Recentemente foi destaque no noticiário a informação de um casal de brasileiros e seus dois filhos que foram retirados de um voo da Air France após um downgrade da classe Executiva para a Econômica Premium. O caso ocorreu no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, na quarta-feira (14). Depois de pagar um valor de R$ 9.973 pelo upgrade de quatro passagens para a classe superior, os brasileiros foram informados que, por causa de um assento quebrado, uma passageira precisava fazer o downgrade. A situação provocou confusão e eles foram retirados da aeronave.
Em nota, a Air France disse que o assento estava quebrado e "decidiu desembarcar um grupo de quatro passageiros indisciplinados". Ao voltar para o Brasil, a família estava saindo de Milão, na Itália, com escala em Paris e, por fim, Salvador. Durante o check-in, a companhia ofertou um upgrade da classe econômica premium para a classe executiva, no valor de 399 euros cada, totalizando 1.596 euros.
Reportagem do site "UOL" traz que mudanças de assento podem acontecer. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), companhias aéreas chegam a vender 10% a mais de assentos do que são capazes de atender. Geralmente, isso faz com que alguém mude de classe ou seja realocado em uma próxima viagem. Aérea pode fazer downgrade (realocar passageiros para classe inferior), mas deve oferecer algum tipo de compensação. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor e da resolução nº 400 da Anac, a pessoa só não recebe compensação se for por motivo de segurança.
Nesta edição do Viaje na CBN, o comentarista Edson Ruy fala sobre o assunto.