Vai Pela Sombra Podcast - por Camila D'Orazio e Thayane Leonardi

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Vai Pela Sombra Podcast - por Camila D'Orazio e Thayane Leonardi episodes

  • #21 - Pele de foca, pele da Alma pt 2
    A captura da Alma pode acontecer nos momentos em que a gente faz acordos mentindo que “vai ser só por um tempo” e gastamos todas as nossas vidas em uma “fase” que dura pra sempre - ou até que toda a nossa pulsão criativa seja consumida e reduzida a um burnout, garrafas vazias ou um stent.
    Viver é buscar um equilíbrio dinâmico entre eu/mundo, o consciente e o inconsciente, entre quem somos-fomos-seremos e os papéis que desempenhamos nessa saga (mãe, filha, esposa, amiga, massagista, professor).
    É claro que em alguns momentos priorizaremos alguns papéis em detrimento de outros, alguma fatia da roda-da-vida em detrimento de outra.
    Esse aparente desequilíbrio é fundamental para que possamos crescer a nível físico, relacional, material e espiritual.
    A perda da nossa alma não ocorre por priorizamos temporariamente uma área da vida ou outra: acontece quando nos fixamos em um papel tempo demais. Quando nos confundimos com uma posição que ocupamos no mundo.
    Quando pensamos ser o que parecemos.
    Perdemos a nossa Alma quando não reconhecemos que um ciclo chegou ao final. Ou quando não temos forças para nos abrir para algo novo por sermos cativeiros do conhecido (des)conforto.
    Perdemos a alma quando não temos clareza da justa medida entre fazer e o conter.
    Entre o servir e o servir-a-si.
    Quando andamos sem paradas.
    Corremos sem descanso.
    Seguimos sem reflexão.
    Quando temos verdades de estimação. E não somos capazes de nos estimar.
    Perdemos alma quando é mais fácil falar sobre o que fazemos que sobre quem somos.
    Sobre o que é esperado de nós que sobre o que realmente desejamos.
    Perdemos a Alma quando o SER torna-se um borrão de fazer - escravo do “tenquenismo”.

    Mas então, como se cria um RELACIONAMENTO com a Alma?
    Como podemos transitar entre o consciente e inconsciente de forma saudável, dinâmica e construtiva?
    Como nutrir aquilo que é essencial para mim sem perder a conexão com o mundo externo? Com os demais?
    Impulsos para que você mesmo encontre em si essas respostas estão na sombra desse episódio.
    Vamos juntos pela sombra?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Imagem: Ashley Ibarra
    52 min
  • #20 - Pele de foca, pele da Alma pt 1
    Desde crianças, vestimos papéis para participar da vida.
    Somos filhos, alunos, pais, advogados, coronel, pastora....
    Vestimos roupas e adotamos um conjunto de comportamentos que nos dá acesso e permanência nos círculos aos quais queremos pertencer.
    Somo chamados pela cultura, pelas lealdades, pelo nosso desejo e por nossas necessidades a dançar muitas danças ao longo da vida. Cada qual com seu figurino, maquiagem e repertórios próprios.
    Os personagens que adotamos não são em si o problema. São soluções adaptativas que nos permitem contato e troca com o mundo exterior.
    O problema surge quando vestimos os papéis por tanto tempo que passamos a nos confundir com eles.
    Pensamos que somos a roupa que vestimos, o cargo que ocupamos e depois de anos sem nos despir nem mesmo quando chegamos em casa, perdemos o contato com nossa própria pele. Se você se despisse agora de todos os papéis que desempenha na vida, o que é que sobra?
    A maioria das pessoas que eu conheço, reconhece o efeito colateral de dormir dias seguidos sem tirar a maquiagem do rosto – a pele precisa “respirar”, dizem.
    Agora, conseguem imaginar o dano de passar uma vida sem tirar as máscaras que usamos da cara? A pele da alma também precisa de respiro.
    Seu corpo precisa de descanso, hidratação, nutrição, movimento. Certo? Sua alma também.
    O que é que falta para você tomar a decisão de verdadeiramente cuidar de si num sentido profundo?
    Não sabe nem por onde começar?
    Esse episódio pode ser o primeiro passo.

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Imagem: Ashley Ibarra
    56 min
  • #19 - Sapatinhos Vermelhos pt 2
    Uma vida pobre em sentido nos deixa famintos, almas famintas podem ser devoradas por aquilo que aparentar trazer alívio imediato ao desprazer agudo.
    Projetamos em algo ou alguém a imagem do nosso salvador (também conhecido por “Lá”- onde eu quero chegar). Aquele ou aquilo que emergirá nos absolvendo de todos os nossos pecados e nos levará de forma irrevogável ao paraíso.
    No fundo esperamos uma solução mágica, total e absoluta para todas as nossas mazelas: e é nesse momento que nossa alma pode ser capturada. Que podemos cair em uma armadilha.
    “ A gente está muito acostumado a identificar a falta, mas não os excessos. Foi a falta de instinto para reconhecer as armadilhas, para saber quando basta, para criar limites para a defesa da saúde e do bem estar. Para entender que os excessos quebram alguns ossinhos psíquicos, depois outros maiores. Até que finalmente todo o esqueleto de sustentação da Psiqué cai por terra e a pessoa vira uma massa amorfa em vez de uma força poderosa.”
    Se a satisfação do seu desejo aumenta a fome de sua alma: não vale a pena.
    36 min
  • #18 - Sapatinhos Vermelhos pt 1
    O conto da Sapatinhos Vermelhos nos lembra que nem tudo que reluz é ouro!
    A escassez de uma vida significativa que dê conta de suprir nossas necessidades emocionais básicas nos aniquila.
    Nesse momento corremos o risco de fazer más escolhas, tomadas pelo desejo de nos sentirmos vivos, corremos riso de morte.
    Quantas vezes a gente se aproxima da morte na ilusão de que estamos nos sentindo vivos?
    Esses são os sapatinhos vermelhos demais: quando por termos uma fome original não reconhecida, nos tornamos obsessivos por qualquer coisa que pareça nos trazer uma sensação de alívio, de saciedade. Devoramos com voracidade essa ilusão de vida, até que ela nos devora.

    Sua alma tem fome de quê?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Imagem: Sarah Mak
    45 min
  • #17 - O corpo jubiloso pt 2 + respondendo perguntas
    Você já sentiu o poder do corpo de uma mulher quando ele é animado de dentro pra fora?
    Você já reparou naquele corpo que tem vários aspectos fora do padrão mas que tem uma certa luz, um brilho, um magnetismo que dá um gostoso de ficar olhando?
    Animar um corpo de dentro para fora é desafiador mas não há nada mais empoderador.
    O corpo é repleto de canais que captam estímulos externos e veículos que permitem experimentar materializar o que a razão jamais conseguirá colocar em palavras.
    Em meio a tanta tortura imposta aos corpos, pode parecer difícil sentir algo além da dor.
    Mas um corpo vivo é um corpo capaz de sentir, através dos 5 sentidos. Você consegue vislumbrar a possibilidade de sentir algo além da dor? De usufruir de cada um desses 5 sentidos para sentir a vida?
    Como você tem usufruído do seu corpo? Você sente prazer ou além dele consegue sentir êxtase?

    Entre tantas provocações, neste episódio respondemos algumas perguntas que vocês nos fizeram!
    Ouvidos atentos, nossos lábios falaram o que brotou do palpitar dos nossos corações!

    Vem pela sombra, sentir o corpo com a gente!

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Imagem: Olivia Bauso
    48 min
  • #16 - O corpo jubiloso - pt 1
    No corpo, não existe nada que "devesse ser" de algum jeito. A questão não está no tamanho, no formato ou na idade, nem mesmo no fato de ter tudo aos pares, pois algumas pessoas não têm. A questão selvagem está em saber se esse corpo sente, se ele tem um vínculo adequado com o prazer, com o coração, com a alma, com o mundo selvagem. Ele tem alegria, felicidade? Ele consegue ao seu modo se movimentar, dançar, gingar, balançar, investir? É só isso o que importa.

    Em se tratando de corpo, o que é importante para você? O quanto ele te importa ou quanto ele suporta pra que você se sinta importante?

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    Imagem: Olivia Bauso
    42 min
  • #15 - O patinho feio - encontrando nossa família psíquica - pt 2
    Se você alguma vez já foi chamada de  desafiadora, incorrigível, saliente, esperta, insubmissa, indisciplinada, rebelde, você está no caminho certo. 
    Se você nunca foi chamada de nada disso, ainda é tempo. Ponha-se procurar a Mulher Selvagem. Insista.

    E ao procurar conselhos, JAMAIS dê ouvidos aos tímidos de coração. Seja gentil com eles, cumule-os de bênçãos, tente incentivá-los, mas nunca siga seus conselhos.
    Os membros das famílias não são hábeis para serem espontâneos com o inconsciente! Identificou isso? Aprenda você e leve isso adiante.
    Se não consegue encontrar a cultura que a estimule, pode-se criar, por si mesmo essa cultura. A importância de ser quem se é envolve uma responsabilidade e ética com o todo! Outras pessoas que também vinham procurando há muito tempo chegarão misteriosamente um dia, proclamando com entusiasmo o fato de estarem procurando pelo que você criou o tempo todo.
    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    45 min
  • #14 - O patinho feio - encontrando nossa família psíquica - pt 1
    Muitas pessoas tiveram pais que as observaram quando eram crianças e se perguntaram perplexos, como esse pequeno alienígena havia conseguido se infiltrar na família. Crescer ouvindo que se era estranho, diferente, inadequado… é desolador.
    Diante disso, Clarissa nos adverte: Certifique-se agora de perder menos tempo com aquilo que eles não lhe deram e de dedicar mais tempo à procura das pessoas com quem você se sinta bem.
    A natureza selvagem luta instintivamente para continuar viva apesar de tudo.
    Nosso trabalho é descobrir nossa família psíquica!

    Vinheta: Mandril Audio.
    Soundtrack: Levi Patel
    48 min
  • #13 - A mulher esqueleto - um conto sobre o amor - pt 2
    A união com a natureza da vida-morte-vida é propiciada quando se chora seu sentimento verdadeiro. 
    O medo é uma desculpa insuficiente para não realizar tal tarefa. O medo não é nenhuma novidade já que todos sentimos.

    O objetivo é poder e conseguir sentir, imaginar que tudo é possível e não ter medo de pronunciar os desejos de sua alma. Não ter medo de desejar porque acredita que sua necessidade será satisfeita. E será satisfeita porque nesse processo você se torna seu curandeiro, você e seu self trabalham juntos nisso. É um imenso alívio acreditar que sua alma se realizará.
    Mas, como qualquer mergulho no inconsciente, chega uma hora que simplesmente temos que torcer para dar certo, tapamos o nariz e mergulhamos fundo no abismo. Se não fosse assim não teríamos precisado criar as palavras herói, heroína e coragem.

    Se quisermos amar, não há como fugir desse aprendizado.  Sem uma tarefa desafiadora não há transformação e nem satisfação verdadeira. Amar os prazeres é fácil, já amar de verdade exige uma atitude heróica em que se consiga suportar seu próprio medo.

    Vinheta: Mandril Audio.
    Imagem: Alex Iby
    45 min
  • #12 - A mulher esqueleto - um conto sobre o amor - pt 1
    Para se relacionar, é preciso ter um coração disposto a morrer, renascer, morrer e renascer repetidamente.
    E ao contrário do que muitos pensam, isso não é necessariamente fazer papel de trouxa!
    O primeiro passo para se ter um relacionamento profundo com outra pessoa é reconhecer que se precisa do outro e que isso não é ser dependente.
    É ter coragem de satisfazer uma necessidade básica do ser humano. Somos seres relacionais e não há como negar que essa necessidade existe.
    Sejam pais, cuidadores, irmãos, amigos ou amantes. Nós precisamos do outro sim.


    Vinheta: Mandril Audio.
    Imagem: Alex Iby
    31 min

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Todo mundo quer ser luz.