Tons do Brasil

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By Shirley Espíndola TBMusic
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Tons do Brasil episodes

  • Milton Nascimento 80 anos canção: Morro Velho por Marcelo Abud para o I.Claro com Shirley Espíndola


    Milton Nascimento 80 anos canção: Morro Velho por Marcelo Abud para o I.Claro com Shirley Espíndola #43


    Morro Velho” foi gravada inicialmente no disco “Travessia”, de 1967. Na letra, Milton Nascimento trata dos caminhos destinados a duas crianças, uma preta e outra branca, que moram na mesma fazenda. Explorando a desigualdade e o preconceito racial, a canção permanece atual ao apresentar como são diferentes as oportunidades dadas a esses dois personagens.

    “É um belo retrato da sociedade brasileira pós-escravagista, entretanto, com todos os traços do escravagismo que ainda se mantêm presentes. E em uma região especial. Estamos falando de Minas Gerais, onde o próprio meio de produção rural preserva nas suas estruturas todas estas manifestações de uma maneira quase que intacta”, analisa o doutor em música e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul no programa de pós-graduação em Estudos de Linguagem William Teixeira .

    Uma década depois, a música ganha sua versão definitiva na interpretação de Elis Regina, no álbum “Elis”. “Na minha opinião, essa música tem tudo. É uma junção maravilhosa da melodia com o que é dito. E a maneira pela qual a harmonia vai caminhando, vai criando uma atmosfera com total consonância com o que está sendo dito”, analisa o produtor musical João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina.

    No podcast, ele conta a reação da mãe a uma situação de racismo em seu prédio e traz percepções sobre a atmosfera da canção. “‘Morro Velho’ é uma dessas joias que sempre que forem ouvidas vão entrar de certa forma no coração das pessoas, na cabeça”, resume Bôscolli.


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    1 hr 3 min
  • Banda Sigla comemora 30 Anos de vida no Tons do Brasil com apresentação de Shirley Espíndola #42

    30 anos da Banda SIGLA

    uma história de amor com o Rock Nacional

    O ano era 1992. Impeachment do Presidente Collor. Pelo Brasil, nervos, emoções e identidade nacional à flor da pele. Cada um fazendo sua parte.

    Em Jundiaí, quatro músicos se reúnem e, sem qualquer ensaio, realizam um show para uma campanha eleitoral. Em poucas semanas – a já constituída e nominada Banda SIGLA – foi escolhida para tocar na manifestação local que ficou conhecida como "impeachment já".

    À época, no repertório, exclusivamente rock verde e amarelo, desde o protesto da Plebe Rude até a ironia do Ultraje a Rigor. Inúmeros eram os hits daquele momento.

    Hoje, tornados clássicos, sempre pedidos e entoados em coro pelo público, somam-se aos novos sucessos nos shows.

    Portanto, de amantes da boa música, unidos por um ideal em comum e, claro, também a fim de descontrair, em momentos ímpares, fora da correria do cotidiano, a SIGLA agora tem uma rotina de apresentações estabelecida não apenas em sua cidade natal, Jundiaí, como na região e além.

    A formação atual conta com Paulo Rogério Nascimento (guitarra), Gisele Nascimento (voz, violão e pandeirola), Bento Junior (teclado, violão e voz), Nei Toledo (contrabaixo e voz), Carlos Alexandre Birão (bateria) e Rafael Risso (saxofone). Onde quer que se apresentem, seu compromisso é com o melhor do Rock Nacional. Entre outras, suas influências são Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Lobão, Nenhum de Nós, 365, Ira, Capital Inicial, Raimundos, Plebe Rude, Barão Vermelho, Raul Seixas, Uns e Outros, Camisa de Vênus.

    Nesses trinta anos de viagem musical, o maior aplauso, sem dúvida, destina-se às inconfundíveis estrelas da Banda, seus seguidores! São amigos de antes, bem como tantos mais que se juntaram, nesse percurso.

    E porque onde há amor, ele transborda, em paralelo, nasceu o projeto social “Rock pela Vida” que consiste em arrecadar doações nos shows, encaminhando-as a entidades assistenciais. Desde 2018, por força deste pequeno grande movimento, muita gente boa doou e recebeu, afinal, “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.

    #shirleyespindola

    #programatonsdobrasil

    #bandasigla

    1 hr
  • Ivan Vilela (@ivanvilela10cordas) violonista, compositor, arranjador, Doutor em Psicologia Social pela USP, Mestre e graduado em Composição Musical pela UNICAMP, onde foi aluno de Almeida Prado.

    VAN VILELA

    Em disco autoral ou junto a grupos foi indicado a importantes prêmios da Música Brasileira: Prêmio da Música Brasileira (2011) com o cd Mais Caipira, Prêmio IBAC de Cultura Popular Brasileira (2009). Interações Estéticas – FUNARTE com o cd Do Corpo à Raiz (2009). Prêmio Rival-BR com o cd Orquestra Filarmônica de Violas (2005), indicado na categoria Atitude. Prêmio Sharp com o cd Paisagens (1998), indicado como Revelação Instrumental. Prêmio Movimento de Música Brasileira, melhor disco instrumental do ano e Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) melhor conjunto de câmara com o cd Espiral do Tempo - Anima (1997). Duas indicações ao Prêmio Sharp com o cd Trilhas - Trem de Corda, 1994. Medalha Carlos Gomes da Secretaria Estadual de Cultura – SP. Medalha Carlos Gomes da Prefeitura Municipal de Campinas pelo trabalho desenvolvido com a Orquestra Filarmônica de Violas.

    Possui 20 discos gravados entre solos, duos e formações orquestrais passeando pelos universos popular e erudito.

    1 hr
  • Hercules Gomes pianista brasileiro com 4 CDs gravados no Tons do Brasil com apresentação de Shirley Espíndola #40

    Hercules Gomes - piano

    Release

    Considerado um dos mais representativos pianistas brasileiros da atualidade, Hercules Gomes se destaca pelas fortes influências de ritmos brasileiros, jazz e da música erudita presentes em seu estilo. Natural de Vitória (ES) e radicado em São Paulo, Hercules é bacharel em música pela UNICAMP. Já se apresentou em alguns dos mais importantes festivais de música no Brasil e no exterior como o Festival Piano (Buenos Aires, Argentina); o Festival Internacional Jazz Plaza (Havana, Cuba); o Brazilian Music Institute (Miami, EUA), o Festival de Inverno de Campos do Jordão (São Paulo, Brasil); e o Savassi Festival (Belo Horizonte, Brasil). No Brasil foi vencedor do 11º Prêmio Nabor Pires de Camargo e do I Prêmio MIMO Instrumental. Como solista já atuou com orquestras como a Jerusalem Symphony Orchestra, OSUSP, Orquestra Jovem Tom Jobim e Orquestra Filarmônica de Montevideo (Uruguai). Em 2015 participou do projeto Gravação dos Concertos Cariocas de Radamés Gnattali no qual interpretou o Concerto Carioca nº 2 com a Orquestra Sinfônica de Campinas. Lançou 4 CDs “Pianismo” (2013), “No tempo da Chiquinha” (2018), “Tia Amélia para Sempre” (2020) e “Sarau Tupynambá” (2022). Em 2021 realizou a webserie “Primórdios do Piano no Brasil” contando a história do nsurgimento do piano brasileiro. Em 2021 seu recital solo com tangos brasileiros e argentinos fez parte da programação da Osesp na Sala São Paulo.

    1 hr
  • Ca Cau compositor, cantor e multiartista no Tons do Brasil com apresentação de Shirley Espíndola #39

    CA CAU - conhecido em boa parte da sua carreira assinado Cacau Brasil - transita por várias artes com interlocuções nacionais e internacionais. O espetáculo O Grito foi concebido sob a égide não só da música, mas também da poesia de das artes visuais, com direito a cenário com projeções e luzes, além das performances dos artistas convidados.

    Radicado em São Paulo, CA CAU é mineiro de Viçosa e já viveu e atuou por muitos anos no Ceará. Sua trajetória é marcada pelo lançamento de nove CDs e dois DVDs, dez turnês internacionais (Prêmio Press Awards EUA - Melhor Turnê de Show Musical), treze instalações artísticas, nove exposições, dois livros (de pinturas e poesias) e uma escultura urbana. Sua obra une de forma singular uma inquietude sobre o ser, o estar e o agir com uma proposta artística contemporânea e interativa, onde poesia e a arte visual é regida pelos acordes e melodias de suas músicas. A transgressão e inovação são conceitos que guiam os seus trabalhos, desconstruindo fronteiras e propondo novas perspectivas de reflexão.

    A música e a voz de CA CAU já foram destaques em várias partes do mundo: Montreux Jazz Festival (Suíça, 2007), Turnê USA (Prêmio Brazilian International Press Award, Nova York, Danburry, Newark, Boston, Frederick, Atlanta, Orlando e Miami, 2008 a 2009) e em diversas outras apresentações - Womex (Dinamarca, 2009), Territórios Sevilha (Espanha, 2008), Festival Sete Sóis Sete Luas (Itália, Portugal e Espanha, 2008 a 2014), Portugal (2005 a 2016) e, no Brasil, Sesc Pinheiros e Circo Voador (com Alceu Valença e Flávio Venturini, 2008), Réveillon na Avenida Paulista (2008), Festival Latino-americando (Itália, 2009), Virada Cultural SP (2006, 2010 e 2015), Bloco Galo da Madrugada - Carnaval (PE, 2009), Teatro Sergio Cardoso (2017), Sesc Campo Limpo (2017 e 2018), Centro Cultural São Paulo (2018), Projeto Sons do Brasil (2018) e Virada Inclusiva (2016, 2017 e 2018), entre outras. Fez uma série de shows no lançamento do livro Olho d’Água pelo Nordeste, em Crato, Juazeiro do Norte, Fortaleza e Natal (2019).

    Sua discografia é formada por: Cor da Terra; Visionário (participação especial de Dominguinhos); Imaginário (produzido por Paulo Rafael, participação de Alceu Valença); Montreux Jazz Festival (ao vivo no  Montreux Jazz Café, 41ª  edição  do festival); Acordes pro Mundo (CD e DVD, produção de Paulo Rafael, participação de Alceu Valença, Flávio Venturini, dos músicos dançarinos senegaleses Alboury  Dabo, Cherifo Sisokro e do corpo oficial do Ballet da Macedônia, cuja turnê do show foi agraciada com o Prêmio Press Awards, 2008, USA); Vermelho Coração Agreste (produção de Luciano Magno, disco de forró contemporâneo); Sons Cores e Poesias (CD e DVD ao vivo, Encontro dos Países da Língua Portuguesa no Teatro José de Alencar, Fortaleza/CE); Orkestra Luasitânia (grupo de instrumentos medievais do qual fez parte por três anos tocando pela Europa no Festival Sete Sóis Sete Luas); e IN VER S.O.S (produção de Tuco Marcondes, 2015, trabalho pop de poesia ácida marcado pela cultura popular, influências ibéricas, blues, rock e pelo violão de aço).


    59 min
  • TiTa Espíndola cantora, Terapeuta do Som - Sound Healer no Tons do Brasil com apresentação de Shirley Espíndola #38.

    TiTa Espíndola

    Cantora e Sound Healer nascida em São Paulo, TiTa Espíndola representa a 3a geração de cantoras em sua família. Com formação em música popular brasileira e jazz, após vários anos estudando, cantando e gravando profissionalmente no Brasil, desde 2019 TiTa vem explorando pesquisas e conhecimentos sobre diferentes modalidades de terapia do som para se dedicar a criação de jornadas musicais que facilitam o bem-estar, usando o poder da voz, violão, tambores, taças tibetanas e de cristal, entre outros instrumentos.

    Morando há 4 anos em Miami, nos EUA, TiTa é certificada em Sound Healing (Cura através do Som) e Musicoterapia pelo Hawaii Community College, e também completou diversos treinamentos como Terapia Quântica do Som para análise vibracional da voz e o Método Arimany de ativação da voz, para citar alguns; e agora está buscando uma certificação como facilitadora de Mindfulness / Meditação para os tempos modernos.

    Nesta nova fase, em suas recentes gravações e performances ao vivo, TiTa busca trazer experiências meditativas e conscientes combinadas com música, tocando diferentes instrumentos, entoando escalas ancestrais, cantando mantras, canções indígenas e músicas devocionais que falam diretamente ao coração, com intenção de proporcionar ao público uma jornada não apenas musical mas de conexão, conscientização e transformação.

    Links:

    Youtube - Canta Com Amor

    Youtube - Moola Mantra

    Spotify - TiTa Espindola

    Instagram - TiTa Espindola

    Linktr.ee - TiTa Espindola

    #titaespindola

    #shirleyespindola

    @shirleyespindola.oficial

    1 hr
  • Trio Soul Balanço com Gui Klinke @guiklinke (Violão e vocal), Paulinho Colombera @p.colombera (Bateria) e Rodrigo Foca @focabass (Baixo) no Tons do Brasil com Shirley Espíndola #37

    Trio Soul Balanço

    Formado por Gui klinke ( Violão e vocal), Paulinho Colombera ( Bateria) e Rodrigo Foca ( Baixo), o Trio Soul balanço chega ao cenário musical Jundiaiense priorizando o que há de melhor no universo da musica brasileira. No repertório, MPB, reggae, soul music nacional, além de samba e forró em versões exclusivas criadas pelo grupo.

    O trio prioriza a musicalidade brasileira, em relação a ritmos e influencias. Tocamos musica com muito alto astral e caminhamos em uma nova vertente “brazuca”, segundo Gui Klinke.

    Todos os sons executados pelo trio são recriados em versões particulares, colocando um tempero bem especial em cada canal criando, assim, uma identidade própria ao trio.

    No repertorio musicas como “Que se Chama Amor” (SPC), com uma roupagem reggae “Final Feliz” ( Jorge Vercilo), um groove com balanço bem gostoso, além de “Primavera”, um clássico do sindico Tim Maia em uma versão Samba Soul não pode faltar nas apresentações.

    Unidos pela musica os três integrantes já tem uma historia e bagagem musical, mas o encontro aconteceu por intermédio do musico e produtor Gustavo Perri, que já conhecia Gui Klinke e Paulinho Colombera. A partir dai unir os talentos foi inevitável.

    Eu e o Gui Klinke começamos a tocar juntos e a partir dai chamei o Rodrigo Foca para participar dos trabalhos e ensaios. Assim montamos o trio, explica Paulinho Colombera.

    Aliás, o nome escolhido para lembrar os grande bailes de salão onde o publico dançava e se divertia, afinal o trio busca se divertir fazendo musica e divertir que está conosco. Só queremos paz e musica, explica Paulinho Colombera.

    Nas apresentações o trio conta com a participação especial do percussionista Jura Segli, um amigo em comum de todos integrantes que trás toda sua experiencia musical e versatilidade para abrilhantar ainda mais as apresentações do grupo.

    Para conhecer mais sobre o Trio Soul Balanço acompanhe as redes sociais do grupo:

    www.instagram.com/trio_soul_balanco www.facebook.com/soulbalanco

    #shirleyespindola #programatonsdobrasil

    1 hr 4 min
  • Fabio Porte, violeiro, compositor e violonista apresenta obras de Ernesto Nazaré no seu novo trabalho da Viola Caipira ao Concerto, no Tons do Brasil com apresentação de Shirley Espíndola #36

    FABIO PORTE

    Com mais de 18 anos de estrada e três álbuns lançados, seu repertório inclui as principais canções da música popular brasileira, assim como peças autorais que transformam grandes sucessos em verdadeiras obras primas por meio da tradição da viola.

    Herdou o primor musical e a viola de seu pai, formando seu repertório com o que há de melhor na música tradicional brasileira. Em seu show “Trilhos da Vida”, presenciamos a interpretação dos gigantes de nossa tradição musical executados em quarteto (viola caipira, violão, contra baixo e percussão): Almir Sater, Renato Teixeira, Rolando Boldrin, Paulinho Pedra Azul, Luiz Gonzaga, Tião Carreiro, Alceu Valença, Jair Rodrigues, Gilberto Gil, entre outros.

    Entre os chorões, sua formação musical se destacou ao perceber que o Brasil rural e sertanejo guardados na tradição violeira poderia gerar algo novo – a excepcionalidade dos nossos melhores choros ganharam mais melodia e doçura com a introdução da viola caipira.

    Em seu mais recente projeto, Fabio Porte mergulhou nas composições do chorão Ernesto Nazareth, “o pianeiro: pianista que levou o ritmo amaxixado do morro carioca para os salões da cidade”. Este “Choro Caipira” recupera as joias do primeiro movimento musical urbano genuinamente brasileiro, permitindo ao público conhecê-lo melhor por meio do elemento tradicional da viola. Em duo (violão e viola), trio (com precussão) ou quarteto (com percussão e contra baixo), é sempre a garantia de apresentações primorosas, seja para o teatro ou para festivais preocupados com nossos patrimônios culturais de maior valor.

    Programa Tons do Brasil https://www.instagram.com/programa_tonsdobrasil/

    Apresentação de https://www.instagram.com/shirleyespindola.oficial/

    1 hr 6 min
  • A cantora Izabel Padovani atração do Tons do Brasil, lança em quarteto, o álbum Povaréu, com dez canções do compositor porto-alegrense Raul Boeira. A apresentação é de Shirley Espíndola #35

    Na companhia dos músicos Ronaldo Saggiorato (baixo, arranjos e direção musical), Ricardo Matsuda (violão, viola e guitarra) e Jota P (sax alto e soprano, flauta e pícolo), a cantora Izabel Padovani faz uma leitura singular da obra do compositor, valorizando a performance dos instrumentistas, com uma sonoridade brasileira e espaço para improvisações.

    As gravações aconteceram em fevereiro e março deste ano, em Campinas-SP, com engenharia de som de Mário Porto, arte gráfica do artista plástico Ricardo Cruzeiro e fotos de Carlos Kipnis.

    Para o álbum, a cantora escolheu dez canções com temas que se inserem na cultura popular brasileira, do vendedor de ervas ao benzedor, da saudade da morena à homenagem ao gênio Tom Jobim. Em três canções, as letras foram feitas em parceria com a poeta Márcia Barbosa.

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    Sobre as cançoes

    NA PAUSA: Samba que celebra o tempo livre e o devaneio como forma de liberação do corpo, do pensamento e da linguagem. Aqui, a letra foi inteiramente composta pela poeta Márcia Barbosa.

    AOS QUE CHEGAM: Marcha-rancho que saúda os imigrantes e refugiados que chegam às nossas cidades, colorindo as ruas, em busca de trabalho e de uma vida melhor. A letra é uma parceria de Raul e Márcia Barbosa

    O PODER DA BENZEDURA: uma reverência a seu Nabuco Furlanetto, conhecido e respeitado benzedor que viveu na cidade de Passo Fundo.

    POVARÉU: Celebra a pluralidade e as diferenças, e denuncia as intolerâncias e os preconceitos que impedem a convivência harmônica entre as gentes. Letra também escrita por Raul e Márcia.

    VAMOS: Balada que versa sobre as parcerias, na vida e na música.

    DOUTOR CIPÓ: É o apelido carinhoso de seu Graciano, que vendia ervas e chás no centro de Passo Fundo. Homenagem à nossa flora medicinal, como alternativa à medicina mercantilizada e inalcançável ao cidadão comum.

    NA BEIRA DO RIO: Toada sertaneja sobre um ribeirinho que espera a volta de seu amor.

    MINHA REZA: Prece intimista a "São Jobim", composta em 1988, quando Raul ouviu pela primeira vez o LP Urubu, do nosso maestro padroeiro.

    LARANJEIRA: Um xote gaúcho que revela memórias de quintal.

    OFERENDA: Pequena modinha de amor .......................................................................................................................................................... Sobre o compositor

    Raul Boeira toca violão desde os 15 anos. Embora nunca tenha atuado profissionalmente como músico, lançou dois álbuns autorais, ambos produzidos no Rio de Janeiro por Dudu Trentin: Volume Um (2008) e Cada qual com seu espanto (2016), que contaram com a participação de Lula Galvão, Ricardo Silveira, Celso Fonseca, Julio Herrlein, Marcelo Martins, Jessé Sadoc, André Vasconcellos, Eduardo Farias, Cidinho Moreira e outros destacados instrumentistas brasileiros. Os dois álbuns estão disponíveis para audição no canal do compositor no YouTube.

    Tem canções gravadas por vários artistas: Mato Grosso Group/1988 Viena, Alegre Corrêa Sextett/1996 Viena, Nuno Bastos/2017 Portugal. No Brasil foi gravado por Ana Paula da Silva, Leonardo Ribeiro, Lili Araújo, Mirianês Zabot, Ita Arnold entre outros. O samba “Clariô”, uma de suas parcerias com Alegre Corrêa, integra o cd Joe Zawinul 75, premiado com o Grammy 2010 de melhor álbum de jazz contemporâneo.

    Sobre a letrista

    Márcia Barbosa é doutora em Teoria da Literatura pela PUCRS e foi professora titular da Universidade de Passo Fundo. Publicou dois livros de poesia: Duas Fomes e No Faro das Migalhas. Em 2016, estreou como letrista no CD Cada qual com seu espanto, de Raul Boeira.

    17 min
  • Sambas-enredo exaltam contribuições de negros e indígenas para a história do Brasil. Podcast por Marcelo Abud para o Instituto Claro.#34

    Podcast por Marcelo Abud para o Instituto Claro.

    Sambas-enredo exaltam contribuições de negros e indígenas para a história do Brasil. Para Luiz Antonio Simas, composições têm função pedagógica ao rever narrativa oficial.

    Desde meados dos anos 1950, tendo como ponto alto a composição “Navio Negreiro”, defendida pela Salgueiro, os desfiles no sambódromo do Rio de Janeiro são marcados por alguns sambas-enredo que contam a História do Brasil por um ponto de vista diferente daquele que é apresentado ainda hoje como oficial.

    “Eles colocam uma perspectiva de que outros grupos também fazem parte da construção do país, porque, na narrativa hegemônica, muitas vezes, grupos indígenas, negros e populares não são enxergados com a sua devida contribuição para a história”, explica a doutoranda em História, Política e Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas Anna Cristina Almeida.

    Ouça também: Por que as antigas marchinhas são machistas?

    Em seu trabalho, ela se debruçou sobre quase 1,6 mil sambas-enredo dos carnavais cariocas (entre 1939 e 2019). A visão da pesquisadora é corroborada pelo historiador, escritor e compositor Luiz Antonio Simas, autor de diversos livros sobre o tema.

    Samba como instrumento pedagógico

    “Há essa perspectiva do samba de enredo também ser um instrumento pedagógico de revisão de uma certa história oficial. É contar a história, por exemplo, da independência a partir da luta dos ‘Baianos do 2 de julho’; é você contar a história da abolição tirando a centralidade da figura da Princesa Isabel e colocando a centralidade numa luta que começa em Palmares, que passa por personagens fundamentais, como Tereza de Benguela, Luiza Mahin”, defende. No áudio, ambos citam sambas que têm essa proposta e porque devem ser vistos como instrumentos importantes de educação popular.

    1 hr 1 min

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