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No episodio dessa semana nós decidimos desacelerar um pouco e parar pra conversar sobre como andam as nossas vivências, o que tem acontecido nos últimos tempos, as novidades boas e ruins etc.
Estamos quase fechando o primeiro semestre de 2021, muitas coisas tem acontecido e nos impactado de diversas formas e em diversos níveis. Assim, paramos para um bate papo entre amigos e convidamos vocês a adentrarem neste nosso quilombo tão afetuoso.
Este é o podcast que tem muito a dizer em um encontro que enriquece parte 2.
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Quem somos?
Cléo Martins
Camila Nunes
Laís Zkaya
Jorge Guerra
Natália Magalhães
Afroempreendorismo é o movimento empreendedor dos negros e negras.
Ainda que sem um nome especifico as pessoas negras vem empreendendo desde sempre, muitas pessoas escravizadas compraram suas liberdades encontrando uma fonte que lhes proporcionassem um renda.
A gente sabe que historicamente as pessoas negras foram “libertas” sem nada, e ainda com leis que as impediam de estudar, trabalhar e terem suas terras.
Certamente foi através do afroempreendorismo que estamos aqui.
Os números de empreendedores negros e brancos no Brasil são bastante próximos, com uma ligeira vantagem para os empresários negros.
Porém o desafio para as população negra é muito maior.
Vou dizer alguns dados para começar essa conversa.
40% dos negros adultos são empreendedores
55,5% dos empreendedores negros empreendiam por oportunidade, em relação a 71,5% dos empreendedores brancos.
Esse dado é importante porque é um sintoma de negócios que tem sucesso.
Em relação ao faturamento anual, quase 80% dos empreendedores negros faturaram até R$ 24 mil por ano; 8 pontos percentuais a mais que os empreendedores brancos nessa faixa de faturamento. Por outro lado, o percentual de empreendedores brancos com faturamento acima de R$ 36 mil foi de 13,6%, quase o dobro dos empreendedores negros (7,7%). Os empreendedores negros com renda familiar até dois salários mínimos são a maioria (54,2%). Entre os brancos essa proporção é de aproximadamente um terço (37,5%).
A realização de serviços domésticos figura como a segunda atividade mais frequente entre os negros, mas não aparece entre as principais para os brancos. Se somadas com as práticas de cabelereiros e de tratamento de beleza, que se caracterizam por serviços voltados ao consumidor final, elas perfazem aproximadamente 16% do total dos empreendimentos iniciais conduzidos por empreendedores negros.
Os dados são muitos, e mostram o abismo que existe ao empreender.
Somos a maioria, mas ainda somos a maioria que presta serviço, e não contrata.
Com a pandemia é perceptivo o aumento de pessoas que irão empreender por necessidade e não oportunidade, e mais uma vez nós como pessoas negras estaremos no centro nesse lugar.
Para ampliar ainda mais essa conversa, convidamos o Anderson Rosa fundador da marca Saúda Afro e Yan Ragede gerente comercial da Casa Preta Hub e Feira Preta.
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Recentemente o botijão de gás de cozinha passou a custar R$ 90,00 e este aumento somado a uma pandemia mundial, onde diversos brasileiros perderam o emprego vemos alguns portais de notícias “romantizar a pobreza”, quando trazem a matéria: “Gás caro e fogão à lenha vira xodó nas casas”.
Nosso episódio de hoje é sobre isso, vem com a gente nesse papo e depois comenta aqui o que achou.
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O nosso papo de hoje foi sobre representatividade e antes de qualquer coisa, seguindo o jeitinho Uakani de ser, precisamos pontuar desde já que não temos a intenção de esgotar o assunto, muito pelo contrário, estamos aqui pra abrir parênteses e discussões.
Sabemos que representatividade é importante porque, ao vermos nossos iguais ocupando determinados espaços, entendemos que também somos capazes de ocupar diversos outros que vem sido historicamente reservado à branquitude.
No entanto, precisamos tomar cuidado também, uma vez que estamos inseridos num contexto capitalista e que a branquitude já aprendeu a fazer pequenas concessões, permitindo um preto ou outro em determinado espaço no intuito de passar a imagem de inclusão.
Além disso, devemos tomar cuidado pois existem alguns lugares que sequer deveriam existir da forma que existem, quanto mais serem objeto de um desejo de representatividade preta.
Vem refletir com o Podcast que tem muito a dizer!
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A gente queria contar notícias da semana, mas como tem Big Brother aí pra falar acabamos dissecando mais umas observações sobre o reality que tá entretendo a Pandemia e nos fazendo pensar sobre questões raciais em outras dinâmicas.
Vem com a gente!
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Hoje recebemos uma convidada super especial, que é a Izabel Acioly! Uma mulher cearense, mestra em antropologia, mega inteligente, mãe e professora. Ela oferece um curso incrível chamado Relações Raciais e Branquitude no Brasil.
Vem com a gente entender Branquitude!
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O corpo considerado belo, é branco, é magro, não tem celulites nem estrias, não tem marcas, e a mídia e a moda reforçam esse estereótipo.
A beleza é uma construção social e muda de sociedade para sociedade, na sociedade em que vivemos, desde criança somos apresentados a um padrão considerado belo, desde o livro infantil, aos desenhos animados, as séries, novelas, programas de TVs e filmes, e é um belo que exclui a maioria da sociedade brasileira.
Na infância de cada um que está aqui, não havia, ou havia poucos pares que se assemelhavam a nós, e assim crescemos sem referências que nos trouxessem ao centro.
O acesso à internet deu voz a quem nunca teve acesso, e a gente começa a ver um movimento de pessoas que através da estética valoriza seus traços negróides.
Assumir os cabelos crespos e cacheados, é uma ação que não só trás a estética mas potencializa quem somos, é uma mudança de fora pra dentro, de dentro da fora, é uma
movimento de aceitação.
Mas para além disso, mesmo quando falamos de pessoas negras, quando falamos de do que é belo, temos também um padrão do que é aceitável.
Quando minha mãe fez 62 anos, postei uma foto no instagram, e estava lendo os comentários pra ela, e muita gente dizendo o quanto ela era linda, e lembro muito dela dizendo: engraçado, nunca me achei bonita, sabia que tinha um corpo bonito, mas não me achava bonita.
Óbvio que a minha primeira reação foi argumentar pra ela o quanto ela era linda, mas depois a minha reflexão veio para quanto tempo ela demorou para se achar bonita? Uma mulher negra e retinta, que hoje nos seus 62 anos não tem mais sua cintura finíssima e quadril largo.
E eu começo questionando a vocês quando vocês reconheceram a beleza em vocês?
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Água, limão e gratidão o combo que se popularizou, ainda mais, em tempos de pandemia, e em muitos momentos só faz sentido para uma parcela da população que detém de alguns privilégios e claro, ignora que a vida é feita de altos e baixos.
Essa positividade tóxica é uma ideia que tem se difundido muito na internet e, em certos momentos, acaba se tornando um extremo.
Lembrando que ser positivo não é ignorar os problemas que existem, mas sim conseguir perceber em situações complicadas, as melhores soluções a partir de outras perspectivas. Não é lidar apenas e exclusivamente com as coisas positivas do mundo, porque a vida não é assim.
Vem com a gente nesse papo e conta pra gente nas redes socias: Você é do time Gratiluz ou Namastreta!
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Existe um imaginário racista de que pessoas negras precisam sempre exceder todas as expectativas. É através dele que se abrem poucas oportunidades para que poucas pessoas negras ocupem espaços e, a partir disso, possam negar ou diminuir as consequências do racismo na vida cotidiana.
O episódio dessa semana fala sobre como essa pressão nos atinge e qual a nossa resposta à essa expectativa de sermos sempre os melhores.
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Sueli Carneiro disse: "Entre direita e esquerda eu continuo negra". Para além da polaridade política a população negra continua com poucos avanços que nos contemplem, que pense o combate a estrutura racista.
Nesse episódio também conversamos um pouco sobre algumas reparações históricas do governo Lula e um possível quadro eleitoral para 2022.
Será que nos sentimos assistidos pela esquerda atual? Pq pela direita nós já sabemos a resposta. Vem com a gente!
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