A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra a desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima e dois filhos dela por suposta prática dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A magistrada é investigada no âmbito da Operação Faroeste, que apura esquema de venda de decisões judiciais referentes a disputas de terras na região oeste da Bahia. Com o recebimento da denúncia, que incluiu ainda um advogado colaborador das investigações, os acusados passam a ser réus na ação penal.
Segundo o Ministério Público Federal, os denunciados negociaram R$ 950 mil para obter decisões favoráveis sob a relatoria da desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima – pagamentos que foram objeto de lavagem de ativos.
A desembargadora também é acusada de tentar obstruir as investigações contra ela e os demais integrantes da organização, entre novembro de 2019 e 14 de dezembro de 2020, data em que foi presa. Na casa dela, foram encontrados vários documentos relacionados às investigações da Operação Faroeste.
Para o relator no STJ, ministro Og Fernandes, os investigadores reuniram uma grande quantidade de provas que confirmam as declarações do advogado colaborador, como notas fiscais e dados da quebra de sigilo bancário e telefônico dos investigados.
Do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.
Mais detalhes:
https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2025/19022025-STJ-recebe-denuncia-contra-desembargadora-do-TJBA-e-seus-dois-filhos-no-ambito-da-Operacao-Faroeste.aspx