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  • SH 47 - 2020 passado a limpo
    “CoronaVírus”, “pandemia”, “é só uma gripizinha, tá ok?!”, “histórico de atleta”, “quarentena”, “lockdown”, “fiquem em casa!”,”use máscara!”, “sommelier de álcool gel” ,“saudades de aglomerar né, minha filha?!”, “home office”, “ensino remoto”, “novo normal!, “velho normal”, “ich, engordei”, “auxílio emergencial”, “renda mínima”, “os vulneráveis”, “somos realmente 70%?!” , “cadê o ministro da saúde?”, “eu não consigo respirar”, “vidas pretas importam”, “racismo estrutural”, “Joe Biden”, “Guilherme Boulos”, “mandatos coletivos”, “mulheres trans na política”, “ciência ou política?!” ,”presidente, porque sua esposa Michele recebeu 89 mil reais de Fabrício Queiroz?!” “viva o SUS”, “as emas do planalto” ,“comorbidade”, “país de maricas” “mais de 190 mil mortes...” “e daí ?! Não sou coveiro”, “1ª onda”, “2ª onda”, “cloroquina” “vaChina”, “vacina” “Imunizada!!!” …. “Eita ano bosta!!!”
    Essas foram expressões que nos acostumamos a falar e a ouvir em 2020!! Mas quais foram os avanços e retrocessos do ano da pandemia? Afinal, o que fica de 2020? O que será do amanhã?
    Se recordar é viver, vamos relembra, porque está entrando no ar o Sobre História número 47: 2020 passado a limpo!!!
    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Arte da capa:
    Matheus Quinan
    Edição:
    Banco de cérebros
    2 hr 10 min
  • SH 46 - A Bruxa Tá Solta
    Quando acenderem as fogueiras quero estar do lado das bruxas!
    Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!
    Nós somos as netas de todas as bruxas que vocês não conseguiram Queimar!
    A primeira frase foi dita recentemente pela magnífica atriz Fernanda Montenegro para a revista Quatro Cinco Um. A segunda teria sido atribuída a Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote, há aproximadamente quatro séculos. Finalmente, a última frase ganhou as ruas argentinas, virando grito de luta contra a violência de gênero em , no movimento "ni una menos".
    Como explicar o fascínio que as bruxas despertam ou despertaram ao longo da História? Em que medida as representações das bruxas na História refletem um olhar masculino sobre o feminino? Por que as bruxas foram tão perseguidas? Podemos perceber na caça às bruxas raízes de nossa intolerância religiosa?
    Peguem suas vassouras e seus caldeirões para afirmar que não voltaremos pra cozinha porque tá entrando no ar o SobreHistória número 46: A bruxa tá solta!
    Participantes:
    Licia Quinan
    Karla Costa
    Marina Sá
    Mariana Lins
    Arte da capa:
    Matheus Quinan
    Referências:
    Livros - Eva e os Padres, George Duby.
    - História do medo no Ocidente. Jean Delumeau.
    - O calibã e a bruxa, Silvia Federici.
    - Mulheres e caça às bruxas, Silvia Federici.
    - Andarilhos do bem, Carlo Ginzburg.
    - O Martelo das feiticeiras, Heinrich Kramer e James Sprenger.
    - Escola de mulheres, Molière.
    - As brumas de Avalon, Marion Bradley.
    Filme: Em nome de Deus, 1988.
    Série: The Handmaid´s Tale, 2017.
    1 hr 38 min
  • SH 45 - Sobre História Antifa!
    Em 1997 o filósofo e escritor italiano Umberto Eco lançou o seu livro “O Fascismo Eterno”. A publicação nasceu a partir de uma conferência em celebração à libertação da Europa durante a Segunda Guerra, dada em 2015 na Universidade de Columbia. Na época, os universitários norte-americanos viviam o trauma do atentado de Oklahoma, orquestrado por grupos de extrema direita. As bombas mataram cerca de 168 pessoas tendo sido, até o 11 de setembro, o pior ataque doméstico desde então. Em sua palestra, Eco relembra o tempo em que viveu numa Itália assolada pelo nazifascimo da Segunda Guerra Mundial. Ele contou também suas memórias sobre a libertação da sua cidade graças às ações da Resistência Italiana. Em seu livro, o autor busca destrinchar características do que chama de “Ur-Fascismo”. A lição dada pelo escritor italiano está no alerta de que governos com tendências fascistas podem mudar de tempo, época ou ganhar vestes mais inocentes e civis, mas precisam ser sempre reconhecidos, desmascarados e denunciados.
    No Brasil de 2020, em meio à pandemia da Covid-19, grupos vinculados às torcidas organizadas, principalmente a lendária Democracia Corintiana, organizam um protesto anti-fascista contra o governo Bolsonaro na Avenida Paulista. No dia seguinte, bandeiras antifascistas assim como inúmeras hashtags sobre o assunto dominaram as redes sociais. O termo “fascista” se popularizou e ganhou a boca do povo, dos youtubers e até da cantora Anitta! Mas o fascismo é realmente um termo de fácil definição? O que, de fato, o texto de Umberto Eco elenca como características Ur-Fascistas? Quais lições o livro de Eco podem nos ensinar sobre o Brasil do governo Bolsonaro? Afinal, existem traços fascistas no atual governo? Quais seriam? Fique com a gente porque esse é Sobre História número 45: Sobre História Antifa!
    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Arte da Capa:
    Matheus Quinan
    Edição:
    Banco de Cérebros
    Referências:
    Livro - "As teorias das formas de governo" - Noberto Bobbio
    Livro - "O século XX" - René Remond
    Livro - "Era dos extremos" - Eric Hobsbawn
    Artigo - "Os fascismos" - Francisco Carlos Teixeira da Silva. Disponível no livro: "O século XX: O Tempo das crises. Revoluções, fascismos e guerras" - Daniel Aarão Reis Filho e outros.
    Livro - “Anatomia dos Fascismo” - Robert Paxton
    Livro - “A Era dos Extremos” - Eric Hobsbawn
    Livro - “Como funciona o fascismo: a política do “nós” e “eles” - Jason Stanley
    Livro - "Fascismo" - Benito Mussolini e León Trotsky
    Vídeo - “O que é Fascismo” - Vladimir Safatle - Revista Cult
    Vídeo - Canal Leitura ObrigaHistória - “O que é fascismo ? Conceitos Históricos” - Icles Rodrigues (2017)
    Podcast - Café da Manhã- Folha - "O que há de fascismo no bolsonarismo?"
    Documentário - "Fascism Inc." (2014)
    Filme - "A Onda" (2008)
    Livro - Hannah Arendt - "Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal"
    1 hr 46 min
  • SH 44 - A Distância
    A pandemia do Coronavírus que paralisou escolas e universidades tencionou demandas por ensino à distância. Para atender aos pedidos de responsáveis, direções, secretarias e sociedade, os professores e professoras foram para a frente das telas de seus computadores virando youtubers, atores, diretores e editores de vídeo.
    Quando foi criado, o ensino à distância tinha como principal objetivo democratizar a educação ultrapassando longas distâncias entre professores e alunos. No Brasil, essa modalidade surgiu sem regulamentação de qualidade. Embora os primeiros passos tenham se dado em instituições públicas, a expansão ocorreu, sobretudo, na esfera privada. Segundo o Censo de Educação Superior de 2017, a modalidade à distância subiu 91% no setor privado, representando 21% do total de matrículas. Cursos como o de Pedagogia, por exemplo, já contam com a maioria de seus estudantes à distância. Atualmente, a expansão da EAD tornou-se um grande negócio não sendo possível tratar essa modalidade de ensino sem levar em consideração a força do mercado educacional e a participação de empresários na tomada de decisões de conteúdos escolares. Mas o ensino à distância promove realmente a inclusão ou exclui? Quais são os limites do ensino à distância? Ele pode ser usado também para a educação básica? Até que ponto o ensino à distância não segue a lógica do mercado? Qual é o papel da escola em tempo de pandemia? Esse é o Sobre História número 44: à distância!
    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Arte da Capa:
    Matheus Quinan
    Edição:
    Banco de Cérebros
    Referências:
    http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2011/Artigo_07.pdf - Educação a Distância: conceitos e história do Brasil e no mundo - Lucineira Alves.
    Livro Educação contra a Barbárie - “Educação a Distância: tensões entre expansão e qualidade” (Catarina de Almeida Santos) “Homescholing e a domesticação do aluno” (Matheus Pichonelli)
    Ensino de História no Rádio - “História de Chinelo: o ensino de história através do rádio no Brasil dos anos de 1950” - Angela de Castro Gomes In: O Ensino de História em Questão”
    https://educacaovigiada.org.br/
    https://epoca.globo.com/sociedade/tatiana-lebedeff-mauro-aguiar-debatem-educacao-em-tempos-de-quarentena-24390559
    https://www.revistabula.com/31077-hipocrisia-a-distancia-a-escola-finge-que-esta-educando-e-os-pais-fingem-que-os-filhos-estao-aprendendo/
    https://www.nexojornal.com.br/ensaio/debate/2020/Como-o-ensino-a-dist%C3%A2ncia-pode-agravar-as-desigualdades-agora
    https://vidasimples.co/colunistas/nao-seja-produtivo-na-quarentena/?fbclid=IwAR20TsKfyaUgNapraAw326WMIlTN9imzYYTQQv8okzEr7CHWh77RvGcUOFg
    https://mais.opovo.com.br/jornal/opiniao/2020/03/27/eduardo-junqueira--atividade-escolar-remota-nao-e-ead.html
    https://brasil.elpais.com/autor/gianluca-battista/
    https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/entidades-do-setor-da-educacao-defendem-suspensao-do-calendario-escolar-em-todo-o-pais1
    https://elpais.com/sociedad/2020-04-07/el-consejo-escolar-del-estado-aprueba-que-los-contenidos-de-la-cuarentena-educativa-sean-evaluables-para-los-que-tienen-internet.html
    https://www.wort.lu/pt/portugal/portugal-mantem-escolas-fechadas-ate-setembro-5e8f3873da2cc1784e35b347
    https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/04/09/estados-adotam-plataformas-online-e-aulas-na-tv-aberta-para-levar-conteudo-a-estudantes-em-meio-a-pandemia-de-coronavirus.ghtml
    https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/04/11/nova-york-decide-manter-escolas-fechadas-pelo-resto-do-ano-letivo-em-meio-a-expansao-de-casos-de-coronavirus.ghtml
    https://www.youtube.com/watch?v=DJEKzpBXXzg
    1 hr 46 min
  • SH 43 - Hoje Eu Não Saio Não!
    Essa noite eu tive um sonho
    De sonhador
    Maluco que sou, eu sonhei
    Com o dia em que a Terra parou
    Foi assim
    No dia em que todas as pessoas
    Do planeta inteiro
    Resolveram que ninguém ia sair de casa
    Como que se fosse combinado em todo
    O planeta
    Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém!
    O empregado não saiu pro seu trabalho
    Pois sabia que o patrão também não tava lá
    Dona de casa não saiu pra comprar pão
    Pois sabia que o padeiro também não tava lá
    E o guarda não saiu para prender
    Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
    E o ladrão não saiu para roubar
    Pois sabia que não ia ter onde gastar
    E nas Igrejas nem um sino a badalar
    Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
    E os fiéis não saíram pra rezar
    Pois sabiam que o padre também não tava lá
    E o aluno não saiu para estudar
    Pois sabia o professor também não tava lá
    E o professor não saiu pra lecionar
    Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
    O comandante não saiu para o quartel
    Pois sabia que o soldado também não tava lá
    E o soldado não saiu pra ir pra guerra
    Pois sabia que o inimigo também não tava lá
    E o paciente não saiu pra se tratar
    Pois sabia que o doutor também não tava lá
    E o doutor não saiu pra medicar
    Pois sabia que não tinha mais doença pra curar
    No dia em que a Terra parou!
    O cenário descrito por Raul Seixas finalmente aconteceu,. A pandemia do Covid-19 impôs o isolamento da humanidade. A Terra parou!! Mas até que ponto epidemias e pandemias afetam o nosso comportamento em sociedade? As pandemias podem estigmatizar um grupo social? Como as epidemias mudaram o rumo da história? Quais foram as medidas tomadas pela saúde pública ao longo da história para conter o crescimento de doenças contagiosas? Será que é realmente possível toda a Terra parar?
    Venha fazer a quarentena conosco e lavar bem as mãos! Esse é o Sobre História número 43, Hoje eu não saio não!
    Referências:
    Livro - Decameron - Giovanni Bocaccio
    Livro - Metrópole a Beira Mar - Ruy Castro
    Livro - Necropolítica - Achille Mbembe
    Livro - História do Medo no Ocidente - Jean Delumeau
    Matéria The Intercept Brazil - https://theintercept.com/2020/03/17/coronavirus-pandemia-opressao-social/
    Vídeo Nerdologia - https://youtu.be/r9r_VwoZvho
    Entrevista Átila Lamarino - https://youtu.be/s00BzYazxvU
    Documentário - Carta para além dos muros
    Artigo - História da Medicina: a varíola no Brasil Colonial (Séculos XVI e XVII), Cristina Brandt F. Martins Gurgel e Camila Andrade P. Rosa.
    Participantes:
    Karla Rodrigues
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Arte da capa:
    Matheus Quinan
    1 hr 28 min
  • SH 42 - Aqui é o país do futebol!
    Olha o sambão, aqui é o país do futebol
    Brasil está vazio na tarde de domingo, né?
    Olha o sambão, aqui é o país do futebol
    No fundo desse país
    Ao longo das avenidas
    Nos campos de terra e grama
    Brasil só é futebol
    Nesses noventa minutos
    De emoção e alegria
    Esqueço a casa e o trabalho
    A vida fica lá fora
    Dinheiro fica lá fora
    A cama fica lá fora
    A mesa fica lá fora
    Salário fica lá fora
    A fome fica lá fora
    A comida fica lá fora
    A vida fica lá fora
    E tudo fica lá fora
    (Milton Nascimento e Fernando Brant)
    Participantes:
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Carlos Eduardo Valdez
    Arte da capa:
    Matheus Quinan
    2 hr 1 min
  • SH 41 - Profissão Professor
    Segundo a enciclopédia virtual Wikipedia, "professor ou docente é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno".
    Definições como essas percebem o professor da educação básica meramente como um transmissor. Nesse ato de transmitir saberes, o educador somente adapta o conhecimento produzido pela academia tornando-o, assim, ensinável para os seus alunos. Pensamentos como esses ajudaram na desvalorização e diminuição da profissão. Entretanto, diversos pesquisadores vêm mostrando, há algum tempo, em seus trabalhos exatamente o contrário. Refletindo acerca de conceitos como saber escolar, saber ensinado e cultura escolar, colocaram os saberes produzidos pela escola como protagonistas. Os docentes do chão da escola são capazes de produzir novos saberes?! Como professores e professoras produzem um saber escolar ou um saber docente?! Professor: vocação inata ou profissão?! Qual é o lugar da educação hoje?! Professores ainda são necessários?!
    Venham celebrar e refletir conosco sobre a importância do ofício do professor nos dias de hoje!
    Esse é o Sobre História número 41: Profissão professor!
    Participantes:
    Licia Quinan
    Mariana Lins
    Marina Sá
    Ana Maria Monteiro
    Arte da capa:
    Matheus Quinan
    Referências:
    Livro: Ana Maria Monteiro. Professores de História: entre saberes e práticas.
    Livro: Ana Maria Monteiro e Fernando de Araújo Penna. Ensino de História: saberes em lugar de fronteira.
    Ilmar Rohlloff de Mattos. "Mas não somente assim!" Leitores, autores, aulas como texto e o ensino-aprendizagem de História.
    Anisio Teixeira. Educação não é privilégio.
    Chervel. História das Disciplinas escolares: reflexões sobre o campo de pesquisa.
    Chevallard. La Transposicion Didactica. Del saber sabio al saber ensenado.
    Vera Candau (org.) Magistério: construção cotidiana.
    Carmem Teresa Gabriel. O saber histórico escolar: entre o universal e o particular. Dissertação de Mestrado PUC - RJ
    Philippe Perrenoud. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa.
    LOPES, A R. C. Conhecimento escolar: processos de seleção e mediação didática.
    GASPARELLO, A. M; MAGALHÃES, M de S; MONTEIRO, A. M (orgs). Ensino de História, sujeitos, saberes e práticas.
    NOVOA, A. Profissão professor.
    Sobre História Podcast #37 - Vai começar a balbúrdia!
    Sobre História Podcast #12 - Escolas são assas.
    1 hr 49 min
  • SH 40 - Enquanto a floresta queima...
    A Floresta Amazônica ocupa 7 % do território mundial, mas abriga 60% do total das espécies do Planeta. Sua bacia hidrográfica possui cerca de 20% da água doce do mundo. Sua área contínua de manguezais armazena grande parte do carbono, responsável pelo aquecimento global. A Amazônia não é só um patrimônio natural. Mesmo antes da chegada dos europeus, sociedades indígenas transformaram a natureza da região. Por esse motivo e pelo fato da floresta ser sempre alvo das modificações pela ação humana durante toda a sua história, podemos afirmar que ela é também um patrimônio histórico brasileiro. Infelizmente a Amazônia é vítima de uma de suas principais características: a riqueza ecológica. Observando sua história, percebemos que a floresta sempre foi rentável e útil tanto para a Metrópole quanto para o Brasil, mas essa sua riqueza não foi revertida em favor das comunidades locais. A Amazônia gera recursos para fora, mas pouco retorno para os seus moradores. Segundo os dados do INPE, entre 1500 e 1970 (470 anos) apenas 2% da floresta foi desmatada. Em 30 anos, de 1970 e 2000, 14% foi devastada. Que fatos históricos explicam esse crescimento exponencial da devastação da floresta nos últimos anos? Até que ponto o argumento da soberania nacional é válido para proteger ou destruir a Amazônia? Ainda há tempo de proteger a Amazônia?
    Esse é o Sobre História número 40: Enquanto a floresta queima...
    Participantes:
    Mariana Lins
    Licia Quinan
    Marina Sá
    Karla Rodrigues
    Eric Mota
    Arte da Capa:
    Matheus Quinan
    Referências do programa:
    Livro: Anna Roosevelt. "Arqueologia Amazônica" Em: História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
    Artigo: Violeta Reefkalefsy. "Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re) construir" http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9872
    Serie Guerras do Brasil.doc - episódio 1 "As Guerras de Conquista"
    Livro: Ruggiero Romano. Mecanismos da Conquista Colonial. Perspectiva, 1973
    BOLTON, H. E. La mission como instituición de la frontera en el septentrión de Nueva España. In: BARNABEU, S.; SOLANO, F. de. (Orgs.). Estudios (nuevos y viejos) sobre la frontera. Madri: Consejo Superior de Investigaciones Cientificas, p. 45-60, 1991.
    Livro: Francisco Foot Hardman. Trem-fantasma: a modernidade na selva. São Paulo:: Companhia das Letras, 1988.
    Livro: General Golbery. Geopolítica do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.
    Podcast: Guilhotina #33 - Carlos Ritti
    Reportagem: The Intercept Brasil. "Movido a Paranóia" - Tatiana Dias. https://theintercept.com/2019/09/19/plano-bolsonaro-paranoia-amazonia/ (sobre a Projeto Barão do Rio Branco)
    Reportagem: Human Rights Watch. "Máfias do Ipê: violência e desmatamento na Amazônia" https://www.hrw.org/pt/news/2019/09/17/333865
    Livro: Bertha K. Becker. Amazônia. Geopolítica na virada do III milênio. Garamond, 2006.
    Artigo: José Augusto Pádua. "Biosfera, história e conjuntura na análise da questão amazônica"
    2 hr 5 min
  • SH 39 - Paraíbe-se!
    Tempos atrás, na década de 1990, entre parte da classe média carioca era muito comum a generalização do nordestino como “Paraíba”. Nas escolas particulares do Rio, “Paraíba” era sinônimo de tudo que era atrasado, feio, brega, fora de moda ou burro. Felizmente, com o tempo, esse termo preconceituoso e grosseiro foi caindo em desuso desaparecendo da boca da juventude classe média privilegiada carioca. Entretanto, recentemente, o presidente Jair Bolsonaro, referindo-se ao governador do Maranhão Flávio Dino, utilizando a expressão “Paraíba” ressuscitou o termo. Mas, afinal, o que é ser nordestino? Porque nos referimos ao Nordeste de maneira tão generalizante? Podemos afirmar que o Nordeste é uma invenção? Quais interesses a invenção do Nordeste procurava e procura atender? Quais são as representações dos nordestinos ao longo da história?
    Venha conosco entender que o Nordeste é muito mais do que seca, messianismo, cabra macho, coronel e cangaceiro!
    Esse é o Sobre História número 39: Paraíbe-se!
    Participantes:
    Mariana Lins, Marina Sá, Karla Rodrigues, Licia Quinan e Armando Ferreira
    Referências citadas no programa:
    Livro de Durval Muniz de Albuquerque: "Invenção do Nordeste e outras artes"
    Livro de Durval Muniz de Albuquerque: "Nordeste: uma invenção do falo"
    Peça de teatro: "A Invenção do Nordeste" - grupo Carmim
    Livro de Gilberto Freyre: "Casa Grande e Senzala"
    Euclides da Cunha "Os Sertões"
    Graciliano Ramos. "Vidas Secas"
    João Cabral de Mello Neto " Morte e Vida Severina"
    ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Trad. Dora Flaksman. 2ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981. p.279
    FRABBONI, Franco. A Escola Infantil e a Ciência Pedagógica. 1998
    BENJAMIN, WALTER, Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. São Paulo-SP: Summus, 1984.
    COSTA, Jurandir Freire. Ordem médica e norma familiar. Rio de Janeiro: Graal,1989. p.153-273
    PINTO, Manuel; SARMENTO, Manuel Jacinto. (coord.) As crianças: contexto e identidades. Braga: Centro de Estudos da Criança - Universidade do Minho, 1997. p.25
    PRIORE, Mary Del. História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 1999. p.60-130
    SARMENTO, M.J. As culturas da infância nas encruzilhadas da 2ª modernidade. Braga: Instituto de Estudos da Criança, Universidade do Minho, 2003.
    https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html?=&t=o-que-e (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)
    https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-infantil/lang--pt/index.htm (Organização Internacional do Trabalho)
    http://renastonline.ensp.fiocruz.br/recursos/boletim-epidemiologico-transtornos-mentais-relacionados-trabalho-brasil-2006-2017 (Sistema de Informação de Agravos de Notificação)
    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Programa_de_Erradica%C3%A7%C3%A3o_do_Trabalho_Infantil (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI)
    https://youtu.be/Ab2ZFnqu4dg (A História da Infância)
    https://youtu.be/Xa8v6DFdTvo (Na Íntegra - Clarice Cohn e Mary Del Priori)
    Livro de Mary Del Priori: Ao Sul do Corpo
    Coleção de Livros: História da Vida Privada
    Coleção de Livros: História da Vida Privada no Brasil
    Documentário Ônibus 174. 2002
    Livro de Michel Foucault: Sociedade Disciplinar.
    Livro de Ariano Suassuna: "Auto da Compadecida"
    Livro de Ariano Suassuna: "Romance da Pedra do Reino e o Príncipe de Sangue do Vai-e-Volta"
    Livro de José Lins do Rego: "Fogo Morto"
    Livro de José Lins do Rego: "O Moleque Ricardo"
    Livro de Jorge Amado: "Capitães de Areia"
    Filmes: "Vidas Secas" direção Nelson Pereira dos Santos (1963), "Deus e o Diabo na Terra do Sol" direção Gláuber Rocha (1964), "O Auto da Compadecida" direção Guel Arraes (2000)e "Lisbela e o Prisioneiro" direção Guel Arraes (2003).
    1 hr 51 min
  • SH 38 - E se ninguém fosse criança?
    Em recente declaração do mês de julho, falando sobre o projeto de lei que criminaliza o trabalho infantil, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que o trabalho infantil não prejudica as crianças. Segundo o presidente; "hoje em dia é tanto direito, tanta proteção que temos uma juventude aí que parte considerável não está na linha certa", afirmando ainda que o trabalho dignifica o homem, não importando a sua idade. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2016, 2 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, entre essas atividades algumas oferecem grande risco à saúde, ao desenvolvimento e à moral de crianças e adolescentes, como o trabalho nas ruas, nas carvoarias, nos lixões, na agricultura e serviços domésticos. Mas será mesmo necessário proteger a criança do trabalho? Quando a infância foi inventada? Existem diferentes modos de perceber a infância? Podemos afirmar que existe uma diversidade de experiências da infância no mundo?
    Vem com a gente na busca por essas respostas rumo aquela fase em que ninguém paga boletos! Esse é o Sobre História Podcast número 38! E se ninguém fosse criança?
    Participantes:
    Licia Quinan, Mariana Lins e Marina Sá.
    Arte da capa:
    Matheus Quinan
    Referências:
    ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Trad. Dora Flaksman. 2ª edição. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981. p.279
    FRABBONI, Franco. A Escola Infantil e a Ciência Pedagógica. 1998
    BENJAMIN, WALTER, Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. São Paulo-SP: Summus, 1984.
    COSTA, Jurandir Freire. Ordem médica e norma familiar. Rio de Janeiro: Graal,1989. p.153-273
    PINTO, Manuel; SARMENTO, Manuel Jacinto. (coord.) As crianças: contexto e identidades. Braga: Centro de Estudos da Criança - Universidade do Minho, 1997. p.25
    PRIORE, Mary Del. História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 1999. p.60-130
    SARMENTO, M.J. As culturas da infância nas encruzilhadas da 2ª modernidade. Braga: Instituto de Estudos da Criança, Universidade do Minho, 2003.
    https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html?=&t=o-que-e (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)
    https://www.ilo.org/brasilia/temas/trabalho-infantil/lang--pt/index.htm (Organização Internacional do Trabalho)
    http://renastonline.ensp.fiocruz.br/recursos/boletim-epidemiologico-transtornos-mentais-relacionados-trabalho-brasil-2006-2017 (Sistema de Informação de Agravos de Notificação)
    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Programa_de_Erradica%C3%A7%C3%A3o_do_Trabalho_Infantil (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI)
    https://youtu.be/Ab2ZFnqu4dg (A História da Infância)
    https://youtu.be/Xa8v6DFdTvo (Na Íntegra - Clarice Cohn e Mary Del Priori)
    1 hr 41 min

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Um podcast sobre história, desde o tema mais escabroso, até o mais simples. Tudo com muito humor. Feito por historiadores para todo mundo!