O plenário do Senado aprovou a indicação da procuradora de Justiça Maria Marluce Caldas Bezerra e do desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão para integrarem o Superior Tribunal de Justiça.
Antes, os indicados foram sabatinados e tiveram os nomes aprovados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A sabatina foi acompanhada de perto por vários representantes do STJ, inclusive pelo presidente da corte, ministro Herman Benjamin.
Na apresentação inicial, antes de responder perguntas dos senadores, o desembargador piauiense Carlos Pires Brandão falou da trajetória profissional e do papel do Poder Judiciário.
“O Judiciário não pode ser uma máquina de conflito. O Judiciário deve, sim, promover a paz e o desenvolvimento e a segurança jurídica e a confiabilidade nas instituições. É isso o que caracteriza a função do judiciário.”
A procuradora alagoana Maria Marluce Caldas Bezerra também destacou a carreira no Ministério público e deixou claro que pretende representar as mulheres dentro do STJ.
“Essa indicação, honra o Ministério Público do meu estado, valoriza a mulher nordestina, reforça o papel da diversidade no Sistema de Justiça brasileiro e reafirma a importância das instituições públicas na construção de um Brasil mais justo e mais humano.”
Carlos Augusto Pires Brandão é natural de Teresina, no Piauí. Tomou posse como juiz em 1997 e ocupa o cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região desde 2015.
Maria Marluce Caldas Bezerra é alagoana e integra o Ministério Público do estado desde 1986 e, em 2021, foi promovida ao cargo de procuradora de justiça.
As vagas abertas no STJ são em decorrência das aposentadorias das ministras Laurita Vaz, que era integrante do Ministério Público, e Assusete Magalhães, da justiça federal.
O próximo passo agora será a nomeação dos indicados pelo presidente da República e, na sequência, o STJ poderá marcar a data da posse.
Do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.