
Sign up to save your podcasts
Or


De Gênesis ao Apocalipse, vemos um único fio condutor atravessando toda a história bíblica: Deus deseja relacionamento. Não programas religiosos, não melhorias comportamentais, não prosperidade — mas comunhão real entre Deus e o homem.
Jesus não orou para que fôssemos apenas melhores pessoas, mais bem-sucedidas ou mais confortáveis. Ele orou para que estivéssemos nele, assim como Ele está no Pai.
A história da redenção avança por meio da amizade com Deus — desde o Éden, passando por Abraão, Moisés, Davi, os profetas, até os santos que clamam em oração. É esse relacionamento que sustenta a igreja, que apressa o dia do Senhor e que permanece quando tudo o mais passa.
O evangelho é a notícia de que Cristo nos libertou dos princípios elementares, não precisamos mais viver nesse mundo desfalecendo pela tentativa de comprar de Deus uma vida melhor. O prazer de Deus já está parcialmente disponível agora, e um pouco de prazer de Deus é melhor do que qualquer prazer completo que esse mundo pode dar.
Vamos viver a vida que experimenta da eternidade aqui e agora.
Estar diante da presença manifesta de Deus deve tocar não apenas em nossos sentimentos, mas no temor dos nossos corações, e portanto, o tipo de sabedoria que valorizamos. Ser tocado por Deus deve nos levar a abandonar a sabedoria mundana para aprendermos a sabedoria de Deus.
Nós somos o povo conquistado para esse Reino (Colossenses 1:13), isso significa que tudo o que fazemos aqui e agora está diretamente ligado a manifestação desse Reino (Romanos 13:11-14). É para isso que o Senhor nos deu o Espírito de Deus, Ele vem para dar testemunho do Cristo em nosso meio (João 14:26, João 15:26), para que o mundo o veja em nós e o conheça (João 17:20-21), para que tenhamos a mesma comunhão que o Filho tem com o pai e então o mundo nos reconheça como seus discípulos (João 13:35).
A aprovação humana nem sempre é o que pensamos num primeiro instante: elogios, presentes e sucesso. Muitas vezes, essa aprovação se apresenta para nós em forma de propósito e vocação. É o autorreconhecimento, é a aprovação interna que nos diz que estamos onde deveríamos estar.
Essa não é uma mensagem de apontamento e julgamento, é um convite: tudo isso é pouco demais, seja um servo de Cristo. Deixe que Jesus te liberte de você mesmo. Deixe que Jesus te liberte da opinião alheia para que você conheça as palavras dele e as guarde.
Vivemos aflitos, cansados e com medo porque somos muito rápidos em nos esquecermos do evangelho. É por isso que precisamos da vida em comunidade centrada do evangelho, na palavra de Deus. Precisamos de irmãos que nos lembrem o evangelho: a realidade do Reino.
'Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens.' (1Coríntios 15:19)
Jesus não anunciou nenhum outro evangelho que não fosse o evangelho do Reino.
Esse não é apenas mais um assunto, é do desejo pelo Reino que deve partir nossa busca pela santidade, nossa adoração, nossa conduta uns para com os outros, nossa mensagem, nossos objetivos e nossa esperança. Jesus nos conquistou para o seu Reino.
As pessoas estão sedentas por um culto que lhes represente. No mundo onde todos querem adorar seu próprio ventre os sacerdotes que fizerem um bezerro de ouro primeiro atrairão as multidões. As pessoas estão emocionadas, cheias de lágrimas e se sentindo tocadas em cultos que apenas lhes fizeram adorar seus próprios ventres.
Os falsos mestres já entenderam que responder aos anseios individuais trás muito lucro. O resultado é que muitas igrejas crescem como franquias por todo o mundo atraindo idolatras de si mesmo que se acostumaram a prestar culto segundo suas próprias particularidades em vez de conhecerem a glória do Deus vivo e responderem em adoração.
Precisamos parar de trocar a verdade do evangelho por moralismo barato a fim de não termos que lidar com as dificuldades que o discipulado pode gerar. Líderes abusadores existem, precisamos confrontá-los. Traição e abandono existem, precisamos superá-las diante da graça de Jesus. O medo e a insegurança existem, precisamos deixar que a palavra molde nossos pensamentos. Mas jamais devemos deixar que nossas dificuldades moldem o tipo de igreja que seremos.
Quando falamos de identidade, em nosso tempo, geralmente estamos falando de autenticidade, ou seja, aquilo que te faz único. Mas para a palavra, nossa identidade está em um lugar muito superior do que nós mesmos. O Apóstolo Paulo quer nos lembrar que antes mesmo do tempo existir, já pertencíamos ao Senhor.
Se minha identidade tiver raízes apenas em minhas características, meu propósito se resume a vocação e carreira. Mas se, como a palavra quer me dizer, minha identidade tiver início antes da criação do mundo, meu propósito é eterno e divino, Ele tem a ver com algo que Deus está fazendo mesmo antes do tempo existir.
Os discípulos viram Pedro andar sobre as águas em Mateus 14 e ouviram Jesus classificar sua fé como “pequena”. Mas em Mateus 15, a mulher cananeia que se humilha ao ser chamada de “cachorrinho”, ouve Jesus classificar sua fé como grande.
Em nossa soberba ainda não percebemos que é preciso mais fé para reconhecer sua incapacidade do que para andar sobre as águas.
Humildade é o estilo de vida que Deus estima!
A Igreja não é uma comunidade de doutores, nem mesmo uma comunidade política, a Igreja é uma comunidade de homens e mulheres comuns que estiveram com Jesus e por isso proclamam com coragem a sua morte até que ele venha.
O Evangelho verdadeiro não forma bons cidadãos, forma testemunhas de Cristo que proclamam a sua morte até que ele venha.
É hora de deixarmos as mentiras que temos escolhido acreditar a fim de evitarmos a dor do discipulado.
É hora de nos voltarmos a Cristo para que ele nos forme como discípulos que se apresentarão ao mundo como testemunhas vivas de sua obra.
É hora de assumirmos o chamado divino para sermos verdadeiros discípulos que proclamam o Evangelho ousadamente por meio de palavras e por meio de uma vida ordinária que honra o evangelho.
From the publisher's feed