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USP Especiais - USP episodes

  • USP Especiais #26: Elder Costa - parte 2 – Disco “O que não se vê”
    Nesta segunda parte do programa sobre o músico, violonista e compositor mineiro Elder Costa, o artista comenta suas motivações e inspirações para compor seu mais recente disco: O que não se vê. Nascido em Gonçalves, Minas Gerais, região localizada no alto da Serra da Mantiqueira, Costa revela o quanto essa paisagem de montanhas, cachoeiras e árvores, características da Serra da Mantiqueira, figura em todo o conteúdo musical e poético do trabalho e como esse ambiente influenciou na criação de suas canções e melodias instrumentais.
    Com traços da natureza e uma tríade instrumental de violão, percussão e baixo acústico, o presente álbum é o mais maduro da carreira de Elder Costa. Expressando um tom existencial, o disco é um retrato do momento vivido pelo artista e se traduz no encontro das belezas do cotidiano com os afetos e a natureza.
    Ao longo de todo o programa, cada faixa do disco é apresentada, bem como os detalhes e curiosidades intrigantes sobre o processo de composição, além das participações especiais de grandes nomes como Milton Nascimento e Zeca Baleiro.
    Através de uma sonoridade belíssima e encantadora, programa mostra a força das composições do músico Elder Costa e a profunda relação do artista com seu instrumento musical, o violão.
    Créditos do programa
    Roteiro: Raquel Novaes e Gustavo Xavier
    Produção e montagem: Gustavo Xavier
    Voz adicional: Cido Tavares
    1 hr
  • USP Especiais #25: Elder Costa - parte 1 - Trajetória
    Daquele espaço montanhoso da Serra da Mantiqueira, sul de Minas, ali perto de São Paulo, nos chega o violonista e compositor Elder Costa com uma trajetória de suma importância e um trabalho relevante e sincero para a música brasileira.
    Aqui, ouviremos sua gênese musical desde a infância, na fazenda ao som sertanejo dos programas de Zé Béttio, sua adolescência já mostrando sobriedade incomum, dividindo sua formação entre a música popular e erudita. A juventude ao som muito particular da cultura efervescente de Minas dos anos 1980, sob influência das vanguardas que chegavam, acompanha a silhueta dos morros da Mantiqueira em cima de harmonias complexas, como aponta Ivan Vilela, que também está presente neste programa.
    “Com violão cada vez mais denso, estas tuas harmonias me espantam, são inusitadas, na hora que pensamos que sabemos onde pretendes chegar, nos surpreendes com um sobressalto e o curso melódico harmônico da sua música muda, mostrando um novo caminho, uma nova paisagem, uma nova alegria, alegria de sermos surpreendidos e com isto crescermos. Elder, te reconheço como um grande compositor. Um compositor não deve ter estilo, deve compor de tudo, afinal é isso que esse nome indica: diversidades. A maneira como te aproprias do congado, do choro e da balada, e de tantos outros estilos composicionais, mostra o caudaloso rio que tornaste.” (Ivan Vilela)
    Milton Nascimento acolhe Elder em sua casa, e reconhece a excelência do afilhado musical. Toninho Horta e Fredera (guitarrista do Som Imaginário) também estão presentes nessa formação, bem como o próprio Ivan Vilela, assim reconhece Elder.
    Dos trabalhos do pop rock da banda Toque de Midas, nos anos 90, álbuns solo com participação de Milton Nascimento e Ana Carolina, até um retorno às raízes depois de viagens musicais aos quatro cantos do mundo, com o Trio Mocotó (banda que acompanhava Jorge Ben), dentre muitos outros trabalhos, Elder Costa nos presenteia com sua trajetória que importa por si mesmo, sem a necessidade de “vender a alma”, como diz Hermeto Pascoal, e sua música existe por força própria.
    Créditos do Programa
    Apresentação: Raquel Novaes
    Roteiro e montagem: Raquel Novaes e Gustavo Xavier
    Voz adicional: Cido Tavares
    1 hr
  • USP Especiais #24: Missão de Pesquisas Folclóricas – Parte 2
    A segunda parte do programa Missão de Pesquisas Folclóricas trata da relevância da expedição e da diversidade dos gêneros coletados. Os pesquisadores tiveram o cuidado de buscar uma ampla gama de gêneros musicais e, entre eles, encontraram alguns que se aproximam mais da melodia do canto, enquanto outros são puramente instrumentais. Há também aqueles que servem para dançar e, outros ainda, em que a palavra é privilegiada, colocando a melodia à mercê dos versos declamados.
    Entre os gêneros da música folclórica brasileira estão o Desafio, Mourão, Martelo, Embolada, Carretilha (gêneros que priorizam a declamação poética), assim como o Aboio, Roda, Cambinda e Acalanto (gêneros com maior riqueza melódica, no qual o canto se distancia da fala). O Acalanto, por exemplo, é um gênero comum em todo Brasil e se trata de uma cantiga para embalar as crianças.
    Um dos destaques do programa é a forma como cada gênero é apresentado e suas características musicais e poéticas esmiuçadas, o que proporciona ao ouvinte uma escuta apreciativa, aprofundada e interessante. Além disso, o episódio também traz entrevista com Flávia Toni, especialista em Mário de Andrade e professora do Departamento de Música da USP e do Instituto de Estudos Brasileiros.
     
    Créditos do Programa
    Roteiro: Vitor Ramirez e Gustavo Xavier
    Locução: Vitor Ramirez e Cido Tavares
    Pesquisa: Vitor Ramirez
    55 min
  • USP Especiais #24: Missão de Pesquisas Folclóricas - Parte 2
    A segunda parte do programa Missão de Pesquisas Folclóricas trata da relevância da expedição e da diversidade dos gêneros coletados. Os pesquisadores tiveram o cuidado de buscar uma ampla gama de gêneros musicais e, entre eles, encontraram alguns que se aproximam mais da melodia do canto, enquanto outros são puramente instrumentais. Há também aqueles que servem para dançar e, outros ainda, em que a palavra é privilegiada, colocando a melodia à mercê dos versos declamados.
    Entre os gêneros da música folclórica brasileira estão o Desafio, Mourão, Martelo, Embolada, Carretilha (gêneros que priorizam a declamação poética), assim como o Aboio, Roda, Cambinda e Acalanto (gêneros com maior riqueza melódica, no qual o canto se distancia da fala). O Acalanto, por exemplo, é um gênero comum em todo Brasil e se trata de uma cantiga para embalar as crianças.
    Um dos destaques do programa é a forma como cada gênero é apresentado e suas características musicais e poéticas esmiuçadas, o que proporciona ao ouvinte uma escuta apreciativa, aprofundada e interessante. Além disso, o episódio também traz entrevista com Flávia Toni, especialista em Mário de Andrade e professora do Departamento de Música da USP e do Instituto de Estudos Brasileiros.
     
    Créditos do Programa
    Roteiro: Vitor Ramirez e Gustavo Xavier
    Locução: Vitor Ramirez e Cido Tavares
    Pesquisa: Vitor Ramirez
    55 min
  • USP Especiais #23: Missão de Pesquisas Folclóricas - Parte 1
    No ano de 1938 foi realizada no Brasil a Missão de Pesquisas Folclóricas, uma expedição para registrar a cultura popular do Norte e do Nordeste brasileiro, que levou alguns dos mais modernos equipamentos de registro de som daquela época. Essa expedição foi organizada por Mário de Andrade e contou com o apoio de grande parte da sociedade civil paulista.
    A missão foi motivada pela valorização das identidades nacionais. Isso foi muito marcante na década de 30. Naquela época o Brasil ainda não se conhecia e era um país que passava por um momento de muita turbulência. Um feito importante, afinal era a primeira vez que a cultura popular do interior brasileiro se tornava efetivamente conhecida. Os pesquisadores da missão fizeram um trabalho extensivo de coleta: eles foram às capitais e aos interiores dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Pará e recolheram mais de mil melodias de tradição oral, assim como uma quantidade significativa de objetos artesanais.
    Muitos gêneros musicais diferentes foram registrados na Missão de Pesquisas Folclóricas. Alguns eram estritamente ligados ao trabalho, outros a danças, a cantos para atrair o gado ou mesmo para embalar crianças. Um exemplo interessante, ligado ao trabalho, é a canção Vamos Nessa Meus Amigos, entoada pelos carregadores de piano de Recife para que pudessem sincronizar o passo enquanto transportavam o instrumento musical pelas ruas.
    Por meio das percepções, estudos e capturas musicais dos pesquisadores desta expedição, o programa nos proporciona uma rica viagem sonora e cultural pelo Norte e Nordeste do Brasil, além de trazer uma valiosa entrevista com Flávia Toni, especialista em Mário de Andrade, professora do Departamento de Música da USP e do Instituto de Estudos Brasileiros.
    Créditos do Programa
    Roteiro: Vitor Ramirez e Gustavo Xavier
    Locução: Vitor Ramirez e Cido Tavares
    Pesquisa: Vitor Ramirez
    59 min
  • USP Especiais #22: Contracultura nas canções do Som Imaginário
    Quando a música mineira e o jazz, que já faziam parte da sonoridade de Milton Nascimento, vão ao encontro de novidades experimentais, rock, Beatles, entre outros, surge a necessidade de uma banda para acompanhá-los nessa aventura. O nome é sugestivo: Som Imaginário. A banda era formada por instrumentistas e criadores de primeira grandeza: Wagner Tiso, ao piano, Robertinho Silva, na bateria, e Luiz Alves, no baixo, eram o eixo jazzístico da banda; já Tavito, no violão, Zé Rodrix, no teclado, e Fredera, na guitarra, formavam a ala roqueira. O resultado foi um som altamente híbrido, que ia de rock progressivo a releituras de gêneros consagrados tocados de um jeito muito particular.
    O grupo Som Imaginário, criado para acompanhar Milton Nascimento, ganhou vida própria e gravou três discos. Os dois primeiros, de 1970 e 1971, abordados neste programa, mostram um contexto muito presente na época: a contracultura. Fusões, virtuosismo musical, ousadias poéticas, além da improvisação, da criação coletiva e da experimentação estão presentes em abundância nesses dois álbuns.
     
    Créditos do Programa
    Roteiro, montagem e apresentação: Gustavo Xavier
    Voz adicional: Marcia Avanza
    1 hr 1 min
  • USP Especiais #22: Contracultura nas canções do Som Imaginário
    Quando a música mineira e o jazz, que já faziam parte da sonoridade de Milton Nascimento, vão ao encontro de novidades experimentais, rock, Beatles, entre outros, surge a necessidade de uma banda para acompanhá-los nessa aventura. O nome é sugestivo: Som Imaginário. A banda era formada por instrumentistas e criadores de primeira grandeza: Wagner Tiso, ao piano, Robertinho Silva, na bateria, e Luiz Alves, no baixo, eram o eixo jazzístico da banda; já Tavito, no violão, Zé Rodrix, no teclado, e Fredera, na guitarra, formavam a ala roqueira. O resultado foi um som altamente híbrido, que ia de rock progressivo a releituras de gêneros consagrados tocados de um jeito muito particular.
    O grupo Som Imaginário, criado para acompanhar Milton Nascimento, ganhou vida própria e gravou três discos. Os dois primeiros, de 1970 e 1971, abordados neste programa, mostram um contexto muito presente na época: a contracultura. Fusões, virtuosismo musical, ousadias poéticas, além da improvisação, da criação coletiva e da experimentação estão presentes em abundância nesses dois álbuns.
     
    Créditos do Programa
    Roteiro, montagem e apresentação: Gustavo Xavier
    Voz adicional: Marcia Avanza
    1 hr 1 min
  • USP Especiais #21: O choro pelos chorões, segundo “Animal” – parte 2
    O segundo programa da série O Choro pelos Chorões, com texto retirado do livro de Alexandre Gonçalves Pinto, também conhecido como "Animal", foi escrito em 1936, e nos traz importantes descrições e vivências do ambiente do choro nesse período, com o autor sendo testemunha dos fatos e causos, conhecendo pessoalmente os grandes músicos dessa história.
    As figuras são lembradas de modo sincero, como o maestro e professor Anacleto de Medeiros que “era um diretor de música caprichoso e violento, porém, quando não tinha na mão uma batuta, era um cordeiro de mansidão”. A musicista Lily S. Paulo foi lembrada pela doce voz e sua excelência na harmonia, nos mostrando a existência de figuras femininas no meio. Muitos outros são citados com importantes descrições, o que nos dá um arcabouço por vezes negligenciado historicamente.
    Com uma escrita sentimental e poética, carregada de adjetivos elogiosos, mas não exagerados, Animal nos mostra um excelente documento sobre o meio social da época, como se nota, por exemplo, no contexto de camaradagem e consideração que se tinha um para com o outro entre os chorões.
    Aparecem músicos como Donga, batuta das rodas de Pixinguinha; o erudito Villa-Lobos, também ele um dos frequentadores das rodas de choros; o flautista e compositor Benedito Lacerda; os violonistas Canhoto e João Pernambuco; e, por fim, o violonista e compositor Guilherme Cantalice, admirado pela sua musicalidade extrema.
    Um excelente documento histórico para ser escutado ao sabor de uma música verdadeiramente boa, de uma época em que a beleza se escutava na esquina.
    Créditos do programa
    Pesquisa e textos: Amanda Ferraresi
    Apresentação (interpretação de “Animal”): Cido Tavares
    Os textos do programa foram extraídos do livro O choro – Reminiscências dos Chorões Antigos.
    1 hr

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