Vai Pela Sombra Podcast - por Camila D'Orazio e Thayane Leonardi

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Vai Pela Sombra Podcast - por Camila D'Orazio e Thayane Leonardi episodes

  • #01 - Ao encontro da sombra
    A sombra pessoal desenvolve-se naturalmente em todas as crianças. A medida que nos identificamos com as características ideais de personalidade (tais como gentileza e generosidade) que são encorajadas pelo nosso ambiente. Ao mesmo tempo, vamos enterrando na sombra aquelas qualidades que não são adequadas à nossa auto-imagem, como a agressividade, vaidade e o egoísmo. Muitas forças estão em jogo na formação da nossa sombra e, determinam o que pode e o que não pode ser expresso. Pais, irmãos, professores e amigos criam um ambiente complexo no qual aprendemos aquilo que representa comportamento gentil, conveniente e moral, e aquilo que é mesquinho, vergonhoso e pecaminoso. A sombra age definindo o que é eu e o que é não- eu. Pessoas diferentes, em diferentes famílias e culturas, consideram de modos diversos aquilo que pertence ao ego e aquilo que pertence à sombra. Por exemplo, alguns permitem a expressão da raiva ou da agressividade; a maioria, não. Alguns permitem a sexualidade, a vulnerabilidade ou as emoções fortes; muitos, não. Alguns permitem a ambição financeira, a expressão artística ou o desenvolvimento intelectual; outros, não. Todos os sentimentos e capacidades que são rejeitados pelo ego e exilados na sombra contribuem para o poder oculto do lado escuro da natureza humana. No entanto, nem todos eles são aquilo que se considera traços negativos. Esse escuro tesouro inclui a nossa porção infantil, nossos apegos emocionais e sintomas neuróticos bem como nossos talentos e dons não-desenvolvidos. A sombra, diz ela, "mantém contato com as profundezas perdidas da alma, com a vida e a vitalidade — o superior, o universalmente humano, sim, mesmo o criativo podem ser percebidos ali. Vamos juntos, compreender a sombra?
    58 min
  • #40 - Agir como sombra - O canto do Hondo pt2
    Se for preciso haver uma mudança, nós somos essa mudança. Se quisermos mudança internas, cada um de nós precisa empreender a sua. Se quisermos mudanças no mundo, nós temos nossos próprios meios de apoiar que elas aconteçam. A natureza selvagem sussurra a todo momento as palavras e os meios, e nós estamos aprendendo a obedece-la. Ela tem algo a nos mostrar.
    Se você estiver a um passo de escapar, de assumir riscos – se ousar agir de modo proibido, procure cavar para encontrar os ossos enterrados mais fundo, fazendo frutificar os aspectos naturais e selvagens da mulher, da vida, dos homens, das crianças, da terra. Use seu amor além dos seus bons instintos para saber quando rosnar, quando atacar, quando aplicar um golpe, quando acalentar, quando uivar, quando morder e quando nutrir.
    Para viver mais próxima do seu Self, a mulher precisa sacudir mais a cabeça, ser mais exuberante, ter mais faro na intuição, ter mais vida criativa, mais solidão, mais companhia de mulheres. Precisa colocar mais a mão na massa, levar uma vida mais natural, ter mais fogo, elaborar mais palavras e idéias. Precisa de mais poesia, mais revolução na vizinhança, mais tesão por si, pela vida. Muito mais canto hondo, muito mais canto profundo. E no ano que vem, muitos mais ciclos indo juntas pela sombra.
    Vamos Juntas?
    41 min
  • #39 - Agir como sombra - O canto do Hondo pt1
    O arquétipo da Mulher Selvagem vem agindo como sombra com as mulheres humanas há anos.
    Ora a percebemos, ora a volta a ficar invisível.
    Ela aparece tantas vezes e sob formas tão diferentes na nossa vida que nos sentimos cercadas por suas imagens e impulsos.
    Ela nos chega em sonhos ou histórias, pois quer ver quem somos e se já estamos prontas para nos reunir a ela.
    Estamos destinadas a ser residentes permanentes em seu território, não apenas turistas, pois provimos dessa terra.
    Ela é nossa terra natal e nossa herança.
    A força selvagem da psiqué está nos seguindo como sombra por algum motivo.
    Se você está em processo de descida, sofrendo a perseguição de uma grande força, e se essa força conseguir agarrar sua sombra, você também irá se transformar em força por si mesma.
    Como você reconhece a sombra da Mulher Selvagem na sua vida?
    Como e quanto você se permite ser transformada por ela?
    Um ciclo vai chegando ao fim.
    Quem verdadeiramente se permitiu assimilar cada um dos passos que demos juntas ao longo dos episódios, certamente não é a mesma.
    Em quem você se transformou. O que em ti se transformou?
    Como reconhecer se estou ou não me individuando?
    Isso e muito mais, na sombra do PENÚLTIMO episódio do livro Mulheres que Correm com os Lobos.
    Vamos juntas, pela sombra?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    49 min
  • #38 - A donzela sem mãos - A iniciação na floresta subterrânea pt4
    Já perdemos as mãos,
    Já atravessamos o foço.
    Já perambulamos feito mendigas pela floresta escura da alma.
    Pensamos em desistir.
    Pensamo-nos loucas.
    Na despedida do mundo conhecido até então, vemos a inocência ficando pequena - abanando no porto. Enquanto embarcamos para o misterioso mar do inconsciente.
    Do mundo novo também não somos.
    Mas o desbravamos para nos encontrar.
    Como alento dessa expedição o abraço do noivo e as mãos de prata.
    Na união das polaridades: um filho. Fruto! Fato de um novo ciclo.
    Mas a jornada não termina aqui...
    É chegada a hora de uma nova partida.
    De novos passos, novo rumo.
    Confrontos com o velho diabo precedem o felizes - que nunca para sempre.
    Mas cada vez mais consciente.
    Consistente.
    Real.
    Tão humano que toca o sagrado. Transcende. Transcendente.
    Dissolve e coagula.
    Dissolve e coagula.
    Num contínuo vir a ser, onde já não somos o que éramos.
    E reafirmamos a decisão de nutrir, gestar e criar aquilo que viemos manifestar.
    Vamos juntas?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    50 min
  • #37 - A donzela sem mãos - A iniciação na floresta subterrânea pt3
    Para que uma verdadeira transformação ocorra, não basta que decidamos mudar.
    Precisamos sustentar essa decisão ao longo do tempo.
    Dia a dia, passo a passo.
    Entre quem estamos e quem realmente somos, tudo aquilo que nos impede de ser.
    No desafio, a oportunidade. No simbólico, a chave. O caminho em direção à totalidade já é o “Lá” que ansiamos encontrar.
    Na revisão de nossas crenças e expectativas sobre a realidade, a permissão cada vez maior para viver a totalidade.
    Vamos aos poucos nos separando daquilo que adotamos.
    Aos poucos nos desidentificando com o que nos apegamos.
    Aos poucos desvelando o que reprimimos.
    Aos poucos nos autorizando aos desejos castrados.
    Aos poucos os impulsos destrutivos sendo domados.
    Aos poucos, menos anestesia e mais capacidade de sentir.
    Aos poucos, mais selvagens – menos domesticados.
    Aos poucos mais inteiros.
    Mais autênticos.
    Menos mansos.
    Aos poucos nossas mão cortadas, voltam a crescer.

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    51 min
  • #36 - A donzela sem mãos - A iniciação na floresta subterrânea pt2
    O caminho de individuação é um caminho de rupturas.
    De despedir-se pouco a pouco de tudo aquilo que não sou eu.
    De romper com ideias, crenças, pessoas, personas.
    Caem as máscaras, as projeções, as expectativas.
    Faz-se luto daquilo que pensei ser eu, mas não.
    Que precisei ser, mas não.
    Que idealizei ser, mas não.
    É um caminho que geralmente começa com um NÃO. Não mais.
    Ao mesmo tempo, individuação é movimento de irromper, emergir e desvelar.
    De dentro pra fora se revela.
    Emergem frases, vozes, partes, pensamentos.
    Desejos e anseios uma vida toda reprimidos.
    Idiossincrasias, talentos e sonhos no inconsciente esquecidos.
    Se desvelam as feridas e toda a dor que há por trás delas.
    Consciente do que se revela, individuação é caminho de dizer SIM.
    “Isso também sou eu. Agora eu vejo.”
    As partes que são ouro e as abomináveis também sou eu.
    Na resultante: um TODO sempre maior que suas partes.
    Num amalgama único e complexo de tudo aquilo que cabe ao humano.
    Entre cortes e brotamentos, dá-se luz a quem se é.
    Morte
    Vida
    Morte
    Vida
    Em contínua espiral que segue e aprofunda na medida em que seguimos.
    Parados? Os mortos. Os de fato e os mortos em vidas.
    Ser inteiro vai além do certo ou errado.
    Ser inteiro é ser em movimento.
    É vir-a-ser em outrora fui.
    Onde você está agora?
    Coordenadas disponíveis dentro desse episódio.
    Vamos juntos pela sombra?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    45 min
  • #35 - A donzela sem mãos - A iniciação na floresta subterrânea pt1
    Tornar-se si mesmo não é ato. É jornada. Cumpri-la as vezes nos pede um passo. Outrora, um braço.
    Na dança entre caminhar, integrar e despedir.
    Entre abrir-se ao novo e partir:
    A nova vida custa àquela que se conhecia. Que somos nós nos custa as identificações que o ego trazia. A pessoa é a persona nua.
    No caminho, entre mestres e armadilhas quase nada é o que parece.
    Ao aprendiz parece Ouro o que confunde o tolo e parece tragédia o convite pra descida.
    Pra dentro.
    Pro-fundo.
    Nesse conto, abandonamos o lar para voltar pra casa.
    Vamos juntos?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    1 hr 10 min
  • #34 - Marcas de combate - A participação no clã das cicatrizes pt2
    Segredos revelados dão luz à feridas que nunca foram curadas.
    À luz: exposta a ouvidos atentos, coração compassivo e olhos que suportam ver, o ferimento se transforma em cicatriz.
    Essa, não conta apenas que já fomos feridos. Mas também que fomos capazes de sobreviver a tudo o que nos aconteceu.
    Geralmente, onde temos um a cicatriz, temos uma parte mais firme e resistente de pele.
    O mesmo acontece com nossa psiqué: rupturas cicatrizadas conferem força, resistência e resiliência para que possamos seguir nos apoiando em nosso processo de individuação.
    O clã das cicatrizes não é para pessoas feridas.
    Feridos todos fomos e somos.
    Esse clã é para quem está disposto a transformar vergonha em força.
    Segredo em metáfora, tragédia em iniciação.
    Você quer entrar?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Foto: aranprime
    51 min
  • #33 - Marcas de combate - A participação no clã das cicatrizes pt1
    Há oceanos de lágrimas que as mulheres nunca choraram por terem sido ensinadas a levar para o túmulo segredos do pais e das mães, dos homens, da sociedade e os seus próprios.
    O choro da mulher sempre foi considerado muito perigoso: ele abre trincos e ferrolhos dos segredos que a Alma carrega.
    Na realidade, porém, para o bem da Alma Selvagem da mulher: é melhor chorar!
    As lágrimas são um princípio de iniciação para o ingresso no clã das cicatrizes.
    Você quer entrar?
    A Senha é: me conte um segredo.

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Foto: aranprime
    56 min
  • #32 - O urso da meia lua - Os limites da raiva e do perdão pt4
    Quando sofremos um grave dano, duas são as posturas comuns: minimizar o que aconteceu para esquivar-se da dor. Ou fazer do trauma a minha identidade, reduzindo o todo que somos àquilo que sofremos.
    Aparentemente opostas, essas duas formas de lidar com a dor nos aprisionam em um lugar comum: fixam grande parte de nossa energia psíquica no passado, limitando nossas possibilidades de vida.
    Entre a banalização da dor e o vitimismo, o convite para que se escolha encarar com sinceridade o que aconteceu, o reconhecimento dos danos, e – quando possível, a permissão para a reparação - dão abertura à um caminho do meio que se propõe a costurar o que estava separado. Os que estavam separados. O que em mim era fragmentado.
    A compreensão profunda das leis de causa e efeito, bem como da existência de um pano de fundo para além do aparente não reduzem a dor daquilo que experimentamos. Mas podem, sem dúvidas, nos libertar do cárcere do sofrimento eterno.
    Falamos da raiva que nasceu de agressões crônicas.
    Falamos da raiva contida que incendeia e destrói.
    Falamos da raiva enquanto reconhecimento e defesa de limites.
    Falamos da raiva legítima e da raiva enquanto energia de criação.
    Vamos falar de reconciliação?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Foto: aranprime
    54 min

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Todo mundo quer ser luz.