Prajnaparamita é ver que as coisas nem sempre são mas também não deixam de ser. Começamos a trocar o foco do autointeresse, da nossa identidade, para encontrar com os seres dentro do mundo deles e assim, ajudar verdadeiramente.
Algumas vezes, ficamos ilhados no sofrimento e aí, como fazer para sair desse isolamento sem precisar lutar contra?
Com base em avidya (ignorância) perdemos a compreensão que surge pelo Caminho do meio, Prajna. Com a delusão, estamos usando da luminosidade da mente para criar a operação mental construída e validada em 12 elos consecutivos.
Por isso, que falamos em Prajna antes de qualquer ação ou resolução propriamente dita. É como se fosse o elo 0, antes dos 12.
Temos aqui o exercício de abrir o coração, para chegar em mais seres ao invés de se fechar de modo estreito e mesquinho, já que temos a visão da impermanência e do carma.
Quando nos vemos perdidos e sozinhos, esquecemos dessa dimensão de liberdade e migramos, sem eixo, sem direção. Longchenpa costuma usar o termo migrate being, que algo como um “ser migrante”.
O engano da mente possui uma característica chamada de ocultação. Isso significa que dentro de uma visão estreita, surge o recorte parcial da realidade, como se aquilo fosse tudo, mas, na verdade, você está vendo de modo parcial.
Avidya opera nos oferecendo algo brilhante e sensacional. Porém, ficamos presos e procuramos uma resposta fora, como se aquilo fosse inseparável da mente que experimenta o que surge. Seguimos amortecidos ali dentro e perdemos o ponto inicial da lucidez, da mente ampla, sempre disponível.
O que você descobrirá nesse episódio?
12 elos na visão de Prajnaparamita
Bodicita, bodisatva e caminho.
Obstáculos recorrentes no caminho
Como deixar o sofrimento sem precisar lutar contra
Delusão
Revisão sobre os aros (círculos da roda da vida) e sua importância.
Avidya (ignorância), Môa (acomodação) e Tanha (teimosia).Pratique junto: https://rodadodarma.com.br/pratique-conosco/
Que muitos possam se beneficiar!