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40 anos sem Elis Regina: confira análise da música ‘Querelas do Brasil’ - AUTOR Marcelo Abud
‘Canção trata de questões que nunca estiveram tão presentes’, afirma produtor e filho da artista
Em 19 de janeiro, completam-se 40 anos da morte de uma das maiores cantoras do Brasil: Elis Regina. Intérprete de clássicos, ela emprestou a voz a várias canções que retratavam o Brasil de seu tempo e que permanecem atuais. É o caso de ‘Querelas do Brasil’, composta em 1978 por Aldir Blanc e Mauricio Tapajos Gomes, e lançada por Elis no álbum “Transversal do Tempo”. A música aponta as contradições culturais e sociais de um país diante da aproximação da reabertura política.
“Uma querela é uma desavença em consequência de ideias contrárias, de conflitos, de discussões. Continua tendo esse contraste no Brasil, a gente é esse caldeirão de possibilidades e de combinações incríveis e únicas no mundo e, ao mesmo tempo, está encalacrado”, avalia o produtor musical e filho mais velho de Elis com o músico Ronaldo Bôscoli, João Marcello Bôscoli .
Na composição, Elis dá voz a mazelas vividas em um país que convivia com a propaganda ufanista do período da ditadura militar. “É uma das músicas de uma fase da carreira em que ela estava bastante engajada em questões político-sociais e também em passar uma mensagem sobre as lutas por democracia, por justiça social, por afirmação de uma identidade brasileira”, ressalta o doutor em história social pela Universidade de São Paulo (USP) Marcos Napolitano.
Aquarelas e querelas
Bôscoli destaca, ainda, que “Querelas do Brasil” faz alusão a “Aquarela do Brasil”, canção de Ary Barroso composta em 1939, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. “ ‘Aquarela do Brasil’ está mostrando um quadro de um Brasil perfeito, de valorização do nosso samba, da nossa gente. ‘Querelas do Brasil’ é um outro mapa, que não aborda somente esse aspecto ufanista, mas também traz esse tom de crítica social”, atesta a doutora em história social pela USP Rafaela Lunardi, que defendeu tese sobre a história da Música Popular Brasileira no período da abertura política e é autora do livro “Em busca do Falso Brilhante”, sobre Elis Regina.
TRANSCRIÇÃO DO AUDIO
Introdução de “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso) fica de fundo
Rafaela Lunardi:
Introdução de “Querelas do Brasil” (Aldir Blanc / Maurício Tapajós)
Rafaela Lunardi:
Introdução da música “Devastador” (Marcelo Abud / Reynaldo Bessa)
Rafaela Lunardi:
João Marcello Bôscoli:
Alaíde Costa e Eduardo Santhana lançam o CD ‘Canções de Amores Paulistas’
“Feliz o compositor que, igual a Eduardo, tem o privilégio de contar com a voz fervente e chuvosa de Alaíde e dos ótimos músicos que a acompanham - e dos belos poetas que adornaram com seus versos as lindas canções que, uma vez mais, me ponho a ouvir” – Hermínio Bello de Carvalho
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, apresenta Canções de Amores Paulistas - Alaíde Costa Canta Eduardo Santhana
“É um privilégio ter a liberdade de escolher projetos como este. Fico feliz em, junto com Eduardo Santhana, poder dar vida a essas canções”. Diz a grande intérprete Alaíde Costa sobre o álbum Canções de Amores Paulistas - Alaíde Costa Canta Eduardo Santhana (Canta Music/MCK Discos), que ela lança com o músico, cantor e compositor Eduardo Santhana, que comenta: “Não sou eu que fala que Alaíde é uma das nossas maiores vozes. Você abre qualquer enciclopédia da música brasileira e vai achar o nome dela. E o mais importante, nesses anos todos, sempre cantando o que quer, sem fazer concessões. Isso para nós é um exemplo. Quando a gente mostrou as músicas e ela topou, tudo se encaixou”.
O CD, que está sendo lançado no aniversário de 86 anos de Alaíde (08/12), marca o encontro dos dois já companheiros em shows e projetos. Foram os filhos de Alaíde, Paulo e Marcelo Lima, que os apresentou. Em 1986, Paulo organizava um Festival Universitário de Música, do qual Eduardo participava. Marcelo foi assistir e sentiu que sua mãe adoraria o trabalho daquele compositor. A música Cantiga do Renascer, com a qual Eduardo participou, ganhou o 2º lugar e está no álbum novo. O CD Canções de Amores Paulistas... faz parte do Edital Proac 12/2020, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do Governo do Estado de São Paulo.
Do repertório do disco fazem parte também Meu amor parece (parceria como Sérvulo Augusto); Casaco de Maresia (com Adriana Florence); ou Lua Linda (com Nelson Botton); outras só de Eduardo são Claudia, feita para sua mulher, e Alaíde, alaúde, que encerra o CD e traz uma homenagem ‘explícita’: “Alaíde canta feito sabiá/Os males espanta/Faz abençoar/Alaíde, alaúde sabe o amor cantar”. Eduardo explica o conteúdo: “São dores, amores... Enfim, um determinado sentimento que eu, paulistano, vejo em mim e consegui com que meus parceiros traduzissem e que casam perfeitamente com a voz e jeito de Alaíde".
A produção musical e os arranjos do CD têm, além do próprio Eduardo, o pianista Michel Freidenson, um dos
grandes nomes da cena paulista, que arregimentou alguns dos melhores músicos do país como Adriana Holtz (cello); Sylvinho Mazzucca (baixo); Duda Neves (bateria) Lulinha Alencar (acordeon) e Teco Cardoso (sax).
Alaíde Costa tem mais de seis décadas de carreira e é referência de intérprete no Brasil. Carioca, radicada em São Paulo. No fim dos anos 1950 já era profissional respeitada. Com João Gilberto passou a freqüentar a turma da bossa nova, encontro dos mais felizes: Alaíde, com sua sensibilidade abraçou a nova concepção musical de artistas como Tom Jobim e Johnny Alf, por exemplo. É desse período uma das suas marcantes gravações, Onde Está Você (Oscar C. Neves e Luvercy Fiorini).
No fim dos anos 1960 afastou-se do meio artístico por problemas particulares, voltou em 1972, quando participou do LP Clube da Esquina, cantando com Milton Nascimento, Me deixa em Paz (Monsueto Menezes e Airton Amorim). A partir daí vieram vários discos, entre eles, Águas Vivas (1982) e Canções de Alaíde (2014). Em 2018, lançou, ao lado de Claudette Soares, o CD 60 Anos de Bossa Paulista. Em 2020, gravou O Anel, álbum no qual cantou a obra de José Miguel Wisnik.
Zé Guilherme mistura pop, xote, samba, maracatu e lança o EP Zé
Luana Mascari é convidada especial em música de Zé Guilherme e Hang Ferrero.
Em novembro, cantor e compositor cearense Zé Guilherme lança “Zé”, seu primeiro EP que chega após quatro discos e cinco singles no mercado fonográfico. O novo trabalho é formado por seis composições autorais de estilos variados, do pop ao maracatu, passando pelo samba e pelo xote, o que bem representa sua trajetória desde Recipiente (2000), que o lança como intérprete, até Alumia (2018), o mais recente que o consolida como compositor.
O artista brinca dizendo que o EP poderia ser “uma salada de Zé”, pois mescla os diversos caminhos musicais que ele gosta de visitar e explorar, além de tirá-lo do lugar mais confortável de intérprete para uma imersão na criação de letras e melodias.
“Zé” é resultado de um intenso processo criativo em que Zé Guilherme mergulhou durante a pandemia. Segundo o próprio, “como resistência ao confinamento”, deu vasão ao seu lado compositor, cultivou parcerias nas relações online e produziu três singles que estão nas plataformas de música (agora compilados no EP). “Zé representa minha busca pela criatividade, minha luta contra a inércia durante a quarentena. O trabalho musical foi se intensificando nesse período e, cada vez mais, sentia-me imerso e espelhado nele, daí brotou a ideia do EP, que representa esse momento musical, descolado de estereótipos”, comenta. A capa - criada por Fernando Velázquez, com foto de Rafael Monteiro - é minimalista, em consonância com a proposta do trabalho: “uma imagem que me expõe naturalmente e me desnuda em um mar de possibilidades”, revela Zé Guilherme.
Site - www.zeguilherme.com.br
Facebook: @oficialzeguilherme | Twitter: @zeguilhermeofic
Youtube: Zé Guilherme Oficial | Instagram: @zeguilhermeoficial
FICHA TÉCNICA / ZÉ – Voz: Zé Guilherme. Arranjos, gravação e mixagem: Cezinha Oliveira. Músicos: Jonas Dantas (piano), Cezinha Oliveira (violão, baixo elétrico e guitarra), Ivan Alves (bateria e percussão), Denilson Martins (clarinete, sax soprano e flautas) e Luque Barros (violão de 7 cordas). Participação especial: Luana Mascari (Vento-Criança). Masterização: Mário Gil (Estúdio Dançapé). Designer/capa: Fernando Velázquez. Fotos divulgação/capa: Rafael Monteiro. Produção executiva: Biombo Produções. Distribuição: Tratore.
Cantora, violonista, compositora e Produtora Cultural
Desde pequena Clarina Fasanaro gostava de cantar. Quando tinha 5 anos, seu tio levou-a num concurso infantil de calouros e o apresentador se encantou com a desenvoltura da menina Clarina. Embora gostasse muito de música, somente aos 12 anos é que vai ter contato com o instrumento que vai acompanhá-la ao longo da vida: o violão.
Em Junho de 2000 dá início ao projeto do “CD CLARINA” com a proposta de divulgar seu trabalho de composição. Clarina, com mais de 100 músicas compostas, julgou ser o momento de registrar esse trabalho de forma profissional. Para fazer os arranjos das 10 músicas (todas de sua autoria) convidou o músico e arranjador Petch Calasans. Os músicos que participaram das gravações são da melhor qualidade e o resultado surpreende tendo em vista tratar-se de uma produção independente.
Clarina Fasanaro fez o lançamento do seu CD no palco do teatro Glória Rocha, nos dias 20 e 21 de julho/2002, repetindo o gesto de 1981, quando integrava a banda “Escaravelhos”. Esteve acompanhada por uma banda de seis músicos apresentado músicas inéditas do seu CD, bem como de compositores consagrados. O show foi um sucesso, lotando o teatro nos duas noites.
Em 2010, “Um Concerto para Inos” foi apresentado em duas noites na Sala Glória Rocha. Um show com dez músicos homenageando o pintor internacional Inos Corradin que reside em Jundiaí e que completou 80 anos em 2009. O espetáculo trouxe músicas que marcaram a vida do artista quanto da sua chegada ao Brasil, bem como canções italianas, jazz, música popular brasileira, enfim músicas que ele gosta de ouvir, já que tem um gosto musical eclético e apurado. Este show resultou num Programa Especial de Final de Ano da Rede Paulista/TV Cultura.
No ano de 2011, retomando o projeto “As Mulheres da MPB”, foi a vez de apresentar músicas compostas por homens que homenagearam mulheres. Todas as músicas do show tinham nome de mulher. A mulher faceira em “Gabriela”, a mulher mãe em “Lady Laura”, o símbolo da mãe maior em “Ave Maria”, a mulher explorada em “Severina Xique Xique”, a mulher guerreira em “Maria, Maria”, a mulher sem juízo em “Beth Balanço”, a mulher amada em “Iolanda”, a mulher ideal em “Saudade da Amélia” e tantas outras mulheres.
Na 4ª edição do projeto, o tema do espetáculo foi cantor e compositor Roberto Carlos que soube como ninguém tocar o coração de tantas mulheres deste Brasil. Artista que é considerado o Rei da Música Brasileira e que tem uma produção musical de qualidade e quantidade incomparável. O espetáculo contou também com canções de outros compositores, gravadas por Roberto Carlos, tais como Tim Maia, Caetano Veloso, Antonio Marcos e outros, além das tradicionais parcerias do Rei com o inseparável Erasmo Carlos.
Em maio de 2013, o show “Vale Tudo - Tributo a Tim Maia” foi apresentado no Clube Jundiaiense, com uma banda de 7 músicos e 3 cantores. O mesmo espetáculo foi apresentado na Virada Cultural. Fechando o ano, o Show Vale Tudo subiu ao palco do Teatro Polytheama, com casa lotada e um repertório com muito suingue e belas baladas.
Fez parte do Projeto Sons da Terra, veiculado nas redes sociais do Sesc em 23/10/2020, com a música “Estelar” de sua autoria. Foi premiada no Edital Municipal da Lei Aldir Blanc com 2 projetos, As Mulheres da MPB e Clarina e suas canções de terra, do sol e do mar, além da participação do projeto “Maria Betânia, a menina de Oyá”. Em setembro de 2021 lançou o clipe da música autoral “Vai Passar”, uma reflexão sobre os tempos de pandemia.
Nos seus espetáculos, sempre a música brasileira de qualidade e a marca de um estilo muito próprio.
Filó Machado 60 Anos de Música
Filo Machado, que começou a tocar aos 10 anos, é cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor. Com mais de 60 anos de carreira, 13 discos gravados e uma indicação ao Grammy Latin Jazz, é considerado um "mestre da música". Entre discos e palcos, realizou trabalhos com nomes como: Michel Legrand, Jon Hendricks, Dory Caymmi, Gal Costa, João Donato, Raul de Souza, Arismar do Espírito Santo, Leny Andrade, Os Cariocas, Tetsuo Sakurai, Hermeto Paschoal, Andreas Oberg, John Patitucci, Djavan, Jorge Vercillo, Rosa Passos, SWR Big Band Stuttgard e Warvey Waynapel, entre outros.
Apresentou-se em teatros e festivais: Teatre de Bercy (Paris), Carnegie Hall (New York), Massey Hall (Toronto), Java Jazz Festival (Jackarta), Teatre Flagey (Bruxelles), Teatro Nacional Sucre (Quito), Teatro de Kiev (Kiev), D'izzys Club Coca-Cola (New York), The Triple Door (Seattle), Pescara Jazz (Ilhas Canárias), Barquisimeto Jazz (Venezuela), Brazilian Day in Stolcom e, no Brasil, Lençois Jazz & Blues, POA Jazz Festival, Santos Jazz, Natal Fest Bossa & Jazz.
No ano de 2011, ministrou masterclass na Berklee College of Music, em Boston/EUA. Em 2015, participou do programa Ensaio com Fernando Faro. Em 2017, recebeu o prêmio de melhor autor/compositor pelo PPM; realizou turnê e workshop pela Ucrânia, Bielorrúsia, Inglaterra e França; participou do Toronto Jazz Festival, além de fazer shows e workshop em Montreal. Também participou do primeiro Fundinho Jazz Festival em Uberlândia, MG, e foi jurado do FENAE, na cidade de Curitiba. Em 2018, participou do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, realizou turnê com seu neto Felipe Machado, seu irmão Celso Machado e o baterista canadense Alan Hetherington pelo Canadá (Toronto, Vancouver, Sydney e Montreal), participou do Toronto Jazz Festival e realizou o show Gerações com seu filho, o baterista Sergio Machado, e o neto Felipe ao lado de Arismar do Espírito Santo e Thiago Espírito Santo, no Sesc Belenzinho, e participou do Curitiba Jazz Festival, no Paraná.
Em 2019, participou do Brasil Music Summit (SP, Brasil) e do HUA HIN Jazz Festival (Tailândia), do Brazilian Day (Estocolmo/Suécia), e do Choro Jazz 10 Anos (Jericoacoara). Em 2020, Filó Machado realizou um show online em comemoração aos 40 anos do Teatro Sergio Cardoso, além de outros virtuais com seus músicos em formações diversas: Brooklinfest pela AEMB, Dia da Consciência Negra pela Vila Itororó, Dia do Samba pela Casa de Cultura Hip Hop Sul, Dia da Bossa Nova pelo Clube da Bossa de Brasília e outros.
Em 2021, comemorou 70 anos de vida e 60 de carreira com shows virtuais, inclusive no Sesi São Paulo e Sesi Piracicaba;lançou o Filó Machado 60/70 Songbook para ser baixado gratuitamente; dirigiu show do neto Felipe Machado; e participou do Festival SP Choro in Jazz, do qual também foi diretor musical, entre outras atividades.
Filó Machado nas redes - @filomachadomusico.
Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena / João Pedro
(11) 2548-38409 / 99373-0181 - [email protected]
Antonio Adolfo, pianista, compositor e arranjador, lança o CD ‘Jobim Forever’, uma reverência a obra do ‘maestro soberano’ Tom Jobim (1927-1994)
Álbum, que já foi lançado nos EUA e ocupou por várias semanas o 1º lugar na parada da revista JazzWeek, foi selecionando para o Grammy em várias categorias
Outra boa novidade na vida de Adolfo é que seu CD de 2020, 'BruMa - Celebrando Milton Nascimento', só com músicas de Milton, lançado aqui e lá fora, concorre ao Grammy Latino, que será apresentado no início de nov/2021 O compositor e arranjador carioca Antonio Adolfo, com mais de cinco décadas de carreira, reconhecido internacionalmente como uma personalidade do jazz latino, está lançando digitalmente no Brasil o CD Jobim Forever (selo AAM Music/disponível no Spotify – Deezer – iTunes e outras), em que apresenta sua versão da obra de Tom Jobim (1927-1994). Privilegiou composições dos anos 1960, grande momento da música, quando as inovações de Jobim ajudaram a tornar o Rio de Janeiro e todo o país, o centro de uma cultura musical mundial.
Adolfo, que foi amigo de Jobim, conviveu com ele, inclusive quando deu aulas para seus filhos e neto, concedeu-se aqui a liberdade para rever o repertório do ‘maestro soberano’, como Jobim era chamado. Isso aconteceu com The Girl From Ipanema, A Felicidade e How Insensitive, por exemplo, nas quais criou arranjos, fez variações melódicas e mudanças de métrica, como costuma fazer quando aborda composições de outros. “Quando faço um arranjo, toco a música várias vezes até sentir uma espécie de parceria com o autor. Após absorvê-la, deixo minha interpretação emergir e, então, posso criar as diferentes harmonias, métricas, fraseados e formas que adapto aos instrumentos para os quais concebo os arranjos”, diz Adolfo.
Antonio Carlos Jobim é um dos nomes mais importantes e influentes da música mundial. Sua obra continua apreciada por muita gente e regravada de diversas formas e por artistas de gêneros distintos.
Adolfo lembra que ouviu Tom Jobim pela primeira vez em 1959, no rádio do carro de sua mãe. A música A Felicidade (Jobim/Vinícius), imediatamente fez com que ele fosse seduzido pela sonoridade daquela ‘nova Bossa’, que resultou numa das suas maiores influências. Tornou-se músico profissional aos 17 anos, liderando o Trio 3D, e tocando com Leny Andrade, Carlos Lyra, Flora Purim, Wilson Simonal, Elis Regina e Milton Nascimento. Milton, aliás, é tema do seu CD BruMa - Comemorando Milton Nascimento (2020), que ficou em 1º lugar na parada nacional da JazzWeek por várias semanas.
O CD Jobim Forever tem participação dos músicos: Jessé Sadoc (trompete/flugelhorn), Danilo Sinna (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor, soprano e flautas), Rafael Rocha (trombone), Lula Galvão (violão e guitarra), Jorge Helder (contrabaixo), Dadá Costa (percussão) e desta vez, com participações especiais de Paulo Braga (bateria), que tocou com Tom Jobim durante vários anos e do cantor Zé Renato, em A Felicidade (Jobim/Vínicius).
Adolfo tem gravado seus discos solo com frequência. Alguns foram indicados ao Grammy Latino, como Rio Choro Jazz... (2014), Tema (2015), Tropical Infinito (2018) e Hybrido – from Rio to Wayne Shorter, (2018), este último também ao Grammy (2018) como Melhor Álbum de Latin Jazz.
| Antonio Adolfo – CD Jobim Forever | www.antonioadolfomusic.com |
| Disponível para streaming e download: Spotify – Deezer – iTunes e outras |
informações à imprensa | Tambores Comunicações | (11) 99966 9320 | [email protected] |
Antonio Adolfo, pianista, compositor e arranjador, lança o CD ‘Jobim Forever’, uma reverência a obra do ‘maestro soberano’ Tom Jobim (1927-1994)
Álbum, que já foi lançado nos EUA e ocupou por várias semanas o 1º lugar na parada da revista JazzWeek, foi selecionando para o Grammy em várias categorias
Outra boa novidade na vida de Adolfo é que seu CD de 2020, 'BruMa - Celebrando Milton Nascimento', só com músicas de Milton, lançado aqui e lá fora, concorre ao Grammy Latino, que será apresentado no início de nov/2021.
O compositor e arranjador carioca Antonio Adolfo, com mais de cinco décadas de carreira, reconhecido internacionalmente como uma personalidade do jazz latino, está lançando digitalmente no Brasil o CD Jobim Forever (selo AAM Music/disponível no Spotify – Deezer – iTunes e outras), em que apresenta sua versão da obra de Tom Jobim (1927-1994). Privilegiou composições dos anos 1960, grande momento da música, quando as inovações de Jobim ajudaram a tornar o Rio de Janeiro e todo o país, o centro de uma cultura musical mundial.
Adolfo, que foi amigo de Jobim, conviveu com ele, inclusive quando deu aulas para seus filhos e neto, concedeu-se aqui a liberdade para rever o repertório do ‘maestro soberano’, como Jobim era chamado. Isso aconteceu com The Girl From Ipanema, A Felicidade e How Insensitive, por exemplo, nas quais criou arranjos, fez variações melódicas e mudanças de métrica, como costuma fazer quando aborda composições de outros. “Quando faço um arranjo, toco a música várias vezes até sentir uma espécie de parceria com o autor. Após absorvê-la, deixo minha interpretação emergir e, então, posso criar as diferentes harmonias, métricas, fraseados e formas que adapto aos instrumentos para os quais concebo os arranjos”, diz Adolfo.
Antonio Carlos Jobim é um dos nomes mais importantes e influentes da música mundial. Sua obra continua apreciada por muita gente e regravada de diversas formas e por artistas de gêneros distintos.
Adolfo lembra que ouviu Tom Jobim pela primeira vez em 1959, no rádio do carro de sua mãe. A música A Felicidade (Jobim/Vinícius), imediatamente fez com que ele fosse seduzido pela sonoridade daquela ‘nova Bossa’, que resultou numa das suas maiores influências. Tornou-se músico profissional aos 17 anos, liderando o Trio 3D, e tocando com Leny Andrade, Carlos Lyra, Flora Purim, Wilson Simonal, Elis Regina e Milton Nascimento. Milton, aliás, é tema do seu CD BruMa - Comemorando Milton Nascimento (2020), que ficou em 1º lugar na parada nacional da JazzWeek por várias semanas.
O CD Jobim Forever tem participação dos músicos: Jessé Sadoc (trompete/flugelhorn), Danilo Sinna (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor, soprano e flautas), Rafael Rocha (trombone), Lula Galvão (violão e guitarra), Jorge Helder (contrabaixo), Dadá Costa (percussão) e desta vez, com participações especiais de Paulo Braga (bateria), que tocou com Tom Jobim durante vários anos e do cantor Zé Renato, em A Felicidade (Jobim/Vínicius).
Alguns CDs foram indicados ao Grammy Latino, como Rio Choro Jazz... (2014), Tema (2015), Tropical Infinito (2018) e Hybrido – from Rio to Wayne Shorter, (2018), este último também ao Grammy (2018) como Melhor Álbum de Latin Jazz.
| Antonio Adolfo – CD Jobim Forever | www.antonioadolfomusic.com |
| Disponível para streaming e download: Spotify – Deezer – iTunes e outras |
Paulo Calasans, que já tocou com Djavan, Gal Costa, Gilberto Gil, Roberto Carlos, entre tantos outros nomes de peso na música brasileira. É pianista e tecladista, nascido em Jundiaí. Começa sua carreira profissional em São Paulo em 1981, tocando no grupo instrumental do contrabaixista Nico Assumpção.
Em 1984 integra a banda da dupla Sá e Guarabyra, quando desenvolve, paralelamente, trabalhos publicitários, com jingles, trilhas e também produção de discos para Warner Music.
Músico integrante da banda e dos discos do artista Djavan, de 1988 a 2001 e de 2010 até hoje; participa ainda das turnês de Gal Costa, Sorriso do Gato de Alice, em 1994; Gilberto Gil, Quanta Gente Veio Ver, em 1997; Cassia Eller, Acústico MTV, em 2001; Jorge Vercillo, Trem da Minha Vida, em 2009.
Como músico e arranjador, participa em discos diversos de Caetano Veloso, Djavan, Gal Costa, Gilberto Gil, Jorge Bem Jor, Beto Guedes, Cassia Eller, Ivete Sangalo, Ana Carolina, Lulu Santos, Zelia Duncan, Vanessa da Mata, Jorge Vercilo, Randy Brecker, Roberto Carlos, Luiz Brasil, Rita Lee, Pamela Driggs, Paula Lima, Flavio Venturine, Alexandre Pires, Isabela Taviani, Vanessa Jackson, Romero Lubambo, Vicente Barreto, Luiza Possi, Leila Pinheiro.
Na qualidade de produtor, tem participações em discos de Luni, Jorge Mautner, Raul Seixas e Marcelo Nova, Fat Family, Belo Veloso, Raízes Rasta, Lica Ceccato, Léo Maia, Vanessa Jackson, Vicente Barreto,Jair Luz, Jorge Vercillo, Marcia Novo, Nilson Chaves, Leila Pinheiro, Mauricio Mattar, entre outros.
Como diretor musical, participa em shows de Luiza Possi, Tributo a Tom Jobim com Leila Pinheiro, Zizi Possi, Paulo Miklos e Toni Garrido. Senna in concert, com Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Sandy e Junior, Frejat, Ivete Sangalo, Gilberto Gil. Projeto Brasil Angola com Jorge Vercillo, Martinho da Vila, Alcione, Beth Carvalho, Cidade Negra, Elba Ramalho, e os artistas angolanos Filipe Mukenga, Gingas, Paulo Flores, Banda Maravilha, Carlos Buriti e vários outros renomados artistas de Angola. Além dos Shows da Virada (Rede Globo) como diretor da banda em 2016, 2017, 2018 e 2019; e do The Voice em 2020 e 2021.
Vannick Belchior - "75 anos de Belchior" por Marcelo Abud para o Instituto Claro com Shirley Espíndola #17
Vannick Belchior, filha caçula do saudoso poeta, tem apresentado o show “Coisas que Aprendi nos Discos”. Ela pode ser ouvida em depoimento exclusivo para o podcast do Instituto Claro, realizado pela nossa produtora Peças Raras, e que na edição mais recente traz uma reflexão sobre a obra de Belchior.
Você vai gostar de ouvir o episódio especial, que, além da filha do cantor, conta com a participação de Naira Marcatto, criadora do Podcast Tapa na Orelha e, também, cantora e pesquisadora musical.
Aqui, neste episódio especial em comemoração aos 75 anos de Belchior, você fica com a entrevista de Vannick Belchior, na íntegra.
A cantora está estreando na música aos 24 anos de idade, a mesma que Belchior tinha quando apareceu no cenário artístico. Eu perguntei à Vannick o que vê nas músicas escritas pelo pai, principalmente no álbum “Alucinação”, para que dialoguem com jovens da geração dela.
Você confere uma longa entrevista que responde a esta questão e também apresenta algumas interpretações da artista, que fez sua primeira apresentação em uma live em agosto deste ano.
Claudio Nucci nasceu no dia 9 de junho de 1956 em Jundiaí - SP e desde cedo interessou-se pela música, por influência de seus pais, oriundos de famílias em que a música sempre foi cultivada.
Suas referências musicais são ligadas à intuição pura e à memória de tudo que ouviu desde esse tempo, como a música do interior de São Paulo e Minas, as valsas, que ouvia tocadas ou cantadas por seus avós, as modinhas brasileiras e a música clássica. Mas foi o repertório dos Festivais do final dos anos 60, que lançaram compositores da geração de Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano Veloso e Gilberto Gil, que deu-lhe "o click" pra saber mais sobre a nova música brasileira que estava surgindo. Começou a tocar, cantar e compor aos 12 anos de idade em Campinas, onde viveu até os 15 anos, quando mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.
Grupos Semente e Cantares, anos 70
No Rio, tomou contato com outros – e fundamentais – trabalhos de grande importância que ouviu, tais como os de Tom Jobim, Dorival Caymmi, Carlos Lyra, Paulinho da Viola e descobriu também Francis Hime, Joyce, Dori Caymmi, Milton Nascimento e o "Clube da Esquina", o que foi definitivo para o complemento de sua formação inicial. Participou de festivais entre 1971 e 1974 e fez uma viagem com um grupo musical do Colégio Rio de Janeiro em 1975. Em 1976, fez seu primeiro show solo, ao lado de Zé Luís Oliveira. Mú Carvalho, Cláudio Infante, Mauro Assumpção e Fernando Barroso. Em 1977, fez parte do grupo "Semente" com Zé Luís Oliveira, Mário Adnet, Cláudio Infante, Márcio Resende, Paulinho Soledade e Ricardo Mará. O "Semente" contou, em seu curso breve mas importante, com participações de amigos da cena musical carioca, como Alberto Rosenblit, Mú Carvalho, Candinho, e os ex integrantes do grupo "Vímana", Lobão e Lulu Santos. Nessa época foi que fez também alguns shows com o grupo Cantares, onde trabalharam Zé Renato e Juca Filho, estreitando os laços de parceria.
Boca Livre Original, 1978
Em 1978 fundou com Zé Renato, Maurício Maestro e David Tygel, o quarteto vocal Boca Livre, que lançou com grande sucesso seu álbum de estreia. Em 1980 gravou seu primeiro disco solo pela EMI Odeon (o Compacto "Quero Quero"), depois seu primeiro álbum, um LP. Após isto, outros dois discos em 1983 ("Volta e Vai") e 1984 ("Melhor de Três"). Em 1985, fez um disco em dupla com Zé Renato ("Pelo Sim, Pelo Não"). Em 1988, também com Zé Renato e mais: Ricardo Silveira, Zé Nogueira, Marcos Ariel, Jurim Moreira e João Baptista, fundou a banda "Zil", que lançou um álbum e voltou às atividades recentemente. Lançou com o grupo "Nós e Voz, o CD "Ê Boi" e depois outros álbuns solo, como "Casa da Lua Cheia", "Ao Mestre, Com Carinho", "Noel, Nelson & Nucci" e "Claudio Nucci Revisita Caymmi".
Esteve novamente em outra formação do Boca Livre, participando do CD "Mundo", de Ruben Blades, de 2000 a 2003. Como intérprete convidado, Nucci participou de discos de Edu Lobo e Chico Buarque, Guinga, SongBooks de Dorival Caymmi, Tom Jobim, Ary Barroso, Djavan e Chico Buarque, bem como no CD premiado com o Grammy-93, “Brasileiro”, de Sergio Mendes, ao lado de Guinga e Carlinhos Brown.
Como compositor, já foi interpretado por Nana Caymmi, Emilio Santiago, Simone, Eliane Elias, Roupa Nova, Cesar Camargo Mariano, Zizi Possi e outros.
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