
Sign up to save your podcasts
Or


Neste episódio, junto com a convidada Jéssica Baêta, psicanalista, mestre em filosofia e doutoranda em psicologia, desmistificamos o conceito de sexualidade em Freud, explicando por que ele é o objeto central para a compreensão do psiquismo. O debate aborda o desamparo inicial, a distinção entre o sexual e o genital, e como a cultura molda o prazer desde as funções fisiológicas básicas.
Nesse episódio conversamos sobre o que acontece com a ideia de autoria depois da IA. Se a internet já tinha borrado a fronteira entre quem consome e quem produz, a inteligência artificial acaba potencializando certa fantasia onipotente de que podemos fazer tudo sozinhos.
Ao mesmo tempo, cresce a valorização do erro, do artesanal e das produções mais pessoais. Hobbies manuais, narrativas autobiográficas e outras formas de criação apontam para um desejo de recuperar algo singular.
A partir disso, pensamos como a autoria hoje acontece menos no isolamento e mais nas redes, nas trocas e nos conflitos entre o eu e o mundo. É justamente nesse conflito que a psicanálise localiza a possibilidade de criar.
Siga a gente nas redes sociais (@soladeiraabaixopodcast) e compartilha o episódio!
Ser fã é só admiração ou tem algo mais em jogo?
Falamos sobre pertencimento, internet, identificação e o prazer de encontrar pessoas que gostam das mesmas coisas que você. Mas também entramos na linha tênue entre amor e obsessão, idealização e ataque, quando o ídolo deixa de ser alguém real e vira palco de fantasias.
Entre comunidades online, surtos coletivos e fanfictions, pensamos o que a cultura de fã revela sobre desejo, projeção e a dificuldade de lidar com frustração.
Aproveita para seguir a gente nas redes sociais: @soladeiraabaixopodcast e compartilhar com os amigos!
Neste episódio, refletimos sobre o consumo do semelhante, seus efeitos políticos e subjetivos e o que acontece com o desejo quando a diferença deixa de circular.
Entre antropofagia e autofagia, perguntamos: estamos devorando o outro ou a nós mesmos? Falamos sobre imagem, influenciadores, Ideal do Eu e a dificuldade contemporânea de sustentar o encontro com o diferente. Porque, no fim das contas, quando a diferença desaparece, algo do próprio sujeito também se esvazia. Qual o efeito da bolha sobre o desejo, sobre o laço com o outro e sobre a política?
Siga a gente nas redes sociais: @soladeiraabaixopodcast
Entre algoritmos, likes e legendas curtas, falamos sobre o que acontece quando o saber precisa caber em poucos segundos. Quais os ganhos e as perdas da divulgação científica, especialmente nas ciências humanas e na psicanálise, quando o discurso se adapta ao ritmo das redes? Conversamos sobre os efeitos de traduzir o complexo em linguagem simples, o risco de empobrecer a escuta e a potência de alcançar quem talvez nunca teria acesso a esses debates. O que se transforma quando a teoria vira conteúdo?
Compartilhe com quem pode gostar dessa discussão!
Neste episódio, a conversa gira em torno das heranças que não escolhemos: aquelas que recebemos muito antes de qualquer testamento. A partir da ideia de herança simbólica, o episódio contrasta o que herdamos no campo psíquico, cultural e relacional com o que se transmite de forma concreta, como um terreno, uma dívida ou uma fazenda. O que significa carregar uma história familiar que vai além da genética? Enquanto o saber médico olha para o passado como risco biológico, o olhar psicanalítico e antropológico busca entender como o sujeito se insere na trama das gerações, entre identificações parentais, ideais de eu, fantasmas e legados invisíveis.
Divulga o episódio e depois conta para gente o que achou?
Segue a gente nas redes sociais: @soladeirabaixooficial
@raissa.rcastro
Neste episódio recebemos o psicanalista Jodemar Costa, com mais de 45 anos de prática clínica, para uma conversa sobre o dinheiro como significante na psicanálise. Exploramos como as falas sobre dinheiro, ou sua ausência, podem sinalizar marcas importantes do inconsciente, revelando dinâmicas de troca, perda, valor e desejo. A discussão passa ainda pelos afetos envolvidos na troca analítica, o medo da perda, o gozo em acumular ou gastar, e como tudo isso fala de uma economia psíquica mais ampla. Além disso, conversamos sobre a posição do analista diante do dinheiro: o desconforto, as idealizações e as armadilhas da gratuidade ou da “vocação”.
Neste episódio, exploramos como o corpo, apesar de ter um registro orgânico e biológico, é profundamente atravessado pela cultura. A cultura não apenas nomeia e organiza as sensações e funções do corpo, mas também atribui sentidos e valores ao que sentimos e fazemos. A partir dessa perspectiva, discutimos temas como o cansaço — não apenas como esgotamento físico, mas como construção cultural ligada à produtividade e ao desempenho.
Abordamos também a relação com o cocô, algo tão corporal e cotidiano, mas envolto em códigos culturais de nojo, vergonha e controle. Essa conversa amplia o debate sobre o que é autorizado ou reprimido pela cultura no modo como habitamos o nosso corpo.
Refletimos, assim, sobre a separação (ou melhor, o entrelaçamento) entre o corpo orgânico e o corpo psíquico-cultural, mostrando como esse último molda a forma como sentimos, expressamos e compreendemos o primeiro.
Siga a gente nas redes sociais: @soladeirabaixooficial
Neste episódio, te convido a pensar: qual pratinho, se cair, quebra você? Existe essa metáfora de girar os pratinhos da vida, mas não especificamos de qual material eles são feitos — de cristal, de plástico, de ilusão ou de pressão, mas será que todos eles precisam mesmo estar no ar?
Refletimos sobre quem nos ensinou o que é importante, e como muitas vezes seguimos montando mesas que nem nossas são. Talvez a vida não seja sobre equilibrar tudo como uma palhaça em espetáculo, mas sim sobre montar, desmontar e reconstruir nossas próprias mesas.
Um monólogo de quem já deixou pratinho cair e entendeu que nem tudo que faz barulho se quebra.
Neste episódio do Só Ladeira Abaixo, o antropólogo, pesquisador e professor da UFJF, Raphael Bispo, nos fala um pouco sobre o fenômeno das celebridades evangélicas. Figuras como Andressa Urach, Baby do Brasil, Priscila Alcântara e Perlla nos convidam a pensar como são geridas as carreiras artísticas e a fé cristã. Mais do que entender isto como trajetórias marcadas por consistências, Bispo nos apresenta como as interrupções são fundamentais para entender as continuidades e descontinuidades que elas precisam mediar em suas vidas pessoais e profissionais.
From the publisher's feed

5 Listeners