O Superior Tribunal de Justiça deu início ao 1º Congresso STJ da Segunda Instância Federal e Estadual. Durante dois dias, o evento reúne ministros, desembargadores e especialistas para debater o papel dos membros do poder judiciário e das instituições que compõem o sistema de justiça como um todo.
A abertura foi conduzida pelo presidente da corte, ministro Herman Benjamin.
Participaram da mesa de abertura a ministra do STJ Marluce Caldas, a vice-presidente da AMB, Vanessa Mateus; o presidente da Ajufe, Caio Marinho; o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Consepre, Francisco José de Oliveira Neto; o presidente do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal, João Cura Mariano e o presidente do Tribunal de Relação do Porto de Portugal, José Igreja Matos.
O evento tem objetivo de fortalecer o diálogo institucional entre o STJ, os tribunais regionais federais e os tribunais de justiça por meio do compartilhamento de experiências e propostas de melhorias para a atuação do poder judiciário, como diz o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Caio Marinho.
A vice-presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Vanessa Mateus, considera que a grande litigiosidade é o maior desafio.
Na primeira manhã do congresso, foi proposta a aprovação de enunciados sobre temas institucionais e jurídicos que tem desafiado a prática judicial.
A banca científica recebeu 465 propostas de enunciados e, dessas, 152 foram admitidas para deliberação. Elas foram divididas nos eixos temáticos de direito público, direito privado, direito penal, direito processual civil e institucional e, após aprovação, serão publicados como uma espécie de pronunciamento da magistratura brasileira.
O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do Conselho dos Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, destaca que os tribunais devem estar unidos quando o assunto é jurisprudência.
Também participaram da abertura representantes do poder judiciário de Portugal para contribuir com a troca de ideias por meio das experiências consolidadas e da partilha de semelhanças e diferenças de atuação dos sistemas de justiça dos dois países. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal, João Cura Mariano, falou sobre as similaridades das nações.
O presidente do Tribunal do Relação da Porto, José Igreja Matos, considera que encontro como este fortalece a comunidade jurídica.
O ministro do STJ Mauro Campbell Marques elogiou a iniciativa do encontro.
Após a abertura, os presentes debateram os primeiros enunciados apresentados e realizaram uma rodada de votação aprovando 17 deles na primeira manhã do evento.