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O novo episódio do podcast Saúde É Pública traz um tema um tanto inusitado: a poluição doméstica. Poucas pessoas sabem, mas as condições de cocção e a pouca ventilação da cozinha de casa podem levar a problemas de saúde. É o que mostra o professor Thiago Nogueira, do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP, entrevistado no programa.
O professor Thiago participou de uma pesquisa internacional que avaliou as condições do ar em lares de diferentes países. O estudo acabou virando uma cartilha, que é o tema da conversa do 55º episódio. Além da FSP-USP, participaram instituições como o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, com o Ministério da Saúde e com a Universidade de Surrey, no Reino Unido.
Mais de dois bilhões de pessoas no mundo usam combustíveis sólidos como lenha para cozinhar alimentos. No Brasil, dados de 2020 mostram que 26% da população usava lenha para cozinhar.
O tema é relevante para a saúde pública, já que o uso daqueles combustíveis em larga escala podem gerar problemas de saúde no longo prazo. Além disso, atinge principalmente mulheres e crianças de faixas socioeconômicas mais baixas.
Ouça a entrevista na íntegra em sua plataforma de áudio favorita.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel.
Entrevista e edição: Isabella Oliveira. Roteiro: Gabriel Eid e Silvia. Pós-edição: Gabriel. Artes: Felipe Velames. Locução: Felipe e Gabriel
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O Projeto Mina, estudo de coorte que investiga o desenvolvimento infantil e a saúde de mães e filhos na Amazônia Ocidental, foi tema dos episódios anteriores de uma minissérie do podcast Saúde Pública. Para encerrar, o novo episódio analisa a relação entre a malária e o perfil de crescimento das crianças da região.
O tema foi escolhido pela região do Cruzeiro do Sul, local do estudo de coorte do Projeto MINA, ser uma região endêmica para a malária. Por isso, as convidadas do episódio associaram a doença com outros problemas que também afetam a região.
Como conta a professora Bárbara Lourenço, do Departamento de Nutrição, e a doutoranda Anaclara Pincelli Cintra, o município apresentou cerca de 8% das parturientes com malária gestacional.
Além disso, de acordo com as pesquisadoras, a ocorrência da malária nos primeiros 1000 dias de vida da criança pode acarretar no surgimento de outras doenças tão graves quanto, como a anemia infantil, ou até mesmo prejudicar o crescimento linear do bebê.
Ouça a entrevista na íntegra em sua plataforma de áudio favorita.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel.
Entrevista: Felipe Velames e Isabella Oliveira. Roteiro: Felipe e Silvia. Edição: Felipe, Gabriel Eid e Silvia. Artes: Felipe. Locução: Felipe e Gabriel
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O episódio 53 do podcast “Saúde é Pública” dá continuidade à minissérie sobre o Projeto MINA Brasil, estudo de coorte que investiga o desenvolvimento infantil e a saúde de mães e crianças na Amazônia Ocidental. As convidadas analisam a depressão materna e suas consequências na saúde da mãe e da criança.
As professoras Marly Augusto Cardoso e Alicia Matijasevich e também a doutoranda Isabel Giacomini comentam que a situação socioeconômica é um dos principais fatores de risco para o problema.
Segundo estudos publicados no âmbito do projeto, aproximadamente 20% das mães da coorte apresentaram sintomas depressivos durante o primeiro ano de vida de seus filhos.
Além de eventos estressantes de vida, ausência de apoio do parceiro ou familiares, dificuldades conjugais e baixo suporte social também são apontados como causas do problema.
Esse tipo de depressão pode se manifestar durante o primeiro ano após o parto e, em alguns casos, pode perdurar por vários anos. Além disso, traz consequências para a criança, entre elas, transtornos psíquicos diversos.
Ouça a entrevista na íntegra em sua plataforma de áudio favorita.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel.
Entrevista: Isabella Oliveira. Roteiro: Gabriel Eid e Silvia. Edição: Gabriel. Artes: Felipe Velames. Locução: Felipe e Gabriel
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Podcast Saúde é Pública inicia minissérie sobre o Projeto MINA, um programa de pesquisas epidemiológicas sobre as condições de saúde e de nutrição materno-infantil dos moradores da cidade de Cruzeiro do Sul, cidade localizada no estado do Acre. Neste estudo de coorte, são acompanhadas crianças nascidas no Hospital Estadual da Mulher e da Criança do Juruá, analisando os estilos de vida e saúde desse grupo de crianças e de suas mães.
No primeiro episódio da minissérie, a professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP e coordenadora do Projeto MINA, Marly Augusto Cardoso, conta a história deste programa e resultados importantes de pesquisas realizadas por ele. Também estão presentes no podcast, a professora Alicia Matijasevich do Departamento de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina da USP e Paola Mosquera, aluna de doutorado da FSP-USP.
Um dos resultados mais importantes das pesquisas realizadas pelo Projeto MINA se refere à situação de aleitamento materno-infantil, analisando quais seriam os impactos da manutenção ou da ausência da amamentação. De acordo com as pesquisadoras, o desmame precoce diminui as defesas do organismo do bebê, trazendo assim o aumento das doenças gastro-intestinais e das doenças respiratórias, que serão sentidas ao longo da vida.
Este episódio contou com a coordenação de Sylvia Miguel. Roteiro: Sylvia. Edição: Gabriel Eid e Sylvia. Locução: Gabriel e Sylvia
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O episódio 51 do Saúde É Pública apresenta o Inquérito de Saúde da Capital 2023 (ISA Capital), uma parceria da Faculdade de Saúde Pública da USP com a Prefeitura Municipal de São Paulo. O objetivo do Inquérito é conhecer o estado de saúde, os hábitos de vida e os usos dos serviços de saúde pela população.
O episódio traz os coordenadores da pesquisa, professor Chester Luiz Galvão, que atua na coordenação desde o início, Marília Louvison e Zilda Pereira da Silva, professoras da FSP-USP, além de Iracema Castro e Mirna Okamura, que coordenam o trabalho por parte da Prefeitura, por meio da Coordenadoria de Epidemiologia e Informação da Secretaria Municipal de Saúde (CEInfo).
“Todas as edições dos inquéritos são uma novidade, por incorporar questões importantes para a gestão da saúde em determinado momento. Por exemplo, em edições anteriores, incorporamos questões relativas à dengue. Nesta edição, incluímos aspectos relacionados à COVID-19 e à segurança alimentar, além da questão do uso de medicamentos”, afirma o professor Chester Galvão.
No total, 40 entrevistadores, contratados e capacitados pela FSP-USP, irão entrevistar 5.000 moradores de todas as regiões da cidade pelos próximos 10 meses. Trata-se de um estudo de corte transversal e a amostra é composta estatisticamente, por meio de sorteio de domicílios em todas as regiões de saúde da cidade.
A pesquisa está em sua quarta edição e já foi realizada nos anos de 2003, 2008 e 2015.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel. Entrevistas e artes: Felipe Velames. Roteiro: Silvia Miguel. Edição: Isabella Oliveira. Locução: Gabriel Eid e Isabella.
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O aborto entrou no sistema legal brasileiro em 1940, quando o Código Penal estabeleceu que a prática é crime, exceto em casos de estupro ou risco de morte da gestante. Apenas em 2012 houve modificação na Lei Penal do aborto, quando foi reconhecida a interrupção da gestação também em casos de anencefalia.
Mas será que as mulheres que possuem direito ao aborto legal estão de fato conseguindo acesso a esse serviço no sistema de saúde?
Quais as dificuldades jurídicas e práticas das mulheres para acessar hospitais que oferecem o serviço de aborto legal no Brasil?
E durante a pandemia, será que a situação piorou?
O prof. Jefferson Drezett, do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da FSP-USP, explica as facetas desta questão, em entrevista ao episódio de número 50 do Saúde É Pública, o podcast da FSP-USP!
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel.
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O episódio 49 do podcast Saúde É Pública propõe uma discussão sobre os contraceptivos injetáveis, hormônios e saúde da mulher. A entrevistada do episódio é Andrea Del Pilar Trujillo, que recentemente defendeu seu mestrado na Faculdade de Saúde Pública da USP com o tema “Para além da bula: experiências contraceptivas com o injetável trimestral”.
O surgimento dos métodos contraceptivos representaram um marco na emancipação feminina e na revolução sexual. Para além disso, o episódio traz os problemas vivenciados pelas mulheres no que diz respeito aos efeitos colaterais dos contraceptivos, o que ainda é uma lacuna no processo da emancipação feminina nesta área.
“As mulheres chegam no atendimento de saúde e é passado o contraceptivo sem qualquer tipo de informação sobre como lidar com seus efeitos colaterais”, afirma Andrea
A entrevistada também aborda as principais diferenças entre os métodos contraceptivos e suas implicações na sexualidade e na saúde reprodutiva.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel. Entrevista: Maria Carolina Milaré. Roteiro e edição: Isabella Oliveira. Artes: Gabriel Eid. Locução: Gabriel e Isabella.
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O podcast Saúde é Pùblica irá abordar em nova minissérie temas de saúde ligados ao contexto feminino. Neste episódio 48, primeiro de uma sequência de três episódios sobre a temática, a professora Simone Diniz, do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade, analisa o parto no Brasil, onde o alto número de cesarianas é considerado um problema de saúde pública.
Do total de partos realizados no país, 57% são do tipo cesarianas. É a segunda maior taxa do mundo, ficando atrás apenas da República Dominicana (58%). A situação, além de onerosa para o sistema de saúde, não é o tipo mais saudável de nascimento. Há inúmeras evidências científicas mostrando os benefícios do parto normal ou natural. Em países europeus, a taxa de cesárea é de aproximadamente 26%.
Como qualquer procedimento cirúrgico, a cesárea também pode trazer riscos e complicações para a saúde da mulher, em especial no pós-cirúrgico. Por isso, o procedimento é indicado para apenas para 10 ou 15% dos partos que apresentam alguma complicação.
Simone desmistifica algumas questões ligadas ao parto vaginal e discorre sobre as evidências científicas que mostram cada vez mais os benefícios do parto natural. Ela comenta também algumas políticas públicas em vigor, como o programa Parto Adequado, criado em 2004 com o objetivo de promover modelos humanizados de atenção ao parto e nascimento.
Este episódio contou com a coordenação editorial de Silvia Miguel. Roteiro: Isabella Oliveira e Silvia. Entrevista, edição e artes: Isabella. Locução: Gabriel Eid e Felipe Velames.
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Entre os dias 10 e 22 de julho, a Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP) recebeu 104 cientistas de 32 países por ocasião da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Preparação para Epidemias. O encontro multidisciplinar ganhou uma cobertura especial da reportagem do Saúde É Pública. O resultado você confere neste episódio especial, com entrevistas com os participantes, organizadores do evento e gestores públicos.
O programa Escola São Paulo de Ciência Avançada são diálogos interdisciplinares promovidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A edição sobre epidemias ganhou também o apoio do Instituto Todos pela Saúde (ITpS).
A FSP-USP foi escolhida para sediar esse importante debate, que trouxe personalidades científicas e gestores, incluindo Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Ele comenta no episódio a importância de promover o diálogo entre um público qualificado, enfatizando algumas diretrizes que as autoridades sanitárias globais deverão se atentar no gerenciamento de epidemias.
Além das palestras, os participantes visitaram laboratórios ligados a temas como vigilância, modelagem matemática e políticas públicas. A equipe do Saúde É Pública acompanhou duas dessas visitas conta como foi. Os integrantes da Escola São Paulo também participaram de simulações em Salas de Situação para o enfrentamento de epidemias.
Ouça a entrevista na íntegra na sua plataforma de áudio favorita para acompanhar todos os detalhes da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Preparação para Epidemias
O “Saúde É Pública” está disponível em diversos aplicativos, incluindo Spotify, Anchor e Youtube.
Este episódio contou com a coordenação editorial, entrevistas, roteiro e edição de Silvia Miguel. Artes: Felipe Velames. Locução: Gabriel Eid e Silvia. Pós-edição: Gabriel.
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Biólogo e pós-doutor pela USP, Rafael Guimarães dos Santos é o convidado do episódio 47 do Saúde É Pública, o podcast da FSP-USP. Integrante do laboratório de psicofarmacologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto -um dos grupos mais ativos no que diz respeito às pesquisas pré-clínicas e estudos em humanos com o canabidiol (CBD)-, Rafael comenta as polêmicas envolvendo o uso do canabidiol (CBD) na saúde.
Na entrevista, Rafael aborda questões da legislação atual e dá um pequeno panorama do que existe atualmente em termos de pesquisa sobre o tema. Segundo o pesquisador, a proibição da substância acarreta na elevação de seu preço e, sendo assim, só quem pode pagar consegue acessar o produto.
O pesquisador faz ressalvas sobre o uso e o controle de qualidade do CBD. Para ele, os produtos à base de canabidiol precisam de um controle rigoroso, considerando os usos específicos para cada tipo de paciente. “A aprovação da Anvisa é algo bastante positivo. Mas acredito que sempre precisa haver um acompanhamento em torno dos pacientes”, afirma.
Em 2015 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou o canabidiol da lista de substâncias proibidas e em 2016 o incluiu na lista de substâncias especiais de controle, o que permitiu que ela fosse usada como princípio ativo de medicamentos, porém com restrições.
A planta Cannabis sativa é composta de diversos tipos de substâncias, chamadas de canabinóides, sendo o Tetra Canabidiol (THC) e o Canabidiol (CBD) as mais conhecidas. O CBD pode servir como princípio ativo de diversos medicamentos para doenças psiquiátricas e neurodegenerativas, além da epilepsia.
Este episódio contou com a coordenação de Sylvia Miguel. Roteiro e edição: Isabella Oliveira e Sylvia. Artes: Gabriel Eid. Locução: Felipe e Gabriel.
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