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Você já ouviu alguém dizer que está viciado no celular? Mas será que o chamado “vício em telas” realmente existe?
Uma revisão científica publicada em 2026 na revista JAMA Pediatrics, reunindo 23 metanálises e dados de mais de 2,8 milhões de crianças, identificou associações entre o uso de telas e dificuldades de aprendizagem, linguagem e comportamento. Entretanto, os pesquisadores não encontraram associações significativas com algumas habilidades cognitivas, como as funções executivas.
Apesar desses resultados, existe uma questão importante: o chamado “vício em telas” ainda não é reconhecido como um transtorno mental pelos principais manuais diagnósticos. Isso não significa que o uso excessivo de celulares e redes sociais não possa trazer prejuízos, mas que a ciência ainda discute como definir e avaliar esse comportamento.
E vale lembrar: encontrar uma associação entre o uso de telas e determinado problema não significa que um seja necessariamente a causa do outro.
Afinal, estamos realmente ficando viciados em tecnologia ou estamos diante de mais um fenômeno cercado de exageros e desinformação?
Na sessão de hoje conversamos com:João Vitor Guedes (@joaovitor.neuropsi)
Psicólogo e neuropsicólogo, com atuação especialmente em avaliação neuropsicológica, investigação de condições do neurodesenvolvimento e diagnóstico diferencial. É Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e Especialista em Neuropsicologia pelo CEPSIC/HC-FMUSP, com aprimoramento profissional em Neuropsicologia realizado no Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil Interdisciplinar (NANI/CPN). Foi responsável pelas avaliações do Laboratório de Transtornos do Espectro do Autismo da Universidade Mackenzie (Mack-TEA). Atuou ainda como preceptor no Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Atualmente, é docente do curso de Psicologia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). É também co-criador do GENTE – Grupo de Estudos em Neurociência Translacional e Evidências.
Referências:
AL-JBOURI, Elizabeth et al. Screen use and child and adolescent development and mental health outcomes: a quantitative umbrella review. JAMA Pediatrics, 2026. DOI: https://doi.org/10.1001/jamapediatrics.2026.4339.
LILARD, A. S., & Peterson, J. (2011) The immediate impact of different types of television on young children’s executive function. Pediatrics, 128(4), 644-649. https://doi.org/10.1542/peds.2010-1919.
SINGH, Amrit et al. Smartphone addiction and metabolic health risk in pediatrics. European Journal of Pediatrics, v. 185, n. 11, 2026. DOI: https://doi.org/10.1007/s00431-026-07473-6.
WANG, Qian; TEKWA, Kizito. “If I can get my work done, I’m not addicted to my phone”: investigating smartphone use among language students. PLOS ONE, v. 21, n. 5, e0342041, 2026. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0342041
PRODUÇÃO E CONTATOS:
Podcast Sessão Marcada – [email protected]
Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Revisão bibliográfica e levantamento de dados: Paulo Guiomarino - [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
É consistente a ideia de que vivemos em uma pandemia de transtornos mentais, principalmente após o isolamento social causado pela COVID-19. Uma população que tem sido diretamente impactada por sintomas associados a transtornos mentais são os estudantes universitários.
Um estudo transnacional envolvendo estudantes de nove países durante a pandemia de COVID-19 revelou dados alarmantes: 61,3% dos estudantes experimentaram alto estresse, 40,3% tiveram sintomas de depressão e 30% tiveram ansiedade generalizada. Estudantes do sexo feminino e aqueles no primeiro ciclo de estudos foram particularmente vulneráveis.
No Brasil, a situação não é diferente. A prevalência de alto risco de suicídio entre estudantes de graduação aumentou de 11,3% antes da pandemia para 17,0% durante a pandemia, com fatores socioeconômicos e relacionados à pandemia desempenhando um papel significativo. Outro estudo brasileiro descobriu que 61,1% dos alunos relataram sintomas depressivos clinicamente relevantes e 33,1% relataram pensamentos suicidas, destacando o impacto severo da pandemia na saúde mental dos estudantes.
Os dados apresentados evidenciam a necessidade urgente de discutir e implementar ações para cuidar da saúde mental dos estudantes universitários. Afinal, são eles os futuros profissionais que construirão o nosso futuro. É fundamental que invistamos em políticas e programas que promovam o bem-estar mental dentro das instituições de ensino, garantindo que nossos alunos possam iniciar suas carreiras com saúde e qualidade de vida.
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Prof. Msc. Luzia Aquime
Nossa convidada é psicóloga, possui mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano e é especialista nas áreas de Gestão Acadêmica, Gestão Organizacional e Psicologia Clínica.
Referências:
DEMENECH, L. M.; NEIVA-SILVA, L.; BRIGNOL, S. M. S.; et al. Suicide Risk Among Undergraduate Students in Brazil in the Periods Before and During the COVID-19 Pandemic: Results of the SABES-Grad National Survey. Psychological Medicine. 2023, v. 53, n. 11, p. 4977-4989. DOI: 10.1017/S0033291722001933.
PRADO, A. D. S.; KOHLS, E.; BALDOFSKI, S.; et al. How Are Brazilian University Students Coping With the COVID-19 Pandemic? Results of an Online Survey on Psychosocial Well-Being, Perceived Burdens, and Attitudes Toward Social Distancing and Vaccination. PloS One. 2023, v. 18, n. 4, e0284190. DOI: 10.1371/journal.pone.0284190.
OCHNIK, D.; ROGOWSKA, A. M.; KUŚNIERZ, C.; et al. Mental Health Prevalence and Predictors Among University Students in Nine Countries During the COVID-19 Pandemic: A Cross-National Study. Scientific Reports. 2021, v. 11, n. 1, 18644. DOI: 10.1038/s41598-021-97697-3.
PRODUÇÃO E CONTATOS:
Podcast Sessão Marcada – [email protected]
Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
A dança, além de ser uma forma de expressão artística e uma atividade física, desempenha um papel crucial na promoção da saúde mental. Essa relação profunda e abrangente se manifesta de diversas maneiras. Ao dançar, estimulamos a produção de neurotransmissores associados ao prazer e bem-estar, que pode contribuir para a redução de sintomas de estresse e da ansiedade.
A dança pode também estimular a cognição, pois as exigências de concentração no movimento e está sendo executado, na atenção sobre a sequência a ser apresentada, no espaço físico do palco, aprender novas coreografias “desafia” o cérebro, contribuindo para a saúde cognitiva.
No entanto, a dança também se depara com um paradoxo: por um lado, a idealização de corpos magros na indústria pode gerar pressões e inseguranças em profissionais com todos os tipos de corpos, perpetuando padrões de beleza irreais e sendo um risco para a saúde mental. Por outro lado, a dança, em sua essência, é uma expressão individual e coletiva do corpo que pode promover a autoaceitação, a confiança e o empoderamento.
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Prof. Msc. Paola Pinheiro
Possui mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, é formada em licenciatura em dança pela Universidade Federal do Pará (UFPA), é especialista no método Angel Vianna, pela escola e faculdade Angel Vianna do Rio de Janeiro. Nossa convidada atua como pesquisadora, artista, professora e atualmente integra a Companha Moderno de Dança.
(@paolapinheiro / @ciamodernodedanca)
PRODUÇÃO E CONTATOS:
Podcast Sessão Marcada – [email protected]
Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
É fácil encontrar vitaminas em qualquer farmácia ou supermercado? Essa facilidade de acesso é ótima, mas esconde um perigo: a automedicação. Muita gente acha que tomar um comprimido de vitamina resolve todos os problemas, mas não é bem assim.
As necessidades de vitaminas variam de pessoa para pessoa, dependendo da idade, gênero, atividade física e até mesmo de doenças. Tomar a vitamina errada ou na dosagem errada pode causar mais problemas do que resolver.
Crenças como tomar vitamina C para prevenir gripe, ou que um combinado de vitaminas em um soro de vez em quando pode melhorar a imunidade, na verdade, podem colocar em risco a vida de quem faz esse tipo de uso.
Mas que outros problemas podemos ter ao fazer uso indiscriminado de vitaminas? E por que o Brasil tem essa “cultura”?
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Mayara Costa (médica Endocrinologista)
Formada em medicina pela Universidade Estadual do Amazonas, possui residência em clínica médica pelo Hospital da força aérea do Estado de São Paulo (HFASP). É especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), nossa convidada atua diretamente com o processo de hormonização de pacientes trans.
(@endocrino.mayaracosta)
PRODUÇÃO E CONTATOS:
Podcast Sessão Marcada – [email protected]
Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
Há muito tempo, os jogos, especialmente os videogames, evoluíram de simples passatempos para ferramentas complexas e elaboradas, com aplicações que vão além do entretenimento. Na área da saúde, os videogames têm se mostrado uma ferramenta poderosa na psicologia e na reabilitação neuropsicológica.
Ao transformar tarefas e atividades em desafios e recompensas, ou mesmo ao adaptar jogos já existentes, a gamificação se apresenta como uma alternativa promissora e complementar para o tratamento de diversos transtornos e distúrbios, como fobias e autismo.
Um exemplo disso é o Mundo Oby, uma plataforma criada para promover a socialização e o desenvolvimento de habilidades sociais em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.
Quais as perspectivas futuras da gamificação na Psicologia? E como funciona o Mundo Oby?
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
João Victor Guedes
Psicólogo, Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em Neuropsicologia pelo Centro de Estudos em Psicologia da Saúde CEPSIC / HC/FMUSP. Realizou atualização em neuropsicologia no Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil Interdisciplinar, vinculado ao Centro de Pesquisa e Neuropsicologia de São Paulo (NANI-CPN).
Foi neuropsicólogo responsável do Laboratório de Transtornos do Espectro do Autismo (Mack-TEA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Preceptor / Pesquisador no Departamento de Saúde Mental na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (DSM-FCM/ Santa Casa).
Ricardo Roque
Pai, gamer, Designer e cofundador do Mundo Oby.
PRODUÇÃO E CONTATOS:
Podcast Sessão Marcada – [email protected]
Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
Assumir a própria orientação sexual é um processo individual e complexo, influenciado por diversos fatores sociais, culturais, raciais e pessoais. Essa decisão pode ser desafiadora e envolver uma série de emoções conflitantes, como medo, ansiedade, esperança e alívio.
Não existe uma fórmula mágica para lidar com essa complexidade, mas buscar apoio profissional, como um(a) profissional da psicologia, pode ser fundamental para auxiliar na compreensão e no enfrentamento das dificuldades.
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Hamilton Kida
Psicólogo de atuação clínica, ativista LGBTQIAP+ e fundador da Rainbow Psicologia, empresa que conecta a comunidade LGBTQIAP+ a profissionais de psicologia que trabalham com responsabilidade ética e acolhimento.
PRODUÇÃO E CONTATOS:
Podcast Sessão Marcada – [email protected]
Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
Não é novidade encontrar ondas de ódio em comentários sobre filmes e games com protagonismo feminino ou LGBTQIA+. Produções recentes como The Marvels e She-Hulk enfrentaram enxurradas de comentários machistas, de supostos fãs indignados com a crescente presença de mulheres protagonistas. A história se repete em games como Horizon, que conta com a protagonista Aloy, mulher e LGBT+.
O impacto de uma representatividade de qualidade para grupos minoritários é extremamente relevante. Crianças, adolescentes, pessoas LGBTQIA+ e meninas, por exemplo, podem finalmente se identificar com protagonistas e se sentirem representados, combatendo sentimentos de marginalização. É interessante observar que produções como The Boys e Gen V retratam personagens “padrões” como vilões, evidenciando os defeitos presentes na sociedade.
Mas por que ainda existe uma resistência tão grande, principalmente entre homens heterossexuais, à crescente presença de minorias nessas mídias? São os privilégios e as inseguranças que motivam essas reações?
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Roberto Segundo (jornalista, podcaster e entusiasta de games e cinema)
Jornalista, atuante na área esportiva e cultural desde 2012, atualmente desenvolve projetos sobre cultura pop no canal do YouTube “A Hora Suave”, é entusiasta de games, quadrinhos e cinema, recentemente nosso convidado trabalhou na produção do guia mais completo já publicado sobre o Homem Aranha.
Carolina Zahluth (Psicóloga e pesquisadora sobre o tema)
Psicóloga formada, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Pará na linha de pesquisa psicologia, sociedade e saúde, atualmente trabalha na fundação da santa casa de misericórdia na gerência de desenvolvimento de pessoas, em seu mestrado nossa convidada produziu uma pesquisa intitulada “Super heroínas, uma leitura de gênero a partir do não protagonismo feminino nas histórias em quadrinhos”.
PRODUÇÃO E CONTATOS:
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Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
Portais de doações para o Rio Grande do Sul:
CUFA RS (Central Única das Favelas)
Pix: [email protected]
Governo do RS
Pix: 92.958.800/0001-38
Cozinhas Solidárias
Pix: [email protected]
Grad Brasil (Grupo de Resposta a Animais em Desastres)
Pix: 54.465.282/0001-21
Consultar outros serviços emergenciais para doar: www.paraquemdoar.com.br
O Rio Grande do Sul ainda enfrenta as consequências devastadoras de uma tragédia climática. Segundo dados da CNN Brasil, cerca de 95% das cidades gaúchas foram afetadas. Diante de uma catástrofe sem precedentes como essa, cada minuto pode ser decisivo para salvar vidas e intervir na prevenção de problemas de saúde relacionados às enchentes.
No entanto, os impactos não se limitam à infraestrutura e à saúde física. A saúde mental tende a ser um dos aspectos mais afetados, em decorrência do luto, das inseguranças e das incertezas de um futuro incerto. Como a Psicologia vem atuando no estado e o que a ciência tem a dizer sobre as mudanças climáticas no Rio Grande do Sul?
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Jamilson Nascimento (Engenheiro e pesquisador de recursos hídricos)
Engenheiro Agrícola, formado pela Universidade Federal de Pelotas, é mestrando no programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos (CDTec-UFPel). Nosso convidado é pesquisador integrante do Núcleo de Apoio e Desenvolvimento/Agência de Desenvolvimento para a bacia hidrográfica da Lagoa Mirim e possui experiência com Hidrologia, Hidrometria computacional e no desenvolvimento de sistemas para a coleta de dados Hidrocrimatologicos
Atalini Franke (Psicóloga especialista)
Psicóloga especialista em Avaliação Psicológica no contexto Forense (PUC/PR), em Neurociências do Desenvolvimento e Excelência Humana (Unisalle) e em Psicologia Jurídica (CFP). Nossa convidada atua como psicóloga clínica e está ativamente trabalhando com emergência psicológica nas cidades afetadas no Rio Grande do Sul.
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Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
A hormonização representa um marco importante na vida de pessoas trans, possibilitando a afirmação da identidade de gênero e o alinhamento entre o corpo físico e a percepção de si. No entanto, essa jornada também pode apresentar desafios emocionais, exigindo acompanhamento em saúde mental para garantir um processo mais seguro e saudável.
Além disso, o Brasil segue sendo um dos países que mais mata pessoas trans, que são frequentemente marginalizadas e discriminadas, enfrentando transfobia, preconceito e violência. Esses fatores, somados às mudanças físicas e hormonais da terapia, podem intensificar os impactos na saúde mental. Como é o acompanhamento psicológico e o processo de hormonização?
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Mayara Costa (médica Endocrinologista)
Formada em medicina pela Universidade Estadual do Amazonas, possui residência em clínica médica pelo Hospital da força aérea do Estado de São Paulo (HFASP). É especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), nossa convidada atua diretamente com o processo de hormonização de pacientes trans.
(@endocrino.mayaracosta)
Juliano Vicente (Psicólogo especialista)
Psicólogo formado pela Universidade São Francisco, é especialista em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC-PR. Atua como psicólogo clínico, tendo como um de seus focos o atendimento para pessoas trans, além de ministrar cursos e treinamentos sobre temas associados à transgeneridade.
PRODUÇÃO E CONTATOS:
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Coordenação Geral: Rafael Mendes – [email protected]
Coordenação de Pautas científicas: João Estevam – [email protected]
Edição de som e imagem e suporte técnico: Victor Oliveira – [email protected]
O debate sobre o eurocentrismo na ciência não é recente, ao rotular a ciência como eurocêntrica, corre-se o risco de negar as imensas contribuições de diversas civilizações ao longo da história. Desde as matemáticas e astronomia árabes até as inovações médicas chinesas e indianas, passando pelos conhecimentos ancestrais em agricultura e botânica de povos indígenas, a ciência se enriqueceu com diversas perspectivas e saberes.
A ciência moderna, por sua vez, é intrinsecamente globalizada. Pesquisadores do mundo inteiro colaboram em projetos, compartilham ideias e resultados, construindo pontes entre diferentes culturas e tradições de conhecimento. No entanto, persiste a percepção de que, em diversas situações, a fala ou um artigo de um pesquisador europeu pode parecer mais atrativo e confiável do que a de um pesquisador brasileiro. Mas por que isso acontece? Será que a ciência eurocêntrica ainda é uma realidade?
Para entender melhor sobre o assunto conversamos com:
Wasim Syed
Farmacêutico-bioquímico formado pela FCFRP-USP, é pesquisador e divulgador científico membro dos projetos UPVacina, Projeto Halo (ONU), Todos Pelas Vacinas, Vidya Academics e da Associação Brasileira de Biologia Sintética. Nesses projetos, desenvolve materiais de conscientização sobre as vacinas da COVID-19 e outras doenças, além de combate às fake news. Nosso convidado atualmente é aluno de doutorado no programa interunidades de biotecnologia do Instituto Butantan, Instituto de Ciências biomédicas da USP e Instituto de Pesquisas Tecnológicas, onde está desenvolvendo uma vacina contra coronavírus baseada em VLPs e mRNA.
(@wasimvacinas)
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