Ofélia foi embora sem avisar à melhor amiga. Na verdade, "melhor amiga" não dá conta de definir a amizade das duas. Jaque é muito mais do que (só) amiga. Ela é a companheira de vida mais fiel que Ofélia sonhava ter. E como que é se revela para sua metade que você decidiu sumir e renascer em outro estado?! Não, a outra metade não está sendo convidada para um renascimento mútuo. O plano é sumir mesmo, sozinha, desaparecer, recomeçar. Da vida antiga, apenas o corpo e a mala vermelha. Se der para ter outra personalidade, tanto melhor.
Você teria coragem de se despedir da sua maior confidente? Da sua fortaleza? Pois é, Ofélia não encarou esse B.O. Foi embora na surdina e sofreu em silêncio. Agora ela está pronta para se desculpar. Entre sonhos que remetem a infância em dupla, e questionamentos sobre o início da vida adulta, Ofélia procura palavras para redimir-se com uma das pessoas mais importantes da sua vida. Mal sabe ela que Jaque não vai perdoá-la porque não há o que perdoar. Se tem alguém que a conhece mais do que qualquer um, esse alguém é a Jaque. Ela entende, apoia e respeita toda e qualquer decisão que faça de Ofélia uma mulher mais feliz. Um salve a todas e todos que acolhem, resguardam e cultivam seus amigos. Um beijo especial nos pedaços mais importantes da minha vida: Jéssica, Iana e Natalie.