O Superior Tribunal de Justiça foi palco da grande final da 7ª Competição Brasileira de Processo. No plenário da Primeira Seção, estudantes universitários de todo o país tiveram a oportunidade de vivenciar uma sessão de julgamento e se preparar para a futura vida profissional.
Concentração, foco no processo e atenção aos mínimos detalhes da sustentação. Foi assim que estudantes de 28 faculdades de direito de todo o Brasil participaram da 7ª Competição Brasileira de Processo, organizada pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual, com o apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados.
Os plenários da Primeira Turma, da Segunda Turma e da Primeira Seção do STJ, que julgam processos de direito público, receberam a fase final da disputa. O caso que os estudantes atuaram era justamente desse ramo. Em um processo fictício, os graduandos em direito se dividiram em recorrente e recorrido em um processo de direito civil e tributário.
O ministro Sérgio Kukina acompanhou a grande final entre a Universidade Federal da Bahia e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Ele destacou o alto nível de preparação dos estudantes.
“A qualidade com que desempenharam suas falas deixa a ver que já estão num nível bastante satisfatório. Eu me senti efetivamente como ouvindo sustentações de advogados que tradicionalmente comparecem a esta corte”.
E chegado o grande momento, o vencedor da competição, foi a PUC do Rio de Janeiro. Os estudantes, como o Thiago Lima, comemoraram a oportunidade.
“Uma experiência única que eu nunca imaginei ter nessa idade. Eu tenho 20 anos e posso dizer que eu já sustentei no STJ, um dos maiores, se não o maior tribunal do país hoje em dia. Mesmo sendo estudantes, a gente coloca em prática o que de fato o trabalho do advogado faz, desde de pesquisa, montagens de peças até a sustentação oral aqui no tribunal”.
A estudante Luiza Nobre também celebrou a oportunidade.
“A gente estudou, empenhou várias noites em claro, vários treinos. E a gente já está desde a primeira competição, com o grupo da PUC. Finalmente, a gente conseguiu. Estou muito feliz”.
Em segundo lugar, ficou a equipe da Universidade Federal da Bahia. O estudante da instituição Tiago Correia falou sobre a participação.
“É muito gratificante a gente enquanto equipe poder representar a Bahia e poder chegar à final dessa competição com equipes tão qualificadas e com referências no direito processual civil. Estou muito feliz”.
O estudante Thiago Rabaçal destacou a importância de uma experiência de competição para a formação.
“A competição é sempre uma experiência muito boa porque a gente tem a oportunidade de debater os temas, mas também de conhecer pessoas das melhores universidades do país. Então, a experiência é indescritível. A gente sai daqui com um ganho profissional de conhecimento que não dá para calcular”.
O diretor-geral da Enfam, ministro Benedito Gonçalves, exaltou a importância do evento.
“Enriquece muito o ensino. Frutos positivos virão, não só para vocês no futuro, como para todos nós que estamos aqui assistindo, como advogados, juízes e promotores”.