A relevância da questão federal é tema de aulas de capacitação realizadas por servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As aulas, de iniciativa do Cefor – Centro de Formação e Gestão Judiciária –, têm o objetivo de capacitar os servidores do tribunal para a futura implementação da arguição de relevância da questão federal na corte.
Também conhecido como filtro de relevância, esse é um novo requisito para análise de admissibilidade de recursos especiais no STJ, incluído na Constituição, pela Emenda 125 de 2022. Com a nova regra, o recorrente deverá demonstrar que a questão federal, objeto do recurso especial, tem relevância para julgamento no STJ. A regulamentação para a aplicação do filtro ainda precisa ser votada pelo Congresso Nacional.
As aulas são ministradas pelo assessor-chefe Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (Nugepnac) do STJ, Marcelo Marchiori, que relembrou os princípios do recurso especial e analisou com os alunos os cenários futuros de aplicação do filtro.
SONORA MARCELO MARCHIORI - ASSESSOR-CHEFE DO NÚCLEO DE GERENCIAMENTO DE PRECEDENTES E DE AÇÕES COLETIVAS DO STJ (NUGEPNAC)
“Estamos num momento que não temos ainda a lei. Então, precisamos trabalhar com alguns cenários. E o principal cenário que foi redigido pelo STJ no seu anteprojeto de lei, principalmente na sua justificativa, é que a relevância da questão federal será semelhante à repercussão geral. Então, buscamos a experiência no Supremo, para trazer para aqui é durante as aulas. Mas, claro, muita coisa pode mudar, vai depender ainda da regulamentação. Mas esse anseio do STJ, escrito lá na justificativa do anteprojeto de lei, é o que está sendo trazido aqui no curso.”
A expectativa do Cefor é capacitar cerca de 120 servidores nas próximas semanas, especialmente os assessores de gabinetes do tribunal.
Do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.