A primeira Jornada Jurídica de Prevenção e Gerenciamento de Crises Ambientais reuniu cerca de 300 pessoas durante dois dias de evento, para debater diversos aspectos a respeito do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi um dos apoiadores do evento e o presidente do tribunal, ministro Herman Benjamin, destacou os principais precedentes do STJ em matéria ambiental e ressaltou o papel de destaque do Brasil na proteção jurídica do meio ambiente.
“Não há pais que tenha mais precedentes em direito ambiental do que o Brasil. Precedentes em todas as áreas. Procure um micro tema do direito ambiental e haverá um precedente, pelo menos, na nossa jurisprudência brasileira”.
A jornada jurídica contou com a participação de ministros de tribunais superiores, magistrados federais e estaduais, membros do ministério público, defensores públicos, professores, especialistas convidados e advogados públicos e privados.
O coordenador-geral do evento e também ministro do STJ, Luis Felipe Salomão, pontuou que os resultados desta jornada vão proporcionar avanços significativos na jurisprudência a respeito de questões ambientais.
“O maior objetivo das jornadas dos centros de estudos judiciários é ampliar discussão de temas muito presentes nas cortes de todo o país, sobretudo para amadurecer posições interpretativas sobre o direito, por meio do debate sério e consistente de renomados professores e especialistas de todo o país”.
Foram formadas três comissões para ampliar os debates a respeito da responsabilidade civil, administrativa e criminal em desmatamento, queimadas e crise hídrica no contexto das mudanças climáticas.
Os participantes destacaram o papel essencial do Poder Judiciário tanto para a formulação de políticas preventivas, como para a responsabilização de pessoas físicas e jurídicas em casos de crimes que afetam e destroem o meio ambiente.
O coordenador científico da jornada e ministro do STJ, Paulo Sérgio Domingues, relembrou alguns dos recentes desastres ambientais ocorridos no Brasil e destacou a importância de um gerenciamento integral a respeito dos riscos relacionados a esse tipo de crime.
“Mariana, Brumadinho, as enchentes no Rio Grande do Sul, as queimadas na Amazônia e no Pantanal neste ano... o impacto devastador dessas tragédias expôs lacunas críticas do gerenciamento de riscos ambientais e provocou a evolução de instrumentos jurídicos de responsabilização e de reparação, incluindo o fortalecimento de medidas preventivas e punitivas para evitar a reincidência, a recorrência desses desastres”.
Os palestrantes ressaltaram também que criar uma consciência ambiental mais aprofundada é crucial para a redução de litígios. quem quiser se aprofundar e assistir as palestras completas é só acessar o canal do CJF no YouTube.
Do Superior Tribunal de Justiça, Jéssica Castro.