Três Quartos Cego

Três Quartos Cego

By Danilo Sanches FerrariArtsBooks
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Três Quartos Cego episodes

  • Mahou Tias #006 – A Mulher Vermelha

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    Stefani, estava pensativa na escola, nem os ataques de Viviane estavam incomodando. O que fez a loira raquítica se cansar e se calar.
    A tarde, Stefani fez seus deveres, ajudou a mãe com a casa, e depois saiu para ir até o mercadinho do avô.
    Quando chegou lá, viu Pamela em um dos caixas, passando as compras de uma senhora. Quando a cliente saiu, Stefani se aproximou de Pamela, com o número do celular anotado em um papel, e falou, que queria conversar.
    Pamela pegou o papel e Stefani foi ver o avô.
    Ele lia um jornal que falava sobre as ultimas ações das Super Mulheres, que era a forma, que a imprensa estava usando para se referir as mulheres coloridas.
    Elas tiveram um fim de semana agitado, contiveram torcidas organizadas, ajudaram no resgate de pessoas em uma enchente e impediram o sequestro de uma criança.
    Augusto olhou para a neta e falou:
    – Vai ficar muito difícil para a policia, se continuarem se opondo a elas. Elas já tem muita aceitação popular.
    Stefani pegou o jornal e viu na matéria, fotos de desenhos que crianças faziam das heroínas.
    A garota se sentou na frente do avô, suspirou e disse:
    – Eu não sei se elas vão conseguir ficar escondidas por muito mais tempo. Tem câmera para tudo quanto é lado!
    – Nem só câmeras, mas celulares, elas poderiam ser rastreadas de várias formas. Elas tão mostrando competência. – Falou Augusto.
    Os dois começaram a conversar sobre os pais de Stefani, e chegaram a conclusão que a ideia de falar com Pamela era a única. Augusto ofereceu a casa para elas conversarem, mas Stefani preferiu combinar direto com Pamela.
    De noite, por volta das 10 e 30, Stefani recebeu uma ligação de Pamela, sugerindo que conversassem em um lugar aberto, como um parque. Mas Stefani tinha outra ideia:
    – Olha, tá passando um filme brasileiro que ninguém quer ver, e a sala ta vazia. O pessoal da minha sala está usando para namorar.
    Pamela não conseguiu conter o riso, e achou a ideia interessante, afinal, se o pessoal ia para lá, para das uns amassos, quem repararia em duas mulheres conversando.
    No dia seguinte, a tarde, Stefani já estava esperando na porta do cinema, quando Pamela chegou. A garota que já tinha comprado as duas entradas, entregou uma a Pamela e foi entrando.
    Elas deixaram para entrar pouco antes de começar o filme, assim poderiam pegar os lugares mais afastados dos casais.
    Pamela se surpreendeu com a quantidade de duplas ali, com a solene intenção de ignorar o filme para namorar.
    Depois de escolherem duas cadeiras mais ao canto, Stefani relatou o que havia acontecido na semana anterior, e a conversa com a mãe.
    Pamela não ficou nenhum pouco animada, mas falou para a garota:
    – Eu não posso ter raiva da sua mãe por isso, é uma duvida que atormente muitas mulheres… Seu pai me pareceu um homem que não faria algo do tipo, ele é meio tímido.
    Stefani concordou a respeito do pai ser tímido, e teve que admitir, que se parece para pensar, ela tinha um certo receio das coisas que poderia ter que fazer para segurar um namorado. E as duplinhas estavam dando várias demonstrações de quais coisas eram, durante o filme.
    Pamela olhou para o lado e viu uma Stefani vermelha como tomate, pois algumas fileiras a frente um rapaz estava de pé com as calças abaixadas, sendo chupado por uma garota.
    Pamela olhou para traz e viu o lanterninha apenas observando. Quando o homem reparou que estava sendo observado, se aproximou e falou:
    – Nem vem me dar bronca, isso é bem melhor que o filme.
    – Olha, mas esse não é um cinema prive! – Retrucou Pamela.
    12 min
  • Mahou Tias #005 – Inseguranças

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    Na escola, no dia seguinte, Stefani, não comentou com ninguém sobre os acontecimentos do dia anterior. Não queria falar de Pamela, não queria falar das mulheres coloridas, ela apenas queria ter um tempo para se acostumar com tanta maluquice.
    Viviane não fez questão de notar que a amiga estava estranha, ou se notou, fez questão de não ligar, pois quando viu Stefani um tanto cabisbaixa, logo foi tirando o sarro das férias da amiga, como elas provavelmente tinham sido chatas.
    Stefani se enfureceu, mas para evitar uma briga, e perder a razão, acabou engolindo em seco.
    Aquela terça, passou como se fosse uma tartaruga com preguiça. A escola tinha sido mais maçante, do que jamais tinha sido. Em casa não foi melhor, a mãe estava calada, e toda pergunta que a garota fazia, era respondida apenas com murmuros.
    Quando o pai chegou, a noite, Stefani aproveitou um momento em que ele estava sozinho, e questionou sobre a mãe:
    – Eu sei que a mamãe ta chateada! Será que eu fui tão errada em ter tentado amenizar as coisas com o vô e a Pamela?
    O homem coçou a cabeça ficando vermelho, e respondeu apenas que era difícil para um pai falar sobre aquilo com a filha.
    Stefani foi dormir mais irritada ainda, já que agora não tinha com quem conversar. As pessoas que sabiam do ocorrido estavam envolvidas demais para dar um conselho neutro, e a pessoa de fora que podia falar algo só sabia falar do quão fantásticas tinham sido as próprias férias.
    O resto da semana foi igualmente insuportável, Viviane não parava de se gabar dos garotos com quem tinha saído, os professores começaram sem piedade, o calor não dava trégua, a mãe só sabia sussurrar, o pai só dizia que era constrangedor para ele falar sobre aquilo com a filha.
    No sábado, querendo matar alguém, Stefani foi procurar o avô, e o encontrou no mercado dele, revisando uns papéis de mercadorias que haviam chegado. Ela nem cumprimentou o velho direito, e já foi dizendo que precisavam conversar. O homem pediu para as pessoas que estavam no escritório saírem, e perguntou o que estava acontecendo. A garota vomitou toda a sua raiva para o avô, que apenas escutava balançando a cabeça.
    Quando ela terminou, o homem quis saber qual era a ordem das coisas que a incomodavam. Stefani respondeu:
    – Minha mãe parece me odiar, meu pai tem vergonha de conversar comigo, minha amiga, não está nem ai, não tenho com quem falar! Eu não sei o que vem primeiro!
    – Vou resolver isso, afinal eu te devo essa. – Falou o velho, se levantando e saindo da sala e desaparecendo do mercadinho.
    Depois de muito andar sem rumo Stefani resolveu voltar para casa.
    Quando ela entrou na sala viu o avô sentado no sofá, sozinho, e estranhou. O homem pediu para ela se sentar, e ela obedeceu cautelosamente. Então Augusto começou a falar:
    – Olha Stefani, saquei o que está acontecendo aqui… Sua mãe não está com raiva de você. Ela só não sabe como falar com você em relação a Pamela. E tá insegura, por outras coisas.
    – Que tipo de insegurança? – Questionou a garota.
    – Bom… É ai que entre o constrangimento do seu pai. – Falou Augusto.
    Stefani não entendeu nada e deixou isso bem claro, pois o avô continuou:
    – A insegurança da sua mãe se refere ao que ela e seu pai fazem na cama. Entendeu agora?
    Stefani se lembrou da mãe se perguntando o que a mãe dela não fazia e o que Pamela fazia, no dia em que elas se conheceram.
    A expressão de compreensão que a garota mostrou, fez Augusto sorrir.
    9 min
  • Mahou Tias #004 – Incertezas

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    Depois que a mulher de azul saiu da casa de Stefani, os olhares de todos se voltaram para Augusto. Todos haviam achado muito estranha a atitude dele de ajudar a estranha mulher.
    O pai de Stefani encarou o sogro e perguntou por que ajudar aquela mulher. Augusto respondeu apontando para Stefani, que estava deitada no colo da mãe,

    expirando e inspirando o ar com muita força.
    Pamela, que estava sentada na cama ao lado da mãe de Stefani, perguntou para o namorado se ele conhecia aquela mulher. Ele calmamente respondeu que não, mas que apoiava o fato de ela estar atrás de ladrões, por isso tinha dito para ela só tapar a boca de uma pessoa. Todos pensaram um pouco e viram sentido naquela explicação.
    A mãe da garota pediu para o marido pegar as chaves de carro, para levarem a filha ao médico, mas ele se recusou:
    – Desculpe querida, mas… A gente não sabe nada sobre aquela mulher, e se ela esta nos vigiando? Ela disse ter companheiras. E além disso, elas estavam atrás de um caminhão que estava com drogas, se elas sabiam disso, do que mais elas podem saber?
    Estela, fechou a cara, mais para o fato de o marido estar certo, do que para o fato da recusa em levar a filha para o médico.
    Pamela ficou vermelha, e sem olhar para ninguém, falou:
    – Bom… Minha médica é boa em guardar segredos… Ela é ginéco, mas antes de se especializar, ela aprendeu um pouco de tudo, eu acho.
    – Então liga para ela! – Exclamou Estela.
    Pamela foi pega desprevenida, pois não esperava tal reação. Então, ela pegou o celular, discou, colocou no viva-vos e esperou, até:
    – Fala ai Pamela! Tudo certo? – Gritou uma voz bastante jovial e animada de mulher.
    – Doutora, boa tarde… – Tentou falar Pamela.
    – Doutora o cacete, eu não tenho doutorado, então para de frescura! – Reclamou a mulher do outro lado da linha.
    Stefani esboçou um sorriso, mas acabou tossindo muito por causa disso:
    – O Pamela, acho que o pulmão de alguém foi parar longe! – Falou a médica.
    – Jessica, é a neta do meu namorado, ela precisa de ajuda. – Explicou Pamela.
    – Ficou maluca, não é dessa área que eu cuido! – Exclamou a médica.
    – Na verdade ela precisa de sigilo. – Explicou Pamela.
    – Meio difícil hoje em dia, nem se ela morasse em uma caverna. – Falou a médica dando risadinhas.
    Augusto se aproximou do telefone e falou direto e reto:
    – Apareceu uma mulher que fez uma bola de água na cabeça da minha neta, ela ficou sem respirar, e agora estamos com receio de levar ela em um hospital, por que não sabemos quem esta nos observando.
    A mulher começou a balbuciar algo ininteligível, mas quando ela resolveu falar foi eficaz:
    – Então isso é verdade? Não é viagem de maconheiro? Sendo assim, façam ela tomar muita água para lubrificar a garganta. Mel pode ajudar. Se ela chegou a desmaiar, é bom procurar um médico para fazer um exame na cabeça. Se não, e ele tiver dor de cabeça, deem um remédio desses, que todo mundo toma sem receita. E levem no médico quando acharem seguro. E não digam que falei isso do remédio sem receita.
    Não era muita coisa, mas ninguém tinha pensado em água e mel. Pamela agradeceu e desligou.
    Augusto saiu para comprar mel, o pai de Stefani teve que voltar para o serviço, Pamela foi tirar a mesa enquanto Estela ficava observando a filha, já deitada na cama.
    Depois de darem o mel para a garota, e a deixaram dormir para se recuperar, o avô da garota foi dar uma olhada no bairro para saber se mais alguém tinha visto algo estranho. Pamela ficou com Estela,
    12 min
  • Mahou Tias #003 – O Almoço

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    As duas ficaram bastante constrangidas com a situação, mas Pamela realmente sentiu. Ela voltou a olhar para frente e abaixou a cabeça, pedindo para ir para casa, que não queria mais ir almoçar na casa da filha do namorado. O avô de Stefani, olhou para a neta e perguntou:
    – Vocês se conhecem desde quando?
    – Nos conhecemos hoje de manha… Ela me ajudou a me livrar de um tarado no ônibus. – Respondeu Stefani.
    O homem se virou para Pamela e perguntou:
    – Ela sabe do seu trabalho?
    Um leve aceno de cabeça de Pamela foi toda a resposta que o homem obteve. Ele ligou o carro, e seguiu por um caminho diferente do que usaria para ir a casa da neta, que pensou que seria o caminho para a casa de Pamela.
    Então o avô entra no estacionamento de um super-mercado, para o carro no lugar mais afastado, e avisa que precisa comprar uma coisa, e sai do carro deixando as duas sozinhas.
    Depois de um minuto de um silencio constrangedor, Stefani vê Pamela se virar para traz com lagrimas nos olhos e lhe perguntar:
    – Você deve estar com raiva de mim, não é?
    – Na verdade eu não sei… Você me ajudou, é uma garota de programa, e está namorando com meu vô… Mas não é de você que sinto raiva, é dele. – Respondeu Stefani.
    A resposta da garota deixou Pamela bastante chocada. Ela perguntou, por que Stefani sentia raiva do avô e não dela, Stefani respondeu:
    – Não sei se ele te contou, mas ele traiu minha avó. E agora está namorando uma garota de programa… Acho que ele é um safado.
    Pamela encarou a garota e questionou:
    – E eu não sou safada?
    – Você escolheu trabalhar com isso, não tem que ser fiel a ninguém! Meu avô tinha, e trocou por sexo! Como você se sente sabendo que ele só te quer por causa da sua experiência? – Rebateu Stefani.
    Pamela foi pega de surpresa, mais uma vez. A garota não parecia mentir, e a forma como Stafani a tinha questionado sobro o motivo pelo qual o avô estava namorando com ela, fez ela perceber um rancor guardado na garota, e resolveu explorar:
    – Por que essa raiva? Ele é seu avô?
    – Pode até ser, mas é um safado mulherengo, que da em cima da própria neta! – Stefani tremia enquanto falava.
    – Como assim? Da em cima de você?
    – Ele vive me dando tapinhas na bunda e vez ou outra um apetãozinho no peito. O que você acha que ele quer? – Disparou Stefani.
    O senhor abriu a porta do carro, e quando fechou, Pamela disparou na direção do namorado:
    – Você fica bolinando sua neta?
    O homem olhou para as duas e respondeu:
    – Ok, já vi que me ferrei. Mas todo tapa ou apalpada, sempre foi com o objetivo de brincar. Mas depois de domingo e agora, acho que não era engraçado.
    – Só agora você percebeu? – Questionou a garota.
    – Você nunca tinha mostrado tanta raiva disso, então achei que você também levava na brincadeira, mas me enganei.
    Um novo silencio tomou conta do carro, até que o velho falou:
    – O lado bom disso, é que vocês não brigaram entre si, e direcionaram a raiva para mim. Agora Stefani, me faz um favor, não fala para os seus país sobre o trabalho da Pamela, ela já esta dispensando os clientes, só faltam cinco para ela encaminhar para outras garotas.
    Stefani sentiu um chacoalhão, pois voltou com muita força a realidade de que iria haver um almoço, onde estariam ela com os país, o avô e Pamela, isso não tinha como terminar bem, e Pamela concordava, pois falou sem rodeios:
    – Não, hoje não.
    19 min
  • Mahou Tias #002 – A Namorada Do Vovô

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    Stefani, estava descoberta na cama, sua barriga subindo e descendo conforme ela respirava. Então o despertador toca, ela o faz parar e pega o celular para olhar as horas. Se levantou com calma, pegou as roupas da escola e foi tomar um rápido banho para tirar o suor do corpo.
    Ela ainda estava brava com o avô, ela sabia que não era uma garota de curvas, mas não precisava que o avô lhe jogasse isso na cara, ela também não era uma taboa. Ele já tinha ouvido varias recomendações para deixar o cabelo crescer, pois disfarçaria suas poucas medidas. Porem, o que sempre ficou melhor nela foi seu cabelo, que tinha uma tonalidade verde azulada, e mal chegava até os ombros.
    Já com a mochila na mão, foi até a cozinha, beijou a mãe e perguntou:
    – Cadê o papai? Ele não vai me levar para a escola?
    – Ligaram para ele ir mais cedo. Um cliente teve problema com um dos produtos. – Falou a mãe, enquanto colocava o leite na mesa.
    – Sorte que acordei um pouco mais cedo. Mas ônibus… A essa hora… Vai ta lotado. – Lamentou a garota.
    – Seu pai é o que menos gosta que você ande em ônibus lotado, mas hoje não teve jeito. – Falou a mãe se sentando.
    A mãe da garota olhou a xícara e suspirou dizendo:
    – Seu avô vai trazer a namorada para almoçar…
    Stefani, viu o descontentamento da mãe, afinal, o pai havia traído a mãe com outra, e agora iria apresentar uma namorada:
    – Calma mãe… Quem sabe essa senhora é legal e põe o vô na linha.
    Elas tomaram o café da manha juntas, e em seguida, Stefani saiu para não correr o risco de perder o ônibus. Da casa até o ponto, foram dois minutos, e mais dois de espera.
    Ela entrou no veiculo, passou o cartão na catraca, e foi para a parte de traz, tentar encontrar um lugar menos ruim. Mas como ela esperava, o ônibus estava cheio.
    Ela estava de pé segurando em uma das barras superiores da condução, quando no ponto seguinte ao que ela entrou, subiu pela porta de traz, um senhor meio desarrumado que se colocou atrás dela. Quando o veiculo começou a andar ela sentiu o velho a encoxando. Ela empurrou a bunda para traz, na tentativa de afasta-lo, mas ele não se afastou, colocando a mão, que não estava usando para se segurar, na cintura da garota.
    Ele abaixou a cabeça e ela conseguia sentir a respiração dele na nuca. Virou o rosto para tentar ver como ele era, mas só sentiu cheiro de pinga, pois não tinha como virar mais.
    O ônibus para mais uma vez, e alguém se põe a força entre o velho e Stefani. A garota escuta uma voz de mulher falar para o homem deixa-la em paz. Stefani percebe que a voz vinha da pessoa atrás dela, pois em uma curva acabou tombando para traz e sentiu seios baterem nas costas.
    Dois pontos depois, Stefani se virou para poder descer no ponto seguinte, e pode ver a mulher que a tinha ajudado, uma mulher bonita,

    alta, mais ou menos 1,90, belos cabelos pretos passando um pouco dos ombros, e o que o homem queria, um bumbum bem grande. A mulher também se preparou para descer, mas antes deu um cartão de vistas para o velho.
    Stefani desceu e esperou para agradecer a mulher, que quando desceu chamou mais a atenção da garota, por que era alta e não estava usando salto.
    A mulher tomou a mesma direção que Stefani tomaria para ir a escola. A garota se aproximou dela e agradeceu. A mulher olhou para ela, e respondeu:
    – Não esperava que você viesse me agradecer.
    – Não podia deixar de agradecer, sei lá o que aquele cara queria. – Falou Stefani.
    As duas começaram a caminhar juntas, então a mulher perguntou se a garota ia para a escola, e ela respondeu que iria.
    13 min
  • Mahou Tias #001 – Uma Garota E Seu Avô

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    O sol entrava pela janela, iluminando a escrivaninha, o guarda-roupas e a cama, onde uma jovem, dormia de costas para a luz, parcialmente coberta por um lençol, que deixava a sua roupa intima de cetim verde claro a mostra.
    Quando as nove da manha chegaram, seu despertador de cabeceira começou a trinar, era um som metálico, já que o aparelho tinha mais de 50 anos.
    Sem olhar as horas no despertador, travou o alarme, o colocou de volta na cabeceira da cama, e pegou seu oPhone, que estava carregando no criado-mudo, para olhar as horas.
    Ela lamentou o ultimo dia de férias, e se levantou pegando um vestido azul e indo tomar banho, que teve que ser rápido, já que o estado passava por uma crise hídrica nunca vista.
    Depois de se arrumar no banheiro, desceu até a cozinha para tomar café.
    A mãe estava na pia também de vestido, e o pai na mesa de shorts e regata. Ela se aproximou do pai por traz e lhe deu um beijo na cabeça,

    desejando bom dia, repetiu o gesto com a mãe, trocando o beijo na cabeça por um na bochecha. O pai olhou para a filha e a repreendeu:
    – Filha, outra vez? Você já tem 15 anos pra andar sem nada de roupa intima em casa!
    A garota se sentou pegou um pão e respondeu:
    – Desculpa, ta muito calor… Quando o vovô chegar, eu vou me vestir melhor.
    – Na verdade você vai ter que se vestir antes, você vai na padaria buscar farinha e frios para eu fazer a massa da lasanha. Assim você se veste de uma vez. – Falou a mãe.
    A garota nem quis retrucar, estava calor de mais para isso, ela achou que seria mais fresco andar no sol do que entrar em uma discussão.
    Ela vestiu um shorts jeans com uma blusinha regata rosa, sem esquecer da lingerie, pois era capaz da mãe fazer uma vistoria antes de ela sair.
    Então depois da vistoria da mãe, ela saiu em direção a padaria, e se arrependeu de não ter entrado em uma discussão. Quando ela estava na metade do caminho, viu o avô vindo de chinelo de dedo, shorts e camisa do Coringas, o time do coração do velho.
    Ela correu para abraça-lo, mas foi recebida com um golpe de jornal na cabeça, que doeu, fazendo a garota levar a mão até o local. Ele deu risada beijou a testa dela, passou por ela dando outro golpe no traseiro da neta, que ficou envergonhada. Ele foi embora gritando que se veriam na casa dela. Mas para fechar o senhor passou do lado de um deficiente visual, e derrubou a bengala da mão do rapaz com mais um golpe de jornal, gritando “Bom dia ceguinho!”.
    O cego xingou a mãe do velho e começou a procurar a bengala no chão.

    Stefani correu até ele para ajudar, e pediu desculpas em nome do avô.

    O rapaz deu de ombros e respondeu:
    – Não precisa pedir desculpas por ele, ele não pediria. Mas aceito uma ajuda para atravessar a próxima rua.
    A garota ficou com uma pontinha de duvida se aquilo não poderia ter sido uma cantada. Mas de qualquer forma, a padaria ficava após a tal rua então ela ofereceu o cotovelo para o jovem, que segurou, e saíram andando.
    Ela ficava sentida quando o avô fazia esse tipo de coisa, ele era um homem muito bom, mas também era zoeiro em excesso, e as vezes passava do ponto.
    Quando chegaram na frente da padaria, ela perguntou para onde ele ia, e ele mostrou um papel com um número, que correspondia a uma casa logo após a padaria.
    Depois de deixa-lo na porta da casa, ela entrou na padaria e avistou o Sr Osvaldo, o dono, um português muito gentil, mas que adorava piadas de sacanagem. Ela pediu a farinha para ele e depois foi buscar os frios no balcão. Indo para o caixa ela sente um cheiro de queimado, e ouve o Sr Osvaldo, gritar:
    12 min