
Sign up to save your podcasts
Or


Toda a gente acha que as varizes são um problema estético. Algo para esconder no verão. Uma questão de vaidade.
Não são. São uma doença crónica venosa. E quanto mais tempo esperas, mais difícil e mais dolorosa fica a cirurgia.
A cirurgia vascular é a especialidade que vai onde todos os outros cirurgiões têm medo de ir. Diretamente aos vasos. E é precisamente aí que a Ana trabalha todos os dias.
Neste episódio descobres por que é que pernas pesadas, cansadas e inchadas ao fim do dia não são cansaço normal, como é que o exercício te pode ajudar e por que é que operar varizes pequenas é completamente diferente de operar varizes que esperaram anos para serem tratadas.
A doença venosa não escolhe quem afeta. Escolhe quem ignora os sinais durante tempo suficiente.
Não há varizes que desapareçam sozinhas. Só há varizes que pioram sozinhas.
Toda a gente tem um sótão. É o lugar onde vão as coisas que não queremos ver, que não queremos sentir, que não queremos que os outros vejam.
O problema é que o sótão não fica quieto. Com o tempo começa a ganhar bolor e ratos. E um dia acordas com infiltrações na casa de banho e ratos no quarto, sem fazer a mínima ideia de onde vieram.
Neste episódio descobres por que é que o problema que trazes para a terapia raramente é o verdadeiro problema, como é que as crenças que construíste para te proteger se tornaram as paredes que te prendem e o que é que acontece quando já não estás no Egito mas ainda não chegaste à terra prometida.
Não tens que continuar a ser quem sempre foste. Mas primeiro tens que perceber o que está no teu sótão.
O teu médico tem 15 minutos de consulta. Dois para a tensão, dois para os análises, um para a medicação. O exercício físico fica para a próxima.
Portugal é o país mais sedentário da Europa. Mais de 70% dos portugueses não faz qualquer tipo de atividade física. E a maior parte nunca foi informada sobre o que o movimento pode realmente fazer por ela.
Neste episódio descobres por que é que o sedentarismo é perigoso para a tua saúde, por que é que começar com pouco é a única estratégia que funciona a longo prazo e por que é que o ginásio não é o único tipo de exercício que podes fazer.
Não precisas de um plano perfeito. Precisas de começar. O teu corpo não se torna frágil de repente aos 70. Torna-se frágil por décadas de imobilidade que começaram hoje.
Independência não se recupera. Constrói-se. E a construção começa agora.
A infertilidade raramente se resume à dificuldade em engravidar.
Muitas vezes, traz consigo culpa, comparação, exaustão, silêncio e uma sensação difícil de explicar a quem nunca passou por isso.
Neste episódio, falamos sobre o impacto emocional da infertilidade e da procriação medicamente assistida, mas também sobre tudo aquilo que existe à volta deste percurso: a pressão social, a espera, a incerteza, a relação com o corpo, a medicalização da intimidade, a esperança que cresce e a frustração que tantas vezes lhe segue.
Este é um episódio para quem está a viver este caminho, para quem acompanha alguém que o está a viver e para quem sente que precisamos de falar de fertilidade com mais verdade, mais delicadeza e mais consciência.
Porque há dores que não se veem.
Mas não é por isso que doem menos.
A maior parte das pessoas começa terapia à espera de alívio. De respostas. De clareza.Mas o processo terapêutico raramente começa aí.
Às vezes começa na confusão. Na sensação de que estás a falar de tudo menos daquilo que te levou ali. Na frustração de não saber se estás a avançar ou se estás apenas a abrir gavetas que passaste anos a manter fechadas.
Neste episódio, falamos sobre aquilo que quase ninguém explica antes de começar terapia: por que é que a primeira sessão pode deixar-te com mais perguntas do que respostas, por que é que falar diretamente “do problema” nem sempre é a forma mais útil de o tratar e por que é que o progresso nem sempre se parece com progresso enquanto está a acontecer.
Se já te perguntaste se a terapia “está mesmo a resultar”, ou por que é que um processo que supostamente te devia ajudar às vezes te deixa mais mexida do que aliviada, este episódio é para ti.
Sabes o teu nome, a tua profissão, o teu papel na vida dos outros. Mas se te tirarem tudo isso, o título, a função, as pessoas, quem é que fica?Neste episódio descobres por que é que o autoconhecimento não é um luxo de quem tem tempo, por que é que pertencer a um grupo te pode custar ser quem és e por que é que o teu valor não é igual àquilo que produzes, mesmo que te tenham ensinado o contrário a vida toda.Não és preguiçosa quando páras. Não és menos quando não produzes. Não és o que fazes quando ninguém está a ver.Mas provavelmente nunca ninguém te disse isso.
A maternidade pode ser uma das experiências mais transformadoras da vida de uma mulher. E, ainda assim, uma das mais exigentes mentalmente. Porque, ao mesmo tempo que nasce um bebé, nasce também uma vigilância nova, uma responsabilidade constante e uma pressão silenciosa para fazer tudo bem.
Neste episódio, falamos sobre a ansiedade na maternidade. Da gravidez ao pós-parto, exploramos o que acontece quando o amor se mistura com medo, quando o instinto se começa a confundir com hipervigilância e quando o excesso de informação, a privação de sono e a comparação tornam quase impossível desligar.
A maternidade não precisa de mais performance. Precisa de mais apoio, mais espaço e conversas mais honestas.
Porque cuidar bem de um bebé nunca devia implicar o desaparecimento da mãe.
Há 20 anos, o bullying ficava na escola. Agora vem contigo no bolso. 24 horas por dia.Aos 18 anos exigem-te que escolhas a carreira para a vida toda, que votes, que sejas adulto. Mas o teu cérebro ainda não está pronto. O córtex pré-frontal não está completamente desenvolvido. Ainda estás a aprender a sentir os sentimentos. Mas já te tratam como adulto de 30 anos.Neste episódio descobres porque é que adolescência não acaba aos 18 (vai até aos 24), como é que dos 19 aos 24 ninguém vai ao médico e porque é que gostamos de dar rótulos quando muitas vezes só falta amor.A Catarina criou a consulta Teens Plus: um espaço confidencial para adolescentes e jovens adultos dos 10 aos 24 anos. Porta aberta. Consultas de uma hora. A adolescência é a segunda oportunidade de criar um adulto funcional. A primeira foi nos primeiros três anos de vida. Depois desta, não há mais. Se não capacitares para gestão de frustrações aos 2-3 anos, chegam à adolescência sem saber lidar com frustração. E depois vêm os problemas graves de saúde mental.Não desistam do adolescente que têm à frente.
Acordas. Vais trabalhar. Cuidas da casa. Cuidas da família. Vais treinar. Respondes a emails. Fazes o jantar. Às 23h finalmente vais para a cama. E o cérebro liga.Dormir é a única coisa que piora quanto mais te esforças. Quanto mais pensas, menos dormes. Quanto mais forças, pior corre.Neste episódio descobres porque é que dormir mal é consequência (não o problema) e o impacto do que fazes durante o dia na maneira como dormes à noite. Descansar não é ser preguiçosa. O sono restaura memória, sistema imunitário, limpa o sistema glinfático. Sem isso, o corpo não funciona. Preparar o sono começa quando acordas, não 30 minutos antes de ir dormir.
Se fosse assim tão simples, não existiria obesidade.
Dor no joelho? Perde peso. Ansiedade? Perde peso. Infeção urinária? Perde peso. O peso torna-se o foco da consulta inteira, o problema real fica por resolver e as pessoas deixam de procurar cuidados de saúde.
Neste episódio descobres por que é que a obesidade é doença crónica, como é que o "food noise" rouba paz mental e por que é que quando paras os injetáveis há uma grande probabilidade de ganhar tudo de volta.
Não é preguiça. Há mecanismos hormonais, compulsão alimentar, resistência à perda de peso. E há um cérebro em guerra constante: "não posso comer isto", até que comes, culpabilizas-te e o ciclo recomeça.Tratamento farmacológico não é atalho. Cirurgia bariátrica não é desistir. São ferramentas. Ninguém te julga por tomar estatinas para o colesterol.
A consulta mais importante não é quando perdeste peso. É quando não perdeste e mesmo assim apareces.Não adies a consulta quando correu mal. É precisamente quando mais precisas dela.
From the publisher's feed