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O tema de hoje é os descartáveis conversam sobre o racismo ambiental.
O racismo estrutural se manifesta de inúmeras maneiras. Assim, neste episódio escolhemos abordar sua relação com o meio ambiente, mais especificamente com o Eco Cid. Trazemos mais uma vez a urgência de racializar todas as problemáticas do nosso país. Nesse sentido, o discurso da sustentabilidade nos incomoda, o problema desse tema é que embora muito se fale sobre o famoso pilar social da sustentabilidade acredito que ele não seja o bastante para tratar as questões do racismo, pois o racismo é sempre colocado como uma ramificação dentro do social como uma decorrência do mesmo. Quando na verdade o racismo é a própria lógica que sustenta a lógica extrativista e degenerativa imposta pelo colonizador. Você já ouviu falar sobre racismo ambiental?
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"Odeio como racismo é um sistema mais perfeito que existe. Tem uma coisa que me incomoda muito nas últimas semanas nessa minha vida de empreendedora. Porque é óbvio que eu nunca percebi e real que tem tirado o meu sono."
O episódio dessa semana é para falarmos sobre apropriação cultura, e como o racismo estrutural é um sistema tão perfeito que impacta a possibilidade de empoderamento financeiro de pessoas negras, reflexão que veio de um entendimento pessoal, e do seguinte post feito por Laís Zkaya no Twitter nas redes sociais da Zkaya.
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Então o amor é real? Lina quebrada fala várias vezes que ela não ama. Isso foi discutido no Big Brother Brasil e na sua participação lá. Lina lembra que o amor romântico é uma criação recente que nasce no século dezoito. Adiciono aqui que ele é fruto de literaturas e posteriormente do cinema que alimenta um ideal de amor forjado na metade da laranja. Quem nunca ouviu a expressão ficar pra tia ou nunca ouviu falar de solteirão?
A ciência biológica afirma que quando nos apaixonamos liberamos várias substâncias químicas entre elas ocitocina, dopamina, serotonina e a betaendorfina.
Mas hoje aqui decidimos falar de amor colonial. Esse amor fala, mas também ultrapassa as barreiras do amor romântico, Genillonghi Nunes fala sobre a monocultura dos afetos. Forma de amor trazida pelos colonizadores e que mantém duas estruturas principais. Um, a binariedade e dois, a possibilidade do amor único. Afinal, pra ser binário é preciso que duas metades sejam ao final duas metades da laranja. Assim os homens são feitos para amar as mulheres, as mulheres para os homens, ou seja, um só gênero. Mas não para por aí. Também devemos amar um só Deus, uma nação e assim por diante, e por isso ele não termina no amor romântico. Cada par de familiares por sua vez deve amar e cuidar das suas próprias crianças. E o amor se torna uma empreitada individualista. O amor familiar faz às vezes familiares se considerarem donos de suas crianças. Esse fato faz ainda que meninas sejam estupradas pelos próprios pais. Assim também são as parcerias românticas. Uma é da outra uma do outro.
Esse lugar de posse também é ligado ao sentimento de dor. Amar é sofrer. Para homens e mulheres pretas e pessoas LGBT e mais ainda outras exigências para que esse amor se torne real. O amor muitas vezes pra essas pessoas acontecem na surdina, às escondidas. Ficam as perguntas, será que o poliamor pode ser uma realidade para todas as pessoas? Será que o amor precisa ser assim? Será que existem outras formas de amar?
Será que é possível a gente conversar e perceber de que forma os nossos amores foram colonizados? A pauta então é essa, amor colonizado. Quais são as histórias de amor romântico, de amor familiar e de amizades coloniais?
Sueli Carneiro no texto “Negros de pele clara”, aponta como pessoas brancas conseguem ver diversidade na sua branquitude, loiros, morenos, ruivos, e ainda assim se reconhecem como brancos, e por outro lado como é difícil para nós pessoas negras reconhecer que há diversidade na população negra.
E por isso o tema de hoje é Colorismo, e aonde fica os pardos, os frutos de relações interraciais, ou da miscigenação que aconteceu nesse país?
É sobre isso que vamos conversar hoje, e pra essa conversa ficar ainda mais intensa, temos dois convidados especiais, que com certeza enriqueceram ainda mais essa conversa, Vagner Portes e Irâe Garcia.
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A vida é cheia de começos, meios, fins e recomeços. Uakani começou com um lugar de encontro, assim como Akani significa um encontro que enriquece, Uakani por quase um ano fez esse papel. Mas a verdade é que a vida vai tomando os seus próprios caminhos, seus próprios acontecimentos, e muitas vezes a gente tem que fazer escolhas. E nesses muitos acontecimentos tivemos que pausar, e ficamos ensaindo a volta por quase um ano. E ai a roda da vida foi girando, até que tivemos que tomar as decisões, a Natália Magalhães, a Cleo Martins, e Camila Nunes, encerram esse primeiro ciclo de Uakani. Cada uma com um novo projeto, com novas prioridades e principalmente com novos ciclos, e é sobre isso que viemos conversar nesse episódio de retorno, vem com a gente ouvir esse podcast que tem muito a dizer.
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No episódio de hoje vamos falar de um assunto que já citamos em outros momentos aqui e por isso decidimos fazer um episódio exclusivo para falar sobre: O racismo no movimento LGBTQIA+ no nosso país.
Sabemos que o racismo é algo estrutural e atravessa instituições, lares, vivências, relacionamentos e também movimentos sociais, que muitas vezes lutam para erradicar opressões, mas que acabam reproduzindo e reforçando outras.
Não sendo diferente dentro do movimento LGBTQIA+ que mesmo lutando pelos seus direitos e contra toda forma de opressão, é um movimento, na sua maioria, racista.
Pautas como a hipersexualização dos corpos pretos, a solidão das manas, manos e minas pretas, a falta de representatividade e protagonismo de pessoas pretas dentro do movimento, que muitas vezes é ocupado pelo homem gay branco padrão, entre outras pautas que se fazem necessárias trazer a tona dentro do movimento.
Para conversar conosco hoje, temos uma convidada muito especial, ela que é assistente social, DJ, gamer, produtora e presidenta da Associação em Defesa dos Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade - ADEH, que é a associação que acolhe vítimas de violências em Florianópolis, a poderosa Lirous K'yo Fonseca Ávila.
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Cléo Martins
Camila Nunes
Laís Zkaya
Jorge Guerra
Natália Magalhães
No episódio de hoje vamos falar de um assunto que já citamos em outros momentos aqui e por isso decidimos fazer um episódio exclusivo para falar sobre: O racismo no movimento LGBTQIA+ no nosso país.
Sabemos que o racismo é algo estrutural e atravessa instituições, lares, vivências, relacionamentos e também movimentos sociais, que muitas vezes lutam para erradicar opressões, mas que acabam reproduzindo e reforçando outras.
Não sendo diferente dentro do movimento LGBTQIA+ que mesmo lutando pelos seus direitos e contra toda forma de opressão, é um movimento, na sua maioria, racista.
Pautas como a hipersexualização dos corpos pretos, a solidão das manas, manos e minas pretas, a falta de representatividade e protagonismo de pessoas pretas dentro do movimento, que muitas vezes é ocupado pelo homem gay branco padrão, entre outras pautas que se fazem necessárias trazer a tona dentro do movimento.
Para conversar conosco hoje, temos uma convidada muito especial, ela que é assistente social, DJ, gamer, produtora e presidenta da Associação em Defesa dos Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade - ADEH, que é a associação que acolhe vítimas de violências em Florianópolis, a poderosa Lirous K'yo Fonseca Ávila.
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Falar sobre veganismo e vegetarianismo ainda é um tema cheio de tabus e incógnitas: Será que faz bem? Essas práticas podem salvar o meio ambiente? É sobre receitas? O que as grandes empresas tem a ver com isso? E as religiões que fazem sacrifícios animais, como fica? Obviamente não respondemos a todas essas perguntas (porque precisaríamos de uma série de episódios para esgotar o tema), mas refletimos e debatemos com o nosso jeitinho Uakani de ser sobre as questões que envolvem esse tema. E para nos ajudar, tivermos a presença VIP do Veveto, que é vegetariano restrito e estudioso do tema. Vem com a gente!
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Viver nesse país não é fácil pq todo dia nos matam! E estamos cansadas.
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As escolas não ensinam de fato o que foi o processo abolicionista no Brasil.
E pra falar desse assunto vamos resgatar um pouco da história não contada pela branquitude ou pelas novelas da Globo.
Por exemplo, a princesa Izabel não foi boazinha e os brancos resistiram muito em abrir mão de explorar a população escravizada.
Foi um processo longo e acima de tudo uma luta dos negros. Será que até hoje estamos na luta para uma abolição? Vem com a gente!
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