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SpinCast episodes

  • Derrubando Muros: A Economia Verde e o Capital Natural no Brasil
    Tomei a oportunidade de mediar esse grande diálogo para editar e compartilhar o conteúdo com vocês: "Derrubando Muros: A Economia Verde e o Capital Natural no Brasil". Poder ouvir, aprender e debater com talentos como André Lara Resende, Fernando Gabeira, Beto Veríssimo e Bernardo Strassburg, é um privilégio que não poderia ficar restrito aos 80 presentes que formaram uma platéia tão qualificada quanto o quarteto de painelistas na reunião fechada no Zoom. Por isso criamos o Spincast Painel para editar essa versão compartilhável. O tema, que carrega as preocupações do presente (e são muitas), também indica o potencial do Brasil para ser a locomotiva da nova economia verde que pode tornar o Brasil líder mundial de sustentabilidade. Depende de nós.
    1 hr 8 min
  • Do Rio ao Acre, a história de pioneirismo de Bia Saldanha
    Essa conversa com a Bia Saldanha foi uma surpresa para mim. Eu havia lido o livro sobre a vida dela, Amazonia 20º andar, e estava claro que me encontraria com alguém cuja coragem era incomum. Bia deixou o conforto e o sucesso no Rio de Janeiro para se aventurar na floresta do Acre e se tornar empresária naquele ambiente onde as regras de sobrevivência eram completamente desconhecidas para ela. E foi para lá para desenvolver algo novo, o couro vegetal. O mesmo "couro" com o qual foi produzida uma bolsa da Hermés que custava 1500 euros e foi o carro chefe da empresa no mundo. Não foi só essa a conquista da Bia. Nem isso esconde os muitos tombos que a vida reserva para quem, como ela, aceita ir para o trapézio sem rede embaixo. Pode haver quem tenha a coragem empreendedora da Bia. Mais do que ela, duvido.
    1 hr 6 min
  • A China que poucos conhecem
    Esse episódio trata sobre um assunto tão vital como negligenciado entre brasileiros: o desafio de entender nossa relação com a China além das simplificações esquemáticas, que mais revelam preconceitos que esclarecem. Essa conversa com a Tatiana Prazeres, desde Pequim, busca furar o bloqueio dos lugares comuns para lançar alguma luz sobre esse país que, além de estar se posicionando para ser a mais poderosa nação do planeta, já há muito tempo é o mais importante parceiro comercial brasileiro.  Na última linha, a China é quem nos permite fechar nossas contas. Fato. A par disso, pessoas razoavelmente informadas, sabem quase nada sobre essa China. É como se uma inércia pró ocidente nos mantivesse cativos de um mundo que já não existe mais. A consequência disso é que descuidamos do presente e podemos perder as oportunidades futuras que serão liberadas para os que estiverem melhor adaptados para um futuro próximo onde a hegemonia será compartilhada entre múltiplos polo.
    Livro citado na conversa:  https://bit.ly/3d1VGgW
    1 hr 8 min
  • A Republica das Milícias
    Foi uma conversa intensa e interessante, embora a aspereza do tema.
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    Bruno é um especialista e, ao mesmo tempo, um generalista. Conhece as engrenagens da violência brasileira como um arqueólogo precisa conhecer o terreno em que pesquisa. A diferença é que o Bruno, ao mergulhar na violência brasileira, lida com pessoas vivas, algumas muito vivas, embora boa parte delas não assim permaneçam por muito tempo.
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    Acho que consegui sentir um pouco do que move o Bruno. Dá para perceber que ele é atraído por temas duros, que a maioria dos pesquisadores prefere passar longe. Estamos falando sobre a violência industrializada, banalizada, tornada um modelo de negócio e de operação política ao mesmo tempo. Por isso também notei, e valorizo, a forma como ele se distancia para manter a lucidez, ainda que seja dentro da cena em que fala, por exemplo, com um matador profissional. Outra virtude do trabalho do Bruno é que mantém o foco, sem atropelar o ouvinte ou leitor com emocionalismos ou com juízos de valor que, afinal, cabe a quem o lê e escuta.
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    Enfim, eu pretendia focar nossa conversa no interessantíssimo livro recém lançado pelo Bruno, “A República das Milícias”, que li logo antes de gravar esse episódio. Fizemos isso, mas invadimos outros temas e perplexidades mútuas que afligem nosso (o dele, o meu e o seu) presente e futuro.
    1 hr 5 min
  • Empresas devem devolver o que ganham da sociedade
    O Johannes van de Ven é um perfil incomum. Já pela formação, que junta teologia e economia. Segue pela trajetória internacional desse holandês que escolheu graduar-se na melhor escola de formação de economistas do Brasil na década de 80, que era a PUC/Rio. Lá, foi aluno dos que, na década de 90, seriam os criadores do Plano Real (Lara Resende, Pedro Malan, Edmar Bacha e uma turma da pesada). No Rio foi contratado por um banco brasileiro de investimentos para trabalhar em Nova Iorque. Quando achou que tinha aprendido o suficiente sobre as astúcias do capital, Johannes tratou de se reaproximar da teologia para juntar as pontas: como fazer a habilidade empreendedora gerar benefícios equilibrados para os acionistas e para a sociedade. Desde o início do anos 2000 ele tem trabalhado para desenvolver projetos que juntem as melhores práticas da gestão financeira sofisticada com a melhoria da vida de todos.  Johannes tem participado dos esforços da Igreja Católica através da encíclica papal Laudato Si, a que atribui influência decisiva ao Acordo de Paris, e sua empresa banca projetos de impacto no Brasil, onde ele continua ligado mesmo morando na Suíça. Nesse momento, ele tem colaborado para identificar formas da floresta amazônica permanecer de pé e gerando riqueza em harmonia com o planeta. O trabalho de Johannes é um exemplo para emular toda a elite brasileira.
    1 hr 15 min
  • “Decifrando o enigma chinês”, Embaixador Marcos Caramuru
    Essa conversa com o Embaixador Marcos Caramuru vem preencher uma lacuna do Spincast. Não é possível tratar dos grandes desafios brasileiros sem entender a China e sua relação conosco.
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    Marcos estudou esse país, serviu lá e vive lá. Domina o conhecimento formal da operação da economia, das complexas estruturas políticas e, sobretudo, se interessa por conhecer o comportamento da sociedade chinesa. Me pareceu a pessoa certa para entrar no assunto.
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    Para o Embaixador Caramuru, se o objetivo é manter relacionamentos fecundos com os chineses, é necessário ir além dos livros e dos interesses econômicos imediatos. É preciso sentir os chineses e o que importa para eles. Segundo aprendi na conversa, lá, a harmonia precede em importância a verdade. E a amizade é o fio condutor dos negócios. Quem imagina relacionamentos autômatos, como é a fantasia de um país comunista hiper regrado, vai levar um choque. Na China, as super estruturas conhecidas se mantém lado a lado com a relações interpessoais, em um dualismo artesanal de relações humanas determinantes, mas pouco conhecidas por quem não conhece a China. Relações humanas, via de regra, pouco reconhecidas no objetivismo impessoal da sociedade ocidental contemporânea.
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    Temos muito a aprender sobre essa potência que, tudo indica, logo será a grande potência hegemônica do planeta.
    1 hr 8 min
  • Além da ortodoxia ou heterodoxia econômica
    Ouvir o André Lara Resende era uma ambição antiga. No Brasil, onde tudo se polariza, a economia não escapa ao padrão. Sendo uma consequência de escolhas baseadas em valores e interesses, a economia é, essencialmente, uma versão quantificada da política. Escolhas frouxas e baseadas em generosidade fácil, via de regra populistas, começam em festa e terminam em tragédia. O governo Dilma é um exemplo recente. O da Argentina, um padrão que perdura. Governos que invocam austeridade fiscal e repousam a responsabilidade da vida coletiva nas escolhas exclusivamente individuais, além de desconsiderarem a brutal assimetria no acesso às oportunidades, costumam começar bem e terminar em farsa, se não forem interrompidos pela tragédia. Ao longo do século passado nos acostumamos a ver populistas contra fiscalistas, Keynesianos versus seguidores de Milton Friedman. Em nenhum desses arquétipos se poderia ser, ao mesmo tempo, socialmente sensível com os excluídos e responsável na gestão das finanças. O que o André Lara Resende tem dito é o oposto do que falam os economistas entrincheirados nos polos. Para ele, é possível ser sensível aos marginalizados e manter compromisso com a gestão fiscal responsável, contanto que se supere a fossilização dos conceitos econômicos ultrapassados. Ou seja, as duas preocupações, a social e a fiscal, não apenas podem ser endereçadas em conjunto, como a política economía deve dispor de instrumentos que viabilizam o financiamento, pelo estado, de atividades emuladoras do desenvolvimento. Não é a poupança que viabiliza o investimento, mas o investimento é que cria a poupança. André, como o prêmio Nobel Paul Krugman nos US, defende que o estado PRECISA produzir dívida para gerar capacidade de investimento, e que isso é o que gerará poupança da sociedade. Alguns se escandalizaram, foi exorcizado por outros, mas, aos poucos, os principais economistas do FMI, do Tesouro Americano e até do Banco Central da Índia, nesses tempos de pandemia, passaram a formular políticas na mesma direção. Em pouco tempo, André saiu da condição de “excluído” para interlocutor preferido por intelectuais, investidores e gestores. Não foi uma conversa fácil, nem simples, para mim. O tema é complexo, e André um pensador sofisticado. Foram duas horas que editamos para compactar em dois episódios de 50 mins. Vale como instrução atual, vale como registro de um pensamento rico e original. Como frustração, fiquei sem falar sobre o que tinha me preparado e lido, a vida do escritor Otto Lara Resende, pai do André, que, com sua pena delicada e precisa, trafegava pela erudição com a simplicidade que só os mineiros da gema tem. Fica para o próximo encontro.
    42 min
  • Andre Lara Resende põe o “estado da arte” da economia a serviço da sociedade
    Ouvir o André Lara Resende era uma ambição antiga.
    No Brasil, onde tudo se polariza, a economia não escapa ao padrão. Sendo uma consequência de escolhas baseadas em valores e interesses, a economia é, essencialmente, uma versão quantificada da política.
    Escolhas frouxas e baseadas em generosidade fácil, via de regra populistas, começam em festa e terminam em tragédia. O governo Dilma é um exemplo recente. O da Argentina, um padrão que perdura.
    Governos que invocam austeridade fiscal e repousam a responsabilidade da vida coletiva nas escolhas exclusivamente individuais, além de desconsiderarem a brutal assimetria no acesso às oportunidades, costumam começar bem e terminar em farsa, se não forem interrompidos pela tragédia.
    Ao longo do século passado nos acostumamos a ver populistas contra fiscalistas, Keynesianos versus seguidores de Milton Friedman. Em nenhum desses arquétipos se poderia ser, ao mesmo tempo, socialmente sensível com os excluídos e responsável na gestão das finanças.
    O que o André Lara Resende tem dito é o oposto do que falam os economistas entrincheirados nos polos. Para ele, é possível ser sensível aos marginalizados e manter compromisso com a gestão fiscal responsável, contanto que se supere a fossilização dos conceitos econômicos ultrapassados. Ou seja, as duas preocupações, a social e a fiscal, não apenas podem ser endereçadas em conjunto, como a política economía deve dispor de instrumentos que viabilizam o financiamento, pelo estado, de atividades emuladoras do desenvolvimento. Não é a poupança que viabiliza o investimento, mas o investimento é que cria a poupança.
    André, como o prêmio Nobel Paul Krugman nos US, defende que o estado PRECISA produzir dívida para gerar capacidade de investimento, e que isso é o que gerará poupança da sociedade.
    Alguns se escandalizaram, foi exorcizado por outros, mas, aos poucos, os principais economistas do FMI, do Tesouro Americano e até do Banco Central da Índia, nesses tempos de pandemia, passaram a formular políticas na mesma direção.
    Em pouco tempo, André saiu da condição de “excluído” para interlocutor preferido por intelectuais, investidores e gestores. Não foi uma conversa fácil, nem simples, para mim. O tema é complexo, e André um pensador sofisticado.
    Foram duas horas que editamos para compactar em dois episódios de 50 mins. Vale como instrução atual, vale como registro de um pensamento rico e original. Como frustração, fiquei sem falar sobre o que tinha me preparado e lido, a vida do escritor Otto Lara Resende, pai do André, que, com sua pena delicada e precisa, trafegava pela erudição com a simplicidade que só os mineiros da gema tem. Fica para o próximo encontro.
    53 min
  • Somos animais e nossos corpos temem | COMO FAZEMOS NOSSAS CABEÇAS?
    O ano iniciou e terminou atipicamente difícil. Nesta pandemia,  encaramos a fragilidade de nossa espécie como ela é: vulnerável, instável, incapaz de se proteger. Essa imprevisibilidade, inevitavelmente se irradia para nossos comportamentos, inclusive políticos. Como podemos sobreviver à crescente incerteza cuidando de nossa saúde mental individual e coletiva? Alguns vendem certezas com a credibilidade de quem vende terrenos no céu. Quando o desespero é grande, há quem os compre. Entender como fazemos nossas cabeças é o título dessa minissérie e foi o tema da conversa com o neurocientista Claudinei Biazzoli
    49 min
  • Um jeito perestroika de fazer a cabeça | COMO FAZEMOS NOSSAS CABEÇAS?
    Quando se fala de Perestroika, vem à mente os anos 80, a Polônia desobediente ao controle soviético se insurgindo contra a opressão cinzenta do stalinismo. Pois Perestroika foi o nome deliberadamente adotado pelo Felipe para uma empresa com foco na educação de habilidades que interessam ao mundo de agora. Não aquele que já passou e deixou como herança paquidermes institucionais de educação disfuncional, desinteressante e, no mais das vezes, inútil.   Ele opera como um periscópio. Está sempre atento aos sinais que fazem a diferença na vida. Se é uma habilidade específica como montar apresentações, ele vai ensinar isso da maneira mais fascinante. Se o desafio é não enlouquecer em tempos de pandemia, a administração de nossas subjetividades será o carro chefe. Eu tinha que ouvi-lo nessa série em que tentamos entender como fazemos nossas cabeças.
    48 min

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Juntamos insights sobre a complexidade do nosso tempo sob pandemia. Criamos conversas afiadas com indivíduos talentosos, multidisciplinares e buscamos um olhar 360 com quem faz a diferença. Fomos…