Afroempreendorismo é o movimento empreendedor dos negros e negras.
Ainda que sem um nome especifico as pessoas negras vem empreendendo desde sempre, muitas pessoas escravizadas compraram suas liberdades encontrando uma fonte que lhes proporcionassem um renda.
A gente sabe que historicamente as pessoas negras foram “libertas” sem nada, e ainda com leis que as impediam de estudar, trabalhar e terem suas terras.
Certamente foi através do afroempreendorismo que estamos aqui.
Os números de empreendedores negros e brancos no Brasil são bastante próximos, com uma ligeira vantagem para os empresários negros.
Porém o desafio para as população negra é muito maior.
Vou dizer alguns dados para começar essa conversa.
40% dos negros adultos são empreendedores
55,5% dos empreendedores negros empreendiam por oportunidade, em relação a 71,5% dos empreendedores brancos.
Esse dado é importante porque é um sintoma de negócios que tem sucesso.
Em relação ao faturamento anual, quase 80% dos empreendedores negros faturaram até R$ 24 mil por ano; 8 pontos percentuais a mais que os empreendedores brancos nessa faixa de faturamento. Por outro lado, o percentual de empreendedores brancos com faturamento acima de R$ 36 mil foi de 13,6%, quase o dobro dos empreendedores negros (7,7%). Os empreendedores negros com renda familiar até dois salários mínimos são a maioria (54,2%). Entre os brancos essa proporção é de aproximadamente um terço (37,5%).
A realização de serviços domésticos figura como a segunda atividade mais frequente entre os negros, mas não aparece entre as principais para os brancos. Se somadas com as práticas de cabelereiros e de tratamento de beleza, que se caracterizam por serviços voltados ao consumidor final, elas perfazem aproximadamente 16% do total dos empreendimentos iniciais conduzidos por empreendedores negros.
Os dados são muitos, e mostram o abismo que existe ao empreender.
Somos a maioria, mas ainda somos a maioria que presta serviço, e não contrata.
Com a pandemia é perceptivo o aumento de pessoas que irão empreender por necessidade e não oportunidade, e mais uma vez nós como pessoas negras estaremos no centro nesse lugar.
Para ampliar ainda mais essa conversa, convidamos o Anderson Rosa fundador da marca Saúda Afro e Yan Ragede gerente comercial da Casa Preta Hub e Feira Preta.
E-mail : [email protected]