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Uakani episodes

  • 51 - A arte de Tatuar

    Está começando Uakani, o podcast que tem muito a dizer.

    Eu sou Karol Reis e estou com Verdi Vilela, com Laís Zkaya e Jorge Guerra.

    No episódio de hoje vamos falar sobre tatuagem, ela que existe há milênios, já foi utilizada por povos antigos como os egípcios, povos indígenas entre outros. Atualmente para alguns ela significa estética, liberdade, uma forma de expressão, para outros vaidade, renúncia ou ressignificar algo.

    O que sabemos é que a tatuagem faz parte da história e veio pra ficar, por isso nada melhor do que trazer alguém aqui que sabe muito sobre o tema: Vítor Arcanjo é o nosso ilustre convidado de hoje. Vítor, conta um pouco pra gente sobre você.


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    1 hr 2 min
  • 50- Maconha: por que é que essa erva é proibida?

    Está começando Uakani o podcast que tem muito a dizer, esse podcast é patrocinado pela Zkaya Moda Afro-brasileira  uma marca autoral que tem como propósito levar criatividade, afeto, autoestima e alegria ao mundo através das estampas exclusivas. Eu sou Verdi Vilela e estou aqui hoje com Lino Gabriel,  Laís Zkaya e Karoline Reis.


    Ganja, chá, xibaba, beck, baseado, taba, são alguns dos muitos nomes atribuídos para a cannabis sativa, mais popularmente conhecida como Maconha. A planta que Luísa Saad aponta que  pode ter sido a primeira a ser cultivada segundo evidências de pesquisas antropológicas e arqueológicas. Dela, nada se perdia: o óleo extraído das sementes tem inúmeras finalidades, dentre elas a medicina, assim como fibra oriunda dos talos, chamada de cânhamo, é responsável por talvez um dos tecidos mais antigos que se tem registro, encontrado inclusive nas velas e cordames das embarcações de nossa colonização e muito provavelmente também das roupas da tripulação. Ainda não menos importante, em suas flores se encontram uma psicoatividade que foram elementos aproveitados por numerosas sociedades ao longo dos tempos. Seu uso tanto recreativo, quanto medicinal, ou economico é milenar, o que é novo é a sua criminalização, um discurso que vem sendo forjado a menos de 100 anos. Uma corrida baseada, ou melhor, forjada em argumentos falaciosos, intencionais ou por ignorância.

    O que sabemos hoje é que argumentos da criminalização relacionados ao uso recreativo não tem comprovação científica, pelo contrário, seus benefícios é que já foram comprovados cientificamente. E nesse lenga, lenga todo, a pergunta de hoje é:

    Se Deus criou a natureza e também as belezas desta vida, Bezerra da Silva, Planet hemp, o Uakani e inúmeras outras pessoas querem saber “porque é que essa erva é proibida?”

    Para responder essa questão, estamos  aqui hoje com Laís Eloá, pesquisadora do programa em Mudança Social e Participação Política na USP. Ela que pesquisa maconha terapêutica com perspectiva de cultivos, associações, regulamentação e descriminação. Boa noite Eloá, seja bem vinda e pode se apresentar.


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    1 hr 23 min
  • 49- Reconhecer a nossa potência

    Está começando UAKANI, o podcast que tem muito a dizer!

    Eu sou o Jorge Guerra e estou aqui com Laís Zkaya, com a Karol Reis, com a Verdi Vilela e com o Lino Gabriel.

    Costumamos falar muito sobre racismo e seus efeitos negativos sobre a população negra aqui nesse podcast, mas eu tenho feito cada vez mais uma reflexão sobre mecanismos para sair dessa lógica colonial e pensar a nossa existência fora do trauma racial.

    Katiuscia Ribeiro, filósofa preta, discursa sobre a importância de buscarmos o nosso passado tomando a consciência de que a nossa história não é só de chicotes, correntes, troncos e subalternização.

    Katiuscia discursa ainda no sentido de que o processo de escravização da população negra se deu a partir do medo sentido pelo homem branco ao pisar no território africano e constatar a grandiosidade da produção dos nossos ancestrais em termos de ciência, cultura, matemática, arquitetura, etc.

    Existe uma máxima que diz “Ser negro e minimamente consciente é viver o tempo todo com raiva”. Eu não sou esses branco tilêlê que só fala de paz e amor e quer pintar o mundo de colorido, distante da realidade, mas reconheço que é muito fácil cair na lógica de que a nossa luta deve ser movida apenas pela inquietude e revolta dessa realidade que criaram para a gente, porém tenho procurado me amparar no pensamento de que os meus passos vem de longe, que posso ser tão grande quanto meus ancestrais foram e que se ainda estamos aqui, sendo maioria da população brasileira mesmo após tantos anos de violência, é em razão da nossa grandiosidade.

    Mas e aí amigos, vocês já refletiram sobre o quão potentes nós somos?


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    1 hr 3 min
  • 48- Aplicativos de relacionamento

    Como você encontra seu crush hoje?

    Em um passado não tão distante o flerte, as trocas aconteciam em festas, baladas, e atualmente com o advento da tecnologia outras formas de se relacionar foram surgindo, como badoo, tinder, happn, entre outros. O episódio de hoje é para falar dessa nova, não tão nova, forma de se relacionar, aplicativos de relacionamento.

    É um papo aberto sobre experiencias e frustrações, há quem goste e há quem odeie,  e você, o que pensa sobre tudo isso?


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    52 min
  • 47- Fofoca Uakani

    Está começando Uakani, o podcast que tem muito a dizer.

    Eu sou Verdi Vilela e estou com Laís Zkaya, com Jorge Guerra, com Karol Reis , e Lino Gabriel.

    Dos bastidores vocês ainda muito pouco vêem, então contextualizo. Acontece que nos últimos dias eu tive de me distanciar um pouco do Uakani para que outras coisas acontecessem na minha vida. Com isso, muito pouco consegui trocar no nosso grupo privado do uakani, ainda menos individualmente com os integrantes. E daí? E daí que, antes de tudo, estou morrendo de saudades, delus e de vocês, estou também desatualizadissima dos últimos babados e então pensei: ao invés de me atualizar em off, porque não me atualizar já dividindo tudo isso com vocês? Então, hoje o episódio é livre, buteko uakani parte 2? Talvez sim. Portanto uakaners sentem aqui na mesa, querides ouvinte peguem também vossas cadeiras, seu tricot, sua cerveja, junte-se a nós neste bate papo que tem muito a dizer! A regra de hoje é: quem tem fofoca passa na frente, por favor. Valendo!

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    1 hr 3 min
  • 46- Astrologia e Cartomancia

    Está começando o uakani, o podcast que tem muito a dizer. Eu sou Lino Gabriel e estou hoje com: LaísZkaya e Karol Reis

    Baralho cigano, oráculos de cartas, tarôs, mapas astrais. A gente já fez um episódio aqui sobre circo, a gente já falou sobre outros conhecimentos, mas hoje a gente vai falar mais sobre como funcionam esses conhecimentos. Vou confessar pra vocês que eu entendo bem pouco dos temas que vão aparecer aqui hoje, mas já to cheio de perguntas na cabeça e esse tema seeeempre tá presente nas rodas de conversas. Quem não sabe da história de alguém que foi fazer uma previsão de futuro? Dependendo da sua idade você também pode ser fã de jovens bruxas! Ou então quem nunca respondeu o signo antes do próprio nome?É sobre isso que a gente vai falar hoje. Aqui com Greg Malaquias  e com Juca Xavier, o Unicórnio Cartomante.

    Greg, quem é você na fila do pão?

    Juca, quem é você na fila do pão?

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    1 hr 46 min
  • 45-É possível falar em branquitudes?

    Está começando o uakani, o podcast que tem muito a dizer. Eu sou Lino Gabriel e estou hoje com: Laís Zkaya e Karol Reis.

    Hoje é um dia muito especial pra mim. Por dois motivos. O primeiro é a pessoa convidada que já já eu vou contar pra vocês. A segunda é a oportunidade de conversar sobre um tema como este que vem a seguir.

    A gente, pessoas pretas, sabemos que há uma coisa chamada colorismo. Já discutimos esse tema por aqui. Discutimos também o lugar ou o não lugar da pessoa parda. Ainda discutimos como a colorimetria é diferente a depender de que região estamos. Em Salvador, talvez uma pessoa não seja reconhecida como negra, enquanto em Santa Catarina ela com muita probabilidade não será vista jamais como branca.

    Uma coisa que ainda me marca é quando eu tava fazendo a minha dissertação que chama “"Não tinha espaço pra mim nessa história": moda, raça e resistência no espaço escolar’, foi que em alguns lugares de Santa Catarina também há colorismo entre as branquitudes, ou seja, branquitudes que se acham e se fazem mais legítimas e legitimadas do que outras. Nossa convidada de alguns capítulos atrás, a Furcifer Scher chama esse tipo de branquitude ‘exacerbada’, diríamos assim de brancos retintos. Os brancos retintos seriam aquelas pessoas loiras, de olhos claros, bem brancas mesmo. Juro, gente, uma pessoa de olhos verdes e cabelos loiros escuros me disse uma vez que o seu apelido, também no interior de Santa Catarina era ‘pretinha’.

    Pois bem, pra falar sobre as branquitudes eu tenho o imenso prazer de trazer aqui, Lia Vainer Schucman! Liaaaa, maravilhosa, se apresente pra nós, quem é você na fila do pão?


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    1 hr 13 min
  • 44- Responsabilidade Afetiva

    Está começando Uakani, o podcast que tem muito a dizer.

    Eu sou Laís ZKaya, e estou com Karol Reis, com Lino Gabriel, e com Jorge Guerra

    Aqui em Uakani a gente já falou de relacionamentos e afetos, ouçam os podcast o que é o amor, amor colonial, relacionamento afrocentrado, e interracial, e uma serie de outros episódios, e o episódio de hoje é para falarmos sobre responsabilidade afetiva, mas afinal o que é responsabilidade afetiva?

    Responsabilidade afetiva é assumir o seu papel quanto às expectativas criadas em uma relação, porque vamos combinar que não é legal estimular um relacionamento, dizer que ama, fazer planos para o futuro, que ninguém pediu, e de um dia para o outro terminar.

    É normal repensar relações e querer encerra-las, aqui ninguém vai dizer que você é obrigado a ficar com alguém que não queira, afinal não estamos no século 19.

    Mas com responsabilidade afetiva há conversas racionais, respeito a essas conversas e as consequencias que essas promessas podem trazer.

    Mais do que um erro é uma irresponsabilidade levar a pessoa a acreditar que é amada e desejada quando, na verdade, não é.

    E para ajudar na reflexão trago o audio Não Seja Joana, gravado por Diego Queiroz, lá em 2017 mas que permanece atual, disponível no youtube, um video que sempre mando quando algum amigo está em uma desilusão causada pela falta de responsabilidade afetiva.


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  • 43- Circo preto e LGBTIAP+

    Está começando Uakani, o podcast que tem muito a dizer.

    Eu sou Verdi Vilela, e estou aqui hoje com Karol Reis, com Lino Gabriel e com Laís Zkaya

    O circo é aquela memória de criança com muitos atrativos, o circo encanta quem o vê, mas quem? O circo nasceu como uma forma de trabalho de famílias rurais, mas também foi apropriado para mostrar os horrores do mundo, entre aspas, né? Mulheres barbadas, anões e toda sorte de gente estranha era apresentada ao grande público sobre pequenas quantidades de dinheiro. Sarah Baartman, conhecida também como Vênus Negra ou Vênus de Hotentote, hoje vista como um termo pejorativo, foi uma mulher negra africana exposta num desses circos. Seus restos mortais continuaram sendo exibidos no Museu de Paris, na França, até 1974. Outra figura marcante no circo, o palhaço pode deixar várias pessoas entre nós, sem graça, com piadas antigas, deslocadas, racistas e misóginas. No entanto, hoje no circo há outra perspectiva de cerca de circo feita por pessoas trans e não brancas. Por isso, o tema hoje é o circo não normativo. E estamos aqui com Furcifer Scher uma convidada especial, multi artista e que participa do circo.

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    1 hr 9 min
  • 42- Saúde mental da população negra.

    Está começando Uakani, o podcast que tem muito a dizer.

    Eu sou Jorge Guerra, e estou com Laís Zkaya, com a Verdi Vilela  e com a Karol Reis.

    No episódio de hoje vamos conversar sobre um tema bastante delicado: Saúde mental da população negra. O racismo adoece e isso não é novidade pra ninguém que tenha acompanhado alguns poucos episódios deste podcast, não é mesmo? Mas só pontuar isso não é suficiente, precisamos nomear e especificar as coisas para que possamos apontar os erros e não repetir eles (com muito custo, óbvio). A existência negra no Brasil é marcada por racismo a todo momento e, para além das manifestações externas que tanto discutimos nesse espaço, não há como ignorarmos os efeitos psicológicos dessa agressão racial ininterrupta. Dados apontam que, no país, o suicídio é a terceira principal causa externa de mortes. Uma pesquisa do Ministério da Saúde publicada em 2018 revelou que jovens negros do sexo masculino e idades entre 10 e 29 anos são os que encaram o maior risco de morrer por suicídio. A probabilidade de suicídio nesse grupo é 45% maior do que entre jovens brancos na mesma faixa etária. E neste ponto precisamos refletir também sobre o genocídio da juventude negra em curso, com os números de assassinatos e encarceramentos cada vez maiores, mesmo durante o auge da pandemia de o coronavírus. Isso quer dizer que os nosso corpos estão marcados para morrer, seja externamente, por meio da violência física, seja internamente, a partir do adoecimento mental que nos leva, muitas vezes ao suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior prevalência de ansiedade no mundo e o número 2 nas Américas quando o tema é depressão. O racismo influencia esses rankings. Situações de discriminação, sejam elas explícitas sejam sutis, produzem estresse e traumas. E esses traumas, acumulados ou vivenciados de maneira mais intensa, podem desencadear, no longo prazo, transtornos psicológicos. Para tirar algumas das nossas dúvidas e falar com um pouco mais de propriedade sobre o tema, temos aqui hoje uma convidada mais que especial: Lara Gomes.

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    1 hr 30 min

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