Estamos testemunhando uma mudança de eixo no poder global. O Ocidente enfrenta crises internas causadas pela economia rentista, pela integração forçada que visa ao planejamento econômico por agentes privados, pela desvalorização das moedas nacionais e pela precarização dos setores produtivos.
Enquanto isso, a Ásia-Pacífico desponta como o novo coração econômico do mundo – com mercados financeiros em crescimento, consumo interno em expansão e grandes projetos de infraestrutura conectando economias do Sul Global. A região já responde por mais de 35% do tráfego marítimo global e abriga algumas das maiores bolsas de valores do planeta. Mas esse crescimento vem acompanhado de disputas ferozes.
Vietnã, Filipinas, Japão e outros países asiáticos tentam se proteger do avanço diplomático e militar da China, buscando rotas alternativas e alianças estratégicas – como vimos nas recentes visitas de Macron à região e nos novos pactos de defesa.
Em meio a tudo isso, a África torna-se um campo de manobra para influências militares e econômicas, com soldados ucranianos chegando ao continente para tentar redefinir a balança de poder e influência regional.
Com Arthur Machado.