não importa onde estejamos, Deus nos encontra. Não importa como nos sintamos, Deus nos consola. Agar talvez achasse que Deus não se importava com ela, mas Deus se importava. Deus se importa conosco. Por isso, ele se encontrou com Moisés no meio do deserto. Ele procurou por Davi entre o rebanho da família. Ele consolou Elias no monte. Ele foi ao encontro de Jonas no ventre do peixe. Ele se revelou a Maria em Nazaré. Ele buscou Saulo na estrada para Damasco. Ele convocou Pedro na casa de um amigo. Como qualquer pessoa, aquele que ama a Deus também sofre. Pode ser a injustiça no trabalho, o abuso na infância, a perda do emprego, um sequestro, uma doença como o câncer, a depressão. Ele pode gemer por um familiar destruído pela droga ou pelo término do casamento num divórcio. Ele pode chorar a morte de um ente querido e vivenciar a frustração de não ver realizado um projeto. Ele pode ter dificuldade para aceitar a si mesmo. No entanto, aquele que ama a Deus sabe que também é amado por Deus; sente que Deus está ao seu lado. Porque o nosso Deus é um Deus que vê. Ele nos vê, não importa em que situação estejamos. Essa é a diferença. E essa diferença é fundamental. AZEVEDO, Bíblia Sagrada Bom Dia
    38 min
  • Begins… Saindo da Tenda do Desânimo e olhando para cima (Gênesis 15) #rpsp
    Fazer uma aliança pode envolver trazer sobre si uma punição terrível caso falhe em manter o seu compromisso. Deus também aceita essa parte da convenção de aliança.
    À luz disso, agora, Abraão pode ir aos seus ancestrais em paz e ser enterrado em boa velhice, mas esse pedaço de promessa contém outras implicações. Até aqui, Gênesis tem falado de morte apenas em termos quase solenes. Embora não fosse a intenção de Deus que a vida simplesmente terminasse em morte, mas que a humanidade comesse do fruto da árvore da vida e vivesse para sempre, agora isso não é possível.
    As pessoas podem viver por muitos anos, mas, por mais tempo que vivam, elas morrerão. Homens como Caim e Lameque podem fazer que as pessoas nem mesmo vivam por toda uma Vida. Deus e a vida podem fazer o mesmo, como ocorria já naquela época. O irmão de Abraão, Harã, morre quando ainda era relativamente jovem, e não há qualquer sugestão de que mereceu esse destino ou que alguém o matou. As pessoas adoecem e morrem. Tais coisas acontecem. Nessa passagem, Deus convida Abraão a ser mais receptivo com a morte, e essa aceitação é uma nota recorrente em Gênesis. Se você tiver a chance de viver o seu ciclo normal de vida, então a morte não é tão terrível. Isso é apenas natural, não constituindo algo que deva temer ou se arrepender quanto a não ter feito o que precisava fazer. Assim, você pode morrer em paz. Existem várias conotações a essa promessa. Uma delas é que o esforço, o empenho e o sofrimento envolvidos na vida cessarão, mas a paz possui implicações mais amplas. Ela sugere que a vida de Abraão, como um todo, correrá bem. A promessa que Deus está lhe dando tem um aspecto solene. Ele quer a boa ou a má notícia? A boa-nova é que Deus está séria, irrevogável e inescapavelmente empenhado a dar aquela terra à descendência de Abraão, tão publicamente comprometido que será impossível a Deus não cumpri-lo. A má notícia é que a promessa não se cumprirá por gerações. Abraão estaria perdoado caso pensasse: "Ah, obrigado. E quanto a mim?" As palavras de Deus sobre a vida de Abraão anteveem essa questão. Ele não irá, pessoalmente, compartilhar da posse daquela terra. Sempre viverá lá como um mero residente estrangeiro, pagando impostos, mas sem qualquer representação, como um imigrante ilegal vivendo nos Estados Unidos. Mas tudo correrá bem. Abraão pode viver pacificamente a sua vida ali, em bem-estar, felicidade e segurança. Quando os cristãos pensam em "paz", em geral focam a paz interior. Contudo, esse não é um foco frequente quando o Antigo Testamento fala de paz. Deus disse a Abraão que ele não precisava ter medo; essa é a forma mais comum de o Antigo Testamento se reterir ao que pensaríamos em termos de paz. As palavras de Deus sobre paz aqui, porém, carregam algumas implicações nesse sentido. Abraão não verá a promessa de Deus ser cumprida, mas pode ter a certeza de estar vivendo dentro do contexto da promessa divina. Ele sabe que Deus está trabalhando para esse fim, aguardando um tempo para ser justo com os amorreus, mas comprometido com o cumprimento. E Abraão sabe que faz parte desse movimento. Martin Luther King Jr. não viveu para ver a eleição de Barack Obama, mas morreu em paz porque tinha um sonho. Abraão estava em posição similar. Deus lhe havia concedido um sonho. Se o seu sonho é dado por Deus, então você pode morrer em paz. GOLDINGAY, John - O Pentateuco para todos
    31 min
  • Begins… Abraão, o generoso (Gênesis 14) #rpsp
    Quando Abrão retornou da guerra, depois de ferir Quedorlaomer e os reis aliados que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (14.17). Este fez uma proposta a Abrão. Queria que Abrão lhe desse as pessoas e ficasse com os bens do espólio da guerra (14.21). Abrão recusou com juramento sua proposta, justificando sua decisão (14.22,23), porém estabelecendo a possibilidade de recompensar os aliados que com ele estavam (14.24). Desse episódio, podemos extrair duas lições:
    Em primeiro lugar, Abrão não tem apego a dinheiro, pois seu compromisso é com Deus (14.21). O rei de Sodoma pediu as pessoas e ofereceu os bens, mas o que enchia os olhos de Ló não atraía Abrão. Além, do mais, como bem argumenta Waltke, o vencedor, não um rei derrotado, tem o direito de estipular a disposição dos espólios de guerra. Além disso, a atitude do rei de Sodoma é fraudulenta e invejosa, pois ele não saúda Abrão com alegria festiva. Abrão antecipa que, se viesse a aceitar a oferta, o rei de Sodoma alegaria que ele ficava em desvantagem para que Abrão tivesse vantagem.
    Em segundo lugar, Abrão não negocia seu testemunho para auferir vantagens financeiras (14.22-24). Abrão não estende suas mãos para o rei da Babilônia para ajuntar os bens resgatados na guerra, mas ergue suas mãos ao Senhor, o Deus Altíssimo, o que possui os céus e a terra. Ele rejeita com juramento a oferta do rei de Sodoma e não se dispõe a tomar para si nem sequer um fio ou correia de sandália. Sua riqueza não deve vir da cidade do pecado, mas das mãos do Deus Altíssimo. Waltke diz que Abrão prefere pairar acima de qualquer censura aos olhos de seus vizinhos pagãos e não permitirá que o nome de seu Deus seja denegrido por ambiguidade moral.
    Estou de pleno acordo com o que escreveu Warren Wiersbe:
    Abrão não impôs sua convicção a seus aliados. Deixou a critério deles resolver se desejavam tomar para si a parte que lhes cabia dos espólios. Também não esperou que dessem o dízimo a Melquisedeque. Abrão era um peregrino e estrangeiro, enquanto os aliados eram homens do mundo, cuja conduta era governada por um conjunto diferente de valores. “Os outros podem, você não deve”. LOPES, Hernandes Dias - Gênesis: o livro das Origens
    25 min
  • Begins… Quando a Prosperidade leva a Conflitos (Gênesis 13) #rpsp
    Destacamos aqui cinco pontos:
    Em primeiro lugar, uma ordem divina (13.14). Abrão poderia ter se sentido injustiçado pela escolha de Ló, pois é como se humanamente ele fosse passado para trás. Todavia, o Senhor fala com ele e lhe ordena que olhe para os quatro pontos cardeais. O olhar de Abrão está em um contraste silencioso, mas consciente, com o olhar cobiçoso de Ló. Warren Wiersbe diz que, depois que Ló partiu, Abrão teve outro encontro com o Senhor. Ló havia levantado seus olhos e visto o que o mundo tinha a oferecer; então, Deus convidou Abrão a levantar os olhos e ver o que o céu tinha a oferecer. Ló escolheu um pedaço de terra, que acabou perdendo, mas Deus deu a Abrão toda a terra que ainda pertence a ele e a seus descendentes. Ló escolheu para si as terras que desejava. Deus disse a Abrão eu ta darei. Contraste!
    Em segundo lugar, uma dádiva sublime (13.15). Bräumer diz acertadamente que, quando Deus fala, dabar, o que ele diz se torna fato e história. Abrão ganha o que não cobiçou, e Ló perde o que desejou. Deus promete dar a Abrão e sua descendência toda aquela terra para sempre. Ló perdeu sua família, mas Abrão recebeu a promessa de uma família tão grande que não poderia ser contada. Derek Kidner diz que tanto a visão como a ação seguiram-se à fé: sua escolha cega (13.9) foi recompensada por estas palavras de Deus: Ergue os olhos (13.14); e o que os seus olhos abrangeram no panorama, os seus passos haveriam de explorar minuciosamente (13.17).
    Em terceiro lugar, uma descendência numerosa (13.16). Um homem cuja esposa era estéril e que tinha sobre os ombros a promessa de que nele seriam benditas todas as famílias da terra recebe, agora, um adendo na promessa divina: Farei a tua descendência como o pó da terra... (13.16).
    Em quarto lugar, uma posse pela fé (13.17). Aquilo que Deus promete precisa ser primeiro apropriado pela fé (Dt 11.24; Js 1.1-3). Deus ordena que Abrão percorra toda aquela terra que seria sua e de sua descendência. Warren Wiersbe diz que é a sua fé em Deus que determina quanto das bênçãos dele você vai desfrutar.
    Em quinto lugar, um altar ao SENHOR (13.18). Abrão então vai mudando suas tendas para habitar nos carvalhos de Manre, junto a Hebrom. Essa região, uns trinta quilômetros ao sul de Belém, veio a ser o principal centro dos movimentos de Abrão, perto do qual ele ia comprar sua única propriedade, a caverna- cemitério de Macpela. No ínterim, tenda e altar sintetizam o seu modo de viver. Na Bíblia, Manre só é citado em Gênesis. Abrão está em Manre quando sai para salvar seu sobrinho Ló (14.13). Três mensageiros de Deus visitam Abrão em Manre (18.1). O sepulcro de Macpela, comprado por Abrão, fica defronte de Manre (23.17,19; 25.9; 49.30; 50.13). Jacó visita seu pai, Isaque, em Manre (25.27). Depois da morte de Isaque, Jacó habitou em Manre.
    O mais importante de se notar aqui é que, em Manre, Ele levantou um altar ao Senhor. Abrão não construiu monumentos para perpetuar sua memória; em vez disso, levantou altares para exaltar a Deus. LOPES, Hernandes Dias - Gênesis: o livros das Origens
    29 min
  • Begins… Indo, sem saber pra onde (Gênesis 12) #rpsp
    Deus nos chama. Se o lugar onde estamos não é onde devemos estar, Deus nos chama para sair. Foi assim com Abraão: Ur não era o seu lugar. Pela fé, que é a certeza de que vamos receber as coisas pelas quais esperamos (Hebreus 11.1a), Abraão atendeu ao chamado de Deus e saiu. Abraão se tornaria maior que Ur. Se a vida que levamos não transborda, pela fé devemos crer que Deus nos chama para outra vida. Se há pessoas que devem ser alcançadas pela benevolência de Deus, ele as chama para abençoá-las. Abraão foi chamado para abençoar toda a humanidade, incluindo nós mesmos. Os chamados que atendem ao convite de Deus são felizes.
    Em que a vida e a trajetória de Abraão nos enriquecem hoje, quatro mil anos depois? Refaçamos seu trajeto desde Ur (hoje Tell Muqqayar, no atual Iraque) a Hebron (32 km ao sul de Jerusalém, na Palestina). Do berço ao túmulo, Abraão peregrinou por 1.500 km, uma distância enorme para época, tanto pelos meios de transporte (camelos) quanto pelas condições das estradas. As mudanças de Abraão foram topográficas (isto é, de lugar). Como ele, também mudamos, seja de bairro, de cidade, de estado e mesmo de país. Algumas mudanças mudam a nossa vida. Em certo sentido, sempre precisaremos mudar. Em alguns casos, será bom mudar. Ao deixar Ur, Abraão entrou para a (nossa) história. Se ficasse em Ur, não saberíamos dele. Abraão deixou Ur porque compreendeu que Deus, sobre quem pouco sabia, tinha um projeto para ele e ele decidiu fazer parte desse projeto. As mudanças de Abraão não foram apenas topográficas. Ele mudou de Deus. Em Ur, os deuses disputavam a adoração. Fora do panteão, Abraão teve uma experiência com o Deus único porque Deus se deu a conhecer. Começava ali um relacionamento que foi se estreitando ao longo da vida de Abraão, dando-lhe a alegria de crer. Abraão foi um homem que aprendeu a gerenciar conflitos. Ele estava em Ur quando algo (talvez uma dificuldade econômica, que Deus usou para tirá-lo da Mesopotâmia, ou talvez a morte do irmão Harã) lhe aconteceu. Mudou-se. Estabeleceu-se em Harã, talvez a contragosto, porque Deus o chamava para outro lugar. Quando teve a convicção que era preciso mudar, adotou o sobrinho Ló como filho e se mudou. Quando seu sonho de ser pai se frustrou, ele aceitou. Quando a esposa sugeriu um plano alternativo (uma mãe de aluguel), ele aceitou. Quando Ismael nasceu, ele o amou. Quando Isaque nasceu, ele o amou. Quando Deus lhe pediu Isaque, ele aceitou. Quando a fome bateu, deixou sua casa e mudou-se para o Egito. Ao longo da vida, mudamos porque nós mesmos mudamos, porque as pessoas mudam, porque as coisas mudam. Abraão mudou e se mudou (de lugar) várias vezes. Abraão era dotado de uma enorme capacidade de se adaptar. Se queremos superar os reveses, temos que nos adaptar, enfrentando o que pode ser enfrentado, aceitando o que não pode (há coisas que não podemos alterar), contribuindo sempre para que novas realidades apareçam. Todos somos chamados para sair de onde estamos, cheios de energia para fazer o bem.
    AZEVEDO, Israel Belo de - Bíblia Sagrada Bom Dia
    57 min
  • Begins… A primeira Ideologia: A Torre de Babel (Gênesis 11) #rpsp
    O texto bíblico nos informa que os homens se uniram não para construir uma cidade e uma torre, mas para construir uma cidade e uma torre em rebelião contra Deus. Seus planos excluem Deus e estão em oposição a Ele, e tanto a torre quanto a cidade eram chamadas de Babel, o “portal dos deuses”. Esse projeto odioso foi uma declaração de guerra a Deus, uma expressa rebelião contra o Altíssimo. Eles se unem não para cumprir o projeto divino, mas para substituir o plano de Deus pelos seus projetos. Além disso, querem banir Deus e se colocarem no centro da história, e não apenas se opõem a Deus, mas querem ser como Deus e até mesmo ocupar o lugar do Todo-poderoso.
    Mas quais foram suas motivações para isso?
    Em primeiro lugar, notoriedade (11.4a), ou seja, eles querem tornar célebre o seu nome, querem fama, desejam os holofotes e aspiram a ser o centro de todas as coisas. O antropocentrismo idolátrico não morreu; na verdade, ele está em voga em nossa geração. As nações têm virado as costas para Deus e tentado bani-lo de sua história; além disso, têm substituído Deus por outros deuses e, também, têm escarnecido do nome de Deus e cultuado a si mesmas. As nações têm feito monumentos a si mesmas, buscando fama para si. É o homem tentando esquecer-se do céu na mesma medida que busca imortalidade aqui na terra, onde tudo é passageiro. James Montgomery Boice diz que Babel não era a cidade de Deus, mas a cidade dos homens, construída pelo homem e para a glória do homem. Bräumer ilustra esse ponto quando menciona o fato de várias cidades receberem o nome de reis, para que eles continuassem na memória das pessoas, como Cidade de Davi, Alexandria, Constantinopla e muitas outras.
    Em segundo lugar, contrariar a vontade de Deus (11.4b). A ordem de Deus era para encher a terra, ou seja, uma visão centrífuga, e eles não querem ser espalhados, por isso adotaram uma perspectiva centrípeta. Bruce Waltke diz que esse arranha-céu, a torre de Babel, é símbolo de sua sociedade unificada e titânica que se autoafirma contra Deus, o qual lhes ordena que encham a terra (cf. 9.1). Esses pecadores presunçosos, como Caim, temem a perda do lugar em sua alienação de Deus e talvez entre si (4.14), e, como ele, encontram sua solução para o significado numa cidade permanente que rivalize com Deus.
    Sempre que o homem tenta estabelecer seus próprios planos fora da vontade de Deus, invertendo o projeto do SENHOR, demonstra sua desobediência arrogante e sua jactância demoníaca (Tg 4.16). Conforme escreveu Bräumer, “o objetivo declarado dos povos pré-históricos era construir algo que lhes trouxesse fama e os protegesse da dispersão”.
    Em terceiro lugar, estabelecer uma nova religião (11.4). É óbvio que os construtores não eram tão tolos a ponto de pensar que poderiam construir uma torre cujo topo chegasse literalmente aos céus. Essa torre era um zigurate, um monumento com propósito religioso, a fim de estabelecer contato com os deuses e buscar orientação nos astros. O objetivo deles era estabelecer uma ligação entre o céu e a terra. A torre de Babel é um símbolo da apostasia declarada e afrontosa, é a tentativa de tirar Deus do centro da vida e colocar em seu lugar outros deuses, bem como uma aberta rebelião contra Deus. A palavra “Babel” significa “o portal de Deus”, contudo, o Senhor o transformou num lugar de confusão e separação. A identidade essencial de vários deuses e deusas de Roma, da Grécia, da Índia, do Egito e de outras nações com o panteão original dos babilônios está aqui bem estabelecido. Bräumer diz que, dado o significado trágico que a cidade da Babilônia adquiriu para o povo de Israel, a Babel da pré-história tornou-se símbolo de todos os impérios que tentaram se levantar contra Deus e Seu povo. A Grande Babilônia é a Grande Meretriz, cuja imoralidade e magia seduziu as nações. A Babilônia, aliada de Satanás, do Dragão e do Anticristo e também da besta será destruída, afundada no mar, queimada no fogo eterno. LOPES, Hernanes Dias, Gênesis: o livro das origens
    27 min
  • Begins… A Tábua das Nações (Gênesis 10) #rpsp
    Warren Wiersbe, corretamente, afirma que essa lista de nomes e de lugares enseja-nos algumas verdades teológicas importantes: 1) Javé é o Senhor das nações. Apesar de déspotas como Ninrode, Javé é o Deus acima da geografia e da história, e é Ele quem está no controle. 2) Todas as nações pertencem à mesma família humana: de um só [Deus] fez toda a raça humana... (At 17.26). Consequentemente, nenhum povo ou etnia pode afirmar ser superior a qualquer outra parte da raça humana. O fato de existirem nações mais ricas que outras não significa que são melhores ou superiores (Pv 22.2). 3), pois Deus tem um propósito para ser cumprido pelas nações. Conquanto Deus tenha escolhido Israel como seu povo para, por intermédio dele, trazer ao mundo o Messias, Ele também usou o Egito, a Assíria, a Babilônia, a Média-Pérsia e Roma para cumprir Seus propósitos. Deus pode usar governantes pagãos como Nabucodonosor, Ciro, Dario e até mesmo César Augusto. 4) Deus ama todas as nações. O propósito de Deus é que todas as nações O conheçam e O adorem (Sl 66.1-8; 67.1-7). Por isso, o Senhor Jesus ordena sua igreja a fazer discípulos de todas as nações (Mt 28.18-20). 5). Todos os fatos anteriores devem ter servido de incentivo a Israel quando conquistaram Canaã, pois os israelitas sabiam que eram o povo escolhido de Deus. A conquista de Canaã foi uma vitória de fé nas promessas de Deus. Concluo conduzindo-o ao último versículo: São estas as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, nas suas nações; e destes foram disseminadas as nações na terra, depois do dilúvio (10.32). Bräumer tem razão em dizer que o grande alvo da genealogia das nações é a constatação de que todos os povos são da mesma família, com a mesma dignidade e o mesmo destino, entre si irmãos e parentes. Consequentemente, um povo não pode dizer que a outra nação não é humana. Portanto, termos depreciativos como “bárbaros, selvagens, gentios e estrangeiros” e todo tipo de racismo e antissemitismo são inapropriados para quem entende a mensagem da genealogia das nações. LOPES, Hernandes Dias, Gênesis: o livro das Origens
    24 min

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Um Podcast que busca trazer aplicações diárias sobre o capítulo da Bíblia lido no #rpsp. Sabe o que é o #rpsp? O Reavivados por Sua Palavra é o Ano Bíblico do Ministério Jovem Adventista. Leu e não…