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Título: Confiança: Ética e Competência
Hosts:
Ricardo Andorinho
Eloi Guterres
Convidado: Pedro Lourenço https://portaldaqueixa.com/
O relatório de 2020 da Edelman Trust Barometer faz 20 anos de pesquisas e estudos acerca da confiança na população mundial. Ao longo dos anos, tem sido uma ferramenta muito importante para auscultar a opinião dos cidadãos em geral, retirando da equação a raça, o credo, a cultura e a política local.
Todos os anos, a equipa da Edelman traduz o relatório numa frase. Este ano foi “Confiança: Ética e Competência”, por isso escolhi como mote para a nossa conversa. Sendo um estudo sociológico, permite a discussão alargada de quase todos os temas relevantes para a sociedade:
• A confiança deve ser construída com base na competência e na ética. Esta deve ser uma verdade absoluta. Só assim existirá condições para uma liderança justa e equilibrada.
• Uma das principais conclusões do relatório é a consciência da desigualdade económica e social entre países. Existe cada vez mais desinformação e isso afeta os níveis de confiança da população em geral, que é menos informada. As fake news e as lideranças desequilibradas potenciam o medo, a desconfiança e principalmente a ignorância, que por sua vez, aumentam os níveis de falta de confiança em geral, segundo o relatório de 2020.
• Pessoas mais informadas tendem a confiar mais nas instituições, existindo um gap de 14 pontos percentuais entre os informados (65%) e a população em geral (51%)
• Com a falta de confiança generalizada da população, relativamente às instituições governamentais, 74% dos inquiridos acreditam que os CEOs devem assumir a liderança na mudança, em vez de esperar que os governos a imponham. (muito curioso).
• A incerteza do futuro no mundo laboral. 83% manifestaram preocupação em perderem o seu trabalho para Freelance/GIG economy. Voltamos a 2009-2012, onde criar o seu próprio emprego já era uma forma de vida.
Título: Comunicação e Empatia
Hosts:
Ricardo Andorinho
Pedro Martins
Eloi
Convidado: Pedro Miguel Martins
Dificuldade de comunicar nos tempos modernos:
1 - Demasiados meios de comunicação dispersos (SMS, Slack, WhatApp, Email, Teans, Messenger, etc…). É preciso centralizar o meio de comunicação.
2 - Criar hábitos de documentar reuniões, conversas e decisões. Pode parecer burocrático, mas escrever um memorando ou uma acta sobre o assunto discutido numa reunião vai facilitar o seguimento do trabalho e serve de memória futura para o caso de confronto.
3 - A informação não pode estar arquivada no email pessoal. A informação tem de estar toda disponível para toda a organização/equipa projecto, preferencialmente, organizada cronologicamente. Todos os elementos devem poder aceder, comentar e acrescentar informação.
4 - É preciso que todos os membros de equipas se habituem a consultar os documentos produzidos, antes sequer de pensarem em telefonar ou enviar um email.
5 - Enorme dificuldade de muitas pessoas em passarem a escrito as suas ideias ou opiniões. Isto é, falta treino de escrita, mesmo em pessoas com formação superior. A escrita é um instrumento fundamentar para a comunicação. Embora tenha limitações como definir o tom da escrita (piada, sarcasmo, ironia, etc), dominar a escrita é a meu ver umas das skills mais importantes. A minha percepção – e a escola tem responsabilidade nisso – é que os mais novos têm enorme falta de capacidade de escrita e interpretação. Talvez por isso os emojis tenham tanto sucesso.
Para comunicar com sucesso em empatia é necessário:
1 - Não assumir que comunicar é fácil. Devemos ser cuidadosos com as palavras.
2 - Definir léxicos comuns. As palavras têm de ter o mesmo significado para todos.
3 - Acordar um modelo de feedback (usar expressões como “está tudo errado” ou “nada funciona” não é producente)
4 - Falar com honestidade. Honestidade não é dizer tudo o que vem à cabeça . Honestidade é abrir o jogo sobre o que está bem e o que está mal num ambiente onde todos os intervenientes se sintam seguros.
5 - Não assumir que todas as pessoas estão no mesmo nível de conhecimento (técnico ou de contexto).
6 - Certificar que as pessoas perceberam.
7 - Trabalhar remotamente implica híper-comunicar, isto é, não posso assumir que a organização/equipa onde estou inserido sabe o que estou a fazer e quais são os meus planos e ideias.
Título: GAFA no Congresso Americano
Hosts:
Ricardo Andorinho
Eloi Guterres
Notícia 1 Eloi - GAFA no Congresso Americano
Notícia 2 Ricardo - Twitter massive attack
(...)
Notícia 5 Eloi - Possível compra do TikTok pela Microsoft - e pressão do Trump para que isso aconteça
Notícia 6 Ricardo - the Traffic Management User Interface of the BIG-IP https://www.f5.com/
Título: O papel da Escrita
Hosts:
Ricardo Andorinho
João Pico
Eloi Guterres
Convidada: Sara Rodi
· Escrever: o quê, para quê e para quem? Para escrever, é preciso ter alguma coisa para dizer? (e a pressão das redes sociais para que haja sempre conteúdo) O que antes se escrevia para a esfera privada, passou a ser da esfera pública. (divisão esfera privada/pública) A escolha do nosso interlocutor. (tornamos público, mas não toleramos a crítica. Comunidades fechadas)
· A violência do debate escrito: perfis falsos (a escrita como ataque anónimo); pontuação e maiúsculas. A premência de se ensinar o impacto das palavras nos outros, e as regras básicas de um debate/argumentação. A importância da Filosofia e da Cidadania nas escolas.
· A importância da rapidez vs reflexão. Em relação à comunicação oral, a escrita tinha a seu favor o tempo para a reflexão. A rapidez atual retira essa mais valia da escrita. Escreve-se depressa, mal e sem pensar.
· O tamanho importa: “já ninguém lê textos grandes”. As dificuldades de leitura e interpretação atuais. Estarão as tecnologias a modificar o nosso processamento da informação? https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-47981858
· A instrumentalização da escrita num mundo de fake news. O perigo de deixarmos de confiar no que lemos. Somos todos, em certa medida, mentirosos?
· O papel da ficção. O poder da parábola. A ficção enquanto mentira, que apela à verdade de cada um. O impacto de certos livros ao longo da história vs indústria atual, de livros rápidos, que duram pouco tempo nas prateleiras, de autores com impacto no mundo digital. Mais importante do que a mensagem, é quem tem já uma comunidade de potenciais leitores. O futuro da literatura, num mundo de leitura rápida, onde o vídeo assume uma preponderância cada vez maior.
Título: Diversidade e Inovação
Hosts:
Ricardo Andorinho
João Pico
Francisco Tomé
Convidada: Amélia Santos
Amélia Santos, nasceu em Lisboa, em 1976. É co-fundadora e CEO da Innuos – uma startup baseada no Algarve que está a transformar a forma como ouvimos música. Desde o seu lançamento em meados de 2016, os servidores de música digitais da Innuos receberam mais de 30 prémios por parte da imprensa internacional posicionando a Innuos como um dos líderes a nível mundial neste segmento. Hoje em dia são vendidos em 34 mercados através de mais de 300 lojas e são recomendados por prestigiadas marcas de Alta Fidelidade como é o caso da Bang & Olufsen, Bowers and Wilkins, KEF ou da Devialet. A Amélia fundou a Innuos após 14 anos de carreira internacional nos sectores das TIs e do Retalho. Ela é licenciada em Engenharia Informática e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico em Portugal e possui um MBA pelo INSEAD em Singapura/França. Iniciou a sua carreira como Engenheira de Software na SAP, onde progrediu para funções nas áreas de Desenvolvimento de Negócio, Comercial e Estratégia Global de Clientes – esta última a trabalhar diretamente para o Board da SAP na Alemanha. Ela foi identificada pela multinacional como Top Talent/High Potential (2% quadros de topo). Após realizar o MBA pelo INSEAD em 2007, juntou-se à Tesco em Londres, onde geriu diversos projetos de estratégia nos sectores de lojas de conveniência e online, até ser nomeada para a equipa de liderança do canal online e para o programa de desenvolvimento de diretores.
Actualmente ela é mentora no Founder Institute em Londres e membro da Comissão Dinamizadora da Rede Mulher Líder do IAPMEI em Portugal. Foi uma das 3 finalistas do Prémio Empreendedorismo João Vasconcelos 2019 e recentemente listada pela Forbes como uma das 100 Women Founders in Europe to Follow. A Amélia é casada e tem 2 filhos.
Título: Trabalhar em equipa, aprender em comunidade, vencer em rede
Hosts:
Ricardo Andorinho
João Pico
Convidada: Ana Neves
Apresentar a Social Now e os desafios sociais da actualidade em Portugal
Trabalho Remoto
Social Collaboration Maturity Benchmark Report 2020 (acabadinho de lançar)
Título: Inovação Corporativa, Velocidade de Entrega de Valor, Novos Gestores e Modelos de Gestão
Hosts:
João Pico
Ricardo Andorinho
Francisco Tomé
Rui Rocha
Convidado: Eloi Guterres
Desafio: Como aceleraram os sistemas para oferecer confiança às pessoas? Qual o impacto do que está a acontecer nos modelos de negócio das empresas mas sobretudo nas soberanias dos países, como elos conhecemos hoje.
Título: Manipulação da informação e manifestações globais de racismo
Hosts:
João Pico
Ricardo Andorinho
Francisco Tomé
Convidado: Rui Rocha
Título: Privacidade, Startups e o Futuro?
Hosts:
João Pico
Ricardo Andorinho
Francisco Tomé
Convidado: Rui Ribeiro
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