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By Rede d/propósitoSociety & Culture
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SpinCast episodes

  • #32 - Minissérie Amazônia - Regional é universal
    O Eliakin Rufino é um perfil riquíssimo, um privilégio para o estado de Roraima contar com essa personalidade exuberante entre os seus. Ele é músico com um perfil único, resultado da confluência de culturas e etnias daquela região da Amazônia. Expressa uma identidade claramente regional e, por isso mesmo, é profundamente universal. Eliakin é um erudito que navega pela filosofia e a história com a mesma naturalidade com que destaca o talento caboclo de Cleudilon "passarinho". Um músico insolente que desconsidera as barreiras da cultura formal e da popular. E ele faz tudo isso através da expressão dos valores da diversidade e do multiculturalismo que se encontram na nossa Amazônia.
    1 hr 4 min
  • #31 - Minissérie Amazônia - Uma voz feminina e amazônica
    Nesse episódio, conversei com a linguista e representante do povo Kokama, Altaci Corrêa Rubim. Esteve junto, mais uma vez, a doutora em biologia, Tatiana Schor, que é também a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado do Amazonas. Insisti nessa conversa por que precisava ouvir uma fonte primária. Nessa mesma minissérie tive o privilégio de ouvir especialistas e líderes que têm interpretações sensíveis e inteligentes sobre o que deve ser evitado e o que é preciso que se promova na região. São vozes de intérpretes. Quis dar um passo adiante. Se queremos mudar o significado de nossas relações com os povos originários, é preciso que eles próprios sejam incluídos e cuidadosamente escutados. Sem intérpretes. Valeu muito a pena.
    56 min
  • #30 - Minissérie Amazônia - Com Tasso Azevedo
    Neste episódio, Tasso Azevedo apresenta os modelos de exploração que aconteceram até agora na Amazônia. Alguns deram certo, outros fracassaram. Outros foram criminosos. E há ainda os que talvez contenham as melhores oportunidades, mas nunca foram tentados. Tasso fala sobre todos eles. Mais importante, porém, são as pinceladas sobre o futuro: a transformação da Zona Franca de Manaus em uma zona franca da sustentabilidade; o cluster do tambaqui (e também do pirarucu, tucunaré, ...), que pode fazer nossa Amazônia produzir riquezas como o salmão cria no Chile; a oportunidade de projetarmos o negócio gastronômico da Amazônia como uma marca de alto valor intrínseco transferido para seus insumos; o turismo experiencial que só o ambiente amazônico permite, com viagens ao passado, ao conhecimento nativo e à natureza inexplorada. Nessa conversa com o Tasso, passamos por projetos bem intencionados, projetos fracassados e, mais importante, vimos que as melhores oportunidades ainda estão para serem tentadas. A Amazônia é promissão brasileira. Ou, se quiserem, o nosso Silicon Valley que preserva e gera vida além de riquezas para serem distribuídas.
    57 min
  • #29 - Minissérie Amazônia - Com Eduardo Góes Neves
    Falar com o arqueólogo Eduardo Góes Neves é uma viagem por uma ciência pulsátil e de ponta. Com ele pode-se tocar, com se fisicamente, o conhecimento gerado originalmente sobre a imensa e pouco conhecida região amazônica.  Mais até do que desconhecida, há muito conhecimento errado, superficial e etnocêntrico sobre a região. Isso fez com que uma visão urbana, primitiva e colonizadora fosse a dominante até hoje. Felizmente, Eduardo e outros cientistas romperam com a barreira que consagrava a ignorância e revelaram uma Amazônia que operou como uma sociedade densamente povoada e detentora de uma ainda incalculável diversidade e riqueza cultural muito anterior a colonização do Séc. XVI.  De lá para cá, tão grave quanto o genocídio contra o que chegou a ser uma população de 8 milhões (Portugal tinha 1 milhão à época), foi o desprezo etnocêntrico dedicado às populações originais tratadas como se fossem um estorvo para o “progresso”. Com isso, os índios perderam muito, mas perdeu também toda a humanidade, que assistiu um modelo grotesco de pilhagem da natureza destruir 12 mil anos de cultura e conhecimento em um processo de ocupação que mais destrói do que gera valor, e que foi acelerado nos últimos 40 anos em favor de pouquíssimos indivíduos. Felizmente, o trabalho do Eduardo existe e está à disposição da sociedade civilizada para receber apoio e servir de base para um modelo de exploração sustentável oposto ao atual.
    55 min
  • #28 - Minissérie Amazônia - Com Marcos Da Ré e Beto Veríssimo
    Neste terceiro episódio do "Vamos falar sobre a Amazônia" conversei com dois especialistas que se empenham na transição da defesa da preservação/conservação dos ativos da floresta para sua inclusão sustentável no mundo do progresso e das oportunidades. Falei com o biólogo Marcos Da Ré e com o engenheiro fundador do Imazon, Beto Veríssimo. Ambos têm uma postura que vai além da denúncia dos crimes ambientais. Seus esforços têm se dado na busca de modelos de inovação que não têm precedentes no mundo. Todos que não vivem em bolhas de obscurantismo reconhecem o valor único da Amazônia, mas o caminho para sua integração sustentável e includente continua em aberto. É sobre isso que falamos neste episódio.
    1 hr 5 min
  • #27 - Minissérie Amazônia - Com Denis Minev
    Nesse episódio do “Vamos falar sobre a Amazônia” conversei com o Denis Minev. O Denis, embora jovem, tem habilidades diversas e sofisticadas. Trabalhou em bancos internacionais de investimento, foi Secretário de Estado e é acionista e CEO do maior varejo da região da Amazônia. Ele também é investidor em empresas inovadoras com foco na região. Mas, acima de tudo isso, é também um ambientalista e ativista do meio ambiente que, como era de se esperar, não fala platitudes ou joga para a plateia. Denis tem uma visão crítica em 360 graus, o que faz dele alguém que é necessário ouvir se o objetivo é resgatar uma Amazônia que faz preservação rimar com progresso.
    1 hr
  • #26 - Minissérie Amazônia - Com Tatiana Schor e Ricardo Abramovay
    Esse é o primeiro episódio de uma minissérie sobre a Amazônia. Iniciei com dois especialistas com visão de seus meandros, mas também com o pé no mundo cosmopolita que olha com interesse a Amazônia. Falei com a PhD em geografia Tatiana Schor, atual Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas, e com o reconhecido cientista social e estudioso da Amazônia, Ricardo Abramovay.   Há alguns temas que dobraram de importância com a pandemia. A eco segurança é um deles. As correlações entre alterações provocadas pelo homem no meio ambiente e o surgimento de novos patogênicos está bem documentada. A indagação não é sobre SE pode surgir um desses agentes no Brasil, mas QUANDO isso vai acontecer. Esse é o lado sombrio que deve e está sendo monitorado por cientistas, ativistas e organizações multilaterais. Mas há outra dimensão que emerge e é a que nos interessa nessa minissérie. Queremos ajudar a desvelar as oportunidades de geração de valor que chegam à Amazônia nessa nova onda da sustentabilidade global. Está muito claro que a bioeconomia bate às portas do Brasil e da Amazônia. Nela, a manutenção da floresta em pé, preservada, é uma premissa. Diria que é condição necessária, mas não suficiente. O que mais é preciso para que floresçam novos negócios? É dessas respostas que vamos atrás.
    1 hr 7 min
  • #25 - Conversa com Marcos Jank
    Ouvir o Marcos Jank falar sobre agronegócio é ouvir um especialista navegando em seu domínio. Ele possui um arquivo enorme de informações sobre produção, mercado e oportunidades desse campo econômico que é o carro chefe, pelo bem e pelo mal, da economia brasileira. Há muito por ser feito e muito a evoluir nessa "indústria", mas é inegável que, se a economia brasileira é pouco expressiva e nada inovadora, no agro não é assim. Nosso agronegócio domina a agricultura dos trópicos e as tecnologias que sustentam sua reputação e a liderança internacional na exportação de diversas commodities. Um bom começo é reconhecer o que está dando certo e estar informado sobre o que pode ser feito com o que não está indo bem. Marcos fala sobre o diálogo entre a sustentabilidade ambiental e a produtividade no campo. Não existe espaço para uma OU outra coisa, elas têm que andar juntas. E ele fala sobre muito mais.
    1 hr 3 min
  • #24 - Painel com Thomas Conti e Pedro Hallal
    Conversar com o Thomas Conti e o Pedro Hallal foi especial. Thomas tem 30 e o Pedro 40 anos, e ambos têm, além da formação acadêmica super sofisticada, a coragem intelectual que faz a diferença entre beletristas e transformadores. Ambos, infelizmente, só acertaram nas previsões quanto ao desenrolar da pandemia que anteviram em março e abril. O Thomas, economista, com seus modelos preditivos alimentados com premissas inteligentes, questionadoras e muito bem informadas, e o Pedro falando em nome da escola epidemiológica que conecta Londres com Pelotas desde 1982. Quando se vê a desinteligência na gestão da pandemia em Brasília e se tem talentos como o Pedro e o Thomas interessados em ajudar o país, fica difícil aceitar o saldo de excesso de mortes evitáveis que vemos acontecendo. Paradoxalmente, ouvir esses dois craques falarem da tragédia me deu ânimo positivo, pois, enquanto tivermos gente dessa qualidade investindo em fazer a diferença, continuarei acreditando que a mudança virá. PS: a tradição epidemiológica de Pelotas nasceu do doutorado de Cesar Victora e Fernando Passos, na London School of Hygiene and Tropical Medicine.
    1 hr 2 min
  • #23 - Conversa com Hussein Kalout
    Nessa conversa com o pesquisador de Harvard Hussein Kalout, olhamos para as instituições que deveriam gerir nossas defesas contra a pandemia e, também, falamos sobre como o Brasil e o mundo estão se preparando para os tempos pós pandemia. Claramente, o Brasil está alheio à arena onde as coisas acontecem. Como país gerido por um governo isolacionista, ignoramos os movimentos de defesa dos interesses nacionais, nos prendendo a uma agenda ideológica que ignora o pragmatismo das relações internacionais e o comportamento dos mercados. O resultado é uma troca comercial de apenas 1% do comércio internacional, o que torna nossa presença pífia até mesmo tendo em conta nossa participação de apenas 2,4% do PIB mundial. Hussein não traz todas as respostas, mas ajuda a construir as perguntas.
    1 hr 14 min

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