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Como transformar vídeos em filmes que realmente conectam marcas e pessoas?
No 11º episódio da 8ª temporada do Programa Zine Negócios, Alexandre Silveira recebeu Matheus Dias e Matheus Rieri, fundadores da Base Company, para um bate-papo sobre audiovisual, empreendedorismo e criatividade.
Durante a conversa, os convidados contam como começaram no audiovisual, os desafios de empreender, as experiências de trabalho e como surgiu a ideia de criar uma produtora focada em narrativas cinematográficas para marcas.
De freelas com câmera emprestada até campanhas para artistas e grandes empresas, o episódio traz insights sobre: criatividade e posicionamento; construção de marca; mercado digital e muito mais.
Dá o play e vem conferir!
Programa Zine Negócios conta com oferecimento de:
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Terceiro episódio do Perfil Zine Negócios no ar para contar a história de Marcelle Tristão. Ela é mentora estratégica e fundadora da Tristão Escola de Negócios e conveniada FGV JF região, que além disso é mãe, amiga, líder e muito mais.
No episódio 100 do Programa Zine Negócios, o host Alexandre Silveira recebe Vitor Baesso e Gabriel Machado, sócios da Dealwise, para um papo direto ao ponto sobre crescimento, operação e um conceito que vem ganhando espaço no mercado: revenue builder.
Durante o bate-papo eles falaram sobre as origens da empresa que veio da fusão entre a Hackeando Processos e Faça Agora, sobre o que é ser uma revenue builder e da importância de estruturar uma operação que funcione com consistência.
A empresa, que possui clientes nacionais e internacionais, mantém sua sede em Juiz de Fora e soma mais de 3.000 clientes atendidos e cerca de 600 ativos.
Ficou curioso para saber mais? Assista ao episódio completo no YouTube e veja como uma revenue builder pode transformar a forma como você enxerga seu negócio.
Zine Negócios é um programa patrocinado por:
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A Allp Fit Academia chegou em Juiz de Fora com a proposta de oferecer aos clientes uma experiência completa, indo além do tradicional.
No 9º episódio da 8ª temporada do Programa Zine Negócios Alexandre Silveira e Matheus Fassini receberam Rodrigo Andrade e Mysson Henrique, sócios da Allp Fit Juiz de Fora, para falar sobre empreendedorismo, gestão e o mercado fitness.
No bate-papo eles falaram sobre a chegada da academia a cidade, os desafios iniciais, como funciona o ecossistema Allp Fit e seus diferencias, conexão com os alunos e colaboradores e sobre as possibilidades de expansão que o mercado possibilita. Inclusive, deram um spoiler sobre os planos de expansão, novas unidades e mais investimentos no radar da Allp Fit para Juiz de Fora.
Quer descobrir mais sobre os bastidores da Allp Fit e tudo o que ainda ficou fora deste resumo? Assista ao episódio completo do Programa Zine Negócios!
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Você já parou pra pensar que talvez o seu maior ativo não seja o seu produto, nem o seu serviço, mas a forma como você se comunica?
No 8º episódio da 7ª temporada do Programa Zine Negócios, Alexandre Silveira recebeu mais uma vez Carol Portilho, especialista em comunicação estratégica, para um papo que foi muito além da oratória. A conversa entra em um território pouco explorado: o impacto do comportamento não verbal, da coerência e da leitura de pessoas nos negócios.
Comunicação não é só o que você fala
Durante o bate-papo, Carol traz um ponto que já quebra uma crença comum: comunicação não é só sobre palavras.
Na verdade, segundo ela, palavras transmitem ideias, mas são os gestos e emoções que conectam pessoas de verdade.
E isso muda tudo. Porque não adianta ter um discurso bem estruturado se o seu corpo entrega insegurança, desalinhamento ou até desinteresse.
A habilidade que separa bons profissionais de líderes de verdade
Um dos momentos mais provocativos do episódio é quando Carol fala sobre uma “nova comunicação”.
Segundo ela, o modelo antigo — baseado apenas em informação e autoridade — já não funciona mais. Hoje, o que diferencia líderes e empresários é a capacidade de:
gerar conexão real;
demonstrar coerência;
ler o ambiente e as pessoas;
adaptar sua comunicação em tempo real.
E quem não desenvolver isso vai ficar para trás. Principalmente em um cenário onde contratar, liderar e engajar pessoas está cada vez mais desafiador.
Linguagem corporal: um superpoder nos negócios
Um dos pontos de destaque da conversa, foi o trabalho da Carol com linguagem corporal e microexpressões, ou seja, aprender a identificar emoções reais mesmo quando alguém tenta esconder.
Ela compartilha casos práticos, mostrando como pequenas expressões podem revelar muito.
Agora pense no impacto disso em uma venda. Saber identificar o que seu cliente está sentindo para mudar o jogo a seu favor.
A era da verdade
Outro ponto forte da conversa é quando Carol Portilho fala sobre coerência. Segundo ela, estamos vivendo um momento em que as pessoas estão mais críticas e a verdade aparece, de um jeito ou de outro.
Isso vale para líderes, empresários, criadores de conteúdo — todo mundo. É preciso ser coerente com o que você comunica.
Carol também destaca como alguns empresários ainda sofrem com o medo de gravar vídeos para as redes sociais e falar sobre o próprio negócio e como isso pode ser um gargalo para o crescimento, uma vez que a comunicação é um pré-requisito hoje em dia.
Comunicação é poder e responsabilidade
Mais do que vender mais ou influenciar melhor, desenvolver comunicação é também significa: se tornar mais humano; criar conexões reais; entender melhor o outro; se posicionar com verdade.
E aí? Como está a sua comunicação hoje? Você sente que consegue se posicionar bem? Ou trava na hora de gravar, apresentar ou liderar? Esse episódio é praticamente um convite pra você revisar tudo isso.
Gostou do spoiler? Tem muito mais histórias, exemplos práticos e insights no bate-papo completo.
Assista ao episódio do Programa Zine Negócios com Carol Portilho para entender melhor como usar a comunicação a seu favor nos negócios e na vida.
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Mais um Perfil Zine Negócios e, com ele, a oportunidade de conhecer mais a fundo os empresários de Juiz de Fora. No episódio de hoje, uma empresária — em um bate-papo sobre família, sonhos e liderança feminina. Na verdade, empresária é só uma das facetas da Nayra Del Duca, que é mentora, influenciadora e um dos principais nomes da contabilidade no país.
O 7º episódio da 8ª temporada do Programa Zine Negócios, apresentado por Alexandre Silveira e Geovana Santiago recebeu Marcelle Tristão, mentora estratégica, psicóloga e fundadora do Grupo M.Tristão.
O bate-papo rendeu boas reflexões e, ao longo da conversa, surgiram temas fundamentais para empresários, gestores e profissionais que buscam evoluir na carreira — autoconhecimento, inteligência emocional, desafios de liderança e muito mais.
Ao longo da conversa, Marcelle Tristão compartilha experiências pessoais, desafios da liderança, histórias de empreendedorismo e reflexões profundas sobre carreira e desenvolvimento humano.
A palavra que mais se repetiu durante a conversa, foi autoconhecimento.
Para Marcelle Tristão, entender quem você é — suas forças, vulnerabilidades e motivações — é a base para qualquer tipo de desenvolvimento profissional. Segundo ela, muitos líderes ainda focam apenas na competência técnica, mas deixam de lado a reflexão interna. E isso pode gerar decisões equivocadas ou dificuldades na gestão de pessoas.
Em sua visão, a liderança eficaz nasce da combinação de três pilares:– Autoconhecimento;– Competência técnica;– Capacidade de leitura de cenário e posicionamento estratégico.
Quando esses três elementos se encontram, surge o que ela chama de liderança 360°, capaz de gerar impacto real dentro das organizações.
Marcelle destaca que compreender as emoções — próprias e dos outros — ajuda o líder a construir relações mais saudáveis e produtivas dentro das empresas.
A inteligência emocional aparece como uma habilidade central para líderes que precisam conduzir mudanças organizacionais, gerenciar conflito, tomar decisões sob pressão e inspirar equipes.
Neste contexto de autoconhecimento, outro tema surgiu: a coragem. Coragem para olhar para dentro. Coragem para mudar de carreira. Coragem para assumir vulnerabilidades.
Marcelle observa que muitos profissionais — especialmente após os 40 anos — começam a questionar suas escolhas e buscar novos caminhos.
Frequentemente rotulados como desinteressados ou impacientes no ambiente corporativo, a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), segundo a Marcelle, são muitas vezes mal interpretados.
Ela observa que essa geração tem um forte senso de contribuição social, algo que pode ser extremamente positivo quando bem direcionado.
Quando gestores conseguem alinhar propósito, autonomia e aprendizado, a Geração Z pode se tornar uma grande aliada para inovação e transformação nas empresas.
Um dos pontos mais práticos da conversa foi o uso de ferramentas de mapeamento de perfil comportamental.
Segundo Marcelle, muitas empresas ainda cometem um erro clássico: contratam pela competência técnica e demitem pelo comportamento.
Com ferramentas adequadas, é possível entender melhor:
– Como cada profissional toma decisões;– Como se comunica;
– Como reage à pressão;
– Qual ambiente favorece seu desempenho.
Esse tipo de diagnóstico ajuda líderes a posicionar pessoas no lugar certo e a criar estratégias de desenvolvimento mais eficientes dentro das equipes.
Empreendedorismo e desenvolvimento humano
Além da mentoria estratégica, Marcelle também lidera o Grupo M.Tristão, um ecossistema voltado ao desenvolvimento de profissionais, educação executiva e aceleração de carreiras.
Entre as iniciativas estão:
Programas de educação executiva em parceria com a FGV
Mentorias estratégicas para líderes e CEOs
Comunidades de desenvolvimento profissional
Projetos voltados à formação de jovens talentos
O objetivo é claro: preparar profissionais para um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.
Tudo isso é apenas uma amostra do que foi discutido neste episódio do Programa Zine Negócios.
Confira o episódio completo!
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No dia 3 de março de 2026, o estúdio do Programa Zine Negócios recebeu um episódio diferente. Sem pauta sobre expansão de mercado, inovação ou cases de crescimento. O assunto era outro.
Juiz de Fora vive a maior tragédia de sua história recente. Após dias de chuvas intensas, a cidade registrou 65 mortes e mais de 8 mil pessoas desabrigadas, entre abrigos públicos e casas de familiares. Bairros devastados, casas soterradas e, infelizmente, histórias interrompidas.
No meio deste cenário, Jonas Ribeiro, empreendedor com longa experiência no setor de eventos e entretenimento, decidiu contribuir com a cidade através da sua expertise em organização de processos e logísticas complexas.
Acostumado a organizar grandes festivais, shows e operações logísticas, Jonas se viu diante de um “evento” que ninguém queria produzir: uma crise humanitária.
"Eu estou organizando o maior evento da minha vida. Pena que é uma tragédia como essa. Estou ajudando a organizar e criar os processos." — Jonas Ribeiro.
Logo nos primeiros dias após o desastre, Jonas e parceiros — como Felipe Barreto, produtor do Alok — começaram com ações emergenciais: compra de água, cestas básicas e mobilização de contatos. Logo com as primeiras doações e, também, lendo o cenário de pontos de coleta e distribuição, Jonas percebeu o ponto mais importante: O problema não era falta de solidariedade. Era falta de integração.
Para Jonas, havia um excesso de iniciativas isoladas. Alguns pontos de coleta estavam superlotados, por exemplo, enquanto outros careciam de itens básicos. Além disso, era preciso olhar para os voluntários, que estavam exaustos por falta de escala organizada e não conseguiam controlar a chegada de doações.
Para quem é empresário, isso lembra operação sem processo, estoque sem controle e time sem gestão.
Foi então que começaram a surgir conexões estratégicas com instituições como a CUFA (Central Única das Favelas), que trouxe experiência nacional em atuação em tragédias, além do Instituto Alok, Instituto Dubdogz, ONGs locais, cozinhas solidárias, Grupo Viva/Bem Laranja, que cederam o Terrazzo para a ação, e outras lideranças.
"O excesso de boa vontade, quando não é coordenado, faz a ação acontecer de forma desordenada. [...] A gente precisa integrar as ações." — Jonas Ribeiro.
Um ponto marcante da conversa foi o relato da mobilização de lideranças locais — produtores, empresários, organizações sociais — que decidiram atuar juntos no movimento que eles nomearam de União Juiz de Fora. Concorrentes no mercado se tornaram parceiros na crise.
Jonas reforça que não se trata de substituir o poder público, mas de colaborar com organização, inteligência e integração de esforços.
Outro aprendizado poderoso do episódio foi sobre timing. No início, a prioridade das doações era água e comida pronta. Depois, se fizeram necessários itens de higiene, fraldas, botas, EPIs. Depois que a fase de urgência passar, virão móveis, eletrodomésticos e reconstrução de dignidade. Além disso, haverá uma fase longa de apoio psicológico e reorganização social das famílias atingidas.
A previsão apresentada no programa é de, pelo menos, 60 dias de atuação intensa. O desafio, agora, é manter as pessoas engajadas na causa, mesmo depois que o caos for "normalizado", porque como o Jonas destaca, a comoção diminui, com o passar do tempo.
Como o trânsito ainda está interditado em algumas ruas e o fluxo está bem intenso, Jonas indica que quem tem disponibilidade de ser um voluntário, procure locais da região onde moram.
O episódio foi muito rico e nos mostrou que empreender não é só gerar lucro. É também saber responder quando a cidade precisa, com processos, gestão e integração.
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No 5º episódio da 8ª temporada do Programa Zine Negócios, Alexandre Silveira e Danilo Martins receberam Vitor Pereira, fundador da 4.events, um ecossistema completo de tecnologia para eventos. A conversa foi muito além dos eventos e passou por temas como visão, adaptação e como transformar crise em crescimento.
A jornada do Vitor começa lá atrás, na USP de São Carlos, dentro de uma empresa júnior. Neste contexto, a empresa júnior tem um papel importantíssimo em sua formação por ser um ambiente seguro para errar, testar e aprender com os erros. Esta vivência acelera a mentalidade empreendedora.
O grande insight desta época veio quando Vitor estava na organização de um evento universitário com emissão de certificados. Depois de emitir manualmente 500 certificados no Word, enfrentando planilhas de Excel e ainda tendo que conciliar com a conferência bancária manual, Vitor desenvolveu um sistema para facilitar este trabalho. Na próxima edição do evento, Vitor já aplicou o sistema, que chamou atenção de outros organizadores de eventos que também enfrentavam dificuldades nesta etapa.
“Um bom empreendedor resolve a própria dor e percebe que outras pessoas têm a mesma.” — Vitor Pereira.
O que começou como solução interna virou produto, que logo se transformou em negócio e evoluiu para um ecossistema.
Entre 2013 e 2015, a empresa deixou de ser “projeto paralelo” e começou a ganhar estrutura e atender clientes maiores, como a Universidade Federal de São Carlos. Nesta mesma época, Vitor conheceu sua esposa, que foi quem viu a UFSCar como um potencial cliente. A VP Eventos seguiu evoluindo entre 2016 a 2019 teve um momento de muita expansão e profissionalização.
Credenciamento presencial, controle de acesso, equipamentos físicos para eventos e estrutura tecnológica mais robusta foram alguns dos serviços oferecidos pela empresa, além de atuação também em eventos corporativos. A VP Eventos ainda era uma empresa técnica, focada em resolver dores operacionais, mas já percebia que o mercado buscava mais experiência e integração.
Quando, finalmente, depois de muito esforço e observação para entender as necessidades do mercado, veio a pandemia. O clientes sumiram, junto com os eventos. Os sócios saíram. Vitor tinha em casa uma filha era recém-nascida e sua esposa tinha largado o emprego na prefeitura para se dedicar à criação da filha.
“Ou eu pivoto a startup aqui agora, ou eu começo a distribuir currículo para ser desenvolvedor de novo.” — Vitor Pereira.
Em meio à pandemia, Vitor decide transformar completamente o modelo e a VP Eventos passa a desenvolver:
— Plataforma própria de transmissão online;
— Ambientes virtuais em 3D;
— Feira digital com estandes interativos;
— Chatbots para patrocinadores;
— Jornada digital completa do participante.
Enquanto o mercado ainda tentava entender o que fazer, a empresa já oferecia solução estruturada e a demanda explode.
Em 2021 a marca passou por um rebranding, sendo batizada de 4.events e adotando o posicionamento de uma marca global, domínio estratégico e visão internacional. Um verdadeira ecossistema completo de tecnologia para eventos, altamente customizável e independente do formato.
“Empreender não é criar algo ‘porque parece legal’, é resolver algo que dói. Quando a solução realmente resolve, o mercado responde.” — Vitor Pereira.
Inegavelmente, o comportamento mudou após a pandemia e, claro, as empresas que querem se destacar, se diferenciar e se manter no mercado, devem entender e atender tais mudanças. Por exemplo, depois de experimentar interatividade nos eventos online, o público não aceita mais experiências básicas no presencial. Hoje, tecnologia para eventos não é diferencial, é a expectativa mínima.
O evento deixou de ser só encontro físico e virou plataforma estratégica com:
— Aplicativos personalizados;
— Experiências integradas;
— Captação de dados inteligente;
— Networking estruturado;
— Automação.
Nesse cenário, a 4.events se posiciona como um player nacional de peso.
O artesanato mineiro sempre foi mais do que objeto. Ele carrega histórias, cheiros, texturas e lembranças que atravessam gerações. Memória afetiva — este foi o fio condutor do 4º episódio da 8ª temporada do Programa Zine Negócios entre Alexandre Silveira, Matheus Fassini e Cássio Fernandes, fundador do Empório Vó Olívia.
O bate-papo vai muito além de números e estratégias de e-commerce. Ele revela como um negócio pode escalar, atingir milhões de pessoas e, ainda assim, manter algo raro hoje em dia: alma.
Antes de se tornar uma referência nacional, e até mesmo internacional, o projeto nasceu em um quiosque no Independência Shopping, em Juiz de Fora. Ali, eram comercializados os sabores da roça, quitandas, biscoitos, doces e algumas peças artesanais.
Quando uma cliente do Rio de Janeiro entrou em contato pedindo um simples bule artesanal, mesmo após o fechamento da loja física, a chave virou. Não era o doce. Não era o biscoito. Era o objeto carregado de significado. Nascia ali o embrião de um negócio que hoje conversa com milhões de pessoas.
Um dos pontos mais fortes da conversa é a forma como Cássio enxerga o artesanato: não como mercadoria, mas como história contada em forma de objeto. A escolha dos artesanatos do Empório Vó Olívia não segue apenas critérios estéticos ou tendências de mercado.
“Curadoria, pra mim, não é tendência. É algo que precisa me tocar. Se não tem história, memória e afeto, não entra.” — Cássio Fernandes
Desde uma fruteira simples de madeira até esculturas de barro disputadas por arquitetos, restaurantes e clientes que aceitam esperar meses por uma peça feita à mão.
Apesar de ser um grande desafio atender milhares de clientes mundo afora, organizar estoque, fazer curadoria e fazer a gestão de todo negócio, Cássio sempre teve a essência do Empório Vó Olívia muito bem definida, marcado pela simplicidade, afeto e mineiridade. Estes traços, inclusive, moldam sua personalidade, já que foi criado por sua vó Olívia na roça.
“Minha avó era artesã sem saber que era artesã. Ela remendava roupa, fazia capa de sofá, bordava tapete. Isso tudo é artesanato.” — Cássio Fernandes
O modelo de negócio do Empório Vó Olívia funciona em parceria com centenas de artesãos, muitos deles no interior de Minas Gerais. A empresa compra os artesanatos e vende on-line. O papel do Empório, nesse caso, é quase de tradutor cultural entre o mundo digital e o fazer manual. Tudo isso, respeitando o tempo, o processo e até os limites dos artesãos que não querem produzir em grande escala.
O interessante é que o Empório Vó Olívia, com todo o conceito de afeto e memória, se tornou uma verdadeira comunidade. Cássio conta no episódio que os clientes são verdadeiros fãs da marca, por conta de tudo que ela representa.
A comunicação é muito próxima, sem automações, por estratégia mesmo. Em tempos de IA, um comentário respondido por um humano, é ouro. Assim é feito nas redes sociais do Empório Vó Olívia, não há robôs, nem mensagens frias.
“Se alguém para o tempo dela para comentar ‘que lindo’, o mínimo que a gente pode fazer é responder.” — Cássio Fernandes
Cássio faz muitas lives no perfil do Empório Vó Olívia, muito aguardadas pelos seguidores, inclusive. A venda acontece em tempo real e, mais que isso, acontecem conexões reais: as pessoas querem ouvir histórias, perguntar sobre os artesanatos, conhecer mesmo este universo.
Mesmo com este contato virtual caloroso e com o e-commerce consolidado, Cássio sentiu a necessidade de expandir e abrir lojas físicas. As lojas do Empório Vó Olívia não funcionam como vitrines tradicionais. Elas são pensadas como ambientes de vivência: fogão à lenha, árvore no meio do espaço, peças espalhadas para tocar, sentir, lembrar.
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