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By ecos de fatimaReligion & Spirituality
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Spirituality episodes

  • Banco de dados reúne textos criados para difundir a moral cristã no fim da Idade Média.

    Em um livreto escrito em castelhano e publicado no fim do século 15, o bispo de Ávila discorre em linguagem simples e acessível sobre como se comportar de acordo com os preceitos cristãos. Na mesma época, Hernando de Tavalera, conselheiro da rainha Isabel de Castela (1451-1504), publicou um pequeno tratado sobre um tema deveras banal: as fofocas. O objetivo era demonstrar que comentários depreciativos e pouco edificantes não estavam dentro da moral cristã e, caso o ato fosse incontrolável, era preciso saber como conduzir a situação da melhor maneira possível, se desculpando, por exemplo. Hernando de Tavalera também escreveu outros livros, tais como, sobre a “Breve e proveitosa doutrina do que deve saber todo cristão” (1496) – com uma estrutura e conteúdo que respondem, portanto, ao gênero das cartilhas com finalidade catequética, cujo objetivo último era oferecer aos fiéis, em língua vulgar, um resumo simplificado da doutrina cristã. Hernando de Tavalera escreveu este livro sobre a “Arte de Bien Morir y Breve confessionário”- composto inicialmente para socorrer ao desamparo espiritual que se impôs nos séculos XIV e XV com as ondas de peste, as tensões políticas e as lacunas da ação pastoral no ocidente cristão, palco de contendas dramáticas como o Grande Cisma da Igreja, o texto da arte de bem morrer também teve um lugar junto a demandas específicas dos fiéis ibéricos daquela época. Outro documento da época, “La arte de bien morir y breve confessionário”, versa sobre a importância de se preparar para a morte. No texto, o autor detalha a chamada boa morte, também em linguagem acessível, para que clérigos ao visitar fiéis, ao professarem missas ou praticarem atividades confessionais pudessem memorizar e retransmitir conceitos sobre a tentação contra a fé, a desesperança, a impaciência e a avareza, de modo que o fiel pudesse subir aos céus em paz. [...] No total, 56 desses documentos históricos estão agrupados no banco de dados "Obras pastorais e doutrinárias do mundo ibérico", com acesso aberto para pesquisadores e curiosos. Entre os séculos XIII e XV, a Península Ibérica passava por mudanças profundas. Estava em curso a Guerra da Reconquista, que expulsou o povo árabe dos territórios do sul da Europa em 1492. Por lá, viviam também muitos judeus e a grande maioria das pessoas não sabia ler. Esses fatores dificultavam a difusão do conhecimento sobre a moral cristã, os mandamentos da Igreja e, inclusive, orações como o Pai Nosso e Ave Maria. [...] “A variedade de gêneros usados naquela época para difundir a moral cristã é algo impressionante também. Ensinava-se como um rei pode selecionar as pessoas que vão estar ao seu lado durante o seu reinado. Já o texto sobre as fofocas trata de algo mais cotidiano: o que a gente fala e como a gente fala. Mas, independentemente do gênero e do público que se queria alcançar, esses são os primeiros textos em língua vernácula que recontam os costumes da época, a história da língua portuguesa e do castelhano. Tudo era uma forma de propagar a moral cristã naquela época.”

    Fontes (textos/créditos): https://agencia.fapesp.br/banco-de-dados-reune-textos-criados-para-difundir-a-moral-crista-no-fim-da-idade-media/37930/

    https://revistamuseu.com.br/site/br/noticias/nacionais/15031-06-09-2022-livro-descreve-o-processo-de-expansao-do-cristianismo-na-europa-entre-os-seculos-12-e-15.html

    http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=E324E968-F714-7F28-2AC8BEF5B88BF868

    Imagem (créditos): http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=E324E968-F714-7F28-2AC8BEF5B88BF868

    Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=ZxW42FlkaGQ. Beautiful Day - Peder B. Helland

    8 min
  • Poema - Desiderata

    Convido você agora a refletirmos um pouco sobre um poema que parece que foi escrito há muitos séculos atrás. O poema "Desiderata" é uma mensagem de inspiração e reflexão sobre a vida, que propõe uma série de conselhos e reflexões para se alcançar a felicidade e a realização pessoal. O poema traz diversas orientações, como amar a si mesmo, ser gentil com os outros, buscar a paz interior, evitar a comparação com os demais e não se prender às mágoas e ressentimentos do passado. A ideia central do poema é que cada um de nós deve buscar a sua própria felicidade, desenvolver o seu potencial, e viver uma vida autêntica e plena, sem se preocupar demasiadamente com as expectativas alheias e futuras. O poema nos convida a refletir sobre os valores que realmente importam na vida, e a nos desapegarmos das coisas superficiais e efêmeras que muitas vezes nos distraem do que é essencial. A mensagem do poema é universal, e pode ser aplicada a qualquer pessoa, independentemente de sua idade, cultura ou crenças. Ao final, o poema nos lembra que somos todos filhos do Universo, e que temos o direito de estar aqui e sermos felizes.


    Caminha tranquilamente entre a pressa e a inquietude,

    lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.

    Tanto quanto possível sem se humilhar,

    mantenha boas relações com todas as pessoas.

    Fale a verdade mansa e claramente e ouça a dos insensatos e ignorantes, pois eles também têm a sua própria história.

    Evite as pessoas escandalosas e agressivas; elas afligem o nosso espírito, se você se comparar com os outros, você se tornará uma pessoa presunçosa e magoada, pois haverá sempre alguém superior e alguém inferior a você.

    Você é filho do Universo, você é filha do Universo, irmão e irmã das estrelas e filho e filha das árvores. Você merece estar aqui.

    E mesmo sem você perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo seu destino.

    Desfrute das suas realizações bem como dos seus planos. Mantenha-se interessado em sua carreira, ainda que humilde, pois ela é o teu ganho real neste mundo que tudo muda a todo o tempo.

    Tenha cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de astúcia; mas não se torne um cético, por que a virtude sempre existirá.

    Muita gente luta por altos ideais e em toda parte a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesmo (a). Principalmente não simule afeição, nem seja descrente no amor, porque diante de tanta aridez e desencantos, ele é tão perene quanto à relva.

    Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude. Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão e a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo (a).

    Portanto esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba. E quaisquer que sejam seus trabalhos e aspirações, na fatigante confusão da vida, mantenha-se em paz com sua própria vida. Apesar de todas as falsidades, fadigas e desencantos, o mundo ainda é bonito. Seja prudente, e faça tudo para ser feliz.

    CRÉDITOS

    Fontes: https://textosparareflexao.blogspot.com/2013/07/desiderata.html

    https://brainly.com.br/tarefa/55041227

    Imagem - https://pixabay.com/pt/photos/colhendo-flores-margaridas-filho-2432972/

    5 min
  • Sétima Aparição de Nossa Senhora de Fátima.

    D. José encontrou-se pela primeira vez com Lúcia por volta de 1920-1921 e interrogou-a acerca dos acontecimentos. Propôs-lhe deixar Fátima para ir para o Porto, porque lá ainda não era conhecida.

    Do diário da Irmã Lúcia:

    De novo, em Fátima, guardei inviolável o meu segredo. Mas a alegria que senti ao despedir-me do Senhor Bispo, durou pouco tempo. Lembrava-me dos meus familiares, da casa paterna, da Cova da Iria, Cabeço, Valinhos, do poço… e agora deixar tudo, assim, de uma vez para sempre? Para ir não sei bem para onde…? Disse ao Sr. Bispo que sim, mas agora vou dizer-lhe que me arrependi e que para aí não quero ir.»


    Estava nesta luta, quando foi à Cova da Iria:


    «Assim solícita, mais uma vez desceste à terra, e foi então que senti a Tua mão amiga e maternal tocar-me no ombro; levantei o olhar e vi-Te, eras Tu, a Mãe bendita a dar-me a mão e a indicar-me o caminho; os Teus lábios descerraram-se e o doce timbre da tua voz restituiu a luz e a paz à minha alma: "Aqui estou pela sétima vez, vai, segue o caminho por onde o Senhor Bispo te quiser levar, essa é a vontade de Deus."

    Repeti então o meu "sim", agora bem mais consciente do que, o do dia 13 de Maio de 1917 e enquanto que de novo Te elevavas ao Céu, como num relance, passou-me pelo espírito toda a série de maravilhas que naquele mesmo lugar, havia apenas quatro anos, ali me tinha sido dado contemplar.

    Fonte (créditos):

    https://www.fatima.pt/pt/pages/narrativa-das-aparicoes

    Trilha sonora (créditos):

    Ave Maria Natureza ( Instrumental ).

    Repassando Conhecimento. Música

    Ave Maria

    Artista

    Eden Symphony Orchestra

    Álbum

    A Symphony of Christmas Joy. YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=JuDGFBsA_As

    Imagem (créditos):

    https://worldfatima.com/pt/?start=15

    13 min
  • A fé - Catecismo da Igreja Católica. (IV)

    A LIBERDADE DA FÉ

    Para que o ato de fé seja humano, "o homem deve responder a Deus, crendo por livre vontade. Por conseguinte, ninguém deve ser forçado contra sua vontade a abraçar a fé. Pois o ato de fé é por sua natureza um ato voluntário". "Deus de fato chama os homens e mulheres para servi-lo em espírito e verdade. Com isso homens e mulheres são obrigados em consciência, mas não são forçados... Foi o que se patenteou em grau máximo em Jesus Cristo." Com efeito, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo algum coagiu. Deu testemunho da verdade, mas não quis impô-Ia pela força aos que a ela resistiam. Seu reino... se estende graças ao amor com que Cristo, exaltado na cruz, atrai toda a humanidade a si."

    É necessário, para obter esta salvação, crer em Jesus Cristo e naquele que o enviou para nossa salvação. "Como, porém, 'sem fé é impossível agradar a Deus' (Hb 11,6) e chegar ao consórcio dos seus filhos, ninguém jamais pode ser justificado sem ela, nem conseguir a vida eterna, se nela não 'permanecer até o fim' (Mt 10,22; 24,13)."

    A fé é um dom gratuito que Deus concede a cada homem e a cada mulher. Podemos perder este dom inestimável; S. Paulo alerta Timóteo sobre isso: "Combate... o bom combate, com fé e boa consciência; pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram a naufragar na fé" (1 Tm 1,18-19). Para viver, crescer e perseverar até o fim na fé, devemos alimentá-Ia com a Palavra de Deus; devemos implorar ao Senhor que a aumente; ela deve "agir pela caridade" ser carregada pela esperança e estar enraizada na fé da Igreja.

    A fé nos faz experimentar como que por antecipação a alegria e a luz da visão de Deus, meta de nossa caminhada na terra.

    Veremos então a Deus "face a face" (1 Cor 13,12), "tal como Ele é" (110 3,2). A fé já é, portanto, o começo da vida eterna: Enquanto desde já contemplamos as bênçãos da fé, como um reflexo no espelho, é como se já possuíssemos as coisas maravilhosas que um dia desfrutaremos, conforme nos garante nossa fé'.

    Por ora, todavia, "caminhamos pela fé, não pela visão" (2Cor 5,7), e conhecemos a Deus "como que em um espelho, de uma forma confusa..., imperfeita" (1Cor 13,12). Luminosa em virtude daquele em que ela crê, a fé é muitas vezes vivida na obscuridade. A fé pode ser posta à prova. O mundo em que vivemos muitas vezes parece estar bem longe daquilo que a fé nos assegura; as experiências do mal e do sofrimento, das injustiças e da morte parecem contradizer a Boa Nova; podem abalar a fé e tomar-se para ela uma tentação.

    É então que devemos nos voltar para as testemunhas da fé: Abraão, que creu, "esperando contra toda esperança" (Rm , 4,18); a Virgem Maria, que na "peregrinação da fé"' foi até a "noite da fé", comungando com o sofrimento de seu Filho e com a noite de seu túmulo; e tantas outras testemunhas da fé: "Com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é autor e realizador da fé, Jesus" (Hb 12, 1-2).

    Fonte (texto/créditos): Catecismo da Igreja Católica.

    Imagem (créditos): AdobeStock_533253506_Preview

    Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=bWVrer41zd0.  Yellow Flower - Peder B. Helland.

    Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

    7 min
  • A Santíssima Trindade - Parte 02.

    Gerado pelo Pai desde a eternidade, Jesus Cristo é concebido e nasce, no tempo, da Virgem Maria. Enquanto homem começou a existir no momento da Sua encarnação no seio da Virgem Mãe; enquanto Deus existiu sempre com o Pai e o Espírito Santo. São João nos diz: “No princípio já existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava, no princípio, com Deus. (...) E o Verbo fez-se homem e habitou entre nós" (Jo 1,1-2.14). Várias vezes, no Evangelho, encontramos Jesus Cristo a falando das 3 Pessoas - do Pai, do Filho e do Espírito Santo -, e a Si mesmo dá o nome de Filho: “Tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. (...) Mas o Consolador - o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Esse vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito" (Jo 14,13.26). Noutro lugar das Sagradas Escritura São João diz: «O Pai ama o Filho e pôs todas as coisas nas Suas mãos" (Jo 3,35) e, mais adiante, «Assim como o Pai ressuscita mortos e dando-lhes vida, assim também o Filho dá vida àquele que quer" (Jo 5, 21) . Temos, pois, um só Deus, mas em três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. [...] O mundo seduz e engana, e Cristo não pode manifestar-Se aos que se deixam arrastar pelas ilusões enganadoras do mundo. Por isso, os que vivem entregues ao materialismo não entendem a linguagem de Jesus Cristo, que é Palavra de Deus; são do número dos chamados, porque todos nós fomos chamados a seguir a Lei divina, mas não são escolhidos, porque não quiseram ouvir a voz de Deus - isto é, a doutrina de Cristo que é a Palavra de Deus -, e nem querem segui-Ia. E com a rejeição de Cristo - o único que tem «palavras de vida eterna» (Jo 6,68) - eles cortaram o seu próprio acesso à vida eterna. Por isso, na oração que dirigiu ao Pai na Última Ceia, Jesus disse: «Pai, chegou a hora! Glorifica o Teu Filho, para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti, pois que Lhe deste poder sobre toda a criatura, para que dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. E a vida eterna consiste nisto: Que Te conheçam a Ti por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem enviaste. (...) Manifestei o Teu nome aos homens que, do mundo, Me deste. Eram Teus, e “Tu Me deste; eles guardaram a Tua palavra» (Jo 17,1-6).

    Fonte (texto/créditos): TRECHOS DO LIVRO DA IRMÃ LÚCIA: APELOS DA MENSAGEM DE FÁTIMA - «Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente».

    Imagem (créditos): AdobeStock_82415342_Preview

    Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/

    Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=leiNdQAlcE4.   Antonio Vivaldi - La Stravaganza, Op. 4, Concerto No. 2 in E Minor, RV 279 - MomentumE

    12 min
  • As Bem-Aventuranças - Capítulo Introdutório - Tópico 04

    NA SEQUENCIA DA NOSSA CONVERSA SOBRE O CAPÍTULO INTRODUTÓRIO DAS BEM-AVENTURANÇAS, CONVIDO VOCÊ HOJE A REFLETIR CONOSCO SOBRE UM QUARTO TÓPICO DAS BEM-AVENTURANÇAS, OU SEJA, OS VÁRIOS CAMINHOS PARA APRENDERMOS A SER FELIZES.

    4º Tópico a ser considerado nas bem-aventuranças: CAMINHOS PARA APRENDER A SER FELIZ


    Nós, seres humanos, não nascemos felizes nem infelizes; outrossim, aprendemos a ser uma coisa ou outra, o que, em grande parte, depende das nossas escolhas. Não é certo, como muitos pensam, que a felicidade possa ser encontrada como se encontra uma moeda na rua ou que nos possa sair como uma loteria; é, antes de tudo, algo que se constrói, pedra por pedra, como um edifício. A felicidade nunca é total neste mundo; no entanto, há razões mais que suficientes de alegria para encher uma vida de utilidade e de entusiasmo e uma das chaves está precisamente em não renunciar nem ignorar as parcelas de felicidade que possuímos pelo fato de pararmos para sonhar e esperar pela felicidade total.


    Não há receitas para a felicidade porque não há apenas uma, mas, sim, muitas felicidades e cada homem e cada mulher deve construir a sua... Não obstante, há uma série de caminhos que podemos percorrer para lá chegar:


    1º. Valorizar e reforçar as forças positivas da nossa alma. Descobrir e desfrutar de tudo de bom que temos. Sentir prazer pelo fato de que as nossas mãos se mexem sem que seja possível observar as mãos inertes de um paralítico.


    2º. Assumir depois serenamente as partes negativas da nossa existência. Não nos fechemos masoquistamente nas nossas dores. Não dar demasiado valor às coisas que nos faltam. Não sofrer por temor de possíveis infortúnios que, provavelmente, nunca acontecerão.


    3º. Viver abertos ao próximo. Pensar que é preferível que nos enganem quatro ou cinco vezes na vida do que passar a vida, desconfiando dos outros. Tratar de compreendê-los e de os aceitar tal como são, diferentes de nós. Mas procurar também em todos mais o que nos une do que o que nos separa. Ceder sempre quando não se trate de valores essenciais.


    4º. Ter um grande ideal, algo em que se centre a nossa existência e para o qual canalizemos o melhor possível as nossas energias. Caminhar incessantemente, embora com alguns retrocessos. Aspirar sempre a mais, mas não demasiado a mais. Dar um passo a cada dia. Não confiar nos golpes da sorte.


    5º. Crer abertamente no bem. Ter confiança em que no final – e muitas vezes bem no final – o bem tenderá sempre a imperar. Não se angustiar se os outros caminham aparentemente mais depressa por caminhos obscuros. Crer também na lenta eficácia do amor. Saber esperar.


    6º. No amor, preocupar-se por amar mais do que por ser amado. Estar sempre dispostos a rever as nossas próprias ideias, sem as mudar facilmente.


    7º. Escolher, se for possível, um trabalho que nos agrade. E, caso seja impossível, tratar de gostar do trabalho que temos, encontrando nele os seus aspectos positivos.


    8º. Rever constantemente a nossa escala de valores. Cuidar de que o dinheiro não se apodere do nosso coração, pois é um ídolo difícil de arrancar quando já nos fez seus escravos.


    9º. Descobrir que Deus é alegre, que uma religiosidade que aperta ou estrangula a alma não pode ser a verdadeira, porque Deus ou é o Deus da vida ou é um ídolo que nos escraviza.


    10º. Procurar sorrir com ou sem vontade. Estar certos de que o homem e a mulher são capazes de ultrapassar muitas dores, muito mais do que possamos imaginar.

    CRÉDITOS

    Texto - https://ens.pt/protected/wp-content/uploads/2018/05/tema-de-estudo-2004-as-bem-aventurancas.pdf

    Imagem - https://atividadesreligiosa.blogspot.com/2010/11/as-bem-aventurancas.html

    Trilha sonora - acervo pessoal

    5 min
  • Aparições de Fátima.

    Aparições do Anjo da Paz - 1916

    Aparições de Nossa Senhora em Fátima - 1917


    Fontes (créditos):

    https://worldfatima.com/pt/aparicoes-do-anjo

    https://worldfatima.com/pt/aparicoes-de-nossa-senhora


    Imagens (créditos): https://worldfatima.com/pt/


    Agradecimentos (vozes):

    Adriana Peixoto Magalhães

    Alexsandro Jara

    Museu Interativo de Fátima - O Milagre de Fátima

    Museu de Cera de Fátima

    Museu Vida de Cristo em Fátima

    Santuário de Nossa Senhora de Fátima

    12 Inch Design, LLC - Image Licenses


    Trilha sonora - arquivo pessoal.

    2 min
  • A importante lição do cavalo.

    Conta-se que um fazendeiro, dono de excelentes cavalos de muita valia, nos trabalhos de sua propriedade rural, recebeu um dia a notícia de que o preferido dele, um alazão forte e muito bonito, havia caído num poço abandonado. O capataz que lhe trouxe a má notícia estava desolado porque o poço era muito fundo e pouco largo e não havia como tirar o animal de lá, apesar de todos os esforços dos peões da fazenda. O fazendeiro foi até o local, tomou pé da situação e concordou com seu capataz: não havia mais o que fazer, embora o animal não estivesse machucado. Não achou que valia a pena resgatá-lo, ia ser demorado e custaria muito dinheiro. Já que está no buraco - disse ao capataz - você acabe de enterrá-lo, jogando terra em cima dele. Virou as costas, preocupado com seus negócios, e os peões de imediato começaram a cumprir a sua ordem. Cinco homens, sob o comando do capataz, atiravam terra dentro do buraco, em cima do cavalo. A cada pazada, o alazão se sacudia todo e a terra ia-se depositando no fundo do poço seco. Os homens ficaram admirados com a esperteza do animal: a terra ia enchendo o poço e o cavalo subindo em cima dela! Não demorou muito e o animal já estava com a cabeça aparecendo na saída do poço; mais algumas pazadas de terra e ele saltou fora, sacudindo-se e relinchando, feliz! MORAL DA HISTÓRIA Não aceite a terra que jogam sobre você os que querem enterrá-lo em vida; reaja com confiança, mexa-se, procure o seu espaço, suba sobre essa terra e aproveite para subir cada vez mais, agradecendo aos que, pensando feri-lo, estão lhe dando a oportunidade de crescer material e espiritualmente. Quando pensarem que você "já era", a sua vitória será ainda mais espetacular . Arrisque! Viver é arriscar. O homem que vai mais longe é o que, em geral, está disposto a fazer e a arriscar. [...] A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante! Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, nosso Pai celestial, do qual podemos nos aproximar através da oração e da meditação. E a oração é uma poderosa alavanca de que podemos lançar mão a qualquer momento e em qualquer lugar.

    Fonte (texto/créditos): 

    https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15219

    Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=eGG-PAL_RcQ. Czardas - Piano Transcription after Monti by Tzvi Erez

    Imagem (créditos): AdobeStock_275244071_Preview 

    5 min
  • Ato de reparação. (IV)

    Continuamos a refletir com você hoje sobre o ato de reparação e desagravo aos Corações de Jesus e de Maria com trechos extraídos da Carta Encíclica MISERENTISSIMUS REDEMPTOR Do Sumo Pontífice Pio XI SOBRE A EXPIAÇÃO QUE TODOS DEVEM AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS. Uma alma que verdadeiramente ama a Deus se volta ao passado, vê Jesus Cristo trabalhando, sofrendo duríssimas penas por nós homens e mulheres por nossa salvação, tristezas, angústias, opróbrios, esmagado por nossas culpas e curando-nos com suas chagas. Quanto mais profundamente penetram as almas piedosas nesses mistérios mais claro enxergam que os pecados dos homens e mulheres em qualquer tempo cometidos foram a principal causa pela qual o Filho de Deus se entregou à morte: e ainda agora esta mesma morte, com suas mesmas dores e tristezas, de novo lhe ferem, já que cada pecado renova a seu modo a paixão do Senhor, conforme diz o apóstolo: Novamente crucificam o Filho de Deus e o expõem aos desprezos. Por causa também dos nossos pecados futuros, a alma de Cristo esteve triste até a morte, sem dúvida alguma receberia de nós a reparação também futura, porem prevista quando o anjo do céu lhe apareceu para consolar seu Coração oprimido de tristeza e angústias naquela noite da quinta-feira Santa no Jardim das Oliveiras. Assim podemos e devemos consolar aquele Coração Sacratíssimo, incessantemente ofendido pelos nossos pecados; pois, como se diz na Sagrada Liturgia, o mesmo Cristo se queixa a seus amigos de desamparo, dizendo pelos lábios do Salmista: “Atos infames e miséria esperou meu coração: e busquei quem compartilhasse da minha tristeza e não houve ninguém; busquei quem me consolasse e não encontrei”. Com razão, porque, Jesus Cristo que ainda no seu Corpo místico sofre, ele quer que sejamos sócios na compensação, e isto pede com nossa própria necessidade; porque sendo como nós somos parte do corpo místico de Cristo, e cada um é membro, necessário é que o que sofre a cabeça sofre isto com ela os seus membros. Afinal de contas, quando temos uma dorzinha no nosso dedo mindinho, será que todo o nosso corpo fica alheio a esta dorzinha? Mais triste ainda é que entre os mesmos fiéis lavados no batismo com o sangue do Cordeiro Imaculado e enriquecido com a graça, tenha tantos homens e mulheres, de toda a ordem ou classe com ignorância incrível das coisas divinas, infestados de falsas doutrinas, eles vivem a vida cheia de hábitos ruins, longe da casa de Deus Pai; vida não iluminada pela luz da fé, nem encorajada da esperança no futuro, nem aquecida de felicidade e fomentada pelo calor da caridade, de forma que eles verdadeiramente se sentem na escuridão e na sombra da morte. [...] Especialmente nós ansiamos e nós esperamos que aquelas justiças de Deus que para dez justos moveu a clemência perdoando os de Sodoma, muito mais perdoarão a todos os homens e mulheres, que suplicantemente invocaram e felizmente satisfizeram pela comunidade inteira dos fieis unidos com Cristo, o Mediador e Cabeça da Igreja.

    Fontes (textos/créditos): https://www.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_15051956_haurietis-aquas.html

    https://cleofas.com.br/carta-enciclica-miserentissimus-redemptor-del-sumo-pontifice-pio-xi-parte-1/

    Imagem (créditos): https://br.freepik.com/vetores-gratis/icone-sagrado-do-coracao-de-jesus_6013434.htm#query=sagrado%20coracao%20de%20jesus&position=12&from_view=keyword&track=ais

    Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=F-e4CFXiNJ4.  Autumn Colors - Peder B. Helland

    Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima e ao Apostolado Mundial de Fátima - (AMF) - https://worldfatima.com/pt/

    7 min
  • O Santo Rosário - Parte 05.

    O Rosário oferece a cada um de nós oportunidade para a profissão externa da nossa fé. O Papa Pio XI em Setembro de 1937 escreveu: O Santo Rosário não é somente arma para derrotar os inimigos de Deus e da Religião, mas, sobretudo, promove e fomenta as virtudes evangélicas. E, em primeiro lugar, reanima a fé católica com a contemplação dos divinos mistérios e eleva o entendimento ao conhecimento das verdades reveladas por Deus. E dignou-se conceder a indulgência plenária à reza do Terço diante do Santíssimo Sacramento da Eucaristia. O papa Pio XII em Outubro de 1940, disse: O Rosário é, pelo significado do seu nome, um colar de rosas; não daquelas rosas com as quais aqueles que desprezam a fé se adornam com arrogância, segundo a palavra das Sagradas Escrituras - "Coroemo-nos de botões de rosas, antes que elas murchem!" (Livro da Sabedoria 2,8) -, mas de rosas cuja frescura é incessantemente renovada nas mãos dos devotos de Maria. O Papa João XXIII, na sua Carta Apostólica sobre o Rosário, em Setembro de 1961, diz: «Aliás, este é o caráter da oração litúrgica do Missal e do Breviário: cada uma das suas partes aparece marcada pelo "Oremus", o que supõe pluralidade e multidão, tanto de quem ora como de quem espera ser ouvido e também para quem a oração se cumpre. É a multidão que ora, em unidade de súplica, por toda a fraternidade humana, religiosa e civil. O Rosário de Maria, portanto, é elevado à condição de uma grande prece, pública e universal, perante as necessidades ordinárias e extraordinárias da Santa Igreja, das nações e do mundo inteiro. [...] Cada expressão de oração, na verdade, conseguirá ser tanto mais fecunda, quanto mais conservar a sua verdadeira natureza e a fisionomia que lhe é própria. Reafirmando, portanto, o valor proeminente dos atos litúrgicos, não será difícil reconhecer que o Rosário é um exercício de piedade que se harmoniza facilmente com a sagrada Liturgia. Como a Liturgia, efetivamente, também o mesmo Rosário tem uma índole comunitária, se nutre da Sagrada Escritura e gravita em torno do mistério de Cristo. Estabelecida esta diferença substancial, não há quem não veja ser o Rosário um pio exercício que à Liturgia foi buscar a sua motivação e que, se for praticado de acordo com a sua inspiração originária, a ela conduz naturalmente, sem, no entanto, transpor o seu limiar. A meditação dos mistérios do Rosário, de fato, ao tornar familiares à mente e ao coração dos fiéis os mistérios de Cristo, pode constituir uma ótima preparação e vir a se/; depois, um eco prolongado da celebração dos mesmos mistérios nos atos litúrgicos. É erro, todavia (...) o recitar do Rosário durante a ação litúrgica.

    Fonte (texto/créditos): trechos retirados do Livro: APELOS DA MENSAGEM DE FÁTIMA da autoria da Irmã Lúcia.

    Imagem (créditos): AdobeStock_132768116_Preview

    Agradecimentos (vinhetas): Vinicius Souza Lima; Apostolado Mundial de Fátima - https://worldfatima.com/pt/

    Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=vROyocd-RTQ.   AVE MARIA INSTRUMENTAL - Comunidade N.S.C. A

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